Ame no Aki Koro Ni
16 Capítulo 16 - Espera da penitência
8:51 – 5º Dia
Estaria tudo acabado? Ao avistar uma viatura policial se aproximando, Sahishi rapidamente corre para dentro da loja de conveniência do posto, mas ao entrar, se depara com Takehito tremendo, e Kugimiya sem expressão, segurando o bastão de baisebol que acabará de matar o proprietário do posto.
Sahishi: Mas que diabos aconteceu aqui?! Ei, por que o Jonathan está caído?
Jun: ...
Takehito: A Kugimiya-Chan... ela...
Jonathan: Nós fomos obrigados a matar o cara, ele chamou a polícia!
Sahishi: *Droga, então ela o matou? O-O Não há mais tempo, a viatura já está aqui!* Escutem, Kugimiya-Chan, fique com Jonathan dentro dessa sala, vamos trancá-los!
Takehito: Espere, olhe, a polícia já ta aqui D:
Sahishi: Mas o que o senhor disse aos policiais?
Jun: Não sabemos o que ele pensou... apenas ligou.
Takehito: Foi minha CULPA!
Sahishi: *O que?*
Kugimiya: Exato! Esse maldito... ele não ligou pra casa dele ‘-‘. No dia em que estávamos ligando e informando nossos familiares, ele não ligou. Teve medo da reação deles, e então..
Jun: E então os pais dele tem dado como desaparecido, e certamente deve ter informado jornais e a televisão. Merda.
Takehito: Kugimiya...Chan Ç_Ç. Se não fosse por mim...
Kugimiya: Cale-se. Seus pais não iriam deixar você ficar fora mesmo...
Sahishi: Então é isso. Takehito, vá com Jonathan para dentro daquela sala. Jonathan, dê a volta nos fundos, e se esconda, consegue se mover?
Jonathan: Haha, isso foi apenas um arranhãozinho ;D *gemendo de dor*
Jun: Ele ta sangrando muito x_x
Sahishi: Tente agüentar só um pouco cara. Takehito, limpe toda a sujeira enquanto eu Jun e Kugimiya distraímos os tiras.
Takehito: Li...limpar? D:
Jonathan: VAMOS DROGA, eles estão vindo.
Sahishi: JUN, você será o dono do posto, vá para trás do balcão. Kugimiya, você é a minha acompanhante, eu sou o garoto cujo Jun pensou ser Takehito.
Kugimiya: *Mas vocês não são nada parecidos .___.*
Os policiais então, começam a bater na porta, esperando para serem atendidos.
Sahishi:*Já estão aqui!* Jun, destrave a porta.
Jun destrancara a porta, e os dois policiais entravam no local. Pareciam bem sérios, um deles se aproxima do balcão enquanto o outro fica na porta, na intenção de cobri-la para ninguém sair.
Policial 01: Cadê o garoto?
Jun: Bem... aí está ele.
Jun apontara para Sahishi, que ficara ao lado de Kugimiya, fazendo uma expressão de medo.
Sahishi: Ei, eu já disse, meu nome é Sahishi Kurata D:, não sou quem o senhor está pensando.
Kugimiya: Eu sou amiga dele, eu provo isso, estamos a 2 km do nosso acampamento!
Jun: Sem essa, vocês entram aqui, e a garota fica de olho em você, parecendo como se tivesse te seqüestrado.
Policial 01: Poderia mostrar sua identidade?
Kugimiya: Eu estava agindo normalmente x_x
Sahishi: Não estamos com os documentos aqui, mas é sério poxa, só queríamos comprar algumas coisas D:
Policial 02: Ei Misao, espere, eu conheço esse rapaz.
Sahishi: *Hã? ÒO*
O segundo policial se aproximava mais do jovem, e então, surpreso, dizia:
Policial 02: Ora, Sahishi-Kun. Quanto tempo, se lembra de mim?
Sahishi: Ah... você... D:
Policial 02: Sou Yushimi, amiga do Kurata-San, já jantei várias vezes em sua casa ‘3’
Sahishi: AHHH, você xD *Ok, não me lembro mesmo dele q*
Policial 01: Então ele não é o rapaz procurado? Porra hein, como liga assim pra gente do nada se nem sabe ao certo de que se trata do procurado?
Kugimiya: Eu disse, esse cara é louco ç_ç, ele ameaçou nos amarrar se saíssemos!
Jun: *Não me ferre mais sua idiota E_E*
Policial 01: Brincadeira, hein?
Policial 02: Ora, e você é o Jun que tinha o posto na rua 13? Não sabia que havia mudado ‘O’
Jun: *Quê? Esse cara conhece todo mundo? Ò_O* AH, siim sim, eu mudei faz algum tempo, sabe, dava muito trabalho ficar na cidade, estou velho já ^^’
Sahishi: Podemos ir embora agora? u-u
Jun: Ei, me perdoem por isso ._., mas eles são bem parecidos mesmo, e eu desconfiei!
Policial 02: Haha, sem problemas, sem problemas, o garoto deve estar com algum amigo, esses adolescentes adoram fugir de casa.
Jun: Me desculpem de verdade, pra mostrar como estou arrependido, tomem, podem levar esses pacotes de rosquinhas.
Policial 02: Ah *-*, gentileza sua, Jun-San, obrigado.
Policial 01: Tsc, vamos indo. E olhe bem para o rosto da pessoa antes de chamar a polícia hein.
Jun: Vou providenciar analisar melhor da próxima vez ^^’’’
Os policiais então deixam o local, acreditando na versão das pessoas ali, e que por sorte, um dos homens conhecia Sahishi.
Sahishi: Cara, essa foi por pouco x_x’
Jun: Demos sorte dessa vez...
Kugimiya: Precisamos cuidar do Jonathan-Kun...
Sahishi: Kugimiya-Chan...
Kugimiya parecia triste, afinal, tinha matado uma pessoa minutos atrás.
Sahishi e Jun cuidam do ferimento de Jonathan com algumas coisas que estava disponíveis na loja, Takehito já havia retirado o corpo do senhor e levado para o armário, chocado por ter que fazer tal trabalho, esse apenas chora, encolhido no chão, se lembrando do momento em que Kugimiya, sem piedade, batia contra a cabeça do senhor. E tudo isso, fora culpa do garoto, que se culpava profundamente. Kugimiya estava no banheiro, se encarando no espelho enquanto chorava, e via manchas de sangue ainda em sua roupa, trêmula, ela se lembrava do seu passado.
Passado de Kugimiya
z98; b12; z99;Desde os 2 anos, Kugimiya fora criada em um orfanato, havia sido abandonada por seus pais, que não possuíam condições para criá-la adequadamente. Cresceu até os 9 anos com as crianças do orfanato, via um por um deixando o local, enquanto seu coração se partia. Sua única família, era sua amiga, Makie Kominasa, era 2 anos mais velha, e tratava Kugimiya como uma irmã, sempre cuidando dessa mesma, e consolando nos momentos de solidão e necessidade. O maior medo das duas, eram de se separarem algum dia, estavam um pouco velhas para adoção, mas ainda tinham esperança de alguma família aparecer para lhes acolherem. Mas a contradição permanecia na mente das duas, ficarem juntas, uma dependendo da outra, ou então, darem o último adeus, e terem finalmente pais. Até que um dia, o inevitável aconteceu. Um casal bem rico chegara ao orfanato, estavam dispostos a levar a criança mais bonita do lugar, queriam uma garota. Depois de analisarem muito bem, chegaram á uma conclusão. As duas meninas, de mãos dadas, ficavam na expectativa, o sentimento de medo, e de ansiedade tomavam conta de seus pequenos corações. Até que a porta do quarto das duas se abrira. A irmã Agatha iria chamar uma das duas, mas quem seria? Kugimiya já deveria saber. Não foi a escolhida. Makie, ao receber a notícia, dava um salto, e preparava para arrumar suas coisas, iria se despedir do local. Kugimiya correra, não queria mais ver sua amiga, não iria mais vê-la mesmo. Makie não tinha mais tempo para ir atrás de sua ‘irmã’, então, ela deixa apenas uma carta de despedida, prometendo um dia, voltar para buscá-la. Dois anos se passaram, desde então, Kugimiya havia mudado completamente. Não sentia mais nada, estava completamente sozinha, sem esperança de sair daquele lugar. Passava os dias olhando para o céu, desejando apenas morrer, mas, no fundo, ainda sonhava em um dia poder chamar uma pessoa de mãe... poder receber carinho de alguém, dormir ao lado de sua família, ganhar presentes no natal, mas eram apenas sonhos, tão distantes quanto as nuvens que observava no céu. Até que, em uma tarde de terça-feira, o reencontro acontecia. Makie voltara ao orfanato. Trajara um belo vestido, nem parecia a mesma. Kugimiya não tinha palavras, tinha medo de abraçá-la, mas depois de alguns segundos, esboçou um belo sorriso, e as primeiras lágrimas caíam de seus olhos. Se preparava para dar um forte abraçado em sua amiga, tinha sentido muita falta dela, só que, do lado de Makie, aparecera uma mulher. A senhora estava vestida elegantemente, com o óculos de sol no rosto, parecia desprezar o lugar. Makie então apontara para Kugimiya, e de alguma forma, a menina já imaginava o que a esperava. A mãe de Makie, estava ali para adotar Kugimiya, á pedido de sua filha. As duas então, estavam novamente juntas, no carro, contavam tudo que havia acontecido durante esses 2 anos, Makie um pouco velha já, dissera coisas que Makie não entendia, contava sobre as coisas que havia ganhado, e os doces que comera. Porém, ao chegarem na mansão, a realidade havia mudado completamente. Kugimiya estava tão feliz, mas como sempre, toda alegria em sua vida, era instantânea. A garota fora colocada no quarto dos empregados, não a deixavam entrar no quarto de Makie, era desprezada com todas as forças pelos seus pais, quem nem queria que ela os chamasse de ‘pais’.Kugimiya era feita como uma empregada, ajudava os empregados com a mansão, tentara conversar com Makie, mas essa, estava totalmente diferente. A ignorava, e só brincava com suas amigas do seu colégio, todas ricas e de classe. Kugimiya fora colocada em uma escola rígida, era criada pelos empregados, obrigada a servir e estudar sem reclamar. Via todos os doces gostosos que sua irmã comia, mas não recebia nada além de sopa e as sobras da família. Depois de completar 17 anos, Kugimiya finalmente arrumou um trabalho, e começou a morar em uma humilde pensão. Ela trabalhava toda manhã, e estudara em uma universidade pública, dava seu melhor, e jurou algum dia, ser mais rica que sua irmã, que nunca mais havia falado consigo. z98; b12; z99;
As 5 pessoas que estavam no posto, após tratarem dos ferimentos de Jonathan, pegavam os suprimentos, e deixavam o local. Ainda cabisbaixos pelo acontecido, caminhavam mais uma vez para dentro do pesadelo, esperando para o próximo ato de terror.
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