Notas iniciais
Ok, o capitulo que voces tanto esperavam desde o comeco ta ai!!
DESCULPEEEEEM pela demora, por favor deixem reviews!!

Acordei com o despertador.

Virei para o lado do criado-mudo dolorosamente e olhei na tela do celular. Três horas da tarde e cinqüenta e dois minutos. Suspirei.

Eu não sabia muito bem o que tinha acontecido noite passada, mas não estava me esforçado pra lembrar porque sentia uma dor no peito, e de coisa boa aquela dor não devia ter saído. Levantei o cobertor, e estava com a mesma roupa que eu estava no hospital. Olhei-me no espelho e o rimel estava todo escorrido pelo meu rosto. Cheirei minha camiseta, e senti o cheiro do perfume do Logan. Um flashback dele me abraçando forte e nós em prantos aparecemos na minha cabeça. Com certeza não foi coisa boa. Respirei fundo e a posta do meu quarto começou a abrir.

- Oi filha. — era o meu pai.

- Ah, oi.

Meu pai estava tão detonado quanto eu, mas quis parecer confiante:

- Ontem foi... difícil. — ele falou respirando fundo.

- Eu sei. — uma poça começou a se formar no meu olho, e ele me abraçou.

Meu pai tinha o mesmo dom que eu de nunca saber o que dizer. Então ficamos alguns minutos abraçados.

- Seus amigos ligaram. Se arrume, eles estão vindo aqui. — meu pai falou terminando o abraço.

- Tudo bem. Pai... — eu não queria tocar no assunto, mas como não lembrava de nada precisava perguntar — Quando é o... velo...

- Hoje a noite. As 11. Eles tavam no IML. — meu pai me interrompeu, passou a mao no rosto e fechou a porta.

Eu me olhei no espelho e respirei fundo de novo.

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Entrei no carro depois de vários abraços em silencio. Apesar do Logan nunca deixar o Dean dirigir, ele fez isso para sentar comigo no banco de trás. Na frente estava Dean, Hilary e Austin.

Logan me olhou e eu respirei fundo de novo. Ele se aproximou e me abraçou forte.

- Brigada... — foi o que eu disse, depois de algum tempo em silencio ainda abraçada com ele.

- Não fiz nada. — ele respondeu.

- Você esteve lá comigo. Foi o melhor que você podia ter feito. — eu falei e ele me apertou.

Ficamos abraçados por alguns minutos, e depois ele passou o braço pelos meus ombros e eu deitei no ombro dele. Austin olhou para nós e comentou algo com a Hilary.

- Vamos ligar o radio? — falou Hilary. — Por uma musica animada e tal?! — ela fez uma dancinha com as mãos e todos olharam para mim.

- Claro, por que não? — falei sem entusiasmo.

Ela ligou o radio e estava tocando Feel Good Inc. do Golliraz. Não era o que estava no topo da minha lista de animação, mas eles só estavam tentando ajudar.

- Onde estamos indo? — perguntei.

- Ao boliche. — respondeu Dean.

- Você adora. — falou Logan sorrindo pra mim, e eu sorri forçadamente.

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Olhei para o slogan do boliche: “FUN NEVER STOPS”. Qualquer coisa que envolvia diversão estava parecendo naquele momento uma piada sarcástica da minha vida.

Pegamos uma pista e colocamos nossas iniciais. Hilary começou jogando, e depois o Dean. Nas minhas vezes, eu jogava melhor que eu podia, mas por mais que eu fosse horrível em boliche — sou horrível, mas adoro — eu estava jogando pior do que eu poderia em uma situação normal.

Comecei a pular algumas rodadas, e Logan percebeu que eu não estava bem pra aquilo.

- Não quer ir lá fora? — ele prguntou.

- É melhor... — falei. — Vou estar no estacionamento.

Cheguei a dizer que o inverno estava chegando? Então, ele está. Aqui em Los Angeles não neva, mas faz um frio e um vento considerável pra quem está acostumado com o “California Summer”. Tipo eu.

Coloquei as mãos no bolso e fiquei admirando a escuridão. Atrás do boliche tinha umas arvores, e elas balançando no vento faziam um barulho deprimente. Fiquei por lá alguns minutos e o Logan apareceu.

- Oi. — falei.

- Quando você vai sorrir de novo?

- Daqui a dois anos. — respondi triste.

- Bom, acho que vou ter que esperar. — eu olhei para ele com cara de “não estendi” e ele continuou — Gosto de ver você sorrir.

Ok, minha mãe e minha irmãzinha tinham morrido, mas com essa eu não pude ficar emburrada.

- Assim que eu gosto. — ele sorriu e passou o braço pelos meus ombros, encostando do meu lado no capo do carro.

- Você já olhou o céu essa noite? — ele perguntou olhando para cima. — Você adora olhar o céu.

- Não, ainda não. — olhei para cima. — Tá lindo. — falei constrangida, por ainda não ter feito isso e ele olhou para mim.

Sabe a melhor expressão facial que o seu amigo consegue fazer? Aquela que faz você suspirar? (N/A: Aquela que o Percy faz quando a Annabeeth diz pra ele que ela não conhece a mãe dela, no filme, quando eles estão na borda da piscina? Então, essa mesma. Desculpa, gente, é pra vocês imaginarem certo ^^) Então, ele fez essa, eu suspirei e ele riu.

- Idiota. — falei empurrando ele para o lado e rindo.

- Você riu! — ele falou rindo.

- Você é tão idiota que me faz rir até num momento desses. — falei olhando para o céu.

- Não é por isso não...

- Então é por o que? — falei o desafiando.

- É que você me ama. — ele falou rindo e eu ri.

- Só se eu fosse idiota igual a você.

Ele riu, eu encostei a cabeça no seu ombro e ele passou o braço pelos meus ombros.

- Você não sabe o que é perder duas das coisas que você mais ama de uma vez só. — falei triste.

- Sei sim. — eu olhei para ele — É o que eu sentia com medo que algo pior acontecesse quando você cortava os pulsos.

- Eu disse duas coisas de uma vez só. — falei triste olhando para o céu.

Ele pensou por alguns momentos e continuou:

- Eu disse duas. A minha melhor amiga e o amor da minha vida.

Notas finais
O.O
R-E-V-I-E-W-S
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.