Ambígua.

5 Sobre querer mais


Notas iniciais
Olá. Eis o poema do dia. Espero que gostem.

Me dirijo a tudo com dúvidas
E tem horas que questiono até o mais ordinário grão de areia.
Nesse frenesi para alimentar minha alma de conhecimento
Vou deixando partes de mim pelo caminho

Por isso são poucos e loucos os gênios!
Não cabiam dentro de si!

Oh Deus, porque não me fizeste obtusa?
Te clamo em informalidade por mera falta de opção:
Os livros não preenchem essas perguntas, infames perguntas que me esburacam, e eu viro uma mera moldura ruída pelo tempo.

Se fosse, de fato, obtusa, não sofreria por coisas tão pequenas!
A morte de um desconhecido
A destruição que não estarei para ver
O mimo, de um futuro insípido engravatado.

E que benção seria ser boba! uma completa e irremediável benção!
Riria do som das folhas
E dançaria até doer os pés

Daria mais atenção ao sentimento.

Notas finais
obrigado por chegarem até aqui. Eu sei que o estilo das minhas poesias variam, algumas têm um tom mais moderno outras rebuscado, mas faz parte dessa minha ambiguidade que titula essa coletânea, né non? Se possível, comentem. Me faz muito feliz :) (aceito criticas também. Ajudam a melhorar).