Ame no Aki Koro Ni
39 Capítulo 39 - O sol que atravessa a fenda
13 de Junho de 2009
Reunidos no apartamento de Misagi e Donavan, os dois rapazes planejavam o início do caos.
Josh: Eu acho que não estou entendendo... De onde vocês vão tirar uma bomba que detone toda área em volta do hotel? E mais, se alguém sair, quer dizer que vamos se matar? ‘-‘
Misagi: Josh-Kun. Ninguém vai sair, isso eu lhe garanto, vamos impor o medo e dar provas de nossa existência para todas as pessoas no hotel. Eles jogarão os celulares fora, as linhas telefônicas serão cortadas, e na entrada do hotel, a placa estará como fechado. Eles serão meros peões manipuláveis em nossa gaiola. E vocês, comandarão as mortes na parte de dentro.
Hideki: Mas você ainda não respondeu, e a bomba?
Donavan: Como temos que viajar pra sacar dinheiro, então, Josh-Kun, vai ter que nos bancar.
Josh: E onde pretendem comprar tais bombas?
Misagi: Ora ora, meu caro colega, lugares onde vendem coisas do tipo é o que não nos falta. A única questão á ser resolvida, é como colocar as pessoas dentro do hotel.
Hideki: Se houvesse uma desculpa, para todas elas, em uma mesma noite, pararem no hotel por falta de escolha...
Donavan: Por falta de escolha hein...
Josh: Isso é simples. Na saída da rota 23, existe uma região montanhosa como todos sabem. Se houvesse um desmoronamento no momento em que todos estiverem passando por ela...
Donavan: E como faremos um desmoronamento?
Misagi: Não faremos. Basta apenas um suposto guarda de trânsito informar na estrada, e também na estação de rádio de Furukawa.
Hideki: E a rota 25? Eles podem cortar caminho.
Misagi: Não, lá é muito perigoso... em dias de chuva!
Josh: Então quer dizer que teremos que fazer isso em um dia chuvoso?
Donavan: Precisaremos confiar muito na previsão do tempo.
Josh: Precisamos contar com a sorte também...
Misagi: Bem, já está ficando um pouco tarde, e eu preciso dormir e-e, estou cansado demais hoje.
Hideki: Cansado de beber o dia todo, é?
Misagi: Cale a boca pilantra.
Josh: Certo.. então amanhã voltarei aqui, você também vem, não é Hideki-Kun?
Hideki: Certamente.
Os dois então se despedem, e descem do apartamento. Depois de Hideki se separar de Josh, o celular deste tocara
Misagi: Bom trabalho, hihi. Atraiu o garoto como planejamos.
Hideki: Haha, foi fácil demais cara. Ladrões de 9 bancos? Não moram nesse AP? Essa foi boa.
Misagi e Donavan, na verdade não se passavam de reles golpistas fugitivos da cadeia, o máximo que conseguiram roubar fora uma loja de conveniência em um posto de gasolina, o apartamento onde eles ficam é da irmã de Misagi, que fora morta por ele messes atrás. Hideki ao saber o que tinha acontecido com Josh, passou á tentar uma aproximação com o mesmo. Todos os dias, Hideki o seguia, e algumas vezes, via que este entrava em um bar, certa hora da noite, isso era quase rotina. Após pesquisar mais sobre o tamanho poder de Josh, Hideki então contara com seus dois amigos, ex-traficantes, Misagi e Donavan, para que esses pudessem convencer Josh á participar do plano do hotel. Hideki estava interessado apenas em ver Sahishi sofrendo, enquanto Misagi e Donavan, queriam apenas o dinheiro do rapaz que ganhou a indenização do incidente de Sonozaki. Com os recursos de Josh, eles seriam capazes de colocar todo plano em prática, e assim, Hideki no dia 12 de junho, contatou Donavan e Misagi, e os 3 foram para o local onde Josh costumava passar a noite, e para parecer que fosse coincidência, eles começariam a conversar, e dividiriam suas ‘histórias de vida’. Também usariam mais um companheiro de Misagi e Donavan, Nishi-Kun, esse seria encarregado de usar a rádio no dia chuvoso em que as pessoas escolhidas estariam na rota 23. Só faltava agora encaminhar as pessoas até a estrada da morte.
Para Michiyo, Josh planejou usar Ruby, filha de Hina. O mesmo observou por vários dias a casa da mulher, e percebeu que a senhora e sua filha, quase toda sexta-feira, iam jantar na casa de Michiyo. Com isso, as duas passavam pela rota 23, precisariam apenas estar com Michiyo no carro, até que Josh se encontra certo dia na praça com Ruby, e faz com que a garota convença Michiyo á ir para casa com elas. No meio do percurso, Ruby teria que ligar o rádio do carro, e então, com as mulheres sabendo da notícia, teriam que parar no hotel, e como mais uma desculpa, Ruby estava mentindo, dizendo que não passava bem.
Com Masato, nem foi preciso muito esforço. Josh descobrira o dia do aniversário de sua irmã, que tinha uma grave doença. E certamente, como a senhora parecia bondosa, iria pelo menos passar algum tempo com a irmã. O rapaz decidiu que se o dia estivesse chuvoso, seria exatamente em tal data, 9 de setembro de 2010, independente do horário, ao ver a placa de interditação da estrada, Masato deveria parar. Caso o dia não estivesse chuvoso, Josh pretendia ligar até a casa de Masato, que fica na outra região de Furukawa, avisando que sua irmã estava passando mal, e que ele era um enfermeiro, com a notícia, Masato com toda certeza se deslocaria até o hospital.
Para Jun também seria mais fácil, já que o posto onde o mesmo trabalhava se localizava na segunda região de Furukawa, lugar onde também morava, só bastaria ele ir até a ‘cidade’ no dia combinado. O único problema seria colocar Louise em seu carro, para isso, Josh pensou em comprar um funcionário do posto de Jun, para que esse convencesse o rapaz a levar sua filha, no dia 9 de setembro, para jantarem fora, em um suposto restaurante que havia sido inaugurado. A garota aceita o convite do pai.
Já com o policial, as coisas não seriam tão fáceis assim, ao menos que, esse mesmo, no dia 9 de setembro, recebesse uma ligação de Donavan, lhe informando que no mesmo dia, haveria um furto sobre o hotel rota 23, e o rapaz que estava ligando seria um cúmplice do bandido, e queria entregar seu comparsa. Seria algo arriscado se Ketaro chamasse ajuda, mas por sorte, ele vai sozinho, sem fardas, apenas carregando sua arma. Já sabia na possibilidade de ser uma cilada, mas estava preparado, e o pior aconteceu.
Yuu morava na ‘cidade’ de Furukawa, apesar de estar trabalhando, não era algo que lhe trazia boas condições de vida. E sabendo de tudo isso, Josh e Misagi ligariam no dia 9 (ou outro dia chuvoso em que colocariam o plano em prática), dizendo que tinham uma proposta de emprego para Yuu em uma indústria metalúrgica consagrada da cidade. Yuu não poderia recusar, e foi como aconteceu.
Talvez a mais difícil, fosse Priscila. A jovem trabalhava como enfermeira no hospital de Furukawa. Para que o plano desse certo, Misagi e Donavan resolveram colocar placas de advertência do desmoronamento nos dois caminhos, saindo de Furukawa, e indo até a região 2. Para a saída da cidade, informariam que houve um deslizamento na rota 22 da segunda região do distrito. Enquanto que na entrada da cidade, na rota 23, estaria a placa de aviso sobre o deslize das montanhas que cercam a estrada para entrada. Josh conseguiu falar com Priscila através do facebook, mas, usando apenas seu sobrenome. Dizendo que o rapaz possuía uma indústria farmacêutica, a garota interesseira, já ficara toda excitada, não demoraria nem uma semana para que ele á laçasse, e fora isso que aconteceu. Josh, ainda sem revelar seu primeiro nome, e nem foto, marcou um encontro com a moça, no dia em que ela conheceria o desespero.
As outras pessoas que estivessem no hotel, no momento do derramamento de sangue, seriam apenas conseqüência de má sorte. O que aconteceu com os empregados e o resto que não tinha envolvimento algum com Josh ou Hideki.
9 de Setembro de 2010 – Faculdade Unikawa. Região 2 – 17:23
Finalmente, o esperado dia havia chegado. Para a sorte dos vilões, o dia do aniversário da irmã de Masato, estava chuvoso. Durante a semana toda a chuva predominava, em todas as previsões do tempo, se dizia que no dia 9 iria chover, acreditando nisso, os rapazes decidiram marcar para esse dia mesmo, iria colocar seus planos em ação. Hideki após o dia 13 de junho de 2009, passou a se encontrar mais com Alya e Sahishi, e sabendo que este último, iria fazer algum curso na universidade de Furukawa, era uma ótima oportunidade para Hideki levá-lo até a dor. Assim como os dois, Alya também resolvera entrar para a universidade, e assim, criando uma rotina, os jovens com o carro de Hideki, todos os dias voltaram para casa depois das 17:00. Também haviam conhecido Masami, e se tornado forte companheiros dessa.
Hideki: Ei ei, mas que lerdeza pra comprar um suco hein e_e
Masami: Ah cara, dá um tempo, só tem gordinho morto de fome na fila da lanchonete D:
Alya: Por isso eu como no recreio ‘3’
Masami: Eu não tenho tempo valeu?
Sahishi: Alya-Chan não perde tempo pra nada =P
Alya: N-não é isso ><. É que ficar sem comer não é bom..
Sahishi: E um suco também não alimenta nada.
Hideki: *cutuca* Ei Sahishi, não fale assim, não ta vendo que Masami-Chan quer imagrecer e..
Masami: *Chuta* Eu ouvi muito bem maldito E_E
Sahishi: Bem, vamos indo então, preciso ver meus animes ;D
Hideki: Até que enfim alguém com senso de horário.
Masami: Qualé, vamos aproveitar a nossa juventude!
Já sabendo de tudo, Hideki nesse dia, possuía dois celulares. Um para falar com seus parceiros, e o outro convencional. Iria usar a desculpa do deslizamento para pararem no hotel, mas sabia que Sahishi-Kun iria convencê-los a pegarem a rota 25, e por isso, decidiu esperar o pai de Louise passar com o carro na frente deles. Era uma ótima oportunidade para convencer Sahishi. No caminho do hotel, Hideki colocara o som alto para distrair o garoto, e assim, diminuir a velocidade do carro para que ele pudesse ver o carro de Louise passar em sua frente, e assim, seguí-lo. Desde o incidente do ano anterior, Sahishi nunca mais havia falado com a garota, que após tudo que aconteceu, se mudou de colégio. E agora com Sahishi estudando na outra região da cidade, era difícil se encontrarem.
Nishi conseguira tomar conta da rádio local por alguns instantes. O rapaz colocara fogo em uma árvore que ficara atrás do prédio da rádio, e as únicas duas pessoas que ficaram por lá, tiveram que ir apagar, como já estava chovendo, não fora tão difícil. Nishi então entrara na rádio, e deixara uma carta escrita que era para o locutor informar sobre o deslizamento na entrada da cidade. Apartir de certo horário, o locutor avisara diversas vezes ao final das músicas.
Os preparativos no hotel já estavam feitos, e as peças todas juntadas. Só faltara iniciar o desespero e seguir a linha da morte.
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Próximo Capítulo: Tudo claro.
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