Ambígua.
7 Sobre minha solidão confortável
Notas iniciais
Eu acho tudo isso tão estupido
Tão raso
Como uma rotina engessada de merda.
Meus amigos mantêm um muro de aparências
Entre nós
E eu não faço questão de chegar mais perto
Provavelmente é aquela coisa politicamente incorreta
Tô julgando pela superfície
Tenho eu culpa, se a face que todos me mostram
É coberta por meio quilo de base ?
Será possível que eu estou boiando em um limbo
Da juventude transviada ?
Minhas maiores alegrias
São piar de volta pros pássaros
Olhar o reflexo do céu
em poças de lama,
Ouvir música velha
deitada com a barriga pra cima.
Posso estar passando por cima da minha própria arrogância
Não sou melhor por gostar do ínfimo,
Manter minhas conquistas para mim
Ter em mente que a sociedade é quebrada.
Onde começa o egoísmo de minha autopreservação ?
Sorrio e discordo em silêncio
Não quero enfiar minhas fotos em um mar de curtida
Contar meus beijos na boca
Colecionar conquistas vazias.
Quero aprender sobre o mundo
Viajar
Fazer arte de tudo
Mandar a merda quem tentar me engravatar.
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