American Idiot
8 She's a Rebel
Notas iniciais
Que hora horrível pra postar, taquepariu -q
Não demorei tanto dessa vez, iupiii -n
She's a Rebel: http://www.youtube.com/watch?v=O1raCtM3UGk
Enjoy!
Encarei Whatsername, um pouco atordoado. Ela tinha certa superioridade em seus olhos, como se estivesse perdendo tempo com tudo aquilo.
–Eu... Ahn...
Ela bufou e revirou os olhos.
–Qual o seu nome?
–... Er...
–St. Jimmy. – disse Cherry.
–Saint Jimmy? Você se acha um santo?! – disse ela, rindo. Corei um pouco – Nah, eu gostei do seu nome, novato!
Corei um pouco.
–Ééé... Obrigado... Eu acho... – abri um meio sorriso fraco. Ela sorriu de volta para mim.
Whatsername me fez algumas perguntas básicas do tipo “quando eu havia chegado ali”, “por que fui para lá”, etc.. Quando me afastei, perguntei a Cherry:
–Afinal... Quem é ela?
–Whatsername, oras. Já falei.
–Não, eu sei! Mas... Quem é a Whatsername?
–Ela é uma rebelde, ela é uma santa, ela é o sal da Terra e ela é perigosa. – disse ela – Portanto, não se meta com Whatsername, a não ser que queira sair com um dente a menos.
–Eita. – murmurei, mas sorri – Gostei dela.
–Gosta agora. Espera só ter uma conversa de mais de vinte minutos com ela...
–Por quê?
–Ela é totalmente louca!
–Eu também sou. E você gosta de mim.
–Você é diferente. – retrucou Cherry – E eu não gosto de você!
–Não, não. Imagina. – direcionei-lhe um sorrisinho sarcástico que ela respondeu com um soco no meu braço – Ai, doeu!
–Era essa a ideia. Idiota. Boa noite.
–Espera! Você não respondeu a minha pergunta: quem é Whatsername?
Cherry suspirou.
–Ela é uma rebelde vigilante, um elo perdido na beira da destruição. Boa noite. – ela se afastou. Franzi a testa. Pelo visto, ninguém sabia muito sobre a tal Whatsername.
Ótimo. Mais uma coisa na minha lista de afazeres: descobrir de onde ela veio.
Mas de uma coisa eu tinha certeza:
Ela é um símbolo de resistência e está segurando meu coração como uma granada de mão.
Deitei-me em um sofá abandonado que estava em um canto da Danger Zone. Ele tinha virado minha cama desde então. Era vermelho e bastante confortável, pra falar a verdade. E era nele que a maioria de minhas reflexões aconteciam.
Comecei a pensar em Whatsername e tentei imaginar o que passava na cabeça dela o dia inteiro. Drogas? Música? Quem sabe.
Ela está sonhando com o que eu estou pensando?
Lembrei-me do que Cherry disse sobre Whatsername ser perigosa.
Ela é a mãe de todas as bombas que vão detonar.
Não dava mais para ficar me segurando. Eu precisava saber mais sobre Whatsername. Por isso, andei calmamente até o carro de Cherry, que era onde ela dormia, e bati levemente na janela. Ela acordou, assustada, achando que fosse a polícia ou algo do gênero.
–SEU FILHO DA PUTA, QUASE MORRI DE SUSTO!
–Eita, calma.
–O que raios você quer, Jimmy?
–Eu só queria perguntar uma coisinha...
–Diga.
–Ela é um problema como eu sou um problema? – perguntei, baixinho. Ela franziu a testa.
–Quem?
–Ela.
–Ah meu deus, não vai me dizer que trocou de time agora?!
–Eu não disse isso! – falei, corando.
–É o que tá parecendo!
–S-só me responde, por favor.
Cherry suspirou.
–Pegue os seus problemas. Multiplique-os pelo dobro. Você tem uma perfeita Whatsername. Ela é um desvio do destino, vai por mim.
–Vocês não sabem muito sobre ela, não é?
–Na verdade, não. Ninguém sabe muito sobre ela. Mas se quer descobrir mais sobre ela, sugiro que vá para perto dela à noite. Ela canta sobre a revolução e o amanhecer de nossas vidas.
Fiz um barulho de sarcasmo.
–É sério, ô idiota! Se não acredita em mim, pode ir lá agora, aliás. Ela já deve ter começado a cantar.
Arqueei as sobrancelhas, mas fui na direção que Cherry mandou eu ir. Já de longe, pude ouvir uma voz melodiosa cantando:
–My generation is zero... I never made it as a working class hero! 21st century breakdown… I once was lost but never was found… I think I’m losing what’s left on my mind to the 21th century deadline…
Aproximei-me cautelosamente, sem que ela me notasse. Pude ouvir a velocidade de sua voz mudar bruscamente e ela cantar:
–We are the class of, the class of 13, born in the era of humility! We are the desperate in the decline, raised by the bastards of 1969!
Fiquei ali, boquiaberto, a ouvindo cantar. Era como se, só com a voz dela, o mundo automaticamente se tornasse um lugar lindo de se viver, como se não existissem problemas políticos... Ela traz essa liberação que eu não consigo definir, nada me vem à mente.
Whatsername é simplesmente inexplicável... Uma rebelde linda que tomou meu coração em questão de segundos.
E eu a amava.
Sim, eu a amava.
De repente, senti um movimento atrás de mim e, quando me virei, pude observar que alguém me assistia, recostado na parede suja.
–Péssimo lugar para estar, principalmente considerando o horário.
–Gerard Way?!
–O próprio.
–O que está fazendo aqui?
–Não te encontrei no seu sofá, resolvi te procurar. As ruas são meio perigosas a essa hora da noite, não sabia, Jimmy?
–Sabia, mas... Eu ouvi um barulho e vim ver o que era. – menti. Ele arqueou as sobrancelhas, mas não fez mais nenhuma objeção.
–Ah, entendo.
–Enfim, o que queria comigo?
Ele deu de ombros.
–Nada. Só saber como você estava.
Franzi a testa.
–Por quê?
Apesar da escuridão, pude jurar que vi Gerard corar levemente.
–Por nada. – disse ele, rápido demais – Vamos voltar, sim?
Resolvi concordar e não pressionar. Achei melhor fazer isso. Uma hora ou outra, ele ia acabar contando.
Ao chegarmos em meu sofá, Gerard se sentou, alegando que precisava me perguntar algo.
–Diga-me... Jimmy é o seu nome verdadeiro?
–É. Por quê?
–Você não tem cara de Jimmy... Tem mais cara de... Frank.
Franzi a testa, tentando parecer convincente. Como ele sabia meu nome? Será que eu o conhecia de algum lugar?
–M-mas meu nome é Jimmy...
–Eu sei, só estou falando que você parece mais com Frank do que com Jimmy. – ele deu de ombros – Mas ambos os nomes são bonitos... – disse ele, e acrescentou baixinho – Assim como você.
Fingi não ter escutado.
–Desculpe?
–Nada. Nada. Eu vou indo. Até amanhã. – ele abriu um meio sorriso fraco antes de se afastar rapidamente. Continuei sentado na mesma posição. Esse garoto era estranho e ligeiramente suspeito. Com esses pensamentos, adormeci profundamente vários minutos depois.
–X-
Os dias foram passando e eu fui ficando cada vez mais intrigado com a tal Whatsername. Confesso que até conversei com ela uns dias. Essa menina misteriosa se mostrava ser cada vez mais incrível e confesso que fez com que eu ficasse cada vez mais apaixonado por ela.
Outra pessoa que se tornou meu amigo foi Gerard. Ele vinha no meu sofá constantemente para conversar e acabamos contando um ao outro sobre nossa vida. Claro que escondi o fato do meu nome verdadeiro ser Frank e tudo o mais, mas, fora isso, ele já sabia de bastante coisa da minha vida. Confesso que ele mostrou ser um ótimo melhor amigo, já que os meus antigos me abandonaram.
Sim, Bob e Ray continuam sem falar comigo.
–Ei, ei, ei, ei, ei! Novidades, apaixonadinho! A Whatsername quer te ver de novo! – disse Cherry, certa madrugada, com um tom de voz irritante, me cutucando sem parar. Cherry também mostrou ser uma companheira interessante, mas, porra, era irritante pra caramba!
–ARGH, chata! Larga do meu pé! Irritante. – murmurei, levemente com sono.
–Não até você levantar. Anda! Acorda, acorda, acorda, acorda, acorda, acorda, acorda, aco...
–TÁ BOM, JÁ LEVANTEI, PORRA!
–Ótimo. – disse ela, enquanto assistia eu me levantar e andar até a cadeira de Whatsername.
–Jimmy! Oi! – disse ela, sorrindo amigavelmente e corando um pouco.
–Oi... – sorri de volta, um pouco sem graça.
–Obrigada por vir. E, Cherry, obrigada por chamá-lo.
–Não há de quê. – ela piscou e se afastou, deixando-me sozinho com a criatura de cabelos loiros. Whatsername se levantou da cadeira e andou em minha direção.
–Jimmy... Você parece meio tristinho. Aconteceu algo?
–N-não... Por quê?
–Porque, seja lá o que for, eu posso fazer você esquecer... – disse ela, chegando perigosamente perto de mim. Senti seu perfume adocicado se misturar com o meu e fiquei ali, estático, tentando me controlar.
–Whatsername... Juro que, se você chegar mais perto, não responderei por meus atos.
Ela deu de ombros.
–Não me importo com isso, Jimmy, querido... – ela tomou meus lábios e iniciamos um beijo calmo. Ao se afastar, Whatsername passou as mãos pelas minhas costas e pela barra da minha camisa.
–Ah, droga... – gemi antes de jogá-la contra a parede e beijá-la de um jeito nada delicado. Poucos minutos depois, tanto eu quanto ela estávamos em uma cama, suados e cansados de toda a “agitação” daquela madrugada. De repente, ela virou para mim e me beijou.
–Acho que isso quer dizer que estamos juntos... Não é?
–Com certeza. – beijei-a novamente e dormimos profundamente.
Mal eu sabia que Gerard, que estava do outro lado, havia ouvido nossa pequena agitação e saiu correndo, se sentindo mal por um motivo que eu só descobriria mais tarde.
Notas finais
ESCONDENDO AS CENAS DE SEXO.
PORQUE EU NÃO SEI ESCREVER ESSA MERDA, OE.
Já tentei, ficou uma droga, nunca mais tento. Deal with it.
Mas imaginem aquela parte como um hentai elíptico, sacas? Todo mundo já entendeu o que aconteceu de noite com o Frank/Jimmy e a Whatsername -q
(Safados u.u)
Ok, só temos mais Extraordinary Girl, Letterbomb e Homecoming, se não me engano. *cries*
Mas tudo bem, eu só fiz essa fic pra passar o tempo mesmo -q
By the way, achei melhor explicar duas coisas.
1-Vigilante (em inglês) é uma pessoa que não espera o governo/a polícia fazer a justiça, ela mesma vai lá e faz. É como se fosse uma pessoa que não esperasse a justiça, ela mesma faz com que seu próprio papel seja o de reprimir e punir os crimes. Vigilantes não são pessoas simpáticas, por favor, não se tornem Vigilantes -q
(Mais uma vez, Adrenaline também é cultura.)
2-SIM, eu coloquei 21st Century Breakdown. Mas eu não disse que só iam ter músicas do American Idiot, disse? Além do mais, foram só dois trechinhos que eu achei que se encaixavam.
Nossa, espero que essas notas finais não virem uma bíblia. Sei lá, não dá pra ter muita ideia do tamanho disso aqui enquanto eu digito.
Anyways...
Beijo.
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