Ambígua.

3 Sobre estar inserida


Notas iniciais
Se estiver alguém acompanhando, eu sei que eu disse que iria atualizar apenas 2 vezes por semana, mas... Aqui estou não é? Espero que gostem.

Ao meu redor todos gargalham.
Esses risos de alegria vazia que fazem de mim uma órfã em potencial.
Murmúrios, esses cochichos gritados que me fazer fugir para a minha irremediável poesia de alguém que não tem dezesseis anos.

E tem dias e dias! Dias que os risos me irritam e eu sou velha.
Dias que rugas aparecem e enrugam minha alma e comandam:
Não se insira!
E a repulsa me afasta, e não é repulsa.

É um grande tédio cansado dessa coisa toda de se fazer alegre.

Me falta o genuíno.

Quantos dias não neguei bom dia, enquanto meus lábios me traíam em educação?
Fui falsificada, atirada assim mesmo em um mundo com defeito.
Eu sou a engrenagem quebrada.

Todos esses sapatos, brilhantes sapatos, estão sujos e rasgados e refletem tudo aquilo que não quero ver.
Essas festas, bebedeiras, longas crianças bêbadas.
Sou legal! Juro, sou legal.
Seus ouvidos transbordam com a prisão de tudo aquilo do dia a dia.

E em suas liberdades, me comprimo e me esqueço lá dentro.
Naquele vazio gigantesco que me cabe e me engole.
Lá não há sapatos, pulseiras, e flashes.
Flashes, que registram e cegam!
E ainda assim não posso ver.
Sou só dois buracos negros.

Fatiada em algo que caiba em suas formas hipócritas.

Olá, bom dia! Vamos sair pra beber?

Notas finais
Essa tem um estilo diferente das duas primeiras, mas eu gosto. Se possível, comentem.