Notas iniciais
oi, gente. uau, tem um tempão que eu não dou as caras em site de fanfic nenhum. eu não ando escrevendo nada, sendo honesta, então pensei: eis que belo momento para voltar, um chal maravilhoso com pessoas maravilhosas! aqui estou eu.
o tema do chal era clichê ua e meu tema individual era coffee shop (que cof certas pessoas cof disseram que é ridiculamente fácil - é você mesmo, moony). enfim, eu me esforcei. não ficou tão bom quanto eu queria, mas eu procrastinei loucamente (como o resto da tl, oops para nós) então imagino que esse é mesmo o melhor resultado que poderia ser alcançado. espero que gostem!
(p.s.: essa fic é dedicada para a boneca. todas as throbb são dela, inevitavelmente. help me.)
(p.s.2: mentira enorme, amor, amo você)

Amarrar um balão com uma âncora

I

Robb entra pela porta do seu café— pelo menos é melhor do que ser dono de um boteco, é o que ele sempre diz a si mesmo — esfregando uma mão contra a outra, sua respiração formando nuvens no ar. Ele odeia frio, odeia profundamente. A sensação é semelhante a de navegar pelos rios revoltos das suas memórias de infância, onde tudo é permeado pela constante impressão que ele estava morrendo congelado. É uma segunda feira normal, aparentemente, o sol se esconde atrás de nuvens cinzentas e pesadas — ele se lembra que Sansa lhe disse muito tempo antes de ir embora que a menor dessas nuvens deve pesar, em média, duas toneladas. Ele também se lembra de ter respondido quer dizer que elas não são feitas de algodão? Sansa sempre foi a inteligente. — e tem pouca gente na rua. É muito cedo, de qualquer forma, e aquela rua nunca foi exatamente popular; Bran (tossindo, tinha fumado seu primeiro cigarro com Robb um pouco antes) disse uma vez que a vida que Robb levava era uma metáfora perfeita para tudo que ele era. Inóspito, solitário, abandonado, ligeiramente exótico.

De qualquer forma, é segunda feira, e ele dificilmente tem clientes numa segunda feira de manhã bem cedo, então ele se senta atrás do balcão com um copo de café modesto e um livro surrado de um tema bobo que ele pegou emprestado de um dos seus irmãos mais novos — mas de qual deles, afinal?

É quase uma surpresa quando a porta abre e contempla Robb com uma rajada de vento frio e o novo cliente. É assim que ele — Robb — o identifica para si mesmo — como o novo cliente — porque ele tem absoluta certeza que nunca o viu antes. E ele saberia se já tivesse encontrado alguém como o seu novo cliente, porque ele é um tipo meio difícil de esquecer, com sua jaqueta de couro, seus olhos azuis (eram azuis, mas não o azul vulgar de Robb, mas realmente azuis como o oceano, azuis como o mar — Robb finalmente entendeu por que alguém compararia um par de olhos ao mar) e, enfim, todo o conjunto, o novo cliente era um tipo realmente bonito, e Robb não costumava ver muitos caras bonitos no café, muito menos numa segunda feira, então é compreensível que tenha ficado um pouco abobado. Sem falar que a luz entrava pela janela e incidia bem em cima do cabelo loiro daquele desconhecido bonitão e ele sabe muito bem o que sua irmã Sansa falaria se estivesse por ali (que era simplesmente o destino, tinha de ser o destino), mas ele se forçou a ser sensato, uau, ele não podia imaginar toda uma história romântica — cachorro, manhãs confortáveis, apresentar pra família, etc — com cada desconhecido apresentável (ou mais que isso, é claro) que aparecesse.

No final das contas ele — o novo cliente — sorri com o rosto apoiado no seu punho direito, o seu outro braço jogado no balcão. Ele pede por um café — como esse que você está bebendo aí, e não adianta esconder agora — e sua voz é arrastada e baixa. Robb pensa bem, esse não é um homem das multidões, mas essa voz realmente foi feita para uma conversa a dois; ele se arrepende quase que instantaneamente dos próprios pensamentos, e agradece silenciosamente por estar de costas para que o novo cliente não o veja corar. É a maldição dos ruivos: você se envergonha, uma coisinha boba que qualquer outra pessoa deixaria passar e puf, seu rosto está como uma pimenta malagueta, e dependendo do grau do constrangimento suas orelhas e pescoço também.

“É engraçado, eu realmente nunca tinha encontrado esse café antes” o desconhecido diz, aquela voz que faz Robb esboçar um sorriso perdido.

“Não me surpreende, é espremido entre uma videolocadora e um escritório de advocacia” há algo no rosto do novo cliente, algo que não é um sorriso, mas é mais que a curva de um. “O que realmente me surpreende é você ter me achado”

(o desconhecido ri abertamente do comentário, e termina de tomar seu café sem dizer nada mais)

“Você pode me trazer um daqueles bolinhos? O com cobertura cor de rosa?” Robb se levanta e pega o bolinho. Ele tem recheio de chocolate, mas a massa é de baunilha. “O que você está lendo?”

“Eu não sei” Robb faz um gesto vago com a mão, ao que o novo cliente sorri. “É um livro que eu peguei de um dos meus irmãos. Pra passar o tempo”

“Muitos irmãos?”

“Muitos”

“Eu só tenho uma, mas eu não a vejo há um tempo. As mulheres são assim, perdem-se no mundo, e dificilmente as vemos novamente”

“Uma das minhas irmãs, Sansa, ela é linda, lindíssima. Foi embora. De vez em quando eu recebo umas fotos, uns postais. Ela parece bem, fico feliz por ela”

“Ela vive sozinha?”

“Com a namorada, Margaery. Foi com ela que Sansa foi embora, disse que New Jersey não era lugar para elas”

“Provavelmente tinha razão” o desconhecido brindou com o bolinho meio comido, erguendo ele no ar. Robb notou que não sabia o nome dele.

“E o seu nome? Qual é?”

“Theon”

“Nome de correnteza” Theon riu, e tinha algo como uma covinha em seu queixo, embora Robb não tivesse certeza.

“Ninguém nunca me disse isso antes mas é, acho que sim”

“O meu é Robb” ele estendeu a mão, e o novo cliente, que agora era Theon em sua mente, a apertou. Seu aperto era macio, quente e um pouco suado. Era um aperto de mão de verão, e isso fez Robb sorrir. “De onde você é?”

“New York, a cidade” ele disse, brincando com um pingente de uma pulseira de prata? que ele usava no pulso esquerdo. “Eu nem sei como acabei aqui, sendo sincero, só acabei”

“Acontece, acredite em mim. Realmente acontece”

“Eu acho que eu preciso de mais um bolinho” (risada) “Me traga aquele laranjadinho, agora”

“O que você faz?”

“Eu escrevo, às vezes, mas a verdade é que eu faço o que dá pra sobreviver. Ontem eu consertei um problema na tubulação de uma vizinha, então acho que isso me classifica como um faz-tudo. E você? O que é, além de um pacato dono de café?”

“Eu sou um pacato dono de café” Robb sentiu o sorriso se espalhando pelo seu rosto, o formigamento nas suas bochechas e a felicidade no fundo da sua alma.

Robb nunca tinha clientes de manhã tão cedo, muito menos numa segunda feira, então ele ficou lá, o sorriso fixo no rosto (possivelmente meio maníaco) enquanto Theon dava a última mordida no bolinho de chocolate — todos os bolinhos acabavam por ter alguma coisa de chocolate — com cobertura alaranjada.

“A sua irmã, qual o nome dela?”

“Ah! É Asha”

“Vocês dois tem nomes muito marinhos”

“Como focas?”

“Eu realmente não tinha imaginado focas” Robb riu entre os dedos que cobriam seus lábios, dando a Theon apenas vislumbres do que seria seu riso. “Algo mais como a maré. Nomes de maré”

“Nome de correnteza, nome de maré”

“Eu sou uma pessoa criativa, o que se pode dizer?”

“Você gosta de viver em New Jersey?”

“Odeio”

“Odeia?”

“Odeio”

“Há quanto tempo você vive aqui?”

“Desde que nasci, eu nasci aqui”

“E nunca pensou em ir embora?”

“Eu penso em ir embora o tempo inteiro. Eu só nunca fui”

“Por quê?”

“Não sei. Assisti minha irmã ir embora, dei um beijo em sua bochecha e desejei que fosse feliz; ela agora me manda postais e é, de fato, feliz; vi então meu meio-irmão ir para longe e perdi um pedaço de meu coração, recebo suas cartas e telefonemas e penso em ir ter com ele, mas permaneço aqui; e observo meus outros irmãos, que crescem rápido e em breve irão embora também, e a mim só sobrará cartas, postais e telefonemas eventuais. É como uma sina”

“Não se incomoda?”

“Na maior parte do tempo, não. Não se incomoda em deixar New York?”

“Na maior parte do tempo, não” (sorriso) “E agora, eu achei esse lugar”

“Poderia ser pior, imagino. Você poderia ter caído no boteco na quadra do lado e virado um alcoólatra”

“Tudo pode acontecer”

“Tudo pode acontecer” Robb repetiu, batendo a ponta dos dedos na capa do livro surrado que havia pegado emprestado dos irmãos.

A porta abre, e um vento frio entra. É uma garota, seu cabelo é de um desbotado tom de castanho, curto e alto, todo jogado para o lado esquerdo, e ela é bonita de uma forma diferente, esquisita. Ela lança um olhar desinteressado para Theon e Robb e senta-se a mesa mais próxima à janela, tira um grosso livro da bolsa — surrado, capa preta, não dá pra ler o título ou o autor — e se põe a ler. Sua mão direita está em cima do cardápio, pronta para pedir alguma coisa se Robb chamar sua atenção. É quando ele nota que já é quase dez horas da manhã.

Quando ele deixa de olhar a garota, Theon já está quase na porta. Ele acena, de costas, e sai para a rua branca e fria. Ele nota, então, no balcão a sua frente um papel, desses de post-it, amarelo com um número de telefone e um nome. Theon Greyjoy.

II

Ele demora dois dias para criar coragem para ligar. Nessas 48 horas, os rabiscos no papel amarelo parecem acusadores, como se o chamassem de covarde em sussurros baixos, de um número para o outro. Robb não se importa. Ele está confortável em ser um covarde e, quando finalmente liga para Theon, suas mãos estão firmes enquanto seguram o celular.

“Alô” sua voz não é exatamente como Robb se lembra — na medida exata entre esse mundo e o outro —, ela está na verdade distorcida pela ligação telefônica, mas mesmo assim soa arrastada, uma voz de maré para um homem da maré.

“Alô, aqui é o Robb”

“Ah, ei! É o Theon, como você deve saber, afinal você me ligou.” (risada) “Eu devo dizer, eu não achei de verdade que você fosse ligar, mas você não é um cara que cumpre expectativas”

“É a primeira vez que me dizem isso — é um elogio, eu acho? vou levar como um elogio”

“É um elogio”

“De qualquer forma, eu estou enrolando. Tem um motivo para que eu esteja ligando” Robb pausa, ele tem certeza que Theon ouve sua respiração ruidosa. “Eu queria saber, você gostaria de sair comigo no sábado?”

“Eu gostaria” a voz de Theon, como de praxe, não contém hesitação. É rápida e precisa, como uma flecha; Robb admira essa característica. “Para onde?”

“Eu não sei uma maneira elegante de jogar a bola para você” a voz de Robb é risonha. “Mas é o que eu quero fazer — você que escolhe, é um escritor, afinal; acho que você se sairia bem melhor”

“Isso de escritores serem criativos em alguma coisa além da escrita é um mito, eu me sinto no dever de informar”

“Ah, Theon, por favor. Escolha, eu estou pedindo; praticamente implorando”

“Sábado seu café abre?”

“Geralmente, mas nesse eu não vou abrir. Por quê?”

“Me encontre lá, 10h”

“10h, que horário indecente”

“Tchau, Robb”

“Tchau, Theon”

(Robb desliga o celular e os números no papel amarelo subitamente parecem estar cochichando palavras novas uns para os outros — logo agora que ele havia se acostumado com covarde)

III

É quinta feira quando Robb vê Theon pela segunda vez. É rápido e é efêmero e definitivamente não pode dizer que eles de fato se encontraram, mas Robb o vê. Ele está, como sempre, cuidando de seus afazeres no seu café — que é melhor que ser dono de boteco — quando vai até a janela, mover uma planta ou coisa igualmente inútil (não é como se isso fosse mudar qualquer coisa que seja na decoração do ambiente — é decadente de qualquer forma, e não de forma legal) quando nota. É alguma coisa no jeito como a luz incide no cabelo loiro de Theon, como o sol iluminando a lua ou qualquer coisa assim. É a forma como isso brilha na sua pele e as veias parecem habitar em cima dela. E é assim, desse jeito, o sol em um cara atravessando o outro lado da rua que Robb tem certeza que o mundo começou a girar diferente, só para ele.

IV

É sábado e Robb está escorado na porta do café. São — ele pausa, pega o celular e checa — 9h58 e ele está com um olho no visor que mostra as horas e o outro na esquina de onde ele supõe que Theon irá chegar. Foi num fim de semana assim que a mais velha de suas irmãs foi embora, mas ele não quer pensar nisso agora porque sempre faz com que ele fique triste e não é dia para ficar triste — ele sempre pode pensar nos fios ruivos de Sansa, mas não é sempre que ele pode esperar, congelando, enquanto Theon Greyjoy dá o ar da graça. Ele aparece exatamente 10h06 (Robb sabe, havia acabado de guardar o celular no bolso do casaco), os olhos reluzindo e, talvez Robb finalmente esteja doido, mas eles não teriam se confundido com o céu?

“Vamos entrar?”

“Entrar?”

“É, Robb, entrar; vamos, eu estou congelando”

Eles de fato entram e Theon começa a mostrar que escritores são criativos fora dos textos, ou talvez Robb esteja só encantado — e a sensação de estar encantado é maravilhosa. Ele está fazendo uma bagunça, Robb está escorado no batente da entrada da cozinha, e a verdade é que por ele Theon pode fazer um milhão de bagunças — ele não se importa, porque quando está feliz os olhos de Theon brilham como um par de estrelas.

Quando ele termina, os dois estão sentados em cima do balcão — perninha de índio, como jardim de infância —, enrolados num cobertor azul enorme que Robb deixa por ali para emergências e tomando um café. Ao redor, farelo de bolinhos.

“Como você acabou em New Jersey?”

“Uma sucessão de desgraças” ele resmunga contra o copo e Robb sorri.

“Seja específico, Theon”

“Eu sou um escritor, Robb; quer dizer, quer desgraça maior? Eu vou pra onde tem trabalho, pra onde tem possibilidade de comida. New York não tinha mais”

“E aqui tem?”

“Às vezes, nem sempre — mas a verdade é que lugar nenhum tem trabalho sempre, por isso eu faço bico de tudo que aparece; o problema é quando esses poucos trabalhos se restringem a zero”

“Parece uma vida divertida”

“Você acha divertida, engraçadinho, porque não é a sua” Theon joga uma embalagem de bolinho, mas sua mira é ridícula e ela passa longe do rosto de Robb (que ri).

A sensação de estar encantado é maravilhosa.

V

“Está frio de uma forma quase indecente, imoral” é a primeira coisa que Theon diz quando entra na cafeteria, e é sexta feira. Ele usa um cachecol vermelho e seu cabelo parece ter saído de um furacão.

“Bom dia pra você também!” é o que Robb responde, sorrindo; mas Theon está mal humorado — frio para ele é algo sempre muito sério — então não sorri de volta. “Não seja ranzinza. Eu te faço um café”

“Com pequenos chocolates coloridos, e talvez possamos negociar”

“Como você quiser, majestade” ele diz, e some na cozinha. A cafeteria está movimentada, todos s bancos do balcão ocupados, então Theon se senta numa mesa perto da janela. Fica observando o movimento da rua, a expressão inabalável. Cinco minutos depois, Robb surge. “Seu café”

“Obrigado” ele pausa, toma um gole. O chocolate é doce, doce, doce. “Eu estava pensando”

“É?”

“É. Talvez eu tenha que me mudar”

“Agora?” os olhos de Robb tem o dobro do tamanho, mas ele quase não parece surpreso.

“Não. Quer dizer, talvez. Em breve”

“Lance de escritor?”

“Mais ou menos. Às vezes a gente precisa de dinheiro”

“Pensei que você estava bem com seus bicos”

“Dinheiro proveniente da literatura, Robb”

“Ah. Entendo”

“Tudo bem”

(apesar da calmaria sorridente o silêncio é pesado)

VI

Theon se muda num dia de verão. Quente e opressor, o sol como placas de concreto sob sua cabeça. Suas malas são pretas e sóbrias, mesmo que todo ele seja uma expressão de cor. Seu cabelo é loiro platinado, pela primeira vez em muito tempo — foi o que ele disse, ao menos — e seus olhos azuis brilhantes (como o céu) olham a rua suja com nostalgia.

“Vou sentir falta”

“Da sujeira”

“Da decrepitude de New Jersey”

“Algo esquisito pra sentir falta, Theon”

“Mas eu vou sentir. Vou mesmo”

“É claro que vai” Robb está sorrindo, mas toda sua postura corporal é tristeza.

“Vou sentir saudade de você também, é claro” seu rosto se inclina, todo o seu corpo pendendo para frente, e ele encosta seus lábios nos secos e salgados de Robb. Há algo de calor, não proveniente da luz solar, que inunda seu corpo, mesmo quando Robb se afasta.

“É claro que vai. Você não tem um avião para pegar?”

“Você vai me visitar em DC?”

“Eu vou”

“Não é praqueles lados que um dos seus irmãos mora?”

“É sim”

“Dois coelhos de uma vez só!”

“Adeus, Theon”

“Você deveria dizer até breve” ele responde, entrando no táxi e sorrindo da janela. “Até breve, Robb”

Quando o táxi vai embora, vira a esquina e desaparece, Robb suspira e entra em casa. Theon Greyjoy é um furacão, e ele nunca teve pretensões em sair ileso (ou em controlá-lo).

Não se controla furacões. Eles simplesmente fazem o que quiserem.

VII

É outono, as folhas são vermelhas amarelas alaranjadas, a cafeteria está movimentada — um pouco, mas é sempre melhor que ser dono de um boteco — e Robb está olhando os postais que chegaram. Sansa e Margaery, quando elas foram para a Suíça? Jon parece feliz, reluzente nessa nova foto, e o recado é otimista, Robb se sente feliz. O último é um postal de DC, desses vulgares, que se comprar por dois dólares em qualquer loja de conveniência. Tem um número de telefone, um endereço e uma mensagem.

Quem sabe você deveria aparecer?

(duas semanas depois a cafeteria tem uma placa — volto em duas semanas — e robb, que odeia profundamente sair de new jersey, subitamente

não está em casa)

Porque a sensação de estar encantado é maravilhosa.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!