Ame no Aki Koro Ni

38 Capítulo 38 - Crie seu mundo manchado de sangue


12 de Junho de 2009

No mesmo dia em que a relação de Louise e Sahishi fora cortada totalmente, sem volta, Hideki estava muito feliz. Se sentia como se tivesse ganhado na loteria, era uma vitória sua, apesar de ainda não estar satisfeito. Após cheirar cocaína, se deitava em sua cama, e começara a rir da desgraça do casal. Pretendia sair a noite para comemorar, a escola não importava, queria contemplar o momento onde dois corações, que antes unidos, agora estavam distantes e quebrados. O garoto saía de sua casa por volta das 02:00, e caminhava em direção á um bar em um beco qualquer da cidade, queria um local onde pudesse beber e rir insanamente.

Bar Ponto da Madrugada

Hideki entrara no estabelecimento, via que apesar do horário, havia várias pessoas pelo lugar, vide seu nome. Se sentava no balcão, ao lado de um rapaz, e pedia uma bebida, dizendo que pagaria rodada para todos por ali.

Hideki: Hehe, foda-se essa merda, vamo bebe!

Gerente do bar: T-tem certeza? Essas doses são caras e..

O garoto tira do bolso várias notas de 50, e bate com força no balcão.

Hideki: Trás a porra da bebida.

Ao seu lado, estara um rapaz um tanto cabisbaixo, parecia como Hideki á alguns messes atrás. Ele se vira para o jovem, e com um sorriso, lhe pergunta

Josh: Ganhou na loteria, é isso?

Hideki: Haha, e se for, vai me matar pra pegar a grana?

Josh: Não preciso de dinheiro, o que eu preciso, é muito mais digno.

Hideki: Ora ora, vejo que estamos no caminho então.

Josh: Tomou xifre, é?

Hideki: É uma velha história, mas hoje, aconteceu algo de estrondoso. Mano, fodi com tudo!

Josh: Matou alguém é?

Hideki: Não, hoje não. Foi apenas uma cena maravilhosa de uma garota chorando que me alegrou.

Josh: É estuprador sádico então?

Hideki: Quem dera fosse assim, mas sou muito pior.

O dono do bar servia as bebidas para as pessoas no balcão.

Josh: Então me diga, como você é? Duvido que seus sentimentos sejam piores que os meus.

Hideki: Não fale besteiras. Depois que você perdeu tudo que tinha, o que vai querer da vida?

Josh: Eu perdi tudo. A alguns anos, perdi a alegria de viver.

Hideki: Uma mulher também?

Josh: Não sei o seu caso, mas, mataram a minha esposa.

Hideki: Hã? Sério cara? E por que ta parado aqui nessa merda ao invés de dar cabo nos vagabundos?

Josh: Pois não é fácil assim. Matar apenas não iria adiantar, quero vê-los sofrer... quero que essas pessoas sofram ao ver seus entes queridos em um buraco.

Hideki: É o que eu mais desejo (:

Josh: Quer vingança também? *toma a bebida*

Hideki: Quero ver o desgraçado com dor, com muita dor. Ver sua amada morta com uma estaca na testa bem em sua frente.

Josh: No seu caso é fácil por ser apenas uma pessoa. Agora no meu, são várias.

Hideki: Pretende fazer algo?

Josh: Penso todo santo dia nisso.

Enquanto os dois rapazes conversavam, um estranho se aproxima, colocando as mãos nos ombros dos dois.

Donavan: Hehe, parece que todos aqui temos probleminhas em comum, não é mesmo?

Hideki: Você tava ouvindo a conversa? Seu..

Hideki se preparava para levantar e golpear o homem, mas é impedido por Misagi, um companheiro deste primeiro.

Misagi: Epa, pera-lá companheiro, não queremos confusão.

Josh: São policiais desfarçados de bêbados imundos querendo pegar algum traficante pela parada? Se deram mal, não tenho nada comigo e nunca usei drogas, no caso da conversa, não podem provar nada. Caíam fora.

Donavan: Ei amiguinhos, acha mesmo que somos policiais?

Hideki: *Analisando* É, vocês estão mais pra dois fracassados de rua (:

Misagi: Olha lá como fala criança. Não sabe do que é feita a vida lá fora.

Josh: Veio aqui para nos dar lição de moral, é?

Donavan: Não, não. Ficamos bem comovidos com suas histórias de vida em busca de vingança. Realmente tocou meu coração!

Hideki: E agora quer dar suas condolências?

Misagi: Queremos fazer-lhes uma proposta ;D

Josh: Hã?

Donavan: Você é Josh-San, o dono daquela indústria farmacêutica que abriu a 2 anos, não é?

Hideki: Tu é o cara que ganhou aquela indenização dos Sonosaki? Porra, então dinheiro não é problema mesmo pra você!

Misagi: Não é mesmo? E com toda essa grana, seu cérebro não conseguiu pensar em nada pra sua vingança.

Josh: Idiotas, como eu já disse, não quero matar, isso seria fácil, contratando mercenários ou assassinos de aluguel. Quero vê-los sofrer..

Donavan: Poderiamos ajudar com isso =)

Hideki: Que? Dois lixos como vocês?

Misagi: Ele é bem bocudinho, não? Pode pensar o que quiser da gente, queríamos te incluir no plano, mas se não quiser, apenas saía. A proposta inicial seria para o Josh de qualquer jeito.

Donavan: Podemos conversar em meu apartamento?

Josh: E como eu vou saber que isso não é uma cilada pra me matarem ou assaltarem?

Hideki: Tá na cara que é ‘-‘

Misagi: Não precisamos provar nada. Apenas queremos ajudá-los, e em troca, queríamos uma graninha, só. Estaremos esperando naquele Ford lá fora, caso aceitem, apareçam 02:30. Ok?

Donavan: Se eu fosse vocês não recusaria, os planos do Misagi-San nunca falham, hihi.

Misagi e Donavan era fugitivos perigosos da cadeia que haviam mudado seus nomes. Originalmente, eles se chamam Toshiro e Masaoto. Foram presos 5 anos atrás ao roubarem 8 bancos, sendo pegos apenas porque um de seus velhos companheiros os traiu. Ficaram presos até 5 meses atrás, quando conseguiram comprar um delegado através de suborno dizendo onde parte do dinheiro que havia roubado dos bancos estava. Até hoje os dois são procurados, mas mudaram totalmente suas feições, para que fosse impossível reconhecê-los. Hideki e Josh conversam, e após 14 minutos, se decidem. Eles vão até o Ford dos dois homens, entram e se sentam no banco de trás.

Donavan: ÓTIMA ESCOLHA! Faremos com que seus corações sejam curados, lhe daremos a vingança que tanto querem.

Hideki: Haha, isso é sério mesmo? Qual é o plano?

Misagi: Primeiramente, tu só vai participar se seu amiguinho aí te bancar :

Josh: Sem problemas, se tudo der certo, dou metade dos meus bens.

Hideki: METADE? TÁ MALUCO CARA?

Josh: Eu já disse. Dinheiro não me importa, quero apenas ver a dor desses malditos, mais do que tudo na vida.

Donavan: Então, vamos até meu AP *3*

03:00 – Apartamento de Donavan e Misagi

Chegando até a moradia dos dois homens, Josh e Hideki se sentam em um sofá na sala, que por sinal, era um apartamento bastante luxuoso, eles não eram apenas bêbados vadios.

Josh: Vamos, diga sua proposta.

Misagi: Antes de tudo, precisaremos de uma boa quantia para fazer os preparativos, sabe.

Josh: Isso não é problema.

Misagi: Perfeito, hihi. Bem, então deixe-nos apresentar novamente. Eu sou Misagi, e ele é Donavan, somos assistentes de pedreiro, e atualmente, estamos trabalhando na reforma do hotel rota 23, na entrada de Furukawa.

Hideki: E essa casa...

Donavan: Ora, esse humilde apartamento é conseqüência do nosso passado, não moramos aqui na verdade. Estamos em Furukawa para pegarmos o maldito que nos dedurou, apenas um motivo como o de vocês, vingança.

Hideki: E foi coisa do destino, nós 4, se encontrarmos naquele bar sujo?

Misagi: Eu diria que sim, você tem outro motivo pra explicar isso? A sorte está do nosso lado!

Josh: Não quero saber o que são, ou o que pretendem no futuro, apenas diga, o que planeja.

Misagi: Certo, deixando de papo furado, como dissemos, estamos trabalhando naquele hotel.

Hideki: E...?

Donavan: E aí que, podemos obter nossa vingança. Basta apenas reunirmos todas as peças em um mesmo local.

Hideki: Reunir.. as pessoas na qual queremos nos vingar?

Misagi: Exato ^3^. Como eu e Donavan estamos trabalhando com mais 5 pessoas, temos dinheiro o suficiente para comprá-los, porém, só vamos fazer isso para montarmos uma passagem secreta no hotel, mais especificamente, um lugar no sub-solo onde possamos nos esconder, com apenas uma entrada, embaixo da pia da cozinha.

Josh: E como vamos reunir as pessoas?

Donavan: Isso é o de menos (: Façam uma lista com nome e emprego de todos que querem ver.. sofrendo. Rs

Josh e Hideki então, fazem uma lista com os nomes.

Yuu Hashinada

Jun Nokawa

Priscila Ishinodora

Masato Sanin

Ketaro Moriya

Michiyo Yokatana

Sahishi Kurata

Louise Nokawa

Hideki: Nokawa? O_O O que tu tem com o pai da Louise?

Josh: Eu que me pergunto, porque ela está na sua lista? ‘-‘

Misagi: Vejam só, não é o destino mesmo?!

Josh: Escolhi ele pois, não consegui encontrar mais nenhum outro familiar a não ser sua filha... o mesmo com Yuu.

Hideki: Cara, conheço ambos, haha.

Donavan: Certo, só precisamos de um jeito para atraí-los para o hotel. E quando eles chegaram lá...

Misagi: O prendemos de vez. Vocês dois estarão infiltrados lá com essas pessoas e mais as que estiverem no hotel no dia, eu e Donavan, deixaremos algumas cartas a sua disposição, que serão as cartas do assassino. Nessa primeira, diremos o seguinte: Se alguém sair do hotel, uma bomba que está plantada em algum local do mesmo, explode (: E ela é tão forte que mesmo se todos corressem ao mesmo tempo na estrada, pegaria no máximo 2 KM.

Hideki: E se alguém tentar sair? ._.

Donavan: Acredite, eles não o farão. Vamos seqüestrar pelo menos uma pessoa do hotel para termos garantia de mantermos lá dentro.

Misagi: Usaremos alguns lugares, como a floresta e o ferro-velho atrás do hotel.

Josh: E quanto a polícia?

Misagi: Criaremos a seguinte regra: Se chamarem a polícia, explodimos tudo. Vamos controlá-los, e matarmos um por um, colocarmos em um desespero profundo, sem eles terem saída! Agora, só precisamos de um modo para os levarmos até lá (:

Hideki: E quando vai ser isso?

Donavan: Pelo caminhamento das obras, em setembro do ano que vem. Acreditem, valerá a pena a espera.

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Próximo Capítulo: O sol que atravessa a fenda

Notas finais
Nos próximos dois capítulos, explicação dos assassinatos.