Amare
1 Capítulo I
Notas iniciais
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Boa leitura!
Dominique Weasley
Plataforma 9 3/4
1° De Setembro — 10:30
*
Coloquei minha mala no vagão e me direcionei à minha mãe, que segurava a gaiola da minha coruja, Amicis, com lágrimas nos olhos.
—Mãe, você não vai começar a chorar de novo, vai? – falei. – Já é meu quinto ano em Hogwarts, não é como se você não esteja acostumada.
—É sempre difícil deixar alguém ir, Domi. – disse, me abraçando.
—Mas você me escreve todo dia, sempre me manda presentes, e eu volto daqui a alguns meses! – saí de seus braços, e a olhei nos olhos. – Mãe, eu vou ficar bem. Assim como eu fico todo ano.
Ela solta um suspiro, e concorda com a cabeça. Começamos a conversar sobre assuntos mais leves, como o que faríamos no Natal, quando ouvi alguém chamar meu nome.
—Dominique! – me viro, e vejo que era minha prima, Lily Luna, acompanhada de Tiago, seu irmão. – Que saudade! – Cumprimento os dois com um abraço. – Então, cadê a Victorie?
—Ela saiu com o Ted. Faz um tempo já.
De repente, ouvimos o apito do trem, e nos despedimos rapidamente dos nossos pais. Entramos no trem, juntamente com uma multidão de jovens bruxos ainda em treinamento. Olho no rosto de alguns deles. Felicidade e ansiedade.
—Domi? – a pergunta de Tiago me tira de meu devaneio. – Tem um vagão vazio aqui.
—Mas e a Luna?
—Ela entrou num com seus amigos do quarto ano.
—Ah, então vamos ficar nesse mesmo.
Tiago concorda com a cabeça, e entramos no vagão. Os primeiros minutos são silenciosos, mas esse momento de silêncio é encerrado quando Tiago tenta iniciar uma conversa:
—Domi...
—Que foi?
—Você vai participar do time de Quadribol esse ano?
—Não sei. – respondi, soltando um leve suspiro.
—Ah, Domi, por favor. Você é ótima como goleira.
—Não começa, Tiago.
—Isso é por causa do acidente do ano passado?
Não respondi, apenas fiquei encarando a janela. As memórias daquele acidente vinham na minha cabeça, e senti uma lágrima descer pelo meu rosto.
Flashback on
—Domi, cuidado! – grita Lily, assim que vê um balaço ir em minha direção.
Ela joga seu taco para mim, e eu defendo um dos três aros, batendo no balaço.
—Boa! – devolvo o taco para ela, e volto à minha posição. Os gritos da plateia ecoam nos meus ouvidos, abafando o barulho da chuva.
“O pomo de Ouro é perseguido pela Grifinória!”
Um jogador da Sonserina, que eu não consegui reconhecer, se aproxima de mim e aro central, preparado para arremessar a goles. Quando a bola estava quase entrando no aro, eu voo rapidamente, socando-a para baixo. Vi a cara do jogador que havia arremessado, e ele não estava feliz., me encarava com uma expressão de muito raiva. Será que ele vai tentar alguma coisa? Achei melhor ignorar, e voltei a prestar atenção no jogo.
“O apanhador da Grifinória quase tem o pomo em suas mãos!”
A torcida começa a gritar ainda mais alto, animada. Não tiro meus olhos do nosso apanhador, sabendo que ninguém tentaria arremessar a goles em alguns dos aros agora.
“Está quase lá e... Alcança o pomo! A Grifinória ganha 150 pontos, vencendo a partida de hoje!”
A torcida e o time inteiros, incluindo eu, começaram a comemorar. Mas, no meio da comemoração, ouço uma voz gritar:
—Domi! Cuidado!
Olho em volta confusa, procurando o dono daquela voz. De repente, sinto uma forte pancada na minha nuca, me derrubando da vassoura. Tudo fica preto, e sinto meu corpo acertar o chão.
Flashback Off
—Domi, não chora... – Tiago disse.
Limpei a lágrima rapidamente com a manga do meu casaco e olhei nos olhos de meu primo, dizendo:
—Eu nunca mais vou jogar Quadribol, Tiago. – ele ficou me encarando, esperando uma explicação. – Agora, me deixa em paz.
Voltei meu olhar para a janela, e Tiago suspirou, encarando o chão. Fechei os olhos, e deixei o cansaço tomar conta do meu corpo.
(Algumas horas depois...)
—Domi! Acorda- alguém grita no meu ouvido.
Abro os olhos rapidamente, me assustando com Lily ao meu lado, já com o uniforme da Grifinória.
—Já tá na hora de trocar de roupa, falta pouco pra gente chegar em Hogwarts. – diz, se sentando na minha frente.
—Cadê o Tiago? – pergunto me levantando, assim que percebo a ausência do meu primo no vagão.
—Uns amigos dele passaram por aqui, chamando para ir no vagão deles.
Concordei com a cabeça e fechei as cortinas, depois de pegar meu uniforme.
***
Tiago S. Potter
Hogwarts
1° De Setembro — 20:30
*
Eu, Scorpius e Albus estávamos conversando no corredor, logo após do jantar.
—Ah, antes que eu me esqueça de perguntar, — diz Scorpius. – a Dominique está solteira, né?
—Scorpius! – eu e Albus gritamos junto.
—Que foi? Eu terminei com a Rose, e sempre achei a Domi bonita.
—Mas mesmo assim! Você terminou com ela duas semanas atrás, e já vai pegar a prima dela? – pergunto.
—Sim! E você não pode me criticar por causa disso, Tiago, ou devo te lembrar da Katherine?
—Olha, não tem nada a ver com a sua situação!
—Tem sim! Você terminou com ela e uma semana depois já tava com outra! – nessa hora, já estávamos gritando com o outro.
—Chega! – interrompe Albus. – Chega de discussão por hoje! Scorpius, sim, a Domi tá solteira. Você pode ficar com ela.
—Obrigado. – agradece Scorpius.
—Vamos indo.
Scorpius e Albus vão em direção ao dormitório da Sonserina, me deixando sozinho no corredor.
***
Dominique Weasley
Dormitório
2 de Setembro- 07:00
*
Abri meus olhos lentamente. A claridade invadia o quarto, me impedindo de voltar a dormir. Olhei pro meu relógio. 7 horas ainda. Suspirei, me levantando da cama. Peguei um livro aleatório dentro da minha mala e saí do dormitório, me sentando no sofá da sala comunal.
—Acordou cedo também? — uma voz atrás de mim pergunta.
Me viro, e me deparo com Tiago no pé da escada, me olhando com um meio-sorriso.
—É... e não tô conseguindo voltar a dormir. – respondi, voltando a ler meu livro.
Ouço ele se sentando na minha frente, mas não levanto meu olhar.
Tento me concentrar no livro, mas não consigo. Sinto o olhar de Tiago em mim, além de ouvir ele rindo, me distraindo bastante. Bufo, fechando meu livro e o olhando. Ele ri com a minha ação, e começa a encarar o chão.
—O que foi? – pergunto, totalmente sem paciência.
—Nada. – ele começa a rir novamente.
—Tiago, do que você tá rindo?
Ele apenas me encara, com um sorriso no rosto, sem responder. Bufo novamente e me levanto do sofá, indo em direção ao dormitório. Fecho a porta com força, acordando quase todas as meninas do quarto.
—Desculpa, gente. – digo, começando a trocar de roupa.
—Por que você tá tão brava? – pergunta Rose, se levantando de sua cama.
—Nada que te interesse. – respondo.
—Calma, Domi! Que foi? TPM?
—Não, desculpa, é que o Tiago tava me irritando.
—O que ele fez?
—Ficou rindo da minha cara. E eu nem sei o porquê!
—É... Domi...
—Que foi?
—Se olha no espelho.
A obedeci, me olhando no espelho mais próximo. Não encontrei nada de primeira, meu reflexo estava normal, mas quando desci meu olhar para calça, meu queixo quase caiu. Tinha um rasgo enorme, que começava na costura na frente até quase a metade da perna atrás, deixando minha calcinha e parte da minha perna visíveis.
—Não acredito! – grito, e Rose começa a rir. – E o Tiago nem fala nada!
—Ah, acho que o Tiago tava gostando da vista. – responde, rindo.
—Não começa, Rose! – grito, arremessando meu travesseiro nela.
De repente, uma coruja pousa do lado da minha cama. Ela era branca, quase como a neve, com um laço vermelho amarrado em sua perna.
—De quem será que é? – pergunto, acabando de trocar de roupa.
—Acho que é do Scorpius... – Rose responde. – Tem um bilhete amarrado nela, olha.
—Tem mesmo... – desamarro o bilhete, e a coruja sai voando.
—Será que é pra mim? Será que ele quer voltar comigo? – pergunta, ansiosa.
—Deixa eu ver... – abro o bilhete, mas antes que pudesse ver alguma coisa, Rose arranca-o da minha mão, começando a ler.
—Domi... não é pra mim...
—Então pra quem é?
—É pra você.
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