Ameaça de Vida

2 Capítulo 1 - Nova vida em uma ilha cheia de Desespero.


BEEP

Minha cabeça doía, como se algum tipo de buzina fiasse tocando...

BEEP

De novo... Isso não era meu despertador... O que está acontecendo...? Por que meu corpo está tão pesado...?

BEEP

Eu abri meus olhos, e me sentei rapidamente. Abri a boca para a maior quantidade de ar entrar e recuperar o fôlego. O a buzina não parava, então levei a mão para o lado em uma tentativa idiota de desligar um despertador inexistente.

— Mas o que...? Onde eu estou? — Questionei-me, e só então reparei aonde me encontrava.

Eu não estava no meu apartamento. Mas eu estava em um quarto, sem sombra de dúvidas. As paredes eram brancas e próximo ao chão tinham um detalhe de madeira, que era igual ao solo. Eu me encontrava em uma típica cama de hotel, com um lençol branco e azul marinho. Um criado-mudo se encontrava do meu lado, e havia uma porta no outro lado do quarto.

BEEP

Foi quando ouvi novamente a buzina, e então olhei mais para cima da porta. Uma televisão junto a uma câmera e um par de alto-falantes estava presa a parede. Não sei se a câmera estava me observando já ou se havia algum outro sensor, mas assim que eu olhei para o aparelho, os alto-falantes soltaram um barulho de um microfone ser conectado, e uma voz saiu.

— Parece que todos os participantes já acordaram... Isso me agrada! Por favor, dirijam-se ao saguão e aguardem futuras instruções. Isso é tudo~ — A voz era distorcida e animada de forma sádica.

Mas se existe algo que você tem que compreender. Você nunca levou um tiro, mas sabe que é melhor não ser baleado. Eu nunca falei ou fiz nada para o cara que falou conosco, mas eu sinto que não posso desobedece-lo.

Eu me levantei, e assim que ia dar meu primeiro passo, percebi algo em meu pulso direito. Uma pulseira preta com uma marca de cruz vermelha que piscava de tempos em tempos. Eu nunca usei pulseiras, e quando tentei tirar, notei que não era uma pulseira normal. Ela estava trancada a mim.

Eu estava perdido em meus pensamentos, quando ouvi o som de alguém bater na porta do meu quarto. Foi quando me dei conta, a voz disse "parece que todos acordaram"... Não era apenas eu quem estava nesse lugar... Talvez tenham vindo para ter certeza que eu não me esqueça de ir ao tal do "saguão"...

— Ah... Já vai! — Eu respondi, e me dirigindo para atender a porta. E quando eu a abri, eu senti algo.

Na frente da porta aberta, havia duas pessoas. Uma delas era um senhor idoso, vestido de terno e cabelos grisalhos, ele era magro, e a idade o fazia parecer mais magro do que era. Mas ao lado dele havia uma garota de cabelos ruivos, que vestia um uniforme de escola privada, blusa social, um casaco por cima, a saia era mediana e cinza. Usava um par de sapatos sociais pretos com meias 3/4 pretas. Além disso ela estava com um guarda-chuva fechado apoiado em um dos braços.

— Então você é o décimo de nós... Por deus... — Disse o senhor, olhando para mim.

— Décimo? Então tem dez pessoas raptadas aqui? — Perguntei, antes de logo em seguida continuar. — Além do mais... Onde é aqui?

— Não sabemos... Tudo o que nós sabemos desse lugar é que estamos em uma ilha... — Respondeu a garota, que por sinal, deve ter minha idade.

— Uma ilha...? Mas por acaso...? — Aquilo era muito, como assim? Uma ilha? Mas quem sabe...

— Eu fui um dos primeiros a acordar, então eu fui procurar algum lugar que indicasse civilização... Não há sinal de celular... Não há meio de transporte... — O senhor comentou, como se previsse o que eu fosse perguntar.

— Então... — Eu comecei, o medo tomando conta de meu ser.

— Sim... Estamos presos em uma ilha remota. — A garota concluiu.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.