Amar & Odiar
30 Pai
Notas iniciais
Len PoV~
Acordei com os fracos raios de sol batendo em meu rosto, Rin estava abraçada comigo e seu rosto era tão sereno, mas... ELA ESTAVA BABANDO NA MINHA CAMISETA PREFERIDA! Ela estava apoiada em meu ombro, babando toda a região da manga, bem... Não babou tudo maaaas babou muito! Tentei sair da cama, mas Rin abraçou meu braço fortemente... Como é que ela consegue fazer algo assim dormindo...?
– Acho que vou acordar minha princesa de um jeito especial... — Murmurei.
Em um movimento rápido puxei meu braço e coloquei o ursinho de pelúcia de Rin, que ela me forçou a comprar ontem, no lugar.
Caminhei lentamente até a cozinha ainda meio sonolento. Peguei um copo e o enchi de água, rindo um pouco, pois estava pensando na reação de Rin.
Subi as escadas correndo tentando não derrubar nenhuma gota de água. Adentrei o quarto na ponta dos pés, tentando não fazer o mínimo ruído sequer.
– Hora da surpresa, minha princesa... — Murmurei e sorri largamente. Parei em frente de Rin e preparei o copo, mas antes deixei a porta bem aberta caso ela tente me matar logo depois.
– “1... 2... 3!” – Contei mentalmente e despejei a água em Rin.
Ela deu um super hiper ultra mega grito fino.... Acho que eu fiquei surdo...
– Seu filho da puta, arrombado, shota, gay, puto, piranho, idiota!! O que você pensa que está fazendo maldito?!.- A cara de Rin era hilária. Mas pensando bem... Rin esta usando minha blusa social branca.. e de todos os lugares para molhar, tinha que ser logo ali?
Eu coro, Rin me encara confusa. Ela segue meu olhar (que estava paralisado em foco no sutiã dela), e cora bruscamente, sigo até ela em passos lento e fico por cima de Rin. Ela se assusta no começo, mas antes de ela me espancar ou responder, eu a beijei. Os lábios de Rin são os mais doces que eu já provei, na minha opinião são os melhores do mundo. Epa, não pense que vou deixar você prová-lo, independente de seu sexo, feminino ou masculino, homem ou mulher, garoto ou garota, a Rin é só minha!
Começo a desabotoar lentamente a blusa de Rin e ela envolve meu pescoço com seus braços, aprofundando o beijo. Quando eu estava retirando a blusa de Rin ouço batidas na porta... Droga! Logo na melhor hora... Rin cora e faz sinal me mandando atender a porta e logo depois começa a abotoar sua blusa.
– Len...? Meiko-san me chama. Caminho até a porta e a encaro.
– Diga.- Fiz um gesto para ela prosseguir com o que quer que ela queira dizer.
– Seu pai ta te esperando lá na sala. — Eu gelei. Faz tempo que não vejo meu pai... Foi culpa dele! Ele me separou de Rin.
– E-Eu já irei descer...- Digo gaguejando e com a voz meio trêmula.
Meiko-san se retira e logo eu me sento na cama, apoiando os braços no joelho e colocando as mãos no rosto.
– O que foi Len...?- Rin me abraça de lado e encosta a cabeça em meu ombro. — Você esta pálido...? – Isso soou mais como pergunta do que afirmação.
– Não é nada, princesa. — Beijo sua testa e me levanto.- Sua roupa está dobrada no armário do banheiro, se troque e me espere aqui.- Sorri forçado. Rin me olhou preocupada, mas apenas assentiu.
Desci em passos lentos, já imaginando o que meu pai queria tratar comigo... Mas o que ele faz aqui no japão? Logo que cheguei no ultimo degrau avistei ele, sentado com a mesma aura séria de sempre. Ele não havia mudado nenhum pouco.
– O que você quer comigo?- Falo com certa ignorância.
– Len, você deve voltar para casa imediatamente. Faça suas malas e eu lhe aguardarei la fora.- Se levantar.
– Eu não vou.- Falo sério.- Não vou abandonar o japão novamente.
– Você vai sim, mesmo que eu tenha que te arrastar.- Ele se aproxima de mim com passos pesados.
– E eu vou ficar no japão, mesmo que eu tenha que te matar.- Não sei o por que, mas sinto que meus olhos perderam a cor no momento que terminei minha frase.
Meu pai estremeceu e recuou três passos, eu olhai para faca que estava e cima da mesa, ao lado de um cesto de laranjas com algumas das mesmas cortadas.
– L-Len, vamos voltar para casa agora!- Ele aumentou sua voz. Eu me aproximei da faca, eu já quase não controlava mais meu rosto, eu estava dominado pelo ódio. Eu segurei o cabo da faca firmemente e encarei meu pai, o mesmo recuou quatro passos, e eu avancei dois. Eu estava chegando cada vez mais perto até que meu pai bateu sua costa na parede. Eu queria parar mas por alguma razão eu não conseguia...
Ergui minha mão com a faca em direção ao meu pai, que estava aterrorizado e quando fui apunhalar a faca nele Rin me abraça e nos joga no chão.
– LEN! VOCÊ TA LOUCO?!. – Rin estava chorando, eu a fiz chorar.- SEU DOIDO! ELE É O SEU PAI!
– Mas ele queria nos separar e-
– Cale a boca! Você ia ferir seu pai, tem idéia do quanto isso é maldade?! Era só dizer que não queria ir e de alguma forma o convencer a ficar! Não era para você ameaçar matá-lo! – Rin estava me abraçando, sinto meu olhos ganharem brilho novamente, não sei o por que mas não vi nem Meiko e nem SeeU presentes no local.
– Desculpe minha pequena.- a abraço forte.- Me desculpe mesmo...
– Seu idiota! – Rin me apertava cada vez mais contra ela e chorava cada vez mais.
Meu pai nos encarava ainda com os olhos arregalados, ele parecia se lembrar de algo, não sei bem dizer o que.
E foi então que aconteceu...
1...
1 pequena lágrima tímida escorreu de seu rosto rígido...
Me assustei de imediato... Meu pai estava chorando?
– Pai...- O despertei de seus devaneios e vi ele limpar rapidamente a lágrima que escorria.
– Len... Você gosta tanto assim daqui?. – Me perguntou rígido.
– Sim...
– Então fique, mas não diga que eu não avisei que era melhor voltar... – Começa a caminhar para a saída.- Ah.. E a propósito, sua namorada é uma boa pessoa.- Logo ele abre a porta e sai.
Uma lágrima tímida escorre pelo rosto, seguidas de muitas outras quentes.
– Parece que seu pai não é tão ruim assim....- Rin ri e beija minha bochecha.
É... Esse é o meu...
Pai.
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