Amigo Secreto
1 Capítulo Único – As Regras Do Jogo
Notas iniciais
Prisão Nanba. Segunda-feira. Mais um dia estava começando, normal como sempre era, e até calmo, mas rolava um clima estranho no ar. Todos sabiam que a prisão estava tendo suas desavenças entre os presos, e não apenas isso, entre seus guardas também, o que para a diretora Hyakushiki não era uma coisa muito boa. A prisão Nanba deveria ser boa para todos, onde todos pudessem se dar bem, principalmente os detentos, para que eles não desejassem escapar, então ter um sentimento de briga no ar não era uma opção, era uma missão á ser cumprida com sucesso total, onde tudo voltasse á ficar bem.
Por isto Mitsuru lhe deu uma ideia de fazer um jogo simples, que poderia aproximar todo mundo: Um amigo secreto. Porque não né? Ambos sabiam que isso poderia piorar tudo se os participantes decidissem zoar com a cara dos outros, mas era melhor tentar algo antes de desistir e tomar medidas mais severas.
Então, por volta das duas da tarde, a diretora, juntamente com o locutor, fizeram o anúncio para toda a prisão sobre o jogo e suas regras.
Regra número 1 – Todos da prisão devem participar, e quem decidirá quem irá retirar quem será o próprio Mitsuru, mas quem irá decidir quem o tirará é a diretora.
Regra número 2 – Não se pode gastar muito dinheiro para o presente por participante, e os prisioneiros podem pedir seus presentes pela internet, mas será verificado o valor gasto na compra.
Regra número 3 – Não se pode dar presentes cortantes, perigosos, incendiários ou coisas do gênero, nem mesmo entre os guardas, então se um prisioneiro ou um guarda tentar comprar algo perigoso, será punido severamente.
Regra número 4 – Todos terão até a próxima semana para comprar o presente, e quem não comprar um presente, mesmo o mais ruim que seja, também será punido, mas em uma escala pequena.
Regra número 5 – Não pode dar como presente um animal de estimação, por menor que seja, mas pode dar uma planta., desde que a mesma não seja venenosa ou de grande porte.
E após isso, a diretora convocou todos os supervisores dos 13 prédios para que escolhessem entre eles os seus amigos secretos, o que Mitsuru ria internamente por saber que causaria uma rixa entre eles, mas os mesmos deveriam ser legais entre si, pois estavam na presença da poderosa e assustadora diretora. Alguns ficaram felizes ao ver quem retiraram, mas outros fecharam a cara ao ver quem deveriam presentear, mas quem ficou mais surpresa ao ver quem seria seu amigo secreto foi a própria diretora, que corou ao ver que retirou Hajime, o que os outros – menos Mitsuru – acharam que ela estava vermelha de raiva e decidiram se despedir e ir embora. E sim, pessoas como os médicos da prisão, Okina, Kazari e KAGU-8, ou Kaguya, também estavam na reunião.
— Mitsuru...como você... – A diretora comentou quando percebeu que só havia ela e seu locutor na sala de reuniões.
— Ora ora querida diretora, quem você acha que eu sou? É claro que eu mexi uns...pauzinhos por assim dizer, para que você tirasse seu tão amado Ha-ji-me-chan~ — Disse sem qualquer desculpa que fosse, e conhecendo Momoko como apenas ele a conhecia, sabia que estaria tudo bem devido á ela apertar o papel em seus dedos com um sorriso fofo nos lábios.
— Certo...então...devemos começar á partir de agora os sorteios entre os guardas e os detentos. Mitsuru, ajude com isto. – Hyakushiki proclamou enquanto guardava o papel em seu bolso e ia para sua sala ás pressas.
— Okay querida diretora, não se preocupe com nada. Irei fazer com que tudo saia perfeito. Até~ — Após se despedir da mulher que dava baixos gritinhos histéricos de alegria em sua sala, Mitsuru foi até sua própria sala, de onde podia trabalhar...e como trabalharia.
~*~*~*~ Horas Depois ~*~*~*~
Mitsuru finalmente havia terminado de anotar e separar os nomes dos detentos de cada cela e prédios e de seus guardas, assim, passando em todos os 13 prédios e entregando caixas especiais com uma pequena abertura de onde os presos poderiam retirar os nomes de outros detentos; na qual poderiam ou não ser de outros prédios, Mitsuru se deu a liberdade de que os detentos pudessem tirar prisioneiros que não conheciam direito, mas isso deixaria a brincadeira mais divertida.
E fez a mesma coisa com os guardas, dando-lhes caixas com os nomes de seus colegas de trabalho. Tudo parecia estar indo bem, pois nenhum detento ou guarda teve reações, digamos, ruins aparentemente pela pessoa que tiraram, então para o moreno, tudo estava bem, pois conseguia ver em suas câmeras que alguns detentos tiveram reações engraçadas aos seus olhos, o que o fez dar uma baixa gargalhada. Toda aquela situação seria muito engraçada de se ver...
~*~*~*~*~
— Ne, Jyugo-kun, quem você tirou? Hein, hein? – Nico perguntava enquanto tentava espiar o nome da pessoa que o amigo havia tirado, mas o mesmo tentava esconder o papel. – Não seja chato Jyugo-kun, deixa eu ver. – Insistia e tentava tirar o papel dele.
— Não Nico, sai fora. Só te mostro se você me mostrar o seu. — Escondeu o papel na mão e encarou Nico, que afirmou com a cabeça.
— Tá bom. Vamos mostrar no três tá?
— Tá bem...
— 1...2...3 – Disseram juntos e depois da contagem, mostraram os papéis.
Nico havia tirado Honey, prisioneiro do terceiro prédio e Jyugo havia tirado Uno.
— Que sorte Jyugo-kun, você tirou o- O rapaz de olhos heterocromáticos tapou a boca do moreno o quanto antes, não queria que Uno escutasse que ele o havia retirado.
— Não diga isso para ele Nico, é pra ser surpresa. – Sussurrou baixinho no ouvido do esverdeado, que afirmou depois de um tempo.
Enquanto Jyugo e Nico conversavam sobre o que cada um poderia dar para seu amigo secreto no canto da cela, Uno e Rock faziam o mesmo em outro canto. O inglês havia retirado Musashi e o americano o Liang.
— Você tem sorte por ter tirado o Liang, Rock. Vocês dois já se conhecem á um bom tempo, são amigos. Eu mal conheço o Musashi, não sei o que ele iria gostar. – Uno reclamava para o amigo, que apenas sorriu e deu tapinhas amigáveis em suas costas.
— Tudo bem Uno, eu te ajudo com isso ok? – Piscou ao rapaz que concordou sorrindo também.
Enquanto isso, na sala dos guardas, Hajime, Yamato e Seitarou estavam discutindo qual presente iriam dar á seus amigos secretos. O supervisor havia, infelizmente, retirado Samon – ou macaco – e estava com uma bela carranca no rosto enquanto fumava seu cigarro. Yamato havia retirado o supervisor Yozakura e Seitarou tinha tirado o supervisor Kiji. Parecia que apenas o “gorila” estava irritado com esse jogo, mas ele tinha curiosidade em saber quem o retirou.
As coisas nos outros prédios estava praticamente a mesma, tanto para os detentos quanto para seus guardas e supervisores. Estava uma zona. Não havia dado nem duas horas e todos estavam quebrando a cabeça para poder presentear seu escolhido de forma que não causasse rebuliço. Os que tiveram sorte de tirar um conhecido estavam de boa, mas os que tiraram um completo desconhecido estavam doidos para tentar saber um pouco sobre quem eles haviam retirado, para que não desse um grande problema por causa do presente. É, Mitsuru sabia como causar um alvoroço com apenas um simples jogo. Ele ria em sua sala e olhava para o papel de quem deveria presentear e sorriu; não teria problema em comprar um presente para aquela pessoa, muito menos se preocupar com a pessoa que o retirou.
~*~*~*~ Dias Depois ~*~*~*~
O bendito dia havia enfim chegado. Muitos estavam nervosos enquanto seguravam seus presentes em mãos em suas devidas celas para os detentos e em suas salas no caso dos guardas. A diretora então fez um anúncio na qual todos os presentes deveriam ser entregues em um carrinho e que depois de algum tempo, os presentes seriam redirecionados para seus destinatários, e que todos os presentes deveriam ter obrigatoriamente o nome de quem o enviou. E assim foi feito; carrinhos foram passados pelos prédios e ficavam cheios de presentes e voltavam para um lugar para serem separados e depois reentregues para as pessoas, coisa que durou algumas horas.
Por fim, os presentes chegaram nas mãos de todos, que estavam meio nervosos em abrir e ver de quem era. Os supervisores, juntamente com a diretora e Mitsuru estavam na sala de reunião e por fim, após dado o sinal, todos puderam abrir o presente e ver o que era e de quem era. E pelas câmera dava para ver a reação de todos. Algumas neutras, outras felizes, ouras surpresas e outras....bem, teve todo tipo de reação.
Na sala de reunião aconteceu o seguinte: A diretora foi a primeira e olhava para seus supervisores com seriedade, até pousar sobre Hajime, que sentiu uma gota de suor frio lhe escorrer pela nuca. Momoko abriu um sorriso tímido e lhe entregou o presente, na qual fora agradecida, e no momento em que Hajime foi pegar o presente, seus dedos médio e indicador encostaram de leve nos de Momoko, que prendeu a respiração por um segundo e se controlou para não surtar. O supervisor conhecido como “gorila” estava nervoso em ver o que estava na caixa, mas queria abri-la para poder ver a cara de Yozakura, que o fuzilava com seu olho e fechava as mãos em punhos fortemente abaixo da mesa.
O presente era uma caixa retangular pequena, embrulhada em um papel de presente carmesim e enrolado com uma faixa preta simples. Bonito, sofisticado e simples, Hajime tinha de admitir. Ele soltou a fita e abriu a caixa, retirando de lá um maço de cigarro de marca não muito cara, mas sofisticada e de mentol. O homem não teve palavras para descrever como se sentia no momento, para si, era quase surreal. Esboçou um simples sorriso contido e agradeceu novamente á diretora, que desviou o olhar disfarçadamente. Yozakura estava quase que espumando de raiva, pensando em quanto o maldito do Hajime era sortudo por ter ganhado um presente da diretora.
Agora era a vez do supervisor do 13º prédio entregar seu presente. Ele olhou para o “macaco” Samon e bufou, lhe entregando seu presente. O Gokuu ficou surpreso e agradeceu pelo presente, o pegando meio rápido e meio que desconfortável, assim como quem o presenteara, mas tinham de passar uma boa imagem, pois estavam na presença da diretora. Seu presente era uma caixa mediana com alguns pequenos furos, embrulhada em papel verde esmeralda e laço vermelho. Ele retirou a fita e abriu a caixa, tirando um jarro marrom de flores, sendo elas ajisais, as belas hortênsias de cor avermelhada belíssimas. A cara de admiração pelo presente era tudo o que Hajime precisava no momento, poderia jogar isso na cara dele mais tarde. Samon agradeceu mais uma vez pelo presente, mas não estava com seu presente em mãos, pois seu escolhido era um prisioneiro, então teria de passar em sua cela mais tarde para presenteá-lo
Sendo assim, Hyakushiki indicou que o supervisor do 1º prédio fosse o próximo. Ichijou, o “coelho” então olhou para o rapaz ao seu lado, que no caso era Mimaijita – o vice-supervisor do 2º prédio – e lhe entregou seu presente. O “gato” agradeceu e deu uma olhada na caixa, que era alaranjada com fita branca. Quando abriu a caixa, seus olhos brilharam animados, ele havia ganhado um Maneki-Neko que mexia a patinha. O rapaz agradeceu pelo presente e disse que no momento não poderia presentear seu escolhido, pois o mesmo era um dos médicos. Sendo assim, Kiji – o “faisão” fora o próximo para presentear, mas ele também havia retirado um dos médicos, então teria de esperar.
Sendo assim, o “cão” Yozakura era o próximo. Dava para ver a felicidade estampada na sua cara, então todos sabiam quem ele havia retirado. Não foi surpresa quando ele foi entregar o presente nas mãos da diretora quase chorando de gratidão. A caixa era mediana e embrulhada com papel rosa e fita azul de forma fofa e com pequenos babados. A diretora então abriu a caixa e sorriu agradecida. Havia ganhado um porta broches em forma de pêssego, coisa que agradou a diretora que lhe sorriu contente. Kenshirou poderia morrer agora de tanta felicidade.
O próximo era Damian, que meio tímido entregou seu presente para o homem ao seu lado, Nijimasu. A caixa era mediana e o embrulho era fofo, com papel de arco-íris e fita branca. O supervisor do 7º prédio agradeceu ao amigo e foi logo abrir sua caixa, quase não contendo um gritinho histérico de animação ao ver que recebera tabletes de chocolates suíços. O “colorido”, assim por dizer, pegou seu presente e entregou á Damian, o que foi uma surpresa, tendo em visto que era algo difícil que duas pessoas se tirem em um jogo como esse. Damian pegou a caixa e agradeceu timidamente, notando que ela era comprida porém fina, de cor branca e vermelha. Assim que a abriu, viu que era uma máscara de hóquei exatamente igual á de Jason de Sexta-Feira 13, feita e pintada á mão, nos mínimos detalhes, assim como as manchas de sangue.
E assim se seguiu a troca de presentes entre eles e quando não havia mais ninguém para presentear ou ser presenteado, eles foram dispensados para seus afazeres normais ou para entregar os presentes á seus escolhidos ou esperarem pelos seus presentes. Mitsuru continuou na sala com Momoko após a saída dos guardas e sorriu debochado.
— Diretora, querida, essa é sua chance. Aproveite que o Hajime-chan parece de bom humor e vá se declarar para ele. – Ele cutucava o braço dela gentilmente enquanto ela olhava seus dedos indicador e médio, na qual haviam sido encostados pelos do Sugoroku. Suas bochechas estavam coradas e ela sorria de forma boba, mas muito fofo.
— Eu...não sei se devo fazer isso Mitsuru – Ela começou, mas foi interrompida pelo moreno.
— Nunca saberá se não tentar. E a diretora que eu conheço nunca desiste antes de tentar. – ele disse convicto, coisa que fez a azulada concordar e inflar o peito em coragem.
— Mas não agora. Tenho outras coisas para resolver. – Ela disse séria e se levantou para ir para sua sala.
Mitsuru sabia que era mentira, mas era melhor não pressionar a mulher. Sendo assim, ele deixou a sala por fim e foi para a sua própria, para ver como estava o estado na prisão.
Em um meio tempo, o vice-supervisor do 5º prédio abordou Ichijou para lhe entregar seu presente, que consistia em uma caixa pequena preta e uma fita rosa. Ele agradeceu e Inori foi embora, resolver suas coisas. Quando se viu sozinho, o “coelho” abriu a caixa e viu ser um novo par de óculos iguais aos seus, mas de cores diferentes.
Um pouco depois do sinal ter sido dado, Hakkai recebeu a visita de um dos médicos, o doutor Okina. O médico apenas chegou, entregou o presente e foi embora. Inori ficou levemente estático no momento mas depois olhou para o presente. Era uma caixa quadrada fina mas grande, estilo tabuleiro, embrulhado em papel amarelado e fita branca. Quando o vice-supervisor abriu a caixa, um grande sorriso se estampou em seu rosto, havia ganhado um novo tabuleiro de Mahjong.
Depois que o encontro dos supervisores e da diretora terminou, dois deles – Mimaijita e Kiji — foram em direção á enfermaria, encontrando os dois médicos, a enfermeira robô e o aprendiz do chef da prisão, Shiro, um ex-prisioneiro. O grande cozinheiro estava presenteando KAGU-8, ou Kaguya, e quando viu os supervisores, acenou com a cabeça e foi embora. A robô segurava em mãos um livro embrulhado em papel dourado e fita rosa. Quando abriu, viu que era o conto da Kaguya-hime.
Enquanto a robô abria seu presente, os médicos foram presenteados pelos supervisores; Okina por Mao e Kazari por Kiji e logo depois se retiraram da enfermaria. O homem recebeu uma caixa irregular meio retangular um tanto quanto grande embrulhada em um papel listrado branco e vermelho e tinha uma alça saindo dela. Obviamente se tratava de uma maleta de primeiros-socorros, aparentemente. E ele não estava totalmente errado ao retirar o papel, visto que a caixa tinha sim a aparência de uma de primeiros-socorros, mas dentro dela havia equipamento cirúrgico de primeira linha. “ Esses jovens sabem exatamente como presentear alguém. ” – foi o que se passou na mente do médico. Ao olhar para sua esposa, ele viu que o presente dela era um caderno de rascunho digital para criação de modelos. Realmente, aqueles jovens sabiam como presentear alguém.
Um pouco depois que Shiro saiu da enfermaria e voltou para seus aposentos é que ele finalmente pode abrir seu próprio presente, que havia sido dado por Liang. E ficou um tanto quanto satisfeito ao ver que seu presente era um novo livro de receitas de países estrangeiros.
No prédio 3, tudo estava ocorrendo bem, pois Kiji queria que tudo estivesse belo enquanto abriam seus presentes. Em sua sala, o supervisor olhava para seu presente lindamente embrulhado á mão com papel brilhante de cor prata com fita violeta. O remetente era o guarda bonitinho do 13° prédio, o tal de Seitarou. Seu presente em questão era uma caixa retangular alta, e não demorou para que fosse aberta com cuidado, se surpreendendo quando abriu a tampa e notou que era uma garrafa de vinho de alta classe e até bem cara, mas extremamente deliciosa. “ Essa criança é realmente um encanto e uma caixinha de surpresas. ”
Já entre as celas, dois prisioneiros muito amigos abriam seus presentes em conjunto. O primeiro que abriu seu presente foi Honey, que havia ganhado de Nico, aquele rapaz dos remédios do prédio 13. O americano não sabia o que esperar, visto que sabia que o moreno não batia tão bem assim da cabeça, mas o presente em formato quadrado grande e embrulhado em papel roxo de fita preta deixou á desejar. Não poderia ser algo ruim...poderia? Mas no final, ele abriu a caixa e sorriu ao ver que o tal presente era um jogo de dardos. Mas como o menino sabia desse seu gosto? Era realmente assustador o que acontecia dentro daquela prisão.
Quando era a vez de Trois, ele ficou olhando para o nome escrito na fita vermelha do seu presente de papel verde. Ele havia sido presenteado por Tsukumo, o ator famoso – Mas isso Honey não precisava saber, ou ele o esganaria por ter recebido um presente do ídolo de seu amigo. Sem mais delongas, ele retirou o embrulho e sorriu ao ver que seu presente era uma caixa de ferramentas para manutenção de carros. Agora havia subido a vontade de esfregar isso na cara de Honey, de como o ninja sabia de seus gostos e se comprometeu á lhe dar um presente de qualidade. Mas bem, isso ficaria para outra hora.
No prédio 4, Yozakura estava em sua sala com seu presente já aberto e contente por ele. Havia sido presenteado por Yamato, vice-supervisor do prédio 13. O mesmo tinha ganhado utensílios para cuidar de cães, como pentes, brinquedos e afins. Não era um presente tão difícil para se dar ao moreno, pois todos sabiam o amor que ele tinha por cachorros. Ele apenas achou estranho que Hitoshi não estivesse na sala junto á ele. Mas enfim, ele não tinha tempo para pensar no guarda agora, tinha que voltar ao trabalho.
Já na cela subterrânea, Musashi estava tateando seu presente, dado por Uno, que era um jogo de xadrez com peças de mármore. Tal presente era um tanto caro para as regras do jogo, mas o moreno gostou, lembraria de agradecer ao inglês mais tarde quando o encontrasse na sala de jogos.
No prédio 5, nas celas, três detentos em questão estavam abrindo seus presentes sem pressa ou muita animação aparente no rosto. O primeiro á abrir seu presente foi Liang, que o havia ganhado de Rock, seu amigo. Um leve sorriso brotou em seus lábios ao ler seu nome na caixa, mas estava temeroso do que poderia ter ganhado do rapaz. Ele ficou meio...surpreso, talvez, quando abriu o presente. Era um globo de neve que tinha rios e uma cachoeira dentro. Era simples mas bonito. Não era de todo mal, mas pensou que Rock iria lhe dar algo melhor...mas enfim, estava feliz por ter recebido um presente bacana daquele. Ao olhar para Qi e Upa, notou que o menor olhava o outro com uma cara quase beirando o desgosto. Eles haviam retirado um ao outro. Liang quis rir; nunca tinha visto tanta coincidência em um só lugar, e sabia que se Upa não gostasse do presente, Qi seria um homem morto.
Por tal razão que o de óculos abriu seu presente antes, e quase abraçou o menor ao ver que ele havia ganhado sua própria planta, um cacto estrangeiro que dava frutos. Upa não queria demonstrar que estava orgulhoso de si mesmo por seu presente, por isso que já foi abrindo o seu, ficando até animado ao ver que era um livro sobre contos chineses antigos sobre os Jiang-shi’s. Se ele fosse um pouco mais amável com Qi, teria lhe dado um aperto de mão, mas preferiu se retirar e ir ler seu livro em paz, ignorando o homem que tentava o bajular para ganhar um simples obrigado.
Já no prédio 13, as coisas estavam quase que fora de controle. A começar na sala dos guardas, onde Yamato e Seitarou abriam seus presentes e falavam á respeito do supervisor. Yamato havia sido presenteado por Kazari, recebendo dela uma nova panela elétrica para cozinhar arroz. A felicidade em seu rosto era quase cegante. O jovem guarda por sua vez havia sido presenteado por Hitoshi, ou seja, o irmão mais novo do supervisor. Seu presente era uma máquina de costura e um jogo de karuta. Ele ficou feliz com seu presente, e pelo menos Hajime não disse nada de ruim de seu irmão devido ao presente.
Na cela 13, os quatro amigos-problema estavam encarando seus presentes e não queriam ler o nome de quem haviam ganhado. Por algum motivo, Tsukumo estava ali com eles, então eram cinco que estavam com “medo” de abrirem seus presentes, mas eles não podiam ficar enrolando. O primeiro á abrir seu presente foi o ator, na qual havia ganhado de Samon, o supervisor do quinto prédio. Seu presente era nada mais nada menos que cópias de seus filmes. Não que Tsukumo não tenha gostado do presente, mas não ficou realmente animado com ele. Mas enfim, não podia fazer mais nada quanto á isso.
O próximo foi Rock, que leu que seu presente era de Honey. “ Engraçado, nunca pensei que iria ganhar um presente de alguém como ele. ” – foi o que pensou antes de abrir seu presente. Ficou feliz com ele, o outro realmente tinha bom gosto. Seu presente era uma grande caixa de donuts americanos de uma grande marca de guloseimas, bem doces e um tanto caras, mas que ele faria bom uso delas. Ah, se faria...dava até água na boca só de olhar. Depois dele foi Nico, que sorriu ao ver que quem havia lhe presenteado fora Musashi. O mesmo havia ganhado a coleção completa de um mangá antigo mas muito bom na qual ele nunca havia lido antes, querendo sair correndo de sua cela e ir até o moreno para lhe dar um grande abraço; Nico até que gostava do outro, e depois disso, só faltava lhe dar um beijo de agradecimento.
Agora foi a vez de Jyugo, que tinha sido presenteado por Trois. Tinha de admitir que estava receoso em abrir seu presente, não sabia que reação deveria ter ao ver seu presente, mas o fez mesmo assim. E se surpreendeu ao ver que seu presente era um conjunto de puzzles que poderiam distrair Jyugo caso ficasse muito entediado. Como o francês não sabia realmente dos gostos do japonês, ele deu o que pensou que seria de seu agrado. E até que gostou do presente, pegando um cubo-mágico do estilo dodecaedro. E por fim, chegou na vez do Uno, que já saiu retirando o embrulho antes de ler o nome de quem havia lhe dado, notando ser um novo baralho de cartas personalizadas. Ele então pegou o papel com o nome de quem havia o presenteado e abraçou Jyugo em seguida, agradecendo pelo presente.
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Mitsuru olhava para seu presente com satisfação no rosto, tendo recebido ele de Kaguya. O mesmo havia recebido um aparelho de karaokê novo. Ele ouviu uma batida na porta e Hitoshi entrou por ela em seguida.
— Com licença, queria me ver Mitsu-chan? – O rapaz sorriu ao perguntar, sendo agraciado por um presente do moreno em seguida. – Oh, então foi por isso que meu presente não chegou junto com o de todo mundo. Obrigado Mitsu-chan.
— De nada meu pequeno Sugoroku. Agora é melhor você voltar, antes que seu irmão descubra. – Ele riu divertido enquanto o loiro se retirava de sua sala, com uma sacola de roupas de grife dentro. Ele não deveria dar um presente tão caro assim, mas ele era Mitsuru, as regras da diretora não o atingiam.
— É claro que esse jogo deu mais certo que o esperado. Pena que você não se declarou pro Hajime-chan. Né, di-re-to-ra~ — Ele sorria enquanto olhava para a câmera que dava para a sala de Momoko. – Bem, quem sabe no dia dos namorados. – Jogou os braços para trás da cabeça e relaxou em sua cadeira.
Tudo está bem se termina bem. E tudo estava bem por enquanto. Até que mais alguma coisa maluca acontecesse naquele lugar doido.
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