Amigo Secreto no Hotel Fazenda
13 Capítulo 13 - Isabella Faedda POV
Eu gostaria, antes de tudo, de declarar que as pessoas do Amigo Secreto corromperam toda a minha inocência. Eu era um baby fofo e inocente antes de entrar. Mas como ninguém lá presta, é difícil prestar depois que se entra. E simplesmente não há porta de saída.
Na primeira brincadeira da noite, a minha dupla foi a Laura. O problema é que a Laura é alta. Bem alta. E eu não. Então a gente meio que perdeu super rápido. O que meio que tava tudo bem, porque eu nem queria muito brincar daquilo. Eu preferia desenhar. Mas acho que se eu falasse isso pro recreador do hotel, ele me colocaria na turminha das crianças. Então fiquei quieta, esperando eles anunciarem como fariam para escolher os vencedores. A Bianca e a Isa Rapp teriam que disputar só com a Thaís e a Panda Dassi. Só que não seria mais a brincadeira da bola. Seria diferente. Eles vendaram a Thay e a Bia, e a Panda e a Isa teriam que ser os olhos das duas, só guiando-as pela voz. A que alcançasse o ponto certo da área da festa e pegasse a bandeirinha do hotel no menor espaço de tempo venceria a brincadeira e garantiria o prêmio para a dupla. A primeira a tentar achar a bandeira foi a Bia. Só tentem adivinhar como a Isa era guiando.
Entre barulhos de coelho parindo, ela dava instruções. Mas só de vez em quando. Acho que foi por isso que a Panda e a Thay ganharam (ok, talvez tenha sido pela habilidade da Thay de se orientar no espaço. Mas shiu).
– Próxima brincadeira — Um recreador anunciou. — Formem duas filas, uma de frente para a outra. Tá na hora da torta na cara.
Foi quando o alvoroço começou. Não teve UMA pessoa do AS que não tenha gritado.
– EU QUERO JOGAR UMA TORTA NA CARA DO BOND!
– Vocês todos me desejam — Bond fez uma cara de odeio vocês... Como sempre.
– Bondall*, awnnn — A Paula gemeu de algum lugar — Bond pega todo mundo que eu sei.
– Pega na1 — A Cristye falou e começou a rir — Nossa, eu queria muito falar isso desde que eu cheguei. Brigada. Tá, podem continuar.
– Okay... — O recreador parecia não entender muito bem a situação, mas colocou a galera toda do AS em uma fila só, e o bond na outra fila junto com o pessoal que não era do AS mas era de idade parecida e estava no hotel. — As regras são as seguintes. Vamos fazer uma pergunta para o primeiro de cada fila ao mesmo tempo, quem levantar a mão primeiro tem o direito de responder. Se acertar, pode jogar torta no oponente. Se errar, leva torta na cara. — E aí outros recreadores entraram com um carrinho cheio de fôrmas de torta com chantily.
– Eu não como derivados de leite — A Alice resmungou.
– Quem falou em comer? — O Bond franziu os olhos — Eu vou é esfregar isso na tua cara. — Ai como ele é doce. Só que não.
O Bond era o terceiro na fila do outro lado, então houve uma certa discussão sobre quem seria o terceiro da nossa pra ter uma chance de dar uma tortada na cara dele.
– Eu acho — A Paula se intrometeu — Que deve ser a Isabella, a Thaisa, a Panda, a Maria, a Giu ou a Cristye. Porque ele trai todas elas com Bondall.
Elas pareciam um pouco desgostosas com a menção de serem traídas (eu entendo, deve ser uma situação chata), e resolveram tirar na sorte. No zerinho ou um, ganhou a Thaisa, que ocupou seu lugar de terceira da fila com um olhar maléfico no rosto.
A Giulia acabou dando tortada na cara do menino com o qual ela tinha sumido, e a Bianca, por causa de uma pergunta sobre a culinária típica da Europa, tomou uma tortada na cara do tal clone de Will Herondale.
– No regrets. — Eu a ouvi sussurrar — Valeu totalmente a pena.
Na hora da Thaisa e do Bond, um silêncio se fez e pareceu que ia começar um daqueles duelos de faroeste. Até que o recreador perguntou:
– Qual é a capital da Austrália?
Antes de a Thaisa ter tempo de surtar porque sabia a resposta, o Bond levantou a mão (o que meio que desapontou todo mundo que queria ver ele tomando torta na cara) e falou:
– Sidney. — O que alegrou de volta todo mundo que queria ver ele tomando torta na cara. Que era basicamente o AS inteiro.
Muito lentamente, a Thaisa aproximou a fôrma de torta do rosto do Bond e berrou CAMBERRA. E aí saiu rindo.
Logo chegou a minha vez, e era uma pergunta absurdamente idiota.
– Quem é o autor de "Toda Poesia"?
Levantei a mão, berrei "Paulo Leminski" e fui agarrar as meninas de felicidade. Primeiro porque eu não fui a única a ganhar esse livro no AS a Bia Custódio também ganhou, segundo porque eu amei ganhá-lo.
Um recreador muito muito gato veio me parabenizar por eu ser tão culta. E aí eu parei de prestar atenção em volta, porque eu tava bem entretida já.
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