Amethyst no Hana - A Flor de Ametista Original
36 Capítulo 35 - Um Dia Cheio
— Esse lugar realmente impressiona, hein… — Falava Yuuki enquanto o mesmo olhava ao redor, vislumbrado com os detalhes do lugar.
— Não é? Não é? E agora com você aqui, vai ficar bem mais divertido-arimasu. Ah, e Akane-chan… hoje nós vamos comprar aquilo, não vamos?
A menina ficou avermelhada com a questão da ruiva, que não parecia ter nenhum pudor ao perguntar algo tão íntimo.
— Não, não vamos.
— Ah, qual é, não seja chata. Não dissemos que deixaríamos isso para uma próxima ocasião? Além do mais, não acha que seu namorado gostaria de ver?
— Namo--
— E-Eu já disse que ele não é meu namorado!!! E se eu disse que não vamos, nós não vamos, e ponto final!
— Eh, que chata…
Aquilo fora o suficiente para que Hijiri fizesse biquinho. Satori não se importou com aquilo, e Mirano foi bastante compreensiva, dado que ela sabia o motivo pelo qual ela rejeitou.
Passaram por lojas de roupas, Nakamatsu passou em uma farmácia lá dentro, e até mesmo pararam em uma lanchonete. Enquanto comiam, aproveitaram para gastar papo. E é claro que Taniguchi tornaria a aquele assunto.
— Eu adoraria ver a cara de surpresa dele quando te visse daquela forma… Aliás, Cherry-kun, você conhece bem sua namorada?
Miyagi se engasgou com o refrigerante que estava tomando, quase o pondo para fora na cara de alguém.
— O que quer dizer com isso?
— A Akane-chan não é bem totalmente o que você vê nela, sabe… digamos que ela tem… algo a mais...
Eles então responderam, em uníssono, que já sabiam do que estava se tratando: ela de forma amargurada, e ele como se não fosse nenhuma surpresa. Todas então brevemente se surpreenderam antes de tornarem a ficar interessadas naquilo; a ruiva especialmente, que fez questão de perguntar se o garoto tinha tendências ao homossexualismo, ao qual ele tentou responder, porém, de imediato, Miyagi o defendeu e Shizue fez questão de acalmar os ânimos das garotas ali, para que o foco fosse a diversão deles, e não uma possível discussão. Toda a reação dos dois foi motivo de risada para ela, antes de se retratar e se desculpar com o menino.
Após terem lanchado, tornaram a passar em lojas de roupas. Fizeram de Akane sua boneca, e vestiram ela de todas as formas, ansiando pelas opiniões de Yuuki a respeito das vestimentas, para só então dar as opiniões honestas delas. Yuuki também foi alvo das garotas, e Akane, por decisão delas, fora quem julgava seus trajes.
— Certo! Agora, só falta uma coisa… — Taniguchi disse, e a moça já sabia do que se tratava, assim como Nakajima.
— Você sequer escutou o que eu disse antes?
— Você tinha dito que compraria aquilo.
— Eu disse que não compraria! Qual é o seu problema?!
— Taniguchi-san--
— Só Hijiri tá bom. Se quiser, me chame de Hiji ou de Guchi. — Refutou a ruiva, deixando a morena estupefata com o nível de intimidade que ela estava tendo com o menino que a pouco tempo conhecera. Yuuki retrucou sua lógica, enfatizando a falta de intimidade entre os dois, e questionou se não seria melhor atender ao pedido de Miyagi. Claro, isso fez com que os olhos da menina brilhassem, a preenchendo com um sentimento acalentador por dentro; para ela, ele a entendia perfeitamente. A ruiva concordou com o jovem, e então somente saíram do Shopping, afinal, haviam-se passado duas horas, o que para eles foi como se houvesse sido meia hora no máximo.
Para a surpresa de todos, Taniguchi queria tomar mais um pouco de seu tempo. Ela os levou para um parque ao nordeste do Cenova, chamado de Parque Kiyomizuyama; um lugar rodeado de marcos históricos que tinha como atrações uma cachoeira artificial, um moinho movido por esta mesma cachoeira, e mais acima, o observatório do Monte Kiyomizu, da qual dava para ver boa parte da cidade. Não muito longe dali, também havia um dos antigos e misteriosos túmulos antigos, ao qual o grupo também chegou a visitar.
Ao chegar em certo lugar, por um breve instante, Akane acabou se lembrando de onde Yuuki e ela moravam. Todavia, muito rapidamente, um arrepio de temor tomou conta dela: seu coração batia, sua ansiedade era sua companhia, e como o tempo estava cada vez mais se escurecendo, o clima de terror começava a atingir os outros do grupo. O próximo a sentir tal desconforto foi Hisashi, seguido de Shizue, Nakamatsu e só então Taniguchi. Mirano e Junko eram as únicas que aparentavam não estar com medo do local. Para os cinco, aparentava ser como um espirito a ordenar que eles saíssem dali. Sem titubear, retornaram ao parque. Como era bom ver luzes novamente, pensavam.
Antes de se despedir, Hijiri respirou fundo, e segurando uma bolsa plástica, esticou seus braços na direção do garoto.
— Toma, Cherry-kun. Talvez isso ajude a você a entender melhor sobre a Akane-chan.
— Esse seu apelido não é nada carinhoso, viu?
A menina riu de sua reclamação, e ele tomou a sacola das mãos dela. Ela então desejou sorte a Miyagi, e então correu a sussurrar em seus ouvidos.
— Aproveita e chama ele para um encontro a sós. Melhor ainda, hoje, pelo menos tenta segurar a mão dele.
O rosto da garota de cabelos castanhos ficou totalmente ruborizado. Ela então se despediu das três, que tomaram seus passos ao trem mais próximo. Por parte do caminho, Shizue foi com eles, até enfim se separarem, e ficarem somente Hisashi e Akane.
Andaram lado a lado, incrivelmente sem pronunciar uma palavra sequer; Em um momento dessa caminhada, ambos se olharam inicialmente de canto de olho, interromperam seus passos, e se encararam. Ela, inconscientemente, permitiu que sua mão se movesse em direção a do menino, e ao menor toque, largaram daquele transe com a surpresa. Ela se desculpou por aquilo, mas a resposta dele a surpreendeu: ele havia dito que não se importaria se ela quisesse segurar sua mão, enquanto o mesmo desviava o olhar. Então, lentamente ela mais uma vez foi aproximando sua mão a da dele. Breve, ele sentira o delicado toque dos dedos dela a se entrelaçarem com os seus, formando uma conexão entre os dois; tudo isso enquanto se encaravam, de volta naquele transe.
Tornaram seus passos rumo ao dormitório. Próximo do local, Yuuki temeu que poderiam entender errado, e Miyagi, compreendendo, o largou e seguiu próxima a ele. Ao abrir a porta deslizante, deparou-se com a professora, segurando uma lata de cerveja.
— Ah… Aonde estava o meu casal favorito? — Perguntou, com uma voz levemente arrastada, e a primeira reação dos dois fora tapar seus narizes, por conta do odor de álcool que emanava de sua respiração.
— Sensei, nós não somos um casal.
— Ah, qual é, não sejam assim. Vocês são um casal sim, todo mundo aqui do dormitório já sabe disso. Não é pessoal?! — Exclamou ela, entre soluços, os abraçando; porém ninguém a respondeu. Miyagi tornou a reclamar, pedindo que ela os soltasse, pois o cheiro de bebida alcoólica incomodava não somente ela, como o rapaz também.
— Tudo bem. Mas eu tenho uma novidade pra contar para vocês...
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