Amarras do Passado
55 Epílogo Bônus
Notas iniciais

Elika
***
Um, dois, três. Conto mentalmente depois permito que meu corpo execute o plié, durante os meus longos anos estudando o balé clássico aprendi que um bailarino é reconhecido pela qualidade de execução do seu plié. Por isso, mesmo este sendo um movimento básico eu o treino todas as vezes que posso.
Os meus músculos queimam pelas horas que passei treinando, sei que meu treinamento de hoje já está no seu final, por isso me esforço em fazer um bom final, principalmente quando tenho que fazer o alongamento.
No próximo mês começa uma nova temporada no Grand BaléPanem e dessa vez vou conseguir ser a primeira bailarina. Estou treinando muito para isso, me mantenho focada em conseguir alcançar esse objetivo, vou ter concorrentes fortes esse ano. Elisa Blanc, Jessy Golart e Rikay Lisbet também almejam essa posição.
Todas elas são minhas amigas, mas também somos concorrentes e não quero ficar para trás de jeito nenhum.
Essa será a minha temporada.
Ser bailarina está enraizado em quem sou, o movimento do corpo a precisão da dança, a entrega. É para isso que vivo, é para isso que o meu coração bate. Nada no mundo me deixa mais feliz que dançar, quer dizer, nada exceto estar com minha família.
E morando na Capital quase não posso vê-los, sinto muita saudade deles. Mas meus pais entendem os meus motivos e principalmente, eles me apoiam. Então uma vez por dia ligo para minha casa e converso com as pessoas mais especiais da minha vida.
É claro que na Capital tenho meu tio Haymitch e tia Effie, também tenho meus avós e os meus tios, irmãos do meu pai. E não posso deixar de citar que tenho 4 primos muito ciumentos. Não entendo porque Rick e Joshua pegam tanto no meu pé, o que leva a Torin e Urik a também se preocuparem comigo.
Não sou responsabilidade de nenhum deles, já tenho vinte e dois anos e sei me cuidar sozinha. E para falar a verdade, todo o meu tempo é ocupado com a universidade e meu curso avançado de balé pela companhia Grand BaléPanem, se eu não estou treinando, estou estudando
Atualmente vou começar o último ano de Artes pela Universidade da Capital, consegui uma bolsa de estudos então tenho que manter minha média acadêmica bem alta. Mas meus primos, que também estudam lá, Rick e Torin já estão na pós-graduação, e por algum motivo que não consigo compreender acham que devo ser protegida como uma flor delicada.
Por isso, nem preciso dizer que não tenho namorado e nenhum pretendente em vista. Não com os meus primos afastando qualquer homem que chega perto de mim.
Rick diz que sou sua priminha amada e que nenhum cafajeste de pinto murcho vai se meter comigo. Os outros brutamontes apenas aplaudem a imbecilidade de Rick e o seguem nesse pensamento ridículo.
E quero ser uma universitária comum. Mas, não importa o quanto eu grite e ameace, Torin até mesmo diz que sou a coisa mais fofa do mundo quando estou com raiva.
Sei que eles não fazem por mal, que me amam muito e até gosto que cuidem de mim. Mas evitar que rapazes se aproximem é ridículo. Se eu não estivesse tão focada em ser a primeira bailarina do Grand BaléPanem a companhia mais respeitada de balé de toda Panem, eu me revoltaria contra eles de todas as formas.
Meu pai acha graça de toda essa situação, minha mãe diz que tenho que ser forte com eles e seguir os meus sonhos. Meu irmão Leon apoia os brutamontes dos meus primos, ele não vê a hora de poder prestar para a Universidade e começar seu primeiro ano, mas ele ainda vai começar o seu último ano no colegial.
Tio Haymitch já é aposentado, então não pode interceder por mim, mas desconfio que ele secretamente apoie os meus primos.
Não posso conversar sobre isso com os meus avós paternos, seria muito constrangedor. Então estou lutando sozinha nisso.
O mais constrangedor é que aos vinte e dois anos sou virgem, isso mesmo, virgem. E enquanto todas as minhas amigas conversam sobre seus namorados e modos anticonceptivos que não engordam, eu fico apenas calada, observando.
Sei que minha falta de experiência é minha culpa, depois de conviver com meus pais que são completamente apaixonados um pelo outro, fica difícil não querer algo igual e principalmente é decepcionante aceitar cantadas de homens que olham apenas para o meu corpo e não nos meus olhos.
Quer dizer, sei que estou sendo exigente, mas quero viver um amor igual ao que meus pais vivem. Qualquer um que conheça os meus pais sabe do que estou falando. Todos aqueles olhares, carinhos suaves quando acreditam que estão sozinhos e beijos. A forma com que ambos se tratam e conversam um com o outro, eles são melhores amigos e eternos namorados.
Será que estou pedindo muito? Exagerando?
Tive apenas um namorado sério e antes de chegar ao finalmente com ele, meu primo Rick descobriu que o cretino estava me traindo, além de apanhar do meu primo, eu o chutei da minha vida.
Uma vez perguntei para a minha mãe quando foi que ela ficou sabendo que era o papai o homem de sua vida. E ela me respondeu que não sabia, que o papai a ganhou aos poucos, primeiro eles se tornaram melhores amigos e então, ela apenas estava apaixonada pelos olhos azuis e tinha que o beijar.
Me lembro que ri de seu relato.
" Você beijou o papai primeiro?" Perguntei assombrada.
"É claro, o seu pai era um pouco devagar e eu não pude resistir. " Respondeu ela sorrindo divertida.
E nós duas rimos muito disso.
"Passarinho, você não precisa ficar preocupada, você é jovem. Algum dia desses quando você menos esperar, um rapaz vai se aproximar e você vai se apaixonar. Tenho certeza disso." Finalizou ela ao me beijar na bochecha e depois voltar para onde meu pai e titio Haymitch estavam sentados conversando.
No momento em que meu pai a viu se aproximar, ele abriu o maior sorriso e seus olhos brilharam.
Minha mãe ostentava uma bela barriga de grávida, essa séria sua terceira gravidez. Ela estava linda e meu pai em completo êxtase. Essa conversa aconteceu antes do início do meu primeiro ano de universidade na Capital.
E é isso o que estou falando, mesmo depois de todos esses anos, eles ainda se olham como se fosse a primeira vez.
E quando você cresce em uma casa cheia de amor, é isso o que você espera encontrar algum dia. Amor verdadeiro.
Todos os pais das minhas amigas são divorciados e na maioria das vezes, se odeiam. Mas meus pais não, eles dividem um amor único, algo que aprendi ser muito raro.
Acho que sou uma romântica e do jeito que as coisas andam, vou morrer virgem.
Toda a minha concentração no alongamento termina quando escuto uma salva de palmas as minhas costas. Eu estava fazendo um espacate lateral com o auxílio de pesos, então quase me desequilibrei.
— Desculpe, não quis te atrapalhar. — Diz Sam, filho de Finnick e Annie.
E quando o olho, mal posso reconhecê-lo.
Sam Odair cresceu pelo menos trinta centímetros desde a última vez em que o vi, a dois anos. E está mais robusto que antes, não parece mais o adolescente franzino que era.
Não com todos esses músculos e essa altura. Ele tem até uma barba loira rala.
O que aconteceu com o garoto que eu conhecia? Seus olhos verdes continuam os mesmos de antes. Ele e Finnick compartilham a mesma coloração das íris, eu sempre adorei os olhos dos dois, mas agora olhar para ele quase me faz corar.
— Sam. — Encontro a minha voz. — Uau, quando você chegou?
— Cheguei a alguns minutos atrás. — Diz ele ao sorrir e dessa vez o seu sorriso consegue me fazer corar. — Você estava tão compenetrada que nem notou quando entrei na sala. Eu tentei não interromper, mas você fica linda toda concentrada.
Eu não consigo dizer nada sobre isso, me levanto do chão e olho nos grandes espelhos, estou com uma aparência péssima todo suada, algumas fios do meu cabelo escorreram para fora do coque que fiz. Não vejo nada muito lindo no meu visual, ele deve estar brincando comigo.
— Meus pais estão na sala conversando com os seus. — Volta a me dizer ao encostar a lateral do seu corpo no batente da porta e continuar a me olhar.
Sam está muito parecido com Finnick e meu tio sempre foi um homem incrivelmente bonito. Não entendo porque mas, ele me encontrar depois de um treino é desconcertante, nunca me senti assim com ele antes.
Algumas vezes, nas férias de verão quando ainda eramos crianças, ele ficava um bom tempo assistindo aos meus treinos com a professora profissional de balé que minha avó Marribel contratou para me dar aulas aqui no Doze, eu nunca fiquei desconfortável com isso. E agora estou, o que é bem estranho.
Ao olhar mais atentamente noto que ele está usando uma jaqueta da Universidade da Capital.
— Você vai frequentar a Universidade esse ano? — Questiono para ele, começo a me mover pela sala de dança que meu pai separou para os meus treinos. A sala inteira foi reformada para ser meu estúdio de balé particular, tenho barras nas paredes, espelhos enormes na sala inteira, janelas grandes que permitem muita luz natural iluminar o ambiente e um armário grande cheio das minhas coisas de balé.
Sempre adorei esse lugar, era meu mundo de conto de fadas, onde eu podia me expressar livremente, onde a minha paixão pela dança foi consolidada. Agora, com Sam parado na porta a me observar, o espaço se tornou muito pequeno.
Estou com meu traje de treino comum, meia calça branca e um collant preto, hoje não coloquei a minha cobertura de tule sob os quadris e agora me sinto bem exposta.
Sou bailarina, estou acostumada com as pessoas olhando para o meu corpo durante as apresentações e nos muitos treinos e concursos. Mas, pela primeira vez desde que o conheço, o olhar de Sam queima em mim. E ele nem está me olhando de forma suja, está me olhando normal.
— Sim, ganhei uma bolsa de estudos para o time da Universidade. — Me responde e percebo que seu timbre também mudou, está muito mais maduro, sua voz rouca faz alguma coisa dentro do meu peito estremecer.
— Natação? — Volto a questionar, sei que Finnick em seus tempos de estudante participava do time de natação da Universidade.
— Futebol Americano. — Me responde ao sorrir. — Meu pai está muito decepcionado, sabe? Parece que na família Odair é uma tradição ser nadador. Então, estou quebrando uma tradição familiar e tudo mais. Mas, minha mãe está bem orgulhosa. Além do futebol, vou cursar as matérias de arquitetura.
— Parabéns pela bolsa, eu tenho certeza que seu pai também está orgulhoso, mesmo que ele não demonstre. — Digo ao fechar o armário com o aparelho de som que uso para o meu treinamento. — Você está ansioso para começar o semestre, vai ser daqui a alguns dias.
— É claro que estou ansioso, vou ficar no dormitório estudantil nesse ano. Enfim liberdade dos pais e você estará lá. Tudo será perfeito. — Sam me diz ao sorrir, seu comentário final faz meu coração disparar dentro do peito.
Não sei porque, mas meus olhos insistem em encontrar com os dele. E os olhos de Sam são tão verdes, eles brilham com diversão e algo mais profundo. Decido ignorar o seu comentário final.
— Vocês vieram para o Natal? — Pergunto ao me aproximar dele, não chego muito perto, pois me sinto estranha hoje, alguma coisa está se movendo dentro do meu estômago.
— Sim. — Diz Sam. — Vamos ficar os próximos dias aqui.
— Leon vai gostar, ele adora você. E a pequena Niina também. — Digo, ao lembrar da minha pequena irmã mais nova, aquele pedaço de ser humano puro. É um milagre ela não estar aqui me implorando para ensiná-la a dançar. Ela é tão inocente.
— E você vai gostar? — Dessa vez é ele que me pergunta e fico surpresa pela sua coragem, quem é esse rapaz que está na minha frente.
Há dois anos, Sam mal conseguia falar comigo direito. Suas bochechas viviam vermelhas quando estava ao meu redor e agora ele está todo homem.
— É claro que vou gostar, você sempre foi um bom garoto...
— Eu não sou mais um garoto. — Sam me interrompe, sua voz grossa retumba pela sala. — E você sabe disso.
— Para mim, você sempre será o menino Sam. — Digo ao me embaralhar, voltei a ficar corada e isso não é bom.
Por que ele tinha que crescer tanto? Por que tem que estar tão bonito e tão homem? O que eles dão de comer para os adolescentes no Distrito Quatro? Eles colocam anabolizantes nos sanduíches desses garotos?
— Não, eu não sou. Eu estava com saudades Elika, foram longos dois anos...
— Eu tenho vinte e dois e você dezoito. — Dessa vez sou eu que o interrompo, não sei porque disse isso, mas falar nossa diferença de idade parece trazer um pouco de sanidade para a minha vida.
Sam sorri abertamente fazendo o meu coração dispara dentro do peito. Uau, isso sim é um sorriso.
— Você espera me afastar com essa bobeira de idade? — Diz ele com seus olhos verdes grudados nos meus.
— Não, espero te afastar com meus quatro primos brutamontes. — Falo ao colocar a minha mão na cintura em uma pose debochada.
Meus primos sempre afastam meus pretendentes. Mas, Sam não parece abalado ou com medo, ele mostra diversão.
— Seus primos não me dão medo, Elika. Mas, fico contente em saber que eles a estavam protegendo na Capital. Devo agradecer cada um deles depois. — Retrucou ao se afastar da madeira do batente da porta e dar alguns passos na minha direção.
— Sam, não entendo onde você quer chegar, sou quase sua prima. — Murmuro para ele, o observo se aproximar de onde estou e tenho que levantar o meu queixo para continuar a olhar em seus olhos.
— Mas, você não é minha prima. — Ele me diz ao passar uma mão pelo meu rosto, eu o permito me acariciar pois não sei como afastá-lo, não quando o meu corpo estava esperando pelo seu toque. — Eu senti sua falta, passarinho.
— Apenas meus pais me chamam assim. — Sussurro para ele, sua mão continua no meu rosto e seus olhos brilham nos meus e são tão verdes que me pego sem fôlego ao encará-los.
— Seus pais e eu, meu passarinho. — Continua a me dizer.
Estou petrificada no lugar, sei que poderia empurrá-lo e afastá-lo, dizer que ele estava louco, insistir que somos praticamente primos e isso é nojento. Porém, não consigo.
Por dentro me sinto quente ao olhá-lo tão de perto, o seu hálito de menta é gostoso de sentir. Alguma coisa dentro de mim quer isso, fico assustada quando noto esse detalhe.
Estou maluca? Extremamente necessitada de um relacionamento? O que está acontecendo comigo?
No momento em que Sam baixa os seus lábios nos meus, não nego a sua investida. O meu corpo inteiro estremesse e o sinto estremecer também. Nosso beijo é quente e necessitado.
Nunca senti nada parecido com isso. Nem quando namorei aquele traste por algumas semanas, um beijo nunca foi tão bom. O sinto me abraçar apertado, seus braços estão envolta do meu corpo, suas mãos passeando entre a minha cintura e minhas costas, me prendendo ao em seu calor.
Novamente me surpreendo quando percebo que meus braços estão em volta do seu pescoço, por Sam ser mais alto que eu, ele tem que se curvar para me alcançar e estou na ponta dos pés para me manter em seu abraço.
Nossas bocas se provam, nossas línguas dançam uma na outra, estamos nos descobrindo e não consigo me negar a esse prazer.
Em um ímpeto de excitação, sinto Sam descer seus braços pelo meu quadril, indo até as minhas coxas e me puxando para cima. Sou forçada a abrir minhas pernas e as passar em volta do seu quadril.
Sam nem parece se importar com o meu peso, ele me agarra ainda mais apertado e essa nova posição queima algo no meu cérebro, continuamos a atacar a boca um do outro e cada vez que Sam me beija, ele faz com mais vontade, com mais força. Fazendo com que meu corpo cante para ele.
Quando somos obrigados a nos separar pela falta de oxigênio, nós dois nos encaramos firmemente. Minhas pernas continuam em volta de sua cintura e nossas testas quase estão se tocando.
— Elika, minha Elika. — O ouço sussurrar ao roçar seus lábios nos meus. — Isso é um sonho se tornando realidade.
— Sam, isso não é certo. Somos quase primos. — Um lado meu insiste em argumentar.
— Nunca diga que você e eu não somos certos. Essa sensação é a melhor coisa que já senti na vida. — E sem esperar mais nada ele volta a grudar os seus lábios nos meus. Me entrego para mais um beijo quente e sinto o meu corpo voltar a cantar por ele.
Somos interrompidos quando ouvimos uma voz de criança na sala.
— O que vocês estão fazendo? — Pergunta minha irmã, ela é tão pequena e tão esperta, Niina e eu somos muito parecidas em aparência. Ela tem os meus cabelos escuros, meus olhos azuis e as bochechas rosadas.
Imediatamente me desvencilho dos braços de Sam e o faço me soltar quase que a força, já que seus braços fortes estavam bem firmes em volta do meu corpo.
— Niina, bebê. — Digo ao me afastar de Sam e ir até onde ela está parada ainda nós olhando curiosa. — Estávamos dançando.
Invento qualquer coisa. Sei que é uma desculpa ridícula, todavia foi a primeira desculpa que me veio a mente.
— A mamãe está chamando, titia Annie também. — Ela diz com sua voz suave de bebê. Niina é muito doce, mas também pode ser bem espoleta quando quer.
Pego Niina no colo e olho para Sam, seus olhos verdes queimam em mim e fazem o meu corpo responder na mesma hora.
Devo estar com febre ou algo parecido. Só pode. Não estou excitada pelos beijos de Sam Odair, insisto em pensar, isso deve ser algum tipo de febre.
— Isso não aconteceu, então pare de me olhar assim. Vou levar minha irmã para a minha mãe. — Falo o mais séria possível. Tento colocar bastante força na minha voz, entretanto não sei se consegui ser tão firme.
Imediatamente me viro e dou as costas para Sam, um pouco de distância entre nós dois vai me fazer bem. Já estou quase na porta quando o ouço me chamar.
— Elika?- Sua voz grossa me faz arrepiar inteira.
Lentamente me viro e o encaro.
— Eu não vejo a hora de dançar com você novamente. — O seu sorriso sacana me irrita profundamente, da mesma forma que queima algo dentro de mim.
Apenas faço uma carranca bem brava e me retiro da sala o deixando para trás.
Não vai acontecer. Penso com convicção. Onde estava com a cabeça para permitir que Sam Odair me beije? Vou me manter bem afastada dele nos próximos dias. Me manter longe de qualquer tentação.
Vou conseguir. Ele pode ter crescido um bocado e ficado bem gostoso com todos aqueles músculos maravilhosos, mas não vou me deixar encantar por ele.
Niina deita a sua cabeça no meu ombro e nós duas seguimos para a sala de estar. Minha mãe deve estar lá com os convidados.
Espero que meu irmão Leon mantenha o Sam bem ocupado nesses dias.
Fale com o autor