Ame no Aki Koro Ni

32 Capítulo 32 - Caminhe até chegar lá


21:15 – 7º Dia

Noticiário da TV.

Reporter: E o mistério de Furukawa ainda não foi resolvido. Várias pessoas continuam desaparecidas, há 7 dias atrás, as famílias dos desaparecidos receberam ligações, onde as próprias pessoas que estão agora sendo procuradas, diziam passar férias em tal lugar, ou então que iria para um distrito próximo por negócios. Depois da investigação das autoridades, havia muitas suspeitas de que tudo isso fora coincidência, depois do desaparecimeno de Takehito Misatoshi, a polícia de Furukawa começou a investigar pessoas que também haviam sumido, e eis que eles reportaram mais casos do que pensavam. O delegado do distrito 1 da polícia de Furukawa, suponha que isso pode ser um seqüestro, e as pessoas estão mantidas em um cativeiro. A polícia começou uma busca por toda região, mas até agora, nada puderam encontrar. Há boatos também de que moradores viram vários objetos voadores não indetificados pela região nos dias anteriores, o que causa a polêmico das famosas abduções e *desliga*

Ketaro: Abduções, hein? Quem dera estarmos em uma nave espacial agora.

Alya: Ei.. eu quero ir procurar o Sahishi-Kun, por favor, me deixem ir Ç___Ç

Howard: Fique calma, ele logo vai estar de volta, como prometeu.

Ketaro: Pare de choradeira, não confia na palavra do seu amigo?

Kugimiya: Levando em conta toda essa demora, eles já devem ter virado carne moída ‘O’

Yuu: Você tem algum problema ‘-‘

Até que Josh, que estava observando pelo lado de fora, consegue enxergar o brilho de algumas lanternas, e logo, vê três pessoas se aproximando.

Josh: EI, ELES VOLTARAM!

Ketaro: *GRAÇAS A DEUS SAHISHI-KUN*

Alya: SAH!

Todos vão até o lado de fora acolherem os 3 que estavam voltando. A chuva ainda caía sem piedade, logo, Howard procura toalhas e roupas limpas para eles vestirem, assim que entrassem.

Sahishi vinha com uma cara de abatimento, mas ao mesmo tempo, de apreensão, pois todos sabiam, que alguém da casa, alguém que estava presente ali, na sala de entrada, fazia parte dos assassinatos.

Josh: E então, acharam algum yokai?

Tamada: Vai se foder seu merda.

Masato: Ei, já vão começar? ...

Yuu: Sahishi-Kun, diga, acharam algo?

Todos esperavam respostas imediata do grupo. Não cumpriam mais a regra sobre as 3 pessoas separadas que o assassino impôs. Estavam todos na sala de entrada, não se importavam com fatores peculiares, alguns já tinham psicológico para aceitar a morte, mas ainda assim, James, Jonathan e Priscila, descansavam no quarto dos empregados.

Melissa: Escutem, todos. Não acabou.

Yuu: Que?

Hina: Eu sabia, no acharam nada!

Sahishi: Errado. Matamos outro =)

Takehito: Outro? D: Mas quem?

Tamada: Não havia mais tempo para fazermos perguntas.

Josh: E por que não pode ter acabado?

Sahishi: É óbvio que não. O assassino tem que estar aqui na casa! Como ele poderia vigiar todas as pessoas se estivesse tão distante quanto nós achamos o rapaz? E a carta para o jogo da morte? Desde o começo, nunca houve apenas uma pessoa por trás desse inferno. Poderia ser mais que 3, ou mais que 5! Então...

Hina: De QUEM VAMOS SUSPEITAR? Estamos juntos o tempo TODO! Não tem como ninguém ter matado ninguém, não a gente x-x

Ketaro: Não era você que desconfiava de todos?

Kugimiya: O assassino provou estar entre nós mesmo, pelo fato da bomba ter explodido lá em cima, não pensaram nisso?

Takehito: Então esse cara é sobrenatural poxa Ò_Ò

Sahishi: *Droga, droga, como desconfiar de alguém? Como? É exatamente como a Hina falou, todos estávamos juntos, desde sempre, as mortes, todas elas, foram muito estranhas, primeiro a Masami se matando, juntamente com a Liselote.. e o corpo dessa última desaparecendo, Yui, Michiyo, foram mortas em locais impossível de alguém daqui ter feito. Não há nada escondido lá em cima, não há aqui...Primeiro, precisamos saber o motivo dessas mortes, espere O-O’*

6º Dia – 10:45 – Casa de Tomisaki

Tomisaki: Hehe, agora são só eu e você, meu velho amigo.

Tomisaki conversara com seu cachorro enquanto apreciava uma xícara de café. Havia mandado sua filha para fazer compras na cidade, e pediu para que essa mesma ficasse na casa de sua tia no fim de semana para fazer companhia, já que essa mesma vivia solitária. A filha do senhor, como era um tanto gentil e obediente, não poderia negar tal pedido, ainda mais por se tratar da cidade.

Tomisaki: Bem, tome conta da casa, eu juro que não demoro.

O rapaz pegara sua espingarda, colocava seu chapéu, e deixava seus aposentos por conta do cachorro. Trancara a porta, e rumava até o ferro-velho.

Tomisaki: *Tem algo estranho. Muito estranho... Aqueles jovens, eles não pareciam estar se divertindo, muito pelo contrário, vi uma enorme expressão de medo no rosto da menina. E os noticiários recentes, será que... bem, de qualquer forma, farei o que o muleque de boné me disse, se eu me lembro, ele apontou para atrás da floresta, onde fica o ferro-velho, droga, será uma emboscada? Mas por que eles matariam um velho e patético senhor como eu? Haha, não, acho mais que ele queria ajuda, ele não pareceu ter maldade alguma.

Caminhando até o local, o homem já começara a ficar nervoso. Seu coração disparava, carregava a espingarda em suas mãos, nunca havia atirado em ninguém, mas se preciso, naquele dia, iria fazer algo, sua filha era tudo que ele tinha depois que sua esposa morreu, não teria como morrer ali.

Chegando, ele caminha lentamente, sem fazer barulho algum, observa por todos os cantos, mas não encontra nada de errado, apenas o entulho. Até que cansado, ele resolve se sentar, e ao pegar um pedaço de espelho no chão, ele enxerga em seu reflexo, um homem dentro da casinha que ficara no meio daquele lixo.

Tomisaki: *Esse... quem é esse?*

O rapaz decide investigar mais abertamente. Rastejando no chão, ele se aproxima da casa, e lá dentro, pode ouvir alguns gritos. Parecia um choro angustiante, um choro de dor. Ao chegar mais perto, ele pode ver que há alguém dentro de uma enorme caixa colocada na sala. O rapaz de dentro da casa, dá vários chutes, dizendo para tal pessoa calar a boca.

Tomisaki: Filho da mãe!

Até que por pisar em uma lataria escorrecadia, o rapaz despenca para baixo, e aí já era tarde. O homem de dentro do local escuta, pega sua arma, e saí para fora. Tomisaki se esconde atrás de um esqueleto de uma Kombi.

Donavan: Quem está aí porra? Haha, voltaram aqui seus merdinhas? Então vocês o pegaram... haha.

Tomisaki: *O que ele ta falando? Tenho que sair daqui...*

Donavan, o ex-morto, se aproximava da Kombi, naquele momento, o coração de Tomisaki chegava ao limite, tremia ao segurar a espingarda, estava com medo, e mais medo ainda de atirar. Até que ele pega um para-choque, e joga para outro lado, com o barulho, Donavan muda sua visão, e então, Tomisaki decide correr.

Ele sobe para cima, na tentativa de fugir. Rapidamente, o homem o persegue. Tenta não dar nenhum tiro para ninguém dali ouvir, apenas correra com uma faca na mão.

Tomisaki: Merda, to velho demais pra correr, ei...*O que eu to fazendo? O que eu...*

O velho se lembra de sua filha, se lembra da pessoa que estaria presa dentro da caixa na casa, não faria sentido correr, e apenas deixar isso passar. Ele então vira para trás, e aponta a arma para Donavan.

Tomisaki: LARGUE A FACA

Donavan: Olha, que ameaçador. Um caipira com uma espingarda. Sabe, estou tremendo. Mas..

Tomisaki: Se pegar sua arma eu atiro!

Donavan: Atirar? Dá um tempo, você tem alguma acusação contra mim? Se me matar, vai preso.

Tomisaki: E aquela pessoa dentro da caixa? *suando frio*

Donavan: Pessoa? Cara, aquilo era um alce, dá um tempo. Venha aqui que eu te mostro.

Tomisaki: E por que ta correndo atrás de mim com uma faca?

Donavan: Por que você está com uma arma?

Tomisaki: *Um.. um colete a prova de balas? É isso que eu to enxergando!*

Tomisaki pudera ver um colete por baixo da camisa do rapaz, apesar de velho, tinha uma ótima visão.

Tomisaki: Ok, vamos lá conferir então.

Donavan: Vamos, como quiser.

Donavan virava para trás, e com um rápido movimento, atirava a faca contra Tomisaki. Essa, acertava o ombro do homem, Donavan pegara sua arma, e antes de poder atirar, Tomisava acertava seu joelho com um tiro certeiro.

Donavan: Filho da puta! FILHO DA PUTA!

Antes que Donavan pudesse disparar, com total frieza, Tomisaki mirava na cabeça do rapaz, e estourava seus miolos. O tiro acertou bem no centro de sua cabeça, abrindo-a por inteiro. O rapaz não pensa em ficar ali parado se culpando, quer confirmar que o que estava lá dentro, era realmente uma pessoa, e que tinha salvado a vida de alguém, e não se condenado.

Ao abrir a caixa, Tomisaki tem uma surpresa.

21:20 – 7º Dia – Casa de Tomisaki

Tomisaki: Bem, então, eu vou indo nessa, Ruby.

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Próximo Capítulo: Fumaça na água, fogo em todas as partes.