Notas iniciais
Oi gente bonita! Cá estou eu de novo, com mais um capítulo. Fiz um bem fofinho hoje pra PRE-PA-RAr vocês para o próximo MUAHAHAHA. E tá aí o vídeo que vocês tem que assistir, é Nothin' on You: https://www.youtube.com/watch?v=Nl-y6Fx2JjIE gente, eu sei que vocês devem estar dando aleluia porque eu estou atualizando toda a semana, mas saibam que eu ainda sou movida por reviews, ok? Então, sem comentários, sem capítulo. Por isso COMENTEM. Eu preciso saber o que vocês acham de cada capítulo, senão, não tem pra que eu continuar postando.Xoxo!

Algumas semanas depois…

Camille

Se acharam que eu tinha sumido, bem, vocês se enganaram. Eu só andei meio quieta por um tempo, mas isso não muda o fato de que eu continuo agindo. Querem saber o que eu aprontei agora? Logo logo todos saberão. Mas… Só pra deixá-los curiosos, digamos que Barbara devia começar a trancar a porta do apartamento dela.

Eu pensei que meu plano das drogas e das bebidas tinha dado certo, e se Barbara tivesse terminado vez com Logan, eu não estaria apelando para o plano B agora. E enquanto meu plano não faz efeito — sim, ele pode levar um certo tempo -, só tenho tentado me manter próxima de Barbara. Além de passarmos o dia todo juntas no estúdio como sempre, ultimamente temos ido à vários eventos juntas. Adoro ver meu nome ficando cada vez mais conhecido! Pelo menos serve de alguma coisa andar com essa ruiva de meia tigela. Mas, apesar de ter que passar a semana grudada nessa garota estúpida, eu sempre procuro um dia só pra mim. E esse domingo ensolarado é perfeito o bastante pra chamar de “meu”. Vesti um vestido leve e florido, coloquei o script debaixo do braço e fui para a area da piscina, mas ao chegar lá, percebi que todos haviam tido a mesma idéia que eu. Não havia lugar nem nas espreguiçadeiras ou nas mesas. Espera aí… Na mesa dentro da tenda havia uma cadeira vaga, porém, ocupando a cadeira do outro lado da mesa, estava Jessica, a melhor amiga da Barbara. Ela parecia bem concentrada escrevendo num caderno. Bem, nada como relaxar atrapalhando o dia de alguém, né? Caminhei em direção à tenda, e ao chegar lá, abri um sorriso.

– Oi, Jessica! – Disse amigavelmente. Jessica levantou o rosto para me olhar, e então a vi forçar o sorriso. Tenho a impressão de que essa garota não vai com a minha cara. Dane-se, eu também não vou com a dela.

– Oi, Camille.

– Posso me sentar com você? As outras mesas estão todas ocupadas.

– Ahm… Pode… – Ela disse sem ter muita certeza, mas eu me sentei ela querendo ou não.

– E aí, o que tá fazendo?

– Estou escrevendo uma música. E você, o que faz por aqui? – Ela não estava nem tentando ser amigável.

– Eu gosto de vir decorar minhas falas perto da piscina.

– Legal. – Ela disse sem muita animação antes de voltar a escrever no seu caderno, me ignorando completamente. Ah, se essa garota acha que pode me tratar assim, ela está muito ocupada.

– Onde estão os garotos?

– Estão no parque jogando futebol americano. Eu fiquei com medo de levar uma bolada se eu também fosse com eles, então eu vim pra cá. – E essa foi a minha oportunidade de fazer do meu dia mais interessante.

– E você deixou James ir só? – Usei a minha melhor expressão de surpresa e indignação.

– Ele não está sozinho, está com os garotos.

– Jessi, não se faça de sonsa. Você sabe o que eu quis dizer com “só”.

– Não, Camille. Não sei que você quis dizer. – Ela disse com uma cara nada feliz para mim, claramente ofendida por eu tê-la chamado de sons. Eu ri internamente.

– Eu quis dizer que você o deixou “só” no sentido de “sem você”.

– Mas porque eu não deixaria ele ir “só”?

– Ah… Você sabe o que dizem sobre os homens, principalmente os que são como James: Eles nunca mudam. – Alfinetei. Opa, Jessica não pareceu gostar nadinha do meu comentário.

– Como assim “os que são como James”?

– Você me entendeu, Jessica. Em matéria de mulher, James tem PhD. Se eu fosse você, tomava cuidado, e não dava tanta liberdade a ele. – Por um momento, Jessica não soube o que me dizer. Algo me dizia que ou ela estava refletindo sobre as minhas palavras, ou ela estava prestes a pular no meu pescoço.

– Bem, eu não sei de qual James estamos falando, mas o meu James não é assim.

– Não? Ok, se você está dizendo… Quem sou eu pra dizer o contrário, né? – Dei uma leve risada, mas Jessica continuou me olhando bem séria. – Mas se eu fosse você, daria uma passadinha lá no parque. – Pisquei um olho para ela, e antes que eu a visse explodir na minha frente, eu me levantei. – Olha, uma espreguiçadeira vazia bem ali. Tchau-tchau! – Joguei um beijinho no ar à ela e fui me deitar na espreguiçadeira. Eu sei que eu não vou ganhar nada tentando destruir o relacionamento de James e Jessica, mas é sempre bom ver o circo pegando fogo.

Jessica

“E se eu fosse você, pararia de me meter na vida dos outros e começaria a cuidar da minha vida!”, eu quis ter dito, mas Camille se retirou no exato momento em que eu estava prestes a explodir. Que saco! Quem essa moleca pensa que é, pra ficar dando palpite no meu relacionamento?! Idiota! É claro que James não é mais assim. Ele está namorando comigo, ele atravessou países só pra me ver. Porque depois de tudo isso ele ainda iria perder tempo dando em cima de outras garotas?

“Porque homens nunca mudam”, a voz da vagabunda ecoava na minha cabeça. É, definitivamente, eu não vou mais conseguir escrever música alguma hoje. Perdi toda a inspiração. Coloquei meu caderno debaixo do braço e a caneta no bolso, e saí da área da piscina. Porém, quando dei por mim, estava fazendo meu caminho para o parque. Espera, o que eu tô fazendo? Não, eu não vou lá só pra espionar James. Eu confio no meu namorado e não preciso fazer isso. Se eu for nesse parque vai ser só pra perder tempo. Aquela vagabunda da Camille não sabe de nada, James definitivamente não é o que ela pensa.

Porém, ao chegar no meu apartamento, a realidade me atingiu com tanta força que eu tive que me sentar no sofá para reorganizar a bagunça dos meus pensamentos. E naquele momento, odiei ter que admitir que Camille podia estar certa. Homens não mudam. Eu não posso simplesmente negar uma coisa que faz parte da personalidade de James. Ele sempre foi mulherengo, sempre deu em cima de todas as garotas bonitas, isso é um fato. Agora que ele está namorando comigo, ele me respeita e não fica olhando para as garotas descaradamente quando estamos juntos. Mas quem me garante que ele não faz isso quando eu não estou por perto?

Meu Deus, será mesmo? Se for verdade, eu acho que não sei o que faço. Eu nunca nem vi James dando em cima de outras garotas desde que começamos a ficar juntos, mas mesmo assim estou sentindo meu sangue fervendo de ciúmes e raiva só de imaginar. James devia ter olhos somente pra mim, ele me ama! Quero dizer, pelo menos é o que eu acho, mas… Ele quase nunca me diz isso. Porque? Minha cabeça iria explodir a qualquer momento com tantas duvidas. Será que é tudo uma mentira? Será que tudo o que James diz para mim, já disse também para todas as garotas com quem ele já ficou? Que horror. Não, James não seria capaz de uma canalhices dessas, não comigo. Ou seria?

Tentei a todo custo afastar de mim esses pensamentos, mas eles continuaram me assombrando. Experimentei ir tomar um banho demorado, mas acabei apenas deixando a água escorrer pelo meu corpo enquanto eu me torturava imaginando coisas absurdas. Depois do banho, fui para sala assistir televisão para tentar me distrair, e funcionou por um tempo. Mas o que eu mais queria era ligar para Barbara e pedir um daqueles conselhos dela, mas aí lembrei que ela não devia estar com saco pra aguentar ninguém hoje, nem mesmo sua melhor amiga.

Como resultado do meu dia, acabei com o pote de sorvete de morango, que por acaso era o preferido de James, e por fim ruí todas as minhas unhas. Então, por volta das sete da noite, bateram à minha porta. Eu me levantei tensa, e nem precisei olhar pelo olho mágico da porta, eu já sabia quem era.

– Oi, Jessi. – James disse, me dando um selinho antes de entrar.

– Oi, James. – Falei com frieza, e é claro que ele notou, mas ignorou. Eu bati a porta. — Onde estava?

– Eu tava jogando futebol com os caras, não se lembra? – É claro eu me lembrava, mas eu só queria ter certeza. James se jogou no sofá e esticou os pés na mesa de centro, como sempre faz.

– Estava jogando até agora?

– Claro que não. Quando terminamos nós voltamos pro apartamento, mas como eu demoro muito no banho, eu tive que esperar todos tomarem banho antes de mim. – Ele explicou com naturalidade, me deixando confusa entre se ele estava sendo mesmo sincero, ou se ele era realmente um bom mentiroso.

Decidi me sentar no sofá ao lado dele, pois eu não iria ficar em pé todo o tempo encarando James nos olhos até encontrar algum traço de mentira em seu rosto. E por me conhecer tão bem, James notou que eu estava estranha. Com razão, afinal não é nada fácil passar a tarde inteira imaginando se o seu namorado está te traindo ou não. James então passou o braço em volta do meu ombro e tentou me beijar, mas eu nem sequer virei o rosto para ele.

– O que foi?

– Nada.

– Nada? Tem certeza?

– Claro. – James não me pareceu nada convencido quando olhei para ele.

– O que aconteceu, Jessi?

– Não aconteceu nada, já disse. Tá tudo ótimo. – A frieza na minha voz era eminente.

– Conta outra, Jessica. Tá tudo, menos ótimo. Vai, me fala. O que há de errado?

– Não tem nada errado, James! Tá tudo certo, tudo perfeito. – Cruzei meus braços. De repente senti minha garganta apertar, o que significava que se eu dissesse mais uma palavra eu desabaria em lágrimas. Agora sim James estava menos convencido ainda.

– Jessica. – Ele colocou o meu cabelo para atrás da orelha e puxou meu queixo para que pudesse ver meu rosto. Minha feição séria estava se desfazendo aos poucos. – Me conta o que foi.

Respirei fundo, tentando de alguma forma barrar as lágrimas de caírem, mas eu não iria conseguir. James tirou a mão do meu queixo, então pude encarar as minhas mãos no meu colo e tomei um pouco de coragem para desabafar.

– E-eu… tô com medo. – Minha voz já estava falhando.

– Medo de quê? – James preocupou-se, e pousou sua mão em cima da minha. Não tinha jeito, meus olhos estavam encharcados.

– De ser trocada por uma loira magrela qualquer por aí. – Falei, limpando meus olhos com a minha mão livre.

– Você acabou de descrever a Drianna. – Eu não sei porque James disse aquilo, mas acho que foi na tentativa de me descontrair para que eu não chorasse. Ou porque ele queria desviar o assunto.

– Você sabe muito bem que eu não tô falando da Drianna. – Irritei-me. – Estou falando de todas as garotas bonitas em geral.

– Eu nunca te trocaria por uma garota bonita qualquer, Jessica. Porque isso agora?

– Ah, James… Por nada…

– Você não confia em mim, né?

– Claro que eu confio, James, mas é que…

– Jessica, por um acaso você acha que eu ainda sou aquele mesmo cara que eu era quando a gente se conheceu? – Sua fala me fez voltar a olhá-lo nos olhos.

– Eu não sei, me diz você.

– Então deixa eu te contar, Jessica. Eu não sou. Desde que eu me descobri apaixonado por você eu mudei. Por você. Eu não tenho olhos pra nenhuma outra garota, será que você não entende?

– É claro que eu entendi, James. Eu só não consigo é acreditar. – Minha voz soou rude apesar de eu ainda estar lagrimando. James soltou minha mão e distanciou seu rosto de mim. – Você quase nunca diz que me ama, só uma vez! Como é que você quer que eu acredite que você mudou?

– Ah, então a questão toda é isso? São palavras que você quer ouvir pra poder ter certeza? Então quer dizer que todas as loucuras que fiz e riscos que eu corri por sua causa não contam como demonstração do quanto eu te amo? Que bom saber disso, Jessica. – Eu já não conseguia segurar mais nenhuma lágrima, mas ainda sim tentava manter a minha expressão fechada. James se levantou, pronto pra ir embora. – E já que você quer tanto ouvir, aqui vai: Eu te amo, eu nunca te trocaria por nada nem ninguém neste mundo, e você sabe muito bem disso. Não acredito que você duvidou de mim.

James começou a fazer o seu caminho para a porta, mas eu não aguentei ficar parada em prantos apenas o vendo ir.

– James! – Corri até ele e o abracei com os meus braços em volta da sua cintura. Com o maior esforço que pude, coloquei meus sentimentos pra fora por entre os soluços. – Me desculpa, por favor. Eu tenho medo de te perder. Mas não é porque eu não confio em você, é porque eu te amo muito, James, e eu não iria suportar ficar sem você. Me perdoa se eu fui uma estúpida, só não vai embora, por favor…

Como resposta ao meu apelo, James retribuiu o meu abraço. Eu senti um alívio enorme de imediato, até sorri um pouco. Eu ainda continuava chorando no ombro de James, mas a intensidade estava diminuindo aos poucos.

– Ei, ei. – James chamou minha atenção, e eu desenterrei meu rosto da camisa dele para poder olhá-lo. – Chega de chorar, ok? Não quero te ver assim. – Disse, e eu apenas assenti. Ele me deu um beijo na testa e logo depois, quando nos aninhamos juntos para assistir televisão, eu já estava bem mais calma.

James me perguntou se eu havia conseguido escrever alguma canção de tarde, e eu respondi que não havia conseguido escrever nem uma palavra. Então ele se ofereceu para me ajudar, e é claro que eu aceitei. Peguei meu violão que estava escorado na parede ao lado do sofá e entreguei a James, em seguida fui lá dentro do quarto buscar meu caderno. Enquanto eu procurava pela minha caneta, ouvi James começar a tocar o violão. Ele estava ficando bom nisso. Quando achei a caneta e estava voltando para a sala, reconheci a música que James começara a cantar.

If I told I was perfect I’d be lying

Se eu te dissesse que sou perfeito estaria mentindo

If there’s something I’m not doing, girl I’m trying

Se tem alguma coisa que não estou fazendo, eu estou tentando

I know I’m no angel, but I’m not so bad

Eu sou que não sou um anjo, mas eu não sou tão ruim

No, no, no

Não, não, não

If you see me at the party conversating

Se você me ver numa festa conversando

That doesn’t mean telephone numbers are exchanging

Isso não significa que números de telefone estão sendo trocados

I know I’m no angel, but I’m not so bad

Eu sei que não sou um anjo, mas eu não sou tão ruim

No, no, no

Não, não, não

You should know

Você deveria saber que

There’s beautiful girls all over the world

Há garotas lindas por todo o mundo

I could be chasing

Eu poderia estar perseguindo

But my time would be wasted

Mas meu tempo seria desperdiçado

They got nothing on you, baby

Elas não são nada comparadas a você, baby

Nothing on you, baby

Nada comparadas a você, baby

They might say hi, and I might say hey

Elas podem dizer “oi”, e eu posso “hey”

But you shouldn’t worry about what they say

Mas você não deveria se preocupar com o que elas dizem

Cause they got nothing on you, baby

Porque elas não são nada comparadas a você, baby

Nothing on you, baby

Nada comparadas a você, baby

Yeah

Eu fiquei encostada na porta do meu quarto, o tempo todo com um sorriso bobo estampado no rosto enquanto James cantava aquela música que se encaixava perfeitamente nesse momento. Assim que ele terminou de tocar, voltei a sentar-me de frente para James e arranquei o violão das mãos dele, tirando-o do caminho para que eu beijar aquela boca dele. Um beijo com milhões de significados, mas o mais importante deles era que James era somente meu e de mais ninguém.

Depois que eu interrompi o nosso beijo com um sorriso que veio involuntariamente, James segurou uma das minhas mãos, olhou para ela enquanto acariciava a palma, e disse:

– Sabe... Acho que entendo porque você ficou... insegura. Eu realmente era terrível antes de começar a gostar de você, eu não te culpo por ter ficado desconfiada. Eu ficava com várias garotas lindas, mas nunca queria nada sério com nenhuma, na verdade, eu nunca me interessava por nenhuma. Até conhecer você. Eu só quero que saiba que... Eu mudei. Você me fez mudar. Pra melhor, é claro. Jessi, eu não sou o mesmo James de antes por causa de você, e eu te agradeço muito por isso. Me desculpa se muitas vezes eu não digo que te amo, é porque eu ainda sou orgulhoso demais para admitir isso à você, entende? Mas mesmo que eu não te diga, tenha certeza que eu vou sempre fazer o possível para mostrar o quanto eu gosto de você.

Não foi surpresa quando eu comecei a lagrimar de novo. O bom é que agora eu chorava com um belo sorriso no rosto. Abracei James, e ele me retribuiu o abraço bem forte. Não acredito que cheguei a duvidar da dimensão do nosso amor. Mas é melhor deixar isso pra lá, era só insegurança mesmo... Agora não tenho mais do que duvidar. Então, confessei com a cabeça encostada no ombro de James.

– E mesmo que eu não te mostre... Saiba que eu te amo muito, Jay.

Notas finais
Não vai esquecer do comentárioooooo!