Amarras do Passado
15 Tears Dry On Their Own - Amy Winehouse
Notas iniciais
Dias atuais
Katniss
"...Even if I stopped wanting you, A perspective pushes through
I'll be some next man's other woman soon
I cannot play myself again? I should just be my own best friend
Not fuck myself in the head with stupid men..."
Amy Winehouse
***
— E então a professora disse que eu sou a menina de três anos mais inteligente que ela conhece. — Riu-se Elika para a sua mãe.
Ambas estavam preparando-se para jantar. Katniss estava completamente exausta agora que a nova coleção de outono-inverno de Cinna estava para ser lançada e ir para a loja, ela se sentia trabalhando o dobro.
Porém, mesmo cansada ela nunca deixaria de passar um momento tão importante com a sua filha. E ela entendia que para muitas famílias passar um tempo com seus filhos não era prioridade. Para Katniss, cada minuto passado ao lado de sua menina era um milagre, já que ela sempre estava trabalhando.
E a hora do jantar era sagrada. Ela lembrava de uma época, quando ainda era criança em que seu pai, mesmo cansado de um dia trabalhando nas minas de carvão, ainda assim fazia questão de reunir a família em volta da mesa gasta de madeira e todos desfrutavam de um jantar simples, mas delicioso preparado por sua mãe. Prim ainda era uma bebê nesse tempo.
Lembrar disse sempre levava um sorriso aos seus lábios.
Essa tradição dos Everdeen perdurou muito depois da morte de seu pai. Katniss manteve isso acesso, mesmo que sua mãe estivesse catatônica por meses, para ela ainda era importante que sua irmã crescesse em um lar organizado e unido. Mesmo que não houvesse muita união entre ela e sua mãe. A tradição só morreu quando Prim se foi.
Internamente ela sempre sofreu por isso, e esse era um segredo que ela manteve por muito tempo. Nem mesmo Gale ou o pai de Elika sabiam disso. Havia algumas coisas que ela achava impossível dividir com alguém. Nem mesmo com ele.
E por um lado a sua gravidez foi a melhor coisa que aconteceu com ela. Poder retomar essa pequena tradição com sua filha foi uma alavanca poderosa na recuperação de seu coração machucado.
Elika era o seu milagre particular. Sua família.
— E sua professora está certa. — Elogiou Katniss ao se inclinar para beijar os cabelos da filha. — Você é a menina mais inteligente e mais bonita de Panem.
Ela começou a colocar a mesa para o pequeno jantar das duas. Sua filha insistia em ajudar, ela permitia mas estava sempre de olho no que a baixinha estava fazendo.
— Quer dizer que você teve um dia muito divertido hoje? — Perguntou para a filha.
— Sim, mamãe. — Respondeu a pequena sorrindo. — Hoje eu tive aula de desenho, então eu desenhei uma flor muito bonita, e depois eu desenhei a minha família.
— Um desenho da nossa família? — Perguntou confusa e curiosa. — E onde está esse desenho? A mamãe quer ver.
— Eu vou pegar mamãe. — Gritou Elika já correndo para fora da cozinha.
Katniss riu pelo entusiasmo da filha. E aproveitou que a pequena não estava para terminar de colocar a mesa do jantar mais rapidamente. Ainda bem que ela já tinha dado banho na menina.
Ela ainda não tido tempo para si mesma. O que era normal em sua rotina. Só depois que Elika pegava no sono é que ela tinha algum tempo livre.
Tempo livre para ser mãe e cuidar das tarefas domésticas.
Sua filha voltou correndo para a cozinha trazendo consigo duas folhas de desenho nas mãos. Seus olhos azuis, sempre tão expressivos, brilhavam de animação.
— Olha mamãe. — Dizia ela ao entregar o desenho para Katniss. — Olha que bonito.
Katniss se ajoelhou no chão para ficar do mesmo tamanho que a filha e ao olhar o primeiro desenho sorriu abertamente.
— Nossa família é enorme. — Disse para Elika. — Todas essas pessoas fazem parte da nossa família?
No primeiro desenho de sua filha existia uma multidão de bonequinhos desenhados de maneira torta. Alguns Katniss conseguia identificar. Como Effie e seus vestidos coloridos, aqui retratada por sua filha como uma figura de cabelos e vestidos cor-de-rosa. Annie também era visível com seu longo cabelo ruivo e seus olhos verdes. Haymitch e seu paletó azul. E até mesmo Katniss pode se reconhecer por seu cabelo escuro que, no desenho de Elika, estavam presos no que parecia ser uma trança e estava de mãos dadas com o que pareceu uma versão em miniatura dela própria, só que de olhos azuis.
— Quem é essa? — Perguntou ela ao apontar para uma figura no desenho.
— E a madrinha. — Respondeu Elika depois de olhar para onde Elika apontava.
— Johanna? — Voltou a perguntar divertida. — Realmente parece muito com ela.
Não parecia. O desenho de sua amiga mostrava apenas um boneco magrelo, com o cabelo espetado e uma boca vermelha. Que deveria ser o batom vermelho que ela sempre usava.
— Essa é a vovó.- Elika apontou para uma figura pálida em seu desenho. — Esse é o vovô e a tia Prim.
Essas duas últimas figuras tinham assas em suas costas. Sua filha os desenhou como anjos.
— E esse é o Buticuti. — Finalizou Elika, depois encarou Katniss com os olhos alegres e um grande sorriso. A pequena esperava a aprovação da mãe.
— É o desenho mais bonito que eu já vi, filha. — Respondeu Katniss emocionada. Era algo tocante que sua filha, mesmo nunca tendo visto o avô ou a tia, já falecidos, pudesse ter a sensibilidade de desenhá-los em um papel do que ela considerava ser a sua família. — Vou pendurá-lo em nossa geladeira, para que eu possa olhar para ele todos os dias.
O rosto angelical de sua menina corou de contentamento.
Katniss deixou em cima de uma bancada o primeiro desenho e em seguida pegou o segundo que Elika oferecia.
Neste havia apenas três figuras desenhadas toscamente. Duas estavam com seus desenhos terminados e a terceira estava para ser completada.
— Quem são estes? Perguntou para a sua filha, em seu coração ela tinha um pressentimento, mas decidiu deixar a filha expressar as suas ideias inocentes.
Sua menina olhou para o desenho e sorriu.
— Essa é a minha mamãe. — Disse ao apontar para a figura de Katniss feito de lápis de cor. — Essa sou eu.
A baixinha apontou para uma figura menor no desenho.
— E esse é o meu papai. — Disse, apontando para a figura inacabada no desenho. — Eu ia terminar de desenhar, mas eu não sei como é o meu papai.
Depois do choque inicial ao confirmar as suas suspeitas. Ela teve dificuldade em engolir.
— Você gostaria de saber como ele é? — A pergunta escapou de seus lábios, antes que ela tivesse a oportunidade de pensar no que dizer.
— Sim. — Respondeu Elika sorrindo. — Me conta mamãe. Me conta como o meu papai parece.
Katniss teve que engolir em seco pela segunda vez. Sua mente estava uma bagunça. Por que esconder isso da sua filha? Era só contar a aparência dele. Essa não era uma informação extremamente confidencial.
— O seu papai é um homem muito bonito. — Começou a contar. — Os cabelos dele são de um bonito tom de loiro e ele tem olhos muito azuis, olhos iguais aos seus, meu passarinho.
— Eu tenho os olhos iguais aos do meu papai? — Perguntou Elika pulando de alegria.
— Sim. — Respondeu Katniss sorrindo pelo entusiasmo da filha. — O seu sorriso também é igual ao de seu papai. Na verdade você é muito parecida com ele. Ele também adorava desenhar e pintar.
Katniss se calou.
Sua filha estava muito contente com essas informações novas.
— Agora, chega de explicações sobre o seu papai. — Retomou ela colocando sua velha máscara de fortaleza. — Nós temos que jantar, a mamãe não quer comer comida fria.
Colocando o segundo desenho ao lado do primeiro na bancada. Ela se levantou e puxou uma cadeira para sua filha se sentar.
Logo, ela serviu o prato de sua filha com brócolis cozidos na manteiga, acompanhado de bifes cortados em cubos pequenos e cenoura assada no molho de queijo branco.
Depois entregou uma colher para a filha e deixou um copo de suco de maçã ao lado, caso e pequena sentisse sede.
Em seguida ela se sentou em um lugar de frente para Elika e se serviu do mesmo, só que em uma quantidade maior.
— Mamãe? — Chamou Elika apos alguns minutos. — Eu posso comer sobremesa depois?
— Você vai comer todo o seu brócolis? — Perguntou para a sua filha, já que ela percebeu que a menina estava empurrando os vegetais de seu prato.
— É que ele tem um gosto estranho. — Respondeu a baixinha fazendo uma careta. — Mas, o chocolate não tem um gosto estranho.
— Mas, você só vai comer o chocolate se comer toda a comida do seu prato. Inclusive o brócolis. — Falou Katniss, todos os dias era essa mesma luta para fazer a filha comer verduras e legumes.
— Por favor mamãe, por favor. — Pediu a pequena com o rosto de um filhote de cachorro perdido. — Por favor, eu não gosto de brócolis.
— Não, não Elika Everdeen. — Disse ela resoluta. — Você tem que comer a sua comida.
— Mas eu não gosto dessa coisa verde. — Soluçou a menina.
É nessas horas que ela gostaria muito de assassinar a madrinha de sua filha. Foi Johanna que ensinou para a menina que legumes tinham um gosto ruim.
— Tudo bem, passarinho. — Katniss voltou atrás antes que a filha chorasse para valer. — Você não precisa comer o brócolis, mas vai ter que comer toda a sua cenoura com queijo, e a carne também, ou não vai comer sobremesa.
Elika sorriu ao segurar o choro e voltou a comer. Não foi um sorriso travesso, apenas um sorriso feliz. Sua menina não tinha essa maldade dentro dela.
Depois de um longo suspiro, Katniss voltou a comer. Estava para nascer a pessoa capaz de fazer sua filha comer brócolis.
Para a sobremesa de sua filha, Katniss cortou uma maçã em vários cubinhos sem casca, e colocou duas colheres de mousse de chocolate por cima.
Os olhos de sua menina brilharam de vontade. Era um costume nas noites de sexta permitir que sua filha comesse algo que não fosse tão natural. Por exemplo, o chocolate. Elika adorava, mas a mãe só permitia comer essa guloseima uma vez na semana. E sempre acompanhada de alguma fruta. Fazia bem para katniss oferecer a filha essa pequena regalia, algo de que Prim foi privada.
Depois que Elika comeu a sua tão sonhada sobremesa, Katniss a acompanhou no banheiro do andar de cima para escovar os dentes. Só depois de seu higiene completada foi que ela colocou um pijama em sua menina, em seguida pode permitir que a filha brincasse em seu quarto.
Ele aproveitou esse momento de liberdade para correr na cozinha e começar a organizar a bagunça do jantar. Graças a deus pelas máquinas de lavar louça.
Elika apareceu na cozinha pouco depois de Katniss ter iniciado a arrumação. A pequena carregava alguns lápis de cor e um caderno de desenho em sua mãos. Ela foi se sentar em uma cadeira de frente a mesa da cozinha e começou a se distrair.
Katniss sabia que daqui a poucos minutos a filha já cochilaria exausta.
As nove horas se aproximava e a pequena sempre teve um horário certo para dormir. Por isso Katniss deixou de louça de lado e foi se sentar ao lado da filha.
— Você vai fazer outro desenho da mamãe? — Perguntou ao acariciar os cabelos da menina.
— Sim, da mamãe e do meu papai.
Katniss voltou a engolir em seco.
Quem, diabos, estava enfiando essa história de pai na cabeça de sua filha?
— A titia Annie falou com você a respeito de seu papai? — Sondou Katniss, tomando o cuidado de continuar sorrindo.
—Não. — Respondeu a pequena inocente.
— Tem alguém que conversa com você sobre o seu papai? — Perguntou ainda sondando, essa curiosidade de Elika pelo pai era muito estranha, surgiu do nada.
— Sim. — Voltou a responder a pequena, sua atenção ainda voltada inteiramente para o desenho que fazia.
Katniss sentiu o coração disparar no peito. Seu sorriso quase vacilou por alguns segundos. Então, quer dizer, que existia alguém que estava induzindo sua filha a perguntar sobre o pai.
— E quem é essa pessoa? — O questionamento disfarçado continuou a sair de seus lábios, a curiosidade queimava em seu cérebro.
— Eu não posso contar mamãe. — Disse a baixinha ao olhá-la rapidamente. — É um segredo muito secreto.
Em seguida voltou para o seu desenho.
— Mas, eu sou a sua mamãe, e mamães sabem todos os segredos de suas filhinhas. — Insistiu Katniss.
— Mas é segredo, o titio Haymitch disse que eu não podia contar. — Justificou a pequena, nem se dando conta que já tinha entregue o aliciador.
Então quer dizer que Haymitch, aquele velho bêbado, estava colocando ideias de "papais" na cabeça de sua filha?
Katniss assassinaria o desgraçado.
***
Ela estava sendo perseguida. Havia alguém em seu encalço, Katniss apostaria tudo o que tinha nisso.
Dessa vez ela não era a caçadora, ela era a presa. Um cordeiro que estava cheio de vontade de ser comido pelo leão.
Pois sim, ela queria muito ser pega.
O seu corpo todo gritava para isso, precisava disso.
O lugar onde ela estava era muito confuso, um mar de corredores estreitos e mal iluminados, outros ainda totalmente escuros ou em tons de vermelho.
Havia vozes que conversavam alto, milhares delas, e tinha riso e fala solta e música no fundo. Uma festa estava acontecendo em algum lugar próximo.
Katniss ouviu os passos de seu perseguidor se aproximando do local onde ela estava e acelerou seus próprios passos. Quanto mais ela lutava para escapar mais excitada ela ficava.
Me pegue. Me possua. Me ame. Pensava ela como se recitasse um mantra.
Não. Algo gritava no fundo de sua consciência. Talvez o amor-próprio ou a autoestima. Corra!
Porém, ela não queria correr, não quando o seu corpo queimava de desejo não realizado. Contido, desejo forte. Um tesão que fazia seus músculos vaginais pulsarem de vontade, e seus seios pesarem pela necessidade.
Sua última tentativa de correr foi jogada fora quando ela sentiu braços fortes rodeando a sua cintura.
— Te peguei. — Grunhiu a voz rouca em sua orelha. Essa voz máscula e cheia de desejo. Ela nunca poderia esquecer essa voz. — Achou mesmo que você podia fugir de mim?
O pai de Elika perguntou em seu ouvido, suas mãos puxaram o corpo dela no dele. E ela não pode segurar um gemido ao sentir a ereção dele em suas nádegas, enquanto ele grudava o seu quadril nos dela.
Uma das mãos grandes dele, subiram por sua barriga e seguraram os seus seios.
Katniss não tinha força de vontade para afastá-lo de seu corpo. Não quando ele a segurava assim, não quando ele esfregava de forma desavergonhada a sua ereção dura na bunda dela.
— Você nunca será capaz de fugir de mim, Katniss. — Grunhi-o ele em seu ouvido. — Sabe por que? Porque você é minha. Eu marquei a sua alma, como você marcou a minha.
O homem enfiou a mão por dentro do decote do vestido dela e encheu a mão com o seu seio esquerdo. Apertando a pele sensível com posse. Ele sempre a tocava dessa forma, com posse. Mas sempre se entregava da mesma maneira. Sua outra mão desceu por suas coxas e encontraram a barra de seu vestido. Sem demorar nada, ele puxou o tecido para cima, sua mão quente entrou pelo meio das pernas dela.
Ela gemeu alto ao sentir os dedos dele em sua vagina. E Katniss estava tão molhada de desejo que ele pode, sem dificuldade alguma, colocar dois dedos dentro dela, enquanto o seu polegar fazia círculos preguiçosos em seu clítoris.
— Por favor. — Katniss ouviu sua voz pedir, no mesmo momento que começou a rebolar o quadril no pênis dele. O que aumentava a fricção de seus dedos dentro dela.
Uma de suas mãos vai para trás e se agarra forte na cintura dele, o impedindo de se afastar.
Ela estava tão próxima de ter um orgasmo.
Melhor seria se ele a estivesse penetrando profundamente.
A mão em seu seio começou a beliscar o seu mamilo, o que aumentou em muito o seu prazer e a sua tortura.
— Por favor. — Repetiu a súplica. Ela não sabia se pedia a ela mesma ou a ele.
— Você me deixa louco. — Sussurrou ele ao aumentar os movimentos do quadril nos dela, seus dedos se movendo para rapidamente em suas carnes quentes.- Eu quero tanto foder você, quero fazer amor com você. E eu vou fazer isso, Katniss. Eu vou foder essa sua doce vagina com tanta vontade e por tanto tempo que você será incapaz de fugir novamente.
— Sim. — Gemeu ela ao rebolar descaradamente na mão dele. Os dedos entrando mais profundamente nela. — Eu quero isso.
— Diz meu nome, Katniss. — Pediu ele ao aumentar as carícias em sua umidade. — Diz o meu nome e eu deixo você gozar.
E ela estava quase dizendo o nome quando acordou assustada em sua cama. Ela não precisava acender a luz do abajur para saber onde estava, e que tudo tinha sido um sonho.
Um sonho muito vivido. Muito real.
Katniss já teve esse sonho antes e ele sempre acabava da mesma forma.
O pior é que ela ainda podia sentir a lembrança do sonho, dos dedos dele dentro dela. E seu sexo implorava para ser preenchido por ele. Seus seios estavam doloridos pelo desejo.
Hoje seria uma noite complicada. As vezes ela tinha dessas, quando o seu corpo não conseguia relaxar e tudo o que ela queria era ser penetrada com força.
Mas não era ser penetrado por qualquer homem. Katniss queria ser penetrada por ele, de forma longa, crua e profunda. Ela ansiava por sentir o corpo dele pesando em cima do dela. Enquanto eles estivessem intimamente ligados.
Droga. Pensou afoita. Que droga. Quando é que esse desejo por ele morreria? Já estava na hora.
Como das outras vezes ela decidiu acabar com a sua dor de uma vez. Assim como ela já tinha feito tantas outras vezes nesses últimos quatro anos.
Deitando de costas na cama ela fechou os olhos e lentamente deslizou os dedos pelo próprio corpo.
Katniss permitiu que a lembrança de olhos azuis cheios de desejo queimassem nela. Não foi difícil mergulhar em sua fantasia, não quando estava cheia de necessidade.
E de repente não eram mais as suas mãos que apertavam os seus seios, eram as dele. Não era mais os seus dedos que faziam carinho em sua pele sensível, eram os dedos dele. E teve que trincar os dentes para não gemer alto.
Essa sensação era tão boa, e já fazia mais de quatro anos que não tinha relações sexuais, ninguém que a tocasse dessa forma. E Katniss queria tanto isso.
Não precisou nem molhar a ponta de seu dedo indicador com saliva, pois o seu sexo já estava ensopado de seus sucos vaginais, ela estava empapada de desejo.
Lentamente ela foi fazendo círculos em seu clítoris, e suas pernas foram se abrindo mais e mais, até ela já estar toda aberta e rebolando em seus próprios dedos. Para melhorar tudo, ela novamente permitiu que a fantasia tomasse conta e em sua mente ela pode vê-lo com muita clareza.
O corpo largo e tonificado. Os braços fortes que a envolviam com possessividade. O queixo quadrado dele trincado de excitação enquanto seus olhos queimavam nela.
E o pênis. Ah! Sim. O pênis dele.
Longo e grosso. Sua forma imponente e até mesmo orgulhosa ao estar ereto. Apontando para ela como um monumento ou sacrifício ao prazer.
Katniss estava muito próxima agora. Acelerou seu dedo na massagem em seus clítoris.
Mas, o melhor ainda eram as palavras dele. Sua voz grossa ao fazer juras para ela. Ao encantá-la, ao elogiá-la.
As lembranças do sonho invadiram a suas fantasias atuais.
— Você é minha, Katniss. — Ela o ouviu dizer.
— Sim. — Respondeu impotente. — Sou sua.
E então gozou.
Ela conseguiu ter um orgasmo forte e intenso. Seu corpo todo foi tomado pelos tremores do prazer, seus músculos vaginais enlouquecidos. Katniss tinha certeza que não tinha conseguido disfarçar ou segurar o seu gemido ao gozar.
Muito lentamente o seu pulso foi se acalmando e ela tirou os dedos de seu sexo molhado. Com rapidez ela abraçou a sua própria cintura ao deitar de lado e se encolher na cama. Estava suada e de certa forma satisfeita.
Mesmo assim permitiu que as lágrimas escorressem de seus olhos e vergonhosamente chorou como a muito tempo não fazia.
Como ela podia fazer isso consigo mesmo?
Como sua mente maligna podia sabotá-la tão facilmente?
Ela tinha que ser sua melhor amiga. E não foder a si mesma ao pensar nesse homem estúpido que a trocou por outra.
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