Ame no Aki Koro Ni
26 Capítulo 26 - Pistas para o fim
16:43 – Auto Posto
Noriko: Então, você... se foi mesmo, Maria?
Após perceber os fatos ocorridos naquele dia, o policial já pudera perceber o que havia acontecido, no momento, a mágoa pela morte de sua esposa tomara conta de todo seu coração, segurava uma foto de Maria, enquanto ainda cumpria seu trabalho obsverando hotel, estava mais tranqüilo ao saber que seu filho estava bem, e prometera salvá-lo.
Noriko: James, agüente firme... papai vai te buscar!
16:43 – Quarto 04 – Hotel rota 23
Enquanto isso, no quarto de Jin, acontece uma aparição surpresa. Jonathan, supostamente desaparecido, sai de dentro do guarda-roupa, como se estivesse esperando Jin pegar o notebook. Afinal, o que estava acontecendo ali? Jin sente vontade de gritar, mas Jonathan lhe aponta uma faca, o oftalmologista então se cala, e apenas espera para ver o que o rapaz tinha a dizer.
Jonathan: O que é? Está surpreso em me ver? Acho que todos ficariam mais surpresos em ver você, mexendo com seu notebook pra lá e pra cá. Pensa que eu não reparei? Desde o primeiro dia aqui, você ia pro banheiro, e levava sua pequena maleta, não é? Pois o formato dela se enquadrava muito com o de um notebook, e, se eu não estivesse errado, você estava até agora mexendo nessa merda, ou pelo menos tentando. Então, isso é muito mais suspeito do que eu sair de um guarda-roupa, não é? Agora pode ir contando cretino, você é o assassino ? ;)
Jin ficara se resposta por alguns minutos, o rapaz parecia um tanto ameaçador, não tinha escolhas a não ser lhe dizer a verdade.
Jin: Eu aparento ser um assassino ? ‘-‘
Jonathan: Alguém daqui do hotel aparenta?
Jin: De fato eu estava com o notebook o tempo todo, mas não consegui sinal, só aqui em cima!
Jonathan: E o que pretendia escondendo isso de todos?
Jin: Não é óbvio? Pedir ajuda discretamente, se o assassino soubesse disso, eu estaria morto!
Jonathan: Isso é mesmo verdade?
Jin: Agora conte-me você, por que fez isso? ‘-‘
Jonathan explicara calmamente, e em tom de voz baixo para que as pessoas dos outros quartos não escutassem, o porque de ter se escondido.
Flashback: Dia anterior
Juntamente de Jonathan, Raquel havia feito um plano. O rapaz precisaria fazer algo para que ficasse preso em um quarto na parte de cima do hotel, não que isso tenha o feito escolher matar Kudry, aquilo foi um impulso desnecessário, Jonathan o fez sem pensar no plano, mas antes do acontecido, ele e Raquel já pensaram em tudo. Desde o primeiro dia, o homem contou á sua esposa sobre as atitudes de Jin, ele então confiou á Raquel contar para Ketaro ou Sahishi sobre isso, colocando o senhor em um dos quartos de cima, onde Jonathan estaria escondido. Eles sabiam que se Jin ficasse sozinho, era uma grande oportunidade para ele pegar o notebook, e de Jonathan pegá-lo com a mão na massa, mesmo que todos pudessem desconfiar de Jonathan depois, tudo fora realizado com sucesso, apesar do falecimento de Kudry, no qual Jonathan ainda se culpava.
Jin: Então, toda essa besteira, pra me pegar no computador? ._. Parece mais um pai de olho na sua filha de 14 anos. –q
Jonathan: E se fosse o assassino? Estaríamos salvos agora.
Jin: Quer dizer que confia em mim?
Jonathan: Não totalmente, isso foi um ato muito suspeito. Aliás, que quarto minha esposa está?
Jin: Bem...
Ele não precisava dizer mais nada. Apenas pelo tom de voz de Jin, Jonathan já podia perceber a fatalidade.
Jonathan: Entendo ‘-‘
Jin: Eu... sinto muito...
Jonathan: E eu nem estava lá para protegê-la. Haha, que belo marido eu sou, merda...
Jin: Foi um acidente e...
Jonathan: Por favor, não precisa me contar a maneira que ela morreu, apenas me leve até seu corpo quando sairmos daqui...
Entre a conversa dos dois, Ketaro aparece na porta. Sorria ironicamente, enquanto balançava sua cabeça.
Ketaro: Ora ora, quem diria, de alguma forma eu já sabia dessa sua babaquice ‘-‘
Jin: Você... desde quando está aí ? x-x
Ketaro: Desde o início da conversa. Eu já sei de tudo. Não duvide do tom auditivo de um policial ÒO
Jonathan: E agora, vai nos deixar presos aqui mister autoridade? L:
Ketaro: Temos a nossa maior arma em mãos agora!
Jonathan: Por que confiaria nele?
Ketaro: E precisamos confiar? Basta ter o notebook. Estamos em dois aqui, ele não poderá fazer nada.
Jin: EI, depois de tudo que o Jonathan fez, ainda me trata como suspeito? Ç___Ç
Ketaro: Não nos culpe, você fez isso tudo.
Jonathan: Haha, agora vai sentir na pele o sabor do confinamento ;D
Jin: Ao menos estarei seguro aqui ><
Ketaro: Então aceita pacificamente ficar aqui? Claro, sem o notebook.
Jin: Eu já disse! Estava tentando salvar todos com isso mas.. podem levar, me sinto até bem em ficar sozinho.
Ketaro: Eu vou carregar o notebook comigo na sua bolsa. Antes, explicarei sobre o Jonathan.
Jonathan: Ei... poderia..
Ketaro: Te levarei até sua esposa..
Ketaro e Jonathan saem do quarto, após deixarem Jin trancado, aquele era um dos únicos quartos que possuía chave, Raquel havia pensado muito bem. O policial pede para que todos saíssem do seu quarto, e explica o ocorrido. Os empregados ficaram com raiva de Jonathan, e principalmente de Sahishi. Estavam arriscando a vida de todos, por um simples plano. Mas com isso, haviam conseguido um computador. Ketaro mente dizendo que após ver o aparelho, o quebrou e jogou pela janela. Ele então, caminha com Jonathan até o local onde a esposa desse fora morta.
14:59 – Floresta atrás do hotel
Jonathan: Uma morte digna de uma policial... 3 tiros no peito. Raquel sempre brincava de desafiar a morte, ela nunca teve medo de nada... nunca...
FlashBack do passado de Jonathan e Raquel
1999, 30 de dezembro, fim do ano. Nessa época, o trabalho da polícia era em dobro, ainda mais em Tokyo, as noites eram bastante violentas e tumultuadas, o alvoroço tomava conta das pessoas que festejavam o fim do ano, e de alguns religiosos que acreditavam que nesse mesmo dia, o mundo iria acabar de acordo com algumas profeciais. Jonathan trabalha intensamente naquela noite, juntamente de seu parceiro Kushiro, eles rondavam sobre Shibuya, como eram policiais experientes, ficavam com essa parte mais movimentada, e também perigosa. Após uma longa tarde, nada de anormal havia acontecido nas redondezas. Jonathan só queria poder voltar a casa e tomar a sua cervejinha descansando enquanto vê os fogos de artifício.
Kushiro: Porra, essa lamen daquela merda de barraca me fez mal, tomar no cu hein. Da próxima vez eu vou lá e não vou pagar.
Jonathan: Qualé cara, você quem quis comer lá, não reclama.
Kushiro: Ah, vá, você fica aí todo acomodado! Aliás, o que vai fazer amanhã? Ah, é mesmo, tu não tem namorada ahahahahahah, vai ficar em casa morgando assistindo TV, acertei?
Jonathan: Vê se não enche, eu não preciso de mulher alguma, ok? E_E
Kushiro: E cara, tu só serve pra pegar mesmo, não te vejo nunca casado!
Jonathan: Se olhe no espelho maldito u-u
Os dois conversavam, até que Kushiro, se depara com uma cena em um beco ali próximo. Uma mulher sendo segurada por dois homens, aparentemente bêbados. Eles a levavam para dentro do beco.
Kushiro: Que porra... eu pensei que teríamos sossego hoje.
Jonathan: Eu cuido disso ‘-‘
Kushiro: EI, eu vi isso, deixa que eu dou um jeito ÒÔ
Kushiro então se levantava, e ia até o local. Jonathan o esperava, mas, seu parceiro não aparecia. Já se passavam 5 minutos, até que Jonathan se cansa de esperar, e resolve ir atrás.
Jonathan: *Mas que diabos de policial não leva seu parceiro pra pegar dois arruaceiros? Ele se acha o bonzão porra.. o chefe não vai gostar dessa atitude!*
Jonathan chegara no local, e o que encontrara, não era nada bom. Kushiro estava morto no chão, com uma faca cravada na cabeça. Até que os dois arruaceiros aparecem. Um deles aponta uma arma para Jonathan, enquanto o outro segura a mulher, a ameaçando com uma faca.
Eles explicam que haviam visto claramente a viatura da polícia parada na praça,e por isso, resolverem fazer essa armadilha para atrair os dois. Eles contam que querem vingar um de seus companheiros que fora pego pelos dois policiais, semana passada. Desde então, eles tem procurado os dois por todo canto, até que deram sorte. O rapaz diz para Jonathan largar a arma, e ele deixa a mulher ir. Jonathan ao olhar para o rosto dessa, podia perceber que... não era apenas uma mulher, era ela linda. Tão linda que não podia deixar se machucar. O rapaz então com sua mão, aponta para baixo, mas ninguém entende nada, exceto Raquel. Ela já sabia o que fazer. Jonathan se aproxima para entregar a arma para o arruaceiro, e quando estava prestes a entregar, Raquel com uma forte cotovelada, acerta a parte de baixo do rapaz que segurava a faca sobre seu pescoço, Jonathan com um chute na arma do primeiro rapaz, o põe de lado, e atira no do fundo. Antes que o primeiro rapaz pudesse pegar a arma, Jonathan lhe dá um cadeado, enquanto pede para a mulher chamar reforços. Eles conseguem o prender, infelizmente, duas vítimas foram feitas naquele dia, Jonathan se culpava pela morte do seu parceiro, mas por outro lado, havia conhecido ela. Na ambulância, ainda tratando de alguns ferimentos, Jonathan se aproximara da mulher, não podia deixar passar em branco, queria saber seu nome.
Jonathan: Ei...
Mulher: AH, cara... muito obrigada! Olha, eu estava realmente com medo, mas ia dar um jeito naqueles dois.
Jonathan: É claro que ia ¬¬’’’’
Mulher: Eu sinto muito pelo seu parceiro... a culpa foi minha..
Jonathan: Não diga isso, oras. Ele foi teimoso em querer ir sozinho, e não sabíamos do que aqueles dois eram capaz...
Mulher: mas você fez um ato heróico! Devia se orgulhar...
Jonathan: Sim, eu to feliz oras, pude salvar alguém como você ;D
Mulher: Isso foi uma cantada?
Jonathan: Uma cantada seria eu te chamar pra transar.
Mulher: E quando vai fazer isso hein
*Médico da ambulância observando sem jeito*
Jonathan: Me diga seu nome primeiro ÒO
Mulher: Oh, nem me apresentei! Muito prazer, me chamo Raquel.
Jonathan: Prazer, seu super herói, Jonathan x)
Após esse acontecimento, os dois ficaram muito próximos, depois de 1 ano, começaram a morar juntos, Raquel então decide que, pelo que havia acontecido em 1999, queria se tornar policial, e fizera isso! Mas em 2002, após Jonathan se ferir em um acidente de carro, teria que deixar seu cargo de policial, então decidiu abrir uma loja de instrumentos musicais em Furukawa. Raquel como estava gostando da profissão continuou, apesar de Jonathan ser super-protetor (por incrível que pareça) e não gostar que ela se arriscasse, mas.. ela havia se tornado assim graças á ele. E tudo fora muito feliz... até aquele dia, até ver o corpo dela no chão, um corpo que nunca mais iria poder tocar, um sorriso que não poderia mais ver, momentos que ficaram apenas no passado dos dois. a92;
Jonathan segurava fortemente o corpo de sua amada, enquanto chorava, tudo que estava guardado dentro de si por estarem naquele inferno. No fundo, ele queria mais do que todos sair dali, e agora, mais do que nunca, queria ficar, e pegar o culpado por tudo que aconteceu.
Jonathan: Raquel... me perdoe... eu vou agora... voltar pra minha velha origem, e cumprir o que deveria ser o seu trabalho.
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