Ame no Aki Koro Ni
1 Capítulo 1 - Quando a Chuva Cai
Região interior de distrito de Furukawa, fim de tarde.
Era apenas mais um dia comum para os 4 jovens da universidade de Kendou. Como sempre, voltavam para casa, exaustos, Alya despreocupada, dormia no banco de trás, enquanto fazendo companhia ao seu lado, Masami apenas ouvira as repetidas músicas em seu I-pod, apreciando os últimos raios de sol que se chocavam contra a superfície plana e rochosa do caminho em que pegaram. Na frente, Hideki guiava-os tranquilamente, com seu olhar frio e desinibido, e Sahishi, pensativo e bocejando, desejando chegar logo em sua casa para poder fazer companhia com sua cama:
Sahishi Kurata:– Cara, a cada dia que passamos por esse caminho, ele parece mais longo D:
Hideki Koubou: — Você como sempre, todo impaciente. Relaxe, e curta a paisagem lá fora. Logo o fim de semana tá ae.
Sahishi: — Mas é SEGUNDA @_@’
Hideki: — Exato, faltam apenas 5 dias.
Sahishi: — Desde quando você gosta tanto de ir pra universidade? e-e Então aquela loira de letras está envolvida, não é... /)
Hideki: — Não sei do que está falando, sou totalmente comprometido.
Sahishi: — E os políticos também são honestos e louváveis ;)
Hideki, já estressado com as perguntas embaraçosas de Sah, apenas aumentara o som, sorrindo, e ignorando completamente o jovem.
Sahishi: — Quer ser multado, bastardo? Ò_O
Hideki: — O que? Você quer ir ao banheiro? Está excitado com a posição em que a Aly está dormindo? l:
Masami Yon: H..hã? ÒO Quem está excitado com o que?
Sahishi: E você nem questiona o maldito som alto antes disso: D: *gota*
Hideki: *Como é que ela dorme feito uma pedra com isso? O-O’
Com todo esse alvoroço, eles não percebiam que os primeiros pingos de chuva começaram a pingar do céu, que antes, emancipava os olhos com um azul puro e vívido.
Sahishi: — Chuva*u*.
Hideki: — Não me diga.. u-u
Sahishi: — Agora posso abrir a janela, pra me refrescar e ensopar esses lindos bancos ♥
Hideki: — Não ouse maldito ÒO
Alya Kanazawa: — Er..o que, já chegamos? O barulho da chuva me acordou çç
Hideki: — MAS E O SOM? D=
Masami: — Droga.. @_@
Sahishi: — Algum problema Mah?
Masami: — Preciso ir ao banheiro, acho que tomar 3 chás sencha não me fez bem ;;
Sahishi: — Mas por que diabos tomou 3 DAQUILO? ¬¬
Após alguns minutos, Hideki parava o automóvel no primeiro posto que encontraram, já estava perto da cidade, mas com toda reclamação da garota, não iriam sobreviver até o fim.
Hideki: — Dou 3 minutos, anda.
Masami: — E por acaso você pode controlar? ;-;’
Sahishi: — Ué, está com pressa agora? Pois vou lá jogar um fliperama e bater um rango 8D
Hideki: — Seus.. D:
Alya: Que lugar mais frio... será que o gerente foi assassinado e escondido no armário? ‘O’
Sashisi: — E eu sou o otaku nerd, né? ii~
Após entrarem no estabelecimento, que de início, parecia deserto, com o soar de um trovão, um senhor aparece com um esfregão na mão, como se não estivesse nem aí para seus clientes.
Hideki:- Hm.. com licença senhor.. ‘-‘ É o gerente desse posto?
Sahishi: — Ele parece suspeito ÒO
Alya: — O cara não responde ._., será que se pegarmos esses bolinhos e levarmos embora, ele não fará nada? *-*
Senhor: SÃO 12 iens u_u
Hideki: — Agora o senhor fala né.. e3e
A chuva ficara mais forte, se transformando em uma tempestade. Hideki compra algumas balas, e logo após Masami sair do banheiro, se preparavam para a retirada do local, até que o senhor estranho, os repreende:
Senhor: — É melhor irem direto pra casa, jovens.
Hideki: — E pra onde acha que estamos indo?
Senhor: — É só um conselho, mas não acho que os jovens de hoje em dia são aptos para seguirem os conselhos dos mais velhos.
Sahishi: — Eu sou o responsável por esses 3. Pode deixar que nada acontecerá 8D *ar de superior*. Então, bora.
De volta ao carro, os pingos grossos da queda d’água batiam fortemente contra a lataria, a tempestade não dava tréguas, parecia piorar cada vez mais. A luz do sol batendo contra as rochas do lado de fora, fora trocada pela luz dos relâmpagos e a escuridão após esses mesmos.
Sahishi: — Já que não temos nenhum cd que preste aqui, vamos apelar pras rádios...
Hideki: — Quem no mundo não curte Min'yō!? QUEM?
Alya: — Todas as pessoas que nasceram depois do século XX? ._.’
Hideki: — É lamentável essa geração de hoje em dia Ç_Ç
Voltamos agora com o programa ‘Noite estrelada de Furukawa’, a maior audiência do seu rádio! E informamos para todas as pessoas que se encontram fora da região de Furukawa, e que estão voltando no atual momento, a chuva está muito forte na área próxima á Okaido, informantes da cidade relataram que houve desmoronamento, portanto, será impossível a passagem pela estrada 23.
Masami: — Estrada 23 fica... *pensando*
Sahishi: — Há 5 minutos daqui DD:
Hideki: — Bela hora pra ligar o rádio >_>
Sahishi: — Eu salvei a vida de todos vocês ingratos!
Alya: — Tem um hotel aqui perto, não parece ser muito caro ‘u’
Hideki: — Não temos escolha, temos? O caminho de Todai é muito perigoso, não vou me arriscar a passar por lá nesse tempo.
Masami: — Ei.. o senhor não disse pra voltarmos logo pra casa? .-.
Hideki: — Você ainda dá corda pra um velho gaga?
Sahishi: — ESPEREM. Ei, Hideki...
Sahishi olhara para frente, com o olhar fixado no horizonte.
Hideki: — O que foi? Tá com dor de barriga também? ‘-‘
Sahishi: SIGA aquele carro, vamos!
Masami: — Mas... que carro? Aquele Toyota que passou?
Hideki: Entendi ;) . Cara, te devo uma pela prova de semana passada, então..
Hideki acelera o carro, sem questionar.
Alya: Alguém pode me explicar o que tá acontecendo? ;-;
Hideki: Louise.
Alya: Hã? D:
Hideki: Aquele é o carro da Louise. Ex-namorada do Sah.
Masami: E o que vamos ganhar o seguindo? U_U
Sahishi: — Essa confirmação.
O carro de Louise entrava no hotel que Masami havia citado. Parece que o destino está a favor de Sahishi. Já haviam decidido que ficariam por lá, no hotel Rota 23. O zelador era um conhecido de Hideki, portanto, sabia que o local era bom.
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