Amar para se libertar.
16 Capítulo
Notas iniciais
Desculpem pelo meu sumiço, estou com tantas idéias para a fic mas não consigo colocadas no papel... Eu descobri o Wattpad e estava pensando postar a fic lá também,o que acham?
Bjss no core ♥
O vento entrava pelo vidro do carro e bagunçava seus cabelos, no rádio tocava uma música animada, daquelas que se toca em filmes, era assim que ela se sentia, em um filme. O tempo estava ótimo para pegar a estrada, ensolarado e não muito quente, as vezes desviava seu olhar da pista para espiar a paisagem. Olhou para o relógio no pulso e percebeu que já haviam se passado horas desde que saiu de Las Vegas e que agora estava bem distante, quase próximo ao seu destino inicial, ela sabia que estava fazendo o certo, não poderia ficar fugindo para sempre e que só sentiria paz quando falasse com sua mãe, nem que fosse pela última vez, mas pelo menos ela saberia que seria a última.
..♥..Chegou em San Francisco por volta das 17:00 horas da tarde, estava faminta e precisava urgente tomar um banho. Chegou ao hotel que ficaria hospedada e logo um rapaz simpático veio ao seu encontro. — Boa tarde, senhorita — sorriu — Posso ajudá-la? — perguntou educadamente. — Boa tarde — retribuiu o sorriso — Eu preciso fazer meu check-in, onde deve me encaminhar? — ela estava maravilhada com o hotel, era tão simples por fora mas a decoração pro dentro era maravilhosa, com quadros, o carpete vermelho que cobria todo o chão, com paredes brancas e alguns detalhes no papel de parede e um lustre lindo no centro de tudo. — Pode me acompanhar senhorita? — Sara Sidle, mas só Sara por favor — pediu gentilmente — Senhorita só Sara — sorriu com a brincadeira — Vou te dar os papéis e acompanhá-la até seu quarto — indicou com o braço para onde ela deveria seguir — Vamos? Ela ainda sorria —Vamos. ..♥..Agora ela já estava acomodada em seu quarto, Jhon o gerente do hotel tinha sido muito prestativo, ajudou ela em tudo e até deu uma lista de restaurantes para ajudá-la. Se deitou na cama depois de tomar um banho e jantar, estava exausta mas precisava falar com Griss, seu coração acelerava só de pensar em falar com ele. Levantou-se e pegou seu celular, viu varias mensagens na barra de notificações mas nenhuma que a interessasse, discou seu número mas hesitou, ele estava em horário de trabalho e se não pudesse atender? Mas ao mesmo tempo ele ficaria chateado de não ver nenhuma tentativa de comunicação, suspirou e discou, o telefone chamou três vezes, ela já estava quase perdendo as esperanças. — Grissom — disse sem ânimo. — Liguei em uma hora ruim? Posso desligar e ligar depois — respondeu desanimada, sabia que tinha sido uma péssima ideia. — Sara — seu rosto se iluminou — Eu não tinha visto quem era, desculpa — ficou constrangido — Como foi de viagem? — agora não conseguia esconder a empolgação em sua voz. — Oi — ela sorriu — Foi ótima, como está o trabalho? Não respondeu minha pergunta, está podendo conversar?— Eu sempre posso para você — os dois sorriram e a morena agradeceu em pensamentos ele não poder a ver, estava vermelha como uma pimentão — Estão triste sem você, está fazendo falta — disse um pouco triste — Eu também estou sentindo sua falta — o supervisor quis deixar claro. O coração dela bateu acelerado ao ouvir aquilo, ele sabia como deixá-la sem graça — Também estou sentindo falta de vocês. O silêncio tomou conta da ligação, não era algo desconfortável mas não deveria estar ali. — Você gostou do hotel que se acomodou? Levou seus produtos de limpeza para higienizar o quarto?— eles riram. — Você nunca vai esquecer que eu disse aquilo, né? — ela ria — Qual é Sara, você tinha que fazer propaganda bem na cena do crime? — eles riram mais ainda ao se lembrarem dela falando sobre o produto. — Tudo bem, você está certo e sim, eu trouxe meu produto e já limpei todo o quarto — ela sorriu envergonha — Isso não me tomar uma maluca por limpeza, né? — disse com um tom de brincadeira — Deixe me pensar — fez uma pausa fingindo que estava pensando — Talvez um pouquinho — soltou uma risada no final da frase — Não fala assim, Griss – ela sorria iria falar algo quando ouviu alguém o chamando.— Espere só um momento, honey — ele pediu. Pode ouvir alguém perguntando se ele estava falando com a namorada e a resposta foi sim, a pessoa quis insistir para que Grissom falasse o nome da felizarda mas ele desconversou, com certeza era Catherine que estava na sala, só ela para ser curiosa assim. Por um instante, a morena sentiu falta deles, era para ela estar lá investigando algum caso e ouvindo as cantadas de Greg, se pegou sorrindo ao lembrar dos momentos com os amigos.— Baby, eu preciso ir — suspirou, não queria desligar mas precisava — Te mando mensagem, pode ser? — Tudo bem — tentou esconder a tristeza — Irei ficar aguardando, bom trabalho para vocês! — Descanse, beijos -- ele se despedindo — Beijos Não demorou muito para Sara adormecer depois da ligação, estava cansada e relaxada após ouvir a voz do seu amado. Naquela noite, ela não teve presença de nenhuma mulher ou criança pedindo por ajuda em seus sonhos. Ela apenas dormiu.
..♥..A morena se encontrava em frente clínica que sua mãe estava internada, poucas vezes ela estivera ali. Ficou alguns minutos ali, pensava em sair correndo mas ao mesmo tempo precisava encara."Não da para fugir pra sempre, Sara. — a morena suspirou novamente — Você precisa encarar a realidade." Ela deu o primeiro passo em direção a clínica, um milhão de coisas passava por seus pensamentos, inclusive o fato de que Grissom estivesse com ela, tudo seria mais fácil. Entrou na recepção e se direcionou a simpática senhora que estava sentada na recepção, ela rapidamente orientou Sara a como chegar no quarto de sua mãe. A morena caminhou lentamente até o quarto, cada passo seu coração pulsava mais rápido, parecia que iria sair pela sua boca.A morena se pegou encarando para a porta em sua frente, nele estava o nome de sua mãe, ela olhava para ele e imaginava como ela estaria, tantos anos sem se ver, sem ouvir sua voz, só sabia como ela estava por conta do hospital que ligava semanalmente para passar o boletim informativo sobre o estado da mesma.Tomou sua última dose de coragem e bateu na porta “É agora ou nunca, Sidle — hesitou antes de bater — Não seja covarde”
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