Notas iniciais
Nossa! Era para eu por imagens toscas nos cap mas não esta dando T_T estou triste com isso... Tinha umas muito legais e que combinava ....

Dói admitir mais eu sentia esta sensação de abandono diminuir quando o via.

E também me pegava mordendo os lábios com raiva quando via alguma moça ser gentil com ele, usando aquele tom de mãe que ele causava.

― Eu vi suas notas. Nas provas para fechar a matéria... Foram excepcionais. ― Lanço estas palavras sem sentido após meses sem trocar uma única silaba. Nem mesmo um oi. ― Ouvi os professores dizendo que você poderia ate dar aulas... ― Falo isso ainda de costas naquela pequena saleta que ele vivia enfurnado.

Havia uma grande estante de canto a canto da parede que compunha uma grande gama de livros e eu estava a ver seus títulos, completamente entretida.

― Seria estranho... dar aula para vocês... ― Ele responde depois de certa demora. Talvez tenhas se assustado por ter sido eu a iniciar um assunto. Não tenho como saber eu não me virei, os títulos eram mesmo interessantes.

― Isso é verdade. Não sei quem iria surtar mais: meu irmão ou o Scott. ― Correspondo entre risos e finalmente me viro. Os olhos amarelos como raios de sol estavam mais uma vez mirados em mim e eu paro de falar, ate de respirar. Fazia tempo que ele não olhava diretamente para mim, e eu já tinha me desacostumado com aquela sensação.

Diferente das minhas amigas a maioria das pessoas desviava o olhar e não me encarava diretamente por medo de mim.

― Esta corada. Esta tudo bem? ― Ele questiona como se fosse normal, um fato comprovado.

― S-sim c-claro que sim! Horas...
Por que eu estava gaguejando?

Ele ergue uma sobrancelha, quase imperceptível por conta dos longos cabelos e olhos grandes; e vem em minha direção. Prendo a respiração, não por conta de seu odor marcante no qual já estava acostumada; mas por algum motivo ele me deixava nervosa. Mil pensamentos sobre o que Jean tinha visto me assombravam.

― Você esta estranha estes dias. ― Ele afirma ao me ignorar e por o livro que lia sobre a estante atrás de mim. Como alcançava tão alto? Definitivamente ele era maior que eu.

― Eu? Olha quem fala. ― Retruco. E observo seu corpo voltar a se curvar e tenho de olhar para baixo para continuar a conversa. ― Fomos a um show semana passada e não trocamos nem um oi.

― Achou ruim? ― Ele ia sair, mas para se virando e me olhando com uma expressão de surpresa. Aqueles olhos amarelos pareciam querer ver o que se passava na minha alma. Mas nem eu mesma sabia dizer.

― Achei estranho. E não fui à única. ― Desconverso. Queria fugir de lá.

― O que esperavam de mim? ― aquela voz aguda e ranheta, me perturbava, realmente me perturbava.

― Eu não sei... Olha vou indo. Desculpe o incomodo ok. ― Pego um livro qualquer só para deixar a sala. ― E olha... se os professores disseram; você deveria aceitar. ― Completo antes de sair e deixo a sala.

Quis botar culpa no odor que ele exalava.

Repetia para mim mesma que era repudia o que sentia por aquele baixinho (nem tão pequeno), fedido (o odor as vezes sumia o que era estranho), burro (não mesmo vi as notas dele) e fraco, sapo.

OoOoOoOoOo

― É muito bom ver os acólitos se tornarem x-mens. ― Uma de minhas colegas exclama enquanto a atividade de combate é explicada, ela olhava para o grupo dos garotos que usavam o uniforme com um X e sorria. ― Da ate mais esperanças de ver o mundo em paz. ― Não tinha contato com ela para saber seu nome, apenas vi que podia se converter em um tipo de cão. Achava um poder ainda mais inútil que os de Groxo. Mas pelo menos ela não era feia.

― Não sonhe tanto Rahne... Acólitos sempre serão acólitos. ― A ruiva se pronuncia como se estivesse em transe. E assim que todos a encaram como se exigissem uma resposta ela balança a cabeça e desperta sorrindo de volta. ― Desculpa. Por que não começamos o exercício?

Estava na cara que ela tinha apenas deixado um pensamento escapar e não queria de maneira alguma que o restante também viesse à tona. Respeitamos e prosseguimos com o exercício.

Desta vez quem nos daria o treinamento seria ninguém menos que o notórios professor Logan. Todos temiam as aulas dele, que soavam mais como castigo do que qualquer outra coisa; e de fato estávamos de castigo.

As insistentes disputas e desavenças entre acólitos e x-mens havia rendido dias de treinos com o poderoso e impiedoso "Wolverine"... Que saco!

Este homem simplesmente nos destrói!

É treino de: combate, invasão furtiva, ataque e o cara ate brinca de vs com alguns alunos mais... "bocudos". Que idiotas tentam argumentar por sua liberdade? Inútil... Ele arranca o coro de cada um de nós, literalmente falando.

Me deu ate pena.

E como se fosse pouco ainda tínhamos um teste final de combate.

Pra mim era de resistência isso sim!

A idéia era simples X-men vs Acólitos. Isto é, eu Tabitha, Marie e todos que já tiveram esta alcunha acabaram formando o time rival.

― Ai não vale. O time que tem a Wanda já vence. ― O azulado murmura e choraminga e logo todos riem.

Mas nada ele pode fazer, o exercício tem inicio e como ele mesmo afirma ninguém pode contra os meus poderes. É tudo acaba realmente muito rápido. Nem mesmo o poderoso Ciclope tem chances contra mim e os demais nem precisam mover um dedo.

― Mais que coisa mais... ridícula. ― Uma voz embolsada envolta em um sotaque marcante e carregada de um sensualidade sem tamanho chama a tenção de todos. Ele tentara ser gentil e educado, porem um riso curto lhe sobe os lábio e logo o próprio professor vai ate ele alegre como quem recebe a visita de um filho distante. ― Qual é o exercício professor? Aprender humildade? ― Ele afirma ao me fitar dos pés a cabeça com aqueles olhos vermelhos incandescentes de tom negro ao fundo e automaticamente sinto meu rosto ferver.
Estava corada.

Que homem lindo...

― Gambt! ― A professora Ororo logo se põe em guarda e o professor lhe faz sinal para parar o ataque.

― Finalmente voltou para casa? Ou ainda tem o que fazer. Sua vaga como professor o espera pacientemente. ― E assim o próprio dono de tudo surge e continua a conversa e ficamos apenas observando o professor acolher tão alegremente um acolito tão poderoso e perigoso. ― Já deve conhecer todos aqui estou certo. ― Finalmente a alegria do careca o deixa perceber nossa reação e ele se vira para se explicar. ― Este é Remy. Sei que todos já devem conhecê-lo de outros meios mas... ele já foi um de meus alunos. ― Ele segura alguns segundos antes de poder se explicar, vendo nosso espanto. ― É uma longa historia e sei que vocês não vão gostar. Mas em resumo sei que vocês já têm o conhecimento que eu e Magnus fomos aliados no passado. ― Ele termina e já se retira da sala todo entretido como o recém chegado, sendo seguido por Ororo e Logan.

A aula tinha finalmente acabado.

― Mas que merda foi essa? ― O gelado pergunta como que se tornasse a voz de todos ali presentes.

Mas não fico para ouvir as discussões. Odiava usar aquela malha agarrada e tinha de tirar logo aquele treco estranho.

― Ouvi falar dele. E de você... ― Uma voz feminina que nunca tinha ouvido antes ecoa no banheiro masculino e me chama muito a atenção.

Os banheiros eram um de frente para o outro como em locais públicos e estabelecimentos de diversão, e eu posso passar de um ao outro sem ser notada. Também não me preocuparia de ser surpreendida por alguém, já que todos ainda debatiam fervorosamente sobre a chegada de Gambit e não deveriam ir ate lá.

― Não tem nada para saber sobre mim, Domino. ― A voz ranheta me sobe aos ouvidos e travo desconsertada. Temia olhar e pegar algo indevido.

Mesmo assim me arrisco por curiosidade sobre a moça que o acompanhava. Me negava a aceitar que estivessem em um momento intimo, não só pela conversa mas por que julgava que mulher alguma se rebaixaria a tanto.

Ela possui aos cabelos curtos como Marie porem azulados como os de Kurt assim como sua pele, tendo uma mancha mais escura ao redor do olho esquerdo. Estava ali na cara lavada ao conversar com Groxo que sem vergonha alguma abre o ziper de sua roupa.
Ele nunca deixava um pedaço de pele à mostra, apenas as mãos e ainda eram cobertas por luvas.

Aquilo foi muito estranho!

― Jura? Weber... ― Ela sorri sarcástica e ele se vira parando de ignorá-la.

Seus olhos se convertem do amarelo ouro para um vermelho vivo de sangue, ela da uns passos para trás, ele se ergue. Pela primeira vês o vejo verdadeiramente em pé, ereto como deveria. Era mais alto que ela e a intimida contra o espelho que se estendia sobre toda a parede do vestiário.

― Como sabe este nome? Este nome morreu... ― Sua voz sai mais grave, emboçada e firme. Não era o mesmo de sempre; nem de longe. Ele fingia a voz? Por que?

― Tenho sorte. Este é o meu dom... ― Ela corresponde tentando não demonstrar medo, mas a voz ecoa tremula enquanto se escondia e se espremia para se manter longe dele.

Pude ver através do espelho, grandes marcas em todo o seu corpo. Ferimentos arredondados e cortes rasgados pelo seu tórax magro e definido. Estava de costas para mim deixando claro que, seja lá o que tinha feito as marcas arredondadas tinha varado seu corpo.

Tiros?

― Sua sorte acabou de acabar. ― Ele responde duro e ela treme caindo das pernas. Eu não conseguia entender o que se passava ali e tento me aproximar e curvar-me para poder entender; e acabo por fazer barulho. E os dois olham para mim. ― Wanda? ― Ele fala com a voz ranheta de sempre, voltando à pose baixa e se cobrindo. O susto faz seus olhos voltarem ao tom amarelo.

Mas não fico por lá.

Saio e logo vejo a garota aproveitar a brecha para deixar o banheiro também. A seguro, ela se vira e eu não sei o que perguntar. Qual a sua relação com ele? O que estava falando? O que são aquelas marcas? Por que ele reagiu daquele modo com você quando falou aquele nome? Mas nada daquilo era da minha conta e a largo.

Ela me encara por dois segundos e sai correndo.

OoOoOoOoOo

Domino era mais uma nova aluna.

Ela era tão hábil quanto a Mística e logo revela ter treinado junto dela no passado.

Apesar de jovem ri e brinca afirmando não ser tão nova quando nós, mas sempre que Groxo estava por perto seu sorriso desaparecia. Ela tinha medo dele, por algum motivo o temia muito. E por conta disso evitava estar sozinha, e parecia que ele a perseguia como um predador. Sempre disfarçando o motivo de estar nos locais que ela poderia estar mais “vulnerável”.

― Ele te ama? ― Eu estava sobre a sacada do meu próprio dormitório a me distrair, quando ela surgiu, Marie estava a se banhar e Tabitha ainda não tinha terminado seus afazeres. ― Ouvi falar que ele tinha uma queda por você. ― Ela continua a se explicar parando ao meu lado e sacando um cigarro; mas logo que a encaro ela o guarda. ― Pode pedir a ele que me deixe em paz. Por favor? Eu só sei o que o disse. Nada a mais.

― Eu não sei do que você esta falando. ― Me viro irritada pela idéia que ela tinha que eu poderia resolver seus problemas jogando um tipo de charminho. Mas paro a frase assim que vejo um profundo corte em seu ante braço. ― Foi ele? ― Eu não podia acreditar em tal violência. ― O que você sabe? Me conte e te ajudo.

― Nada... ― Ela me responde tremula, mas aperta os lábio e resolve me contar. ― O nome verdadeiro dele é Weber Leistkows Seggewis. ― Ela responde por fim. ― Tolansky foi inventado. Ele é o primeiro acolito de magneto. É mais velho do que aparenta.

As palavras me atingem como facas fumegantes, meu mundo desmorona. Me sentia traída. Por que me sentia tão traída assim? Idai que tudo que eu sabia sobre ele era uma mentira deslavada. Isso não tinha a menor importância.

Mas me viro ainda envolta pelo sentimento e saio.

Sabia muito bem a onde encontrá-lo.

A saleta.

― Groxo! ― O chamo, mas como sempre aquele caderno era a coisa mais interessante do mundo. ― Weber!

― Do que me chamou? ― Ele finalmente se vira e me olha, mas não soube decifrar se o tom que usou foi de espanto ou de raiva. ― Do que foi que você me chamou?

― É o seu nome não é. ― Abuso e me sento a seu lado, novamente ele estava com aquele cheiro fétido, mas não me incomodo. ― Eu não sei o por que você esconde isso. Tem medo de ser confundido com um nazista? ― Questiono e arrancando o caderno de seu colo. Alemão. Por isso eu nunca entendia o que ele escrevia ou lia.

― O preconceito é grande. ― Ele me responde tirando o caderno de mim, como se deixasse eu tirar minhas próprias conclusões apenas para não ter que contar a verdade. ― Você surge me exigindo respostas... mas não responde as minhas.

― O que quer dizer?

― O que queria que eu fizesse aquele dia? No show... o que você esperava de mim?

Me levanto e saio.

Eu não tinha que responder nada a ele.

OoOoOoOoOo

Estava tudo explicado. Por isso ele cantava as letras sem dificuldade.

Ele era alemão.

Remôo a idéia de ele ser mais velho por semanas. O quanto mais velho?

Domino parecia estar mais à-vontade e ele havia parado de a importunar e tudo tinha voltado a ser como era. Ate voltar a brincar e brigar com Kurt ele tinha voltado. Mas por que ainda me sentia assim?

A reação de Jean ao ler sua mente me perturbava. Não importava o assunto ele não saia da minha cabeça.

― Que cara de apaixonada sherie. ― Seu sotaque era mais forte que a voz sempre doce e mansa do professor que arrancava suspiros de mais da metade da escola (estou incluindo os garotos também).

― Como disse? ― Me viro dando de cara com aqueles profundos olhos vermelhos com um fundo negro inconfundível; minhas pernas chegam a bambear. Era impossível negar seu charme. ― Não estou apaixonada. Não estou com cara de apaixonada. ― Não poderia estar, estava pensando nele.

― Mesmo sherie? ― Ele sorri de soslaio, um sorriso de derreter o mais duro coração e converter hetero em gay por ele. ― Vamos ver. O nome, rosto não sai de sua cabeça? (confere) Se sente abandonada e sozinha quando não esta perto dele? (confere duas vezes) Se pega o observando mesmo que fosse apenas para criticar algo nele? (droga confere mais uma) Sente raiva quando o vê conversando mais amigavelmente com um garota? (ai meu deus... não!)

― E-eu... Eu n-não... ― Não consegui responder estava nervosa não poderia ser. Eu apaixonada por ele? Nunca! Credo. Meu deus que nojo!

― Se respondeu sim para a maioria, seu diagnostico é sim. ― Ele brinca apoiando o corpo sobre a parede ao meu lado, e eu saio correndo de lá. Não podia estar apaixonada. Não por ele. Não por ele!

Mas por que não?

Só por que ele era feio? Eu era mesmo assim tão superficial e nojenta?

Paro sobre o banco da praça.

Eu não poderia ser assim tão... asquerosa. Julgar alguém por sua aparência externa. Juntando os pontos ele sempre foi romântico, atencioso tudo o que uma garota sonha em um cara. Só era feio... Muito feio.

Tentava arrumar desculpas para negá-lo, ou aceitar de uma vez o que estava sentindo. Passo horas ali ate que o frio da madrugada me desperta de meus devaneios.

― Ele fede, mas gosta das mesmas coisas que eu. É um doce de pessoa, mas é feio de mais. ― Murmuro de modo a nem eu mesma ouvir, enquanto entrava no imenso salão. Olho para a janela que o havia encontrado há dias atrás e me recordo do que ele havia dito a Jean. ― Esta... piorando?

Subo as escadas em silencio. Afinal a escola dormia.

[Banf]

― Ai!

― Noturno!? ― Exclamo ao ver ele se levantar de cima de mim. Este cara fazia jus ao codinome mutante, sumia durante a noite e não se podia enxergar. ― O que você esta fazendo?

― Nada não... ― Responde culpado. ― Não conta pra ninguém que me viu aqui tah?

[Banf]

― Maluco. ― Murmuro desta vez em um tom bastante audível. E acabo por notar que as chaves de seu quarto estavam no chão. ― Idiota.

Como uma boa pessoa penso em ir devolver; ate que me toco ser o quarto dele. Eu iria mesmo há esta hora no quarto dele? Engulo este amontoado de sentimentos confusos e subo as escadas de um modo que pareço ter o mesmo poder que Kurt.

Paro em frente à porta.

Estava trancada.

Uso a chave e me dou conta de que o quarto estava completamente vazio, de luzes apagadas. Volto a respirar aliviada. O barulho do chuveiro dedurava que alguém estava a se banhar e eu não pretendia me demorar naquele ambiente.
Porem sobre a cama uma coisa fétida me chama a tenção.

O odor repugnante de podridão vinha de um tecido branco, a blusa de mangas compridas que Groxo teimava em por em baixo de todas as roupas que usava. Fedia como um cadáver em decomposição, era insuportável; não conseguia entender o por que dela não estar junto das demais dentro do cesto de roupas sujas. Com toda coragem do mundo pego esta peça que parecia conter manchas horrendas no peito e ponho no cesto.

O mundo iria me agradecer.

― Não faz isso. ― A voz atrás de mim trava meu corpo. Era ele.

Ouço os passos molhados em minha direção e me mantenho de costas. Ele passa por mim e pega a roupa do cesto, enquanto me viro evitando a todo custo um contato visual.

― Por que fez isso? ― A voz dele soa nervosa.

― Só quis ser gentil... ― Ele esta nu saia logo daí. Era o que pensava, mas meu corpo não se mexia. ― Isso fede. Jura que vai usar assim? Não é atoa que você é tão fedido.

― Não ligo para o odor. ― A voz ecoa tristonha e me tento a me virar. Estava muito curiosa.

Ele estava sentado sobre a cama, com os cabelos ainda molhados olhando a camiseta que parecia grande de mais para ele; foco na mancha com mais atenção. Buracos remendados, aquilo era sangue, um sangue pisado e velho.

― Isso não é seu não é. ― Afirmo o obvio e ele condiz com a cabeça.

Ignoro o fato de ele estar completamente nu apenas de toalha e me aproximo um pouco mais. A água escorria de seus cabelos, que ainda não conseguia decifrar se eram louros escuro ou castanho muito claro; caindo sobre o corpo já seco e fazendo uma trilha ate repousar sobre a toalha.

Engulo seco ao me dar conta que estava a analisar seu corpo. Mas não paro. De cintura fina e ombros largos, assim como as coxas bem poderosas seu corpo era de fato estranho; músculos secos e marcados sobre uma pele que parecia fina e forrada por varias cicatrizes horríveis.

Me perdia em um singelo desenho que se formava. Inicialmente ele parecia conter uma tatuagem apagada ou desbotada, era algo colorido e vou seguindo seu design tão diferente com os olhos. O quarto estava tão escuro que demoro para me acostumar e poder ver por completo e entender; na verdade seu corpo possuía marcas e cores variadas se formando belos desenhos quase tribais, em cores vivas desbotadas e fracas.

― O que esta fazendo? ― Ele questiona e eu desperto novamente. ― Esta me olhando?

Coro.

― C-claro que não; não seja idiota! ― Gaguejo me dedurando, mas ele não se aproveita da situação. Apenas se cobre com uma outra camisa e se levanta. ― Só estranhei você tomar banho. Achei que fosse lenda.

― Você esta certa o cheiro que todo mundo reclama vem disso. ― Ele responde me mostrando a camisa branca com remendos coberta de sangue pisado. ― É do meu irmão...

As palavras saem doidas.

Não sei por que ele me confessou tal coisa, mas creio que ele também não sabia, pois logo em seguida ele se vira e sai de perto de mim, pega um calça e veste por baixo da toalha e a joga no cesto de roupa suja.

Notas finais
Misturei o que fizeram como Gambit no evolution com a minha versão... entre outras coisas que vi em outras mídias como Wolverine e os x-mens.