Amaterasu
3 Capítulo 02
Notas iniciais
Toská, Rússia
14 de fevereiro de 2016
04:23 P.M.
A mulher sentou-se no sofá da sala e sequer foi notada pelo filho, que estava distraído demais em seu celular. Hinata jamais conseguiu entender como os jovens dessa geração, inclusive seu primogênito, conseguem ficar tão vidrados em um simples aparelho eletrônico que, embora aproxime as pessoas que estão longe, consequentemente separa as que estão perto.
— Boruto. – Chamou, vendo o garoto se assustar e logo em seguida bloquear a tela do seu celular.
— Oi, mamãe. – Sorriu sem graça. – Eu nem tinha visto a senhora aí.
“Claro que não tinha visto, estava tão concentrado em outras coisas, que nem um apocalipse zumbi o tiraria daí”, pensou a mais velha.
— Está conversando com alguém? – Indagou, tentando interagir com o adolescente.
— Com a Sarada. – Um sorriso bobo se formou nos lábios do loiro. – Ela vai vir aqui daqui a pouco.
Sarada parecia ser uma menina muito boa, bastante discreta e sempre pareceu gostar muito do Uzumaki, mas é verdade que ninguém sabia muito sobre ela.
— Eu queria conhecer os pais da sua namoradinha, por que não os chama para vir jantar aqui? – Questionou animada.
Seria ótimo para interagir com a família de sua nora e até mesmo com o próprio filho que sempre foi muito fechado desde a puberdade, sem falar que o rapaz passou a ficar menos em casa desde que começou a fazer faculdade.
— Ela não tem mãe e não se dá bem com o pai... – Explicou, olhando para a tela do celular para se certificar se uma nova mensagem de Sarada havia chegado. – Ela mora com o pai e os dois brigam como se fossem irmãos, é engraçado.
— Ela está fazendo faculdade?
— Na verdade não e ela nunca disse exatamente o porquê. – Comentou o loiro, pousando o dedo no lábio inferior enquanto uma expressão pensativa se formava em seu rosto. – Ela terminou o ensino médio e não quis continuar estudando.
— E o pai dela trabalha em que? – Hinata perguntou apenas por perguntar, não tinha maiores interesses na profissão do pai da namorada de seu filho, mas só queria um pretexto para conversar com ele.
— Sei lá... – Deu de ombros. – Na verdade acho que ele não trabalha com nada.
Hinata arregalou os olhos perolados, pois já havia reparado que Sarada sempre vive bem arrumada, com roupas e sapatos caros, bem como os acessórios... Sem falar no Jaguar que ela dirigia. A Uchiha é, visivelmente, de uma família muito rica. Então como seu pai poderia estar desempregado? Isso não faz sentido algum, ainda mais porque a garota mora num bairro nobre, onde há apenas casas luxuosas, onde apenas milionários e bilionários vivem.
— Nossa... – Hinata falou confusa. – E eles vivem de que?
— Acho que o pai dela caga dinheiro, só pode... É a única explicação.
A campainha tocou e, ignorando completamente a mulher que o trouxe ao mundo, Boruto levantou rapidamente do sofá e correu para atender, visto que sua namorada havia acabado de chegar.
Por sua vez, Hinata não conseguia tirar aquilo da cabeça... Como a namorada do seu filho é uma garota rica sendo que seu pai sequer trabalha? Como policial, a Uzumaki costumava desconfiar das pessoas muitas vezes.
Sarada já chegou resmungando sobre como sua casa é um inferno, sobre como o seu pai é um purgante que poderia simplesmente evaporar da superfície terrestre. É claro que, como uma menina educada – embora não fosse na frente de Sasuke, pois ele não merecia a educação que a avó de Sarada deu a ela –, Sarada foi cumprimentar Hinata que ainda estava sentada no sofá. Enquanto isso Boruto lançava para a mãe um olhar que ela conhecia bem, como se dissesse "Me deixe sozinho com a minha namorada e também não conte nada constrangedor".
Pois é, querendo ou não, mães sempre acabam contando histórias constrangedoras da infância dos filhos, principalmente quando eles estão namorando.
— Sabe, Sarada... – A mulher falou como quem não quer nada enquanto os dois adolescentes sentavam-se lado a lado no sofá. – Eu estava comentando com o Boruto que não sei muito sobre você... Bem, ele disse que você mora com o seu pai.
— Pois é. – A menina soltou um longo suspiro, como se estivesse se lamentando por isso. – Eu moro com o meu pai.
— E ele trabalha com o que? – Perguntou para sanar sua dúvida. – Sabe, eu conheço bastante gente por aqui, vai ver eu até conheço seu pai e não sei que é o seu pai.
— Ah... Ele, meu avô e meu tio são donos de um hotel cassino, o Izanagi, e também de uma casa noturna, a Tsukuyomi. – A menina respondeu.
— Ah sim, então eles são sócios? – Comentou a Uzumaki.
— Sim. – Sarada assentiu.
— Sarada, vamos sair e comer algo quente, tá muito frio hoje. – Boruto chamou a namorada, praticamente a arrancando do sofá antes que ela ficasse conversando com Hinata e se esquecesse dele.
— Tudo bem. – A Uchiha falou meio desconcertada, uma vez que quase foi parar no chão quando Boruto a puxou do sofá.
“Um homem que é dono de uma casa noturna não pode ser uma pessoa muito boa”, Hinata pensou quando os dois saíram.
A intuição da mulher nunca havia falhado durante toda a sua carreira, Hinata sabia que deveria tomar cuidado com a família da namorada do filho. Até mesmo com a própria garota, visto as circunstâncias sobre as quais eles se conheceram na escola.
[...]
Toská, Rússia
18 de novembro de 2013
06:14 P.M.
Era a terceira vez naquela semana... Terceira vez que Sarada ia parar na detenção. Sasuke já nem atendia mais as ligações da escola da menina, uma vez que sabia que provavelmente ela teria xingado alguém, batido em algum colega ou desrespeitado algum professor. O Uchiha achava que a garota fazia aquilo única e exclusivamente para chamar a atenção, portanto, o melhor a se fazer é não dar corda.
Ela entrou emburrada na sala da detenção, local tão conhecido por si, quando percebeu que não estava sozinha ali.
Um garoto loiro dos olhos azuis, que aparentemente tinha a sua idade, e com um corte de cabelo engraçado estava ali também.
— Oi. – A menina de dezesseis anos se sentou ao lado do loiro. Sarada nunca foi muito amigável, mas não tinha nada de muito interessante para se fazer durante a detenção após a aula.
— Oi. – Respondeu indiferente, fitando a janela da sala e pensando na melhor maneira de escapar dali. – Por que você está aqui? – Perguntou curioso, pois aquela garota tão linda e aparentemente calma não tinha cara de quem anda frequentando a detenção da escola.
— Dei uns tapas num garoto que deu em cima de mim. – Deu de ombros. – Aparentemente eu quebrei a mão dele.
A indiferença no tom de voz de Sarada fez o sangue do loiro gelar nas veias.
Bem, as aparências enganam e esse ditado não foi criado sem motivo algum, a Uchiha sempre foi a prova viva disso.
— Porra... E eu pensando que pichar caricaturas do diretor nas paredes fosse algo grave. – Arregalou os grandes olhos azuis, sem esconder o seu espanto.
— Amador. – A morena sorriu de canto. – Qual é o seu nome?
— Boruto Uzumaki. – Respondeu o rapaz que parecia super simpático. E olha que na concepção de Sarada Uchiha ninguém, além de sua avó Mikoto, é simpático. – E o seu?
— Sarada Uchiha.
— Então... De que turma você é?
— Segundo ano B.
— Caramba, eu sou do segundo ano A. – Ele deu uma risadinha. – Se não dividissem as turmas, provavelmente estudaríamos na mesma sala.
— Então, Boruto. – Sarada sorriu, deixando claro que tinha alguma segunda intenção. – Você manja de fuga?
— Fuga? – Indagou curioso.
— É, porque o traste do meu pai com certeza não vai vir aqui e eu quero ir embora logo. – Falou entediada. – Enfim, vamos fugir?
— Eu estava pensando justamente nisso, mas confesso que fiquei com um pouquinho de medo. – Admitiu envergonhado e suas bochechas adquiriram um tom avermelhado. – A janela tá aberta, acho que dá pra fugir de boa.
— Você é muito mole. – Debochou, pegando sua mochila preta com estampas de caveiras brancas e colocando-a nas costas. – Não é homem não?
— Ei, você tá duvidando da minha masculinidade só porque eu estava com medo de fugir da escola? – Cruzou os braços em frente ao corpo e entornou o rosto. – Na boa, eu já tô encrencado o suficiente.
— Cara, você já está encrencado. – Enfatizou. – Uma bronca a mais, uma a menos... – Deu de ombros. – Que diferença faz?
— É, acho que você tem razão. – Suspirou, levantando-se para acompanhar a menina. – Afinal, o que é um peido pra quem já tá cagado?
— É... – Sarada franziu a testa e sua primeira impressão do Uzumaki foi que ele era um idiota. – Pode ser... Então vamos.
— Que tal sairmos daqui e irmos jogar alguma coisa lá no shopping? – Sugeriu.
— Está me chamando pra um encontro, Boruto? – Sorriu de canto, fazendo o rapazinho corar.
— Não é isso. – O loiro se controlou para não gaguejar, o que fez Sarada rir. – Se você não quiser...
— Eu quero. – Interrompeu. – Afinal, não tem merda nenhuma pra fazer na minha casa, eu poderia passar a noite fora que meu pai sequer notaria, e mesmo que notasse, não se importaria.
— Nossa, seu pai é bem liberal. – Boruto riu.
— Não, ele é um inútil mesmo. – Corrigiu a adolescente. – Então, vamos?
— Vamos.
[...]
Toská, Rússia
14 de fevereiro de 2016
11:10 P.M.
O tédio para um mafioso milionário pode ser perigoso. Eles são tão ricos que as coisas parecem de graça, e isso meio que perde o valor. Mas, mesmo que eles não tenham onde colocar, dinheiro nunca é demais.
O cassino seria uma ótima escolha para desperdiçá-lo, ou lucrar mais.
E foi isso o que Sasuke Uchiha decidiu naquela noite.
— Inferno! – Rosnou enquanto dirigia seu Audi S8 nas ruas escuras da cidade.
Fazia muito frio – como sempre –, uma temperatura média de 8ºC negativos. Aquecedor e roupas pesadas não davam conta.
Ao chegar no local, deu a chave para o manobrista, pegou uma mala preta e entrou no cassino.
Mas não era qualquer um. Era o hotel cassino da família Uchiha, Izanagi Cassino Resort. Simplesmente o mais famoso do mundo, o mais visitado, o mais rico.
— O que vai jogar hoje, senhor? – Perguntou uma mulher.
— Roleta. – Deu de ombros.
O jogo consistia em girar uma roleta para uma direção e jogar uma bolinha no sentido oposto. Se ela parar onde o jogador decidiu, ele vence a partida.
Uma mulher de altura mediana, olhos verdes e cabelos róseos surgiu em frente a ele.
— Estava esperando um adversário. – Sorriu desafiadora.
— Então hoje será uma mulher? – Ele a olhou de cima embaixo. Tinha que confessar que a achou muito bonita.
Curvas generosas, um belo par de pernas revelados por causa de um vestido preto, curto e bem elegante.
— O que vai escolher? – Perguntou a ele. – Fácil, Médio ou difícil?
— Fácil, algo do seu nível. – Respondeu em deboche.
— Sendo assim, eu escolho difícil. – Se posicionou em frente a ele. – Ou será que o grandalhão aqui tem medo de perder para o sexo oposto?
— Garota, qual o seu nome? – Sorriu de canto. Gostou do jeito provocador dela.
— Izanami, e o seu?
— Sasuke Uchiha.
A garota ficou surpresa, quase perdeu o equilíbrio em seu salto alto. Mas conseguiu disfarçar.
— Então quer dizer que o meu adversário é filho do dono do Cassino? – Riu. – Eu tenho muita sorte!
Ele deu de ombros e disse para a outra moça que estava por perto que escolheu o nível mais difícil, ou seja, ele apostaria em um número, a bolinha tinha que parar nele!
— Qual número vocês escolhem?
— 15. – Disse Izanami.
— 21.
— Se não parar em nenhum destes números, o dinheiro vai para a casa. O que vocês apostam?
— Dez mil. – Riu a rosada. Começou com uma aposta grande.
— Eu tenho uma sugestão. – Cochichou para ela. – Se eu ganhar, você será o meu troféu e pode ficar com seu dinheiro e mais cem mil rublos. — Afastou-se mordendo o lábio inferior, o que foi repetido por ela.
— Eu topo. – Sorriu de canto.
— Então está feito. Rode-a!
Dito isto, a mulher girou a roleta para a direita e jogou a bolinha para a esquerda.
No modo mais difícil, você não joga apenas com o oponente, também joga com a casa!
A bolinha parou no número 15.
— Pura sorte. – Murmurou Sasuke.
— Estou ouvindo reclamações? – Provocou. – Me dê o dinheiro.
— Toma. – Entregou-lhe a maleta. – Aceita uma revanche?
— Não. – Disse se retirando.
— Izanami. – Ela o olhou de relance. – Por que não trabalha para mim?
— Você nem trabalha. – Riu. – Aposto que todo seu dinheiro existe por causa de seu pai.
— Quer ou não?
— E o que seria este emprego?
— Ser minha acompanhante de luxo. – Pegou no queixo da moça e aproximou seus rostos.
— Não. – O afastou. – Você tem dinheiro para pagar qualquer prostituta que encontrar.
— Não quero pegar essas criaturas que eu me encontro assim que viro a esquina, tudo quanto é portadora de DST's. Quero carne de qualidade.
— Aqui não é açougue, queridinho.
— Eu quero alguém do meu nível.
Izanami o encarou de cima embaixo e mordeu o lábio inferior.
— Tudo bem, eu topo.
— Muito bem. – Ele ajeitou a gola da camisa e foi ao seu encontro – Então acho que tenho um primeiro trabalho para você.
— Pois bem. – Ela disse enquanto observava o Uchiha se aproximando lentamente. – Qual seria?
— Quero que seja minha essa noite.
O convite não foi uma surpresa para a rosada que acabou colocando um sorriso cínico no rosto.
— E o que faz pensar que eu me cederia a você? – Ela perguntou apenas para testá-lo.
— Bom, você aceitou ser minha acompanhante de luxo, obviamente terá que fazer tudo que eu mandar. – Ele se aproximou mais e segurou no braço dela com uma certa força enquanto aproximava os lábios perto da orelha dela. – Inclusive isso. – Ele voltou a sua posição normal ficando ali de frente para ela enquanto ela parecia estar pensativa sobre a proposta do Uchiha.
— Bebida, Senhor? – Um dos garçons ofereceu e Sasuke pegou uma taça de champanhe e a estendeu para a mulher a sua frente.
— Obrigado. – Ele dispensou o homem depois de pegar um copo de uísque e voltou a olhar a rosada. – Não pense muito, é apenas sexo. E, pela sua reação quando perguntei, estava claro o suficiente que você quer isso tanto quanto eu. – Ele deu um gole na bebida em sua mão e ela fez a mesma coisa de uma maneira elegante.
— Hm... Nada mal, consegue ler a mente das pessoas apenas com um olhar. Gosto disso. – Ela sorriu e mordeu o lábio inferior o analisando, seu baixo ventre deu uma pontada e ela voltou a olhá-lo com um sorriso sacana no rosto. – Muito bem se é isso que queres, é o que terás. – O Uchiha colocou um sorriso de canto vitorioso nos lábios.
Ele pegou as bebidas que praticamente já estavam vazias e entregou a um garçom que parecia estar levando copos para o bar.
— Então, por que não vamos a um lugar mais reservado onde podemos ficar mais à vontade? – Ele sugeriu e a rosada segurou em seu braço andando em direção a saída.
As intenções do Uchiha eram tão claras como água aos olhos de Izanami, ela sorriu internamente enquanto caminhava ao lado do Uchiha, o lugar era extenso além de grande e cheio de pessoas também.
Grandes empresários apostavam altas quantias em dinheiro, alguns tinham sorte outros perdiam tudo que conseguiam. Sasuke parecia sereno e tranquilo não se importando com nada a sua volta, enquanto Izanami observava discretamente os passos que o mais velho dava.
O cassino é ligado a um hotel luxuoso, e foi exatamente este lugar que eles foram para se divertir.
Como Sasuke é filho do dono, ele tem um quarto privilegiado na cobertura. Nem precisava ir à recepção. A chave ficava com ele.
Eles subiram pelo elevador e trocaram olhares significativos até chegarem ao andar desejado.
O rapaz abriu a porta rapidamente e deu passagem para a moça entrar. A mesma ficou surpresa com tamanho o luxo do local.
As paredes e o chão eram escuros, o que dava um ar de aconchego. A iluminação romântica e que se acendia apenas ao bater palmas. Móveis claros e personalizados, um perfeito contraste.
Mas o mais impressionante era a suíte. Uma cama King size branca e uma televisão enorme em sua frente. Havia um mastro ao lado e música no ar, mas Sasuke a desligou por achá-la melosa demais.
— Realmente, o dono deste lugar tem um bom gosto para decorações. – Izanami disse encantada, ainda de costas para o moreno enquanto observava o ambiente.
— Você terá muito mais coisas para admirar. – Disse Sasuke chamando a atenção da moça. – Se é que você me entende...
Ele sorriu de canto e retirou seu casaco juntamente com a gravata. Foi se aproximando devagar da mulher e levou os dois braços até os ombros dela e depositou um beijo quente no pescoço dela. Izanami fechou os olhos e mordeu os lábios com um sorriso sapeca sentindo seu corpo reagir aos encantos dele.
Ela levantou o rosto dele e selou seus lábios sendo atendida prontamente pelo Uchiha que parecia querer engoli-la, deu passagem à língua dele e abriu lentamente os botões da camisa que o moreno usava.
Izanami o puxou e o jogou sobre a cama.
— Nossa, que agressiva. – Brincou.
— Você ainda não viu nada... – Ela sentou-se sobre o quadril dele e deslizou as mãos sobre o peitoral do Uchiha e retirou por completo sua camisa, jogando a mesma no chão.
Ela inclinou seu corpo sobre o dele, e o mordeu no pescoço, dando uma leve sugada, mas que com certeza deixaria uma marca. Ele suspirou gostando da sensação e levou suas mãos ao fecho do vestido dela, mas foi impedido de abrir.
— Nananinanão... – A rosada se levantou e fez um gesto negativo com os dedos.
Ele esperou pela ação dela e se surpreendeu ao vê-la indo em direção ao mastro.
Os movimentos da mulher eram abertos e reveladores. Hora ou outra ele tentava espiar a calcinha dela.
Izanami dançava sensualmente para Sasuke e o seu membro respondeu aos seus desejos. Ele a olhava com luxúria, queria tê-la ali e agora.
Ela desceu o fecho do vestido lentamente enquanto rebolava em sua frente com maestria. Quando o retirou por completo, jogou a peça sobre o rapaz que a cheirou com prazer.
— Por quanto tempo vai me provocar? – Mordeu o lábio inferior e ela riu.
Ele sorriu satisfeito ao perceber que ela estava sem sutiã e esticou os braços a chamando para si. Ela sentou-se novamente sobre ele e deu uma rebolada sensual e leve.
Izanami sentiu um arrepio percorrer seu corpo quando ele aproximou os corpos e passou a descer beijos pelo pescoço, onde a fez gemer baixinho e apertar a curva da cintura dele indo em direção a calça. Ele apertou com força a bunda dela ao sentir ela tocar seu membro já ereto por cima da roupa e grunhiu dando uma mordida no ombro dela seguido de um tapa na outra coxa fazendo-a gemer manhosa.
Sasuke inverteu as posições com rapidez, e sem perder tempo levou os lábios até um dos mamilos eriçados e o chupou fazendo a rosada suspirar, mas não antes de levar a mão esquerda no outro seio e o massagear.
— Tão macio... – Murmurou e ela sorriu satisfeita.
Ele deslizou a mão esquerda até a calcinha dela e tocou sobre o pano, a intimidade dela já úmida.
— Não me torture, Uchiha. – Ela suplicou enquanto sentia o moreno alisar seu ponto ainda por cima da calcinha e gemeu em seu ouvido fazendo com que ele desse um suspiro longo.
— Você não quer isso. – Cochichou em seu ouvido sedutoramente. – Eu não quero.
Sem quebrar o contato visual, Sasuke retirou a calcinha dela sem pressa, tudo porque queria vê-la ansiosa.
Ele a tocou em seu baixo ventre e a penetrou lentamente com dois dedos. Ela suspirou e soltou um baixo gemido e com muita luxúria.
— Tão apertada... – Sorriu contente enquanto a via contorcer as pernas de prazer. – Será que você vai aguentar?
— Você vai saber se parar de ficar me provocando. – Riu em meio ao prazer.
Os movimentos aleatórios que ele fazia dentro dela eram puro êxtase. Ela tentava controlar seus gemidos, mas ele era muito bom naquilo.
Ele finalmente parou o que estava fazendo ao sentir a vagina dela pulsar e massagear seus dedos. Ela estava pronta.
Passou a língua pela intimidade dela, onde ali abriu bem os lábios vaginais e passou a pincelar com a língua e dar entradinhas com a mesma.
Izanami gemeu alto ao sentir o Uchiha segurar firme suas pernas para que ele pudesse se aproveitar bastante.
— Droga, isso é muito bom! – A mulher soltou um palavrão em meio aos gemidos e implorava por mais. Ela ficou ofegante e sorria enquanto apertava com força o lençol da cama e rebolava na boca do mesmo.
Sasuke sentiu seu membro doer e latejar pedindo para se aliviar, mas aquilo parecia deixar o Uchiha ainda mais extasiado, ele gemeu ao sentir a rosada rebolar em seus lábios. Sorriu vitorioso e passou a chupar o ponto inchado dela enquanto a ouvia praticamente gritar e urrar de prazer. A mulher fechou os olhos com força e mordeu os lábios, estava chegando ao ápice.
O moreno parou o que estava fazendo e riu ao ver a expressão de descontentamento dela. Mas algo o incomodava em sua cueca.
— Pode parar de me olhar. – Ele disse indiferente. – Eu estou duro e quero me aliviar, e você vai fazer isso pra mim. – Ele sorriu de canto e aquilo fez com que Izanami sorrisse cinicamente para ele.
Sasuke livrou-se das peças que ainda lhe restavam, ficando agora completamente nu para a rosada. Ela mordeu o lábio ao olhar para o membro ereto do rapaz e isso fez com que ela se levantasse ficando de joelhos como ele. Ela selou os lábios dele com desejo e ele grunhiu ao sentir a mão dela tocar a cabecinha do seu membro. Pegou a mão dela e começou a fazer um vai e vem do jeito que ele queria, ambos estavam de olhos fechados enquanto praticamente se comiam com os lábios e gemeram sentindo prazer. Sasuke deitou na cama e se ajeitou de uma forma que tivesse uma bela visão da mulher de quatro ali agora masturbando seu membro latejante com a mão.
A mulher sorriu para ele e passou apenas a língua na cabecinha do pênis do rapaz, ele deu um gemido baixo e reclamou fazendo com que a mulher desse um riso baixo enquanto novamente passava a língua no membro do rapaz e o masturbava. O Uchiha dobrou uma das pernas e esticou a outra de uma forma que a rosada pudesse ficar em uma posição melhor.
— Porra! – Ele gemeu sentindo seu membro sendo engolido pela boca quente e salivada da rosada.
Abriu os olhos e viu que ela passou a olhá-lo enquanto fazia seu trabalho. O rapaz gemeu mais alto ao sentir ela tocar suas bolas de uma forma tão deliciosa que quase o fez ter um orgasmo, os dois se encaram enquanto ela o fazia ir a loucura, ele ofegava e grunhia ao sentir a boca dela em seu membro, mas nunca quebrava o contato visual. Izanami sorriu e então colocou o membro dele o mais profundo que pode dentro se sua garganta.
Ele soltou outro palavrão. Há anos não sentia um sexo oral tão bom quanto este. Apertou o lençol quando sentiu que iria gozar e a puxou com tudo para beijá-la.
Era um beijo voraz e sedento, cheio de prazer e luxúria. As intimidades roçando entre si só dava mais tesão ainda.
A língua dele tocou a dela e novamente inverteu as posições. Deitou-se sobre a mesma e se sentou sobre as próprias pernas, e viu a rosada abrir-se para ele. Sasuke pegou o preservativo que tinha em cima do criado-mudo e abriu o pacote com cuidado retirando a camisinha e colocou em seu membro.
Ele deu algumas pinceladas na entrada dela só para provoca-lá e ela acabou gemendo e praguejando algo para que ele colocasse logo. Sem mais esperas, entrou nela fazendo com que os dois gemessem juntos sentindo prazer.
Sasuke movimentou-se depois de alguns segundos e ainda assim sentia um pouco de dificuldade apesar da intimidade totalmente encharcada. Ela ainda assim era apertada, do jeito que ele gostava e aquilo tornava tudo ainda mais gostoso.
O moreno cruzou as pernas dela em sua cintura e inclinou-se segurando na cabeceira da cama enquanto a estocava com vontade.
Izanami, assim como Sasuke estava perdida em seu prazer, ela o sentia ir cada vez mais fundo e sorria com a sensação forte dentro dela.
Seu corpo arrepiou-se, e ele apertou os seios dela e revirou os olhos sentindo prazer, enquanto Sasuke mordia os lábios e apertava os dedos na cabeceira da cama. As estocadas eram intensas e rápidas, os gemidos dela eram como música para os ouvidos dele.
O rapaz sentiu o suor em seu corpo. Olhou para baixo vendo a rosada se contorcer e gemer seu nome enquanto mordia os lábios e arranhava o lençol com prazer.
— Abra os olhos. – Ele ordenou enquanto passava a dar estocadas um pouco mais lentas. – Quero que você veja o homem que lhe fez gozar como nunca antes. – Sorriu de canto enquanto a mesma abria os olhos verdes lentamente e encaravam os olhos um do outro.
Voltou os movimentos rápidos e fortes fazendo com que a mulher desse um grito de prazer, Sasuke fechou os olhos e sentiu o corpo formigar, ele urrou jogando a cabeça para trás e forçou ainda mais seu membro na intimidade dela, a fazendo ir a loucura assim como ele.
Izanami cravou as unhas nas costas do moreno e teve o melhor orgasmo de sua vida. Logo em seguida, ele também chegou ao seu ápice.
Seus braços perderam a força e caiu por cima dela. Mas de alguma forma, ele conseguiu se levantar e jogar a camisinha já amarrada na lixeira.
— Uau! Adorei este emprego... – Comentou a rosada, fazendo o Uchiha rir.
— Você conseguiu me cansar. – Murmurou enquanto deitava ao lado da mulher.
Izanami pegou no sono primeiro, o moreno aproveitou a oportunidade e pegou suas roupas e foi embora, claro que deixou o contato. Afinal, agora ela seria sua acompanhante de luxo.
Mas ele precisava resolver alguns negócios inacabados.
[...]
Sasuke precisaria ser mais discreto que o de costume. A polícia já estava investigando a morte de Kisame, e tinha certeza que aquilo fora obra do seu pai. Não queria chamar mais atenção ainda para a Amaterasu.
O moreno dirigiu até uma rua estreita e estacionou ali. Havia um condomínio de baixa renda. Era o seu objetivo. Caminhou um pouco até chegar nele.
Não havia guarita, era um dos piores condomínios da cidade. Ele destravou o portão de entrada, utilizando uma chave micha e um pedaço de metal.
Entrou no bloco A, o primeiro a partir da entrada. Uma construção velha, com a pintura gasta.
"Se bem me lembro, não há câmeras aqui", pensou o Uchiha. "Mas, em todo caso...".
O moreno procurou pela chave de energia do prédio e a desligou.
Dirigiu-se ao terceiro andar, em busca do apartamento 302. Abriu mais esta fechadura. Percebeu não haver ninguém em casa. O recinto era minúsculo e cheirava a maconha.
— Humpf. – Resmungou para si mesmo, torcendo o nariz.
Procurou algo para beber na cozinha. Porém, havia apenas bebidas baratas. Resolveu sentar e esperar.
Em poucos minutos, ouviu um pequeno estalo, a geladeira havia ligado. Alguém ligara a energia.
— Merda... – Ouviu uma voz masculina do outro lado da porta.
Um homem de longos cabelos loiros, um pouco mais velho do que o Sasuke, adentrou o apartamento.
— Deixei essa porra aberta de novo. – O recém-chegado resmungou.
— Você é bem esquecido, não é, Deidara?
O loiro se assustou com a voz rouca e se apressou para acender a luz.
— U-Uchiha! – Murmurou.
— Aparentemente, além de fechar a porta, você esquece de pagar o que deve. – Sasuke o olhou friamente. – Eu disse àquele velho rabugento do meu pai que não seria bom negociar com um... – Ele olhou enojado ao redor. – Baixa renda como você. Mas ele só escuta o Itachi.
— O... O que você quer? Se é o dinheiro, eu ainda não tenho. – Deidara colocou a mão atrás do corpo.
Sasuke apontou sua Glock 42 para o outro.
— Sabemos quem é o mais rápido e tem melhor pontaria aqui. Não me obrigue a chamar atenção. Apenas me entregue o dinheiro. – Sua voz era indiferente e fria.
— Eu... Eu já disse...
— Quer mesmo mentir para alguém que vive uma mentira?
O loiro engoliu em seco e se dirigiu ao armário da cozinha, tirando um pacote de rosquinhas de lá.
Sasuke arqueou a sobrancelha, mas logo viu que se tratava do dinheiro.
— Aqui... Tem metade. Eu prometo pagar logo a outra parte, agora, por favor, vá embora. – Ele jogou o bolo de dinheiro no colo do Uchiha, que permanecia sentado até o momento.
Sasuke olhou para o bolo, sem desviar a arma do outro e voltou novamente seus olhos para ele.
— Por que não fazemos o seguinte? – Levantou-se. – Você me dá o resto do dinheiro que tem aí e pode ir dormir tranquilamente... Com vida.
— Eu não tenho mais dinheiro! – O loiro gritou.
— Ei, ei, ei! – O moreno sussurrou. – O que eu falei sobre chamar atenção? Vizinhos são curiosos.
O loiro sacou a arma, mas o Uchiha foi mais rápido e bateu no braço dele, derrubando-a.
Deidara atacou o moreno, jogando-o sobre a mesa, que quebrou com o impacto do corpo, derrubando alguns utensílios que havia sobre ela.
— Argh! Loiro imbecil! – Vociferou.
Sasuke deu um soco forte no rosto do loiro. O mesmo perdeu o equilíbrio e caiu no chão.
Sasuke o cercou com um sorriso maldoso em seus lábios, lamentava a tolice do homem.
Pegou uma faca com a mão esquerda, que antes estava sobre a mesa quebrada e apontou para o rapaz desorientado por causa do soco em sua frente.
— Eu te dei uma chance... – Sasuke deu de ombros. – Você a desperdiçou.
Ele passou a faca na garganta do outro homem e a cortou sem piedade. Não houve tempo sequer do loiro gritar. Logo em seguida se levantou, passando as mãos enluvadas na própria roupa para tirar o sangue que ali ficou.
Em seguida, pegou o resto do dinheiro do pacote de rosquinhas. Havia mais do que o necessário ali.
— Idiota! – Resmungou. – Poderia ter me escutado.
— Senhor Deidara, está tudo bem? – Uma voz feminina se fez presente.
A jovem abriu a porta do apartamento, trajada em um robe, cobrindo a curta camisola, e pantufas. Ela pousou os olhos sobre o Uchiha e depois olhou para o corpo morto do loiro.
Ele correu e a prensou contra a parede, segurando a boca dela, impedindo-a de gritar.
— Não quero chamar atenção, moça... Então, vamos fazer o seguinte. Você segura isso aqui...
Ele entregou a faca na mão esquerda da jovem e a fechou, para que não derrubasse. Desta forma, as digitais seriam dela. A mulher começou a chorar silenciosamente.
— E... Fazemos parecer um assassinato seguido de suicídio.
— P-por favor... – Suplicou ela ainda com sua boca tapada.
Ignorando o pedido que ela fizera, ele segurou a mão direita feminina em uma posição que a Glock apontasse para a cabeça dela.
— A curiosidade matou o gato.
Ele sorriu sádico, destravou a arma e a fez puxar o gatilho.
Deixou o corpo cair no chão e suspirou... Apesar do silenciador, o barulho ainda era alto e o condomínio era minúsculo, com certeza mais vizinhos apareceriam.
Em seguida, saiu do apartamento, ouvindo passos nas escadas.
"Droga", praguejou mentalmente.
Entrou novamente no apartamento e foi para o quarto do loiro. O lugar era ainda mais fétido, havia roupa suja espalhada, garrafas secas. O local era um chiqueiro.
Abriu a janela, sentindo o vento frio entrar, e pulou nos arbustos logo abaixo.
Deidara era um tolo e isso obrigou Sasuke a matá-lo.
Mas agora ele tinha o dinheiro, será que assim o pai dele diria, ao menos: "parabéns"?
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