Amar Não É Pecado.

2 Cada vez mais próximas


Notas iniciais
Hey minna. Espero que gostem do cap.
A Nana - chan é adoravel ne...
♥
^^ kisu kisu ^^

No outro dia fui para a escola pensando na Nana. Nunca tinha conhecido ninguém como ela...

Mas e agora? Nós éramos amigas?

Ri. Minha mãe morreria. Imagine só, ela não queria mais que eu falasse com a Ma porque os pais dela estavam se separando... Imagina se eu chego em casa com a Nana... Ela tem um enfarte.

Fui para a aula onde poucos já tinham chego. A maioria meus amigos... Que já não erma muitos.

Matheus tinha pegado meu lugar. E então tive que sentar na carteira encostada na parede. Pelo menos era do lado da Ma. Que alias já estava melhor com a separação dos pais.

Estava conversando com ela quando se fez um silencio na sala. Levantei a cabeça procurando o motivo de tanto silencio. E o encontrei em um cabelo azul que passava pela porta.

Dei um meio sorriso. Nana.

Ela andou um pouco e disse :

- Hey Amy.

Eu ia dizer oi quando vi todos meus amigos olhando para mim de cara assustada. Deus do céu. Se eles soubessem que eu estava falando com ela aconteceria uma desgraça.

Abaixei a cabeça sem dizer nada.

Não vi sua expressão. Mas ouvi seus passos indo para o fundo da sala.

- Ela falou com você? – Gloria disse assustada.

- Do que foi que ela te chamou? – ouvi Matheus perguntar também assustado.

- Amélia, o que ta acontecendo? – Maria disse me olhando.

Ai meu Deus... O que eu ia dizer?!

- Ah gente não sei... Ela é daquele jeito né... Vai ver ela bebeu, ou coisa pior e ficou mais pra lá do que para cá...

Eles me olharam desconfiados, mas se esqueceram rapidamente disso discutindo sobre a lista de musicas do coral da igreja.

O restante dos alunos chegou rapidamente sendo seguido pela professora de português.

- Ora ora. Aluno novo. Seu nome menino?

Ouvi risadas da sala pelo fato da professora tê-la confundido com um menino.

- Nana. – Senti um arrepio ao ouvir sua voz. Abaixei a cabeça.

- Nana... Pois bem Nana. Para nos darmos bem, você só precisa se comportar na minha aula. Tudo bem? – Recebendo um aceno positivo da aluna a professora seguiu com a aula.

E pela primeira vez na vida eu não conseguia prestar atenção na explicação da professora. Tinha ficado um pouco culpada por não ter falado com a Nana. Será que ela tinha ficado brava comigo? Não queria parar de falar com ela... Mas falar com ela seria bem mais complicado do que eu imaginava.

Quando o sinal bateu ela passou batido por mim. Sem falar nada. Novamente abaixei a cabeça sem poder fazer nada.

- Vamos Amélia.

Segui meus amigos até o refeitório. Mas não conseguia prestar atenção neles também.

Passei meus olhos na multidão procurando um certo cabelo azul, mas não o encontrei.

Suspirei, abaixando minha cabeça na mesa.

- Amélia... Esta passando mal? – Maria perguntou acariciando meus cabelos.

Era minha deixa para procurar Nana.

- Estou... Vou ao banheiro.

- Quer que a gente vá com você? – Gloria perguntou.

- Não... Não precisa... Acho que é algum problema de estomago se me entendem... – Eles fizeram caretas. – Licença.

Sai rapidamente dali rindo um pouco pela mentira que contei.

Bem, onde ela poderia estar? Corri em direção ao primeiro lugar que me veio à mente. O banheiro do 3°piso.

Assim que abri a porta avistei seu cabelo azul.

- Nana... – Suspirei feliz por tê-la achado.

- Oi... – Me olhou quase sem expressão. – Você tá brava comigo Amélia?

- Não... – A olhei agoniada. Queria muito me desculpar. Sentei ao seu lado. – Claro que não Nana.

- Ah, entendi... Não falou comigo por que estava perto dos seus amigos ne... – Riu sem humor.

- Não! – Me olhou descrente. – Bem, foi.

Riu sem humor de novo.

- Mas Nana, você não entende como é...

- Me explica então!

- Você é livre para se vestir assim! Livre para falar com quem quiser! Livre! Eu não.

Me olhou confusa.

- Eu vivo em uma casa que é quase uma igreja. Quase nunca vejo meu pai porque ele esta sempre trabalhando. Minha mãe vive para a igreja. E quando presta atenção em mim é para reclamar. Eu sempre me esforço para ser perfeita! Sempre! Mas ela nunca esta satisfeita! A não ser na frente dos outros... Hâ. Na frente dos outros ela é só orgulho. Tem uma filha perfeita, marido perfeito, vida perfeita! Fora que se algum amigo meu não é do jeito que ela gosta ela tenta me afastar dele! A Maria! A Maria que estava chorando ontem... Lembra? Então. Os pais dela estão se separando. E só por isso minha mãe não quer que eu fale mais com ela! Agora imagina se ela descobre que eu falo com você... Ela me muda de escola... – A olhei em desespero. Acho que eu nunca falei tanto na minha vida.

Mas ela me olhava prestando atenção em tudo.

- Se qualquer um deles souber que falo com você vão correndo contar na igreja. E todos eles vão encher a cabeça da minha mãe de historias... E ela me muda de escola. Sem nem pensar duas vezes... Entende?

Ela suspirou.

- Aha. Pode deixar. Não falo mais com você perto das pessoas...

- Me desculpe. Queria que pudéssemos ser amigas normalmente...

Ela sorriu.

- Tudo bem Amy... Não precisa pedir desculpas. Mas é que eu queria poder ficar conversando com você... E se só formos nos falar no banheiro em intervalos nossa amizade vai acabar se perdendo. Não quero isso.

- Bem... Posso te passar meus celular e msn.

Ela sorriu feliz.

Trocamos celular e msn. Disse a ela que só podia usar a internet das 15:00 hrs as 18:00.

Depois conversamos sobre vários assuntos. Cada uma dando sua opinião. Nos conhecemos mais. E eu estava adorando falar com ela.

- Nana... – Queria muito matar minha curiosidade sobre um assunto. – Você acredita em Deus?

Ela suspirou.

- Olha, com todo respeito, eu não acredito. Mas respeito sua crença.

Acenei com a cabeça. E fiquei surpresa comigo mesma. Sempre pensei que quem não acreditava em Deus ou mesmo que duvidava dele, não era uma boa pessoa e iria para o inferno. Mas não conseguia pensar em Nana como alguém ruim... E mesmo que ela não acreditasse em Deus, eu rezaria para que ela não fosse para o inferno.

- Tudo bem para você eu não acreditar em Deus? – perguntou receosa.

- Tudo. – Sorri. – Não estou acostumada a ter amigos que não acreditam no pai... Mas vou tentar me acostumar...

- Hum... Que tal... A gente não tocar nesse assunto... Ai você não precisa ficar pensando que eu não acredito...

Sorri concordando.

Nos olhamos por um tempo. Eu ainda me impressionava com a eletricidade em seus olhos.

O Sinal bateu nos fazendo pular de susto.

Levantamos rápido e nos encaramos... Queria me despedir mas não sabia como...

Só que Nana me surpreendeu com um abraço e um “Tchau Amy. Depois nos falamos.”

Sorri a vendo sumir rapidamente pela porta.

O resto das aulas passou normalmente. Consegui prestar atenção. E meus amigos ficavam perguntando se eu estava melhor, se queria que ligassem para minha mãe... E eu só me segurava para não rir.

Depois do final da aula estava indo para casa quando avistei Nana entrando em um carro com um homem. Que deveria ser seu pai. Ela me olhou e sorrimos uma para outra. E o carro foi embora.

Quando cheguei em casa fui surpreendida por minha mãe que dizia para eu esquecer o que ela avia dito sobre me afastar da Maria. Que o pastor avia lhe dito para dar apoio a Tia Laura e a Maria. Para que elas não se afastassem da igreja e se perdessem na tristeza.

E eu concordava com tudo. Desde que eu não tivesse que me afastar da minha melhor amiga tudo bem.

Depois de lavar a louça do almoço subi para o meu quarto. Peguei minha mochila e fui fazer o dever de casa quando vi a tela do celular piscando.

Mensagem Nova.

Mensagem nova? Aff, espero que não seja o Matheus querendo falar do coral da igreja de novo...

Nossa! O que esta acontecendo comigo? Sempre adorei me envolver com os projetos da igreja...

Bem, quando cliquei para ver de quem era me surpreendi. Nana.

“Oi, queria te mandar uma mensgm

mas sabia o que escrever... ^-^

Tudo bem com você?

Beijo Nana.”


Sorri com a mensagem fofa que ela tinha mandado. Vou responder.


“Oi, tudo bem sim.

E com você?

Beijo Amy”


Era estranho assinar como Amy. Estranho e divertido. Ri sozinha. Era como assinar sem ser eu. Como se fosse outra pessoa, gostei disso.

Me concentrei no exercício de Matemática que me encarava. Quando ia começar a ler o problema o celular vibrou de novo.


“To bem tbm.

Novidades?

Ta fazendo o que?

Beijo Nana.”


Sorri de novo. Ah era tão bom ter alguém para contar as coisas. Mas tinha que fazer o dever. Ri boba. Nana me deixe fazer o dever!!


“Ah, tenho novidades sim.

Minha mãe deixou eu

Continuar falando com a Ma.

Depois te explico melhor.

To fazendo dever de matemática.

E você? Beijo Amy.”


Li o problema, mas quando ia fazer os cálculos o celular vibrou. Ri de novo. É, ela não ia me deixar fazer o dever.


“Dever de matemática?!

‘o’

Que horror!! Que paginas?

P.S: Explica mesm...

Beijo Nana.”


Quase rolei de rir com a displicência dela. Nana era estranhamente fofa nessa bagunça toda.


“Rsrsrsrs.

Paginas 12 a 16.

Vá fazer o dever!

Rsrs

Beijo Amy.”


Pronto! Concentração no dever! Quando acabei o primeiro calculo o celular vibrou novamente. Ri de novo! Nana!!

“Tudo isso que horror!

Vou fazer sim!

Kkk

Beijo Nana.”


Eu ri. Se pudesse ficaria falando com ela o dia todo. Mas não dava eu tinha dever!



“NANA!

Me deixe fazer o dever

De casa!!

Rsrs

Beijo Amy.”


Em menos de um minuto chegou uma resposta.


“Ok. Desculpe.

Vou te deixar em paz.

Kkk

Te adoro.Beijo

Nana.”


Eu ri de novo. E depois ri mais, ao notar que fazia tempos que eu não ria tanto.

Por mais que Ma fosse minha melhor amiga, de uma coisa eu tinha certeza, nunca tive uma amiga que nem a Nana.

E o mais engraçado é que nos conhecíamos a dois dias. Mas parecia que eram semanas... Anos... Ri novamente.

- Filha. Amélia...

Ouvi os gritos de minha mãe.

- Maria está aqui. Vou dizer para ela subir...

Bufei baixinho. Agora que o pastor disse para minha mãe que tínhamos que nos aproximar da família da Maria, minha mãe era capaz de chama-las para morarem aqui com a gente.

- Oie... – Ma disse entrando no quarto.

- Oi... – Disse sorrindo.

- Fazendo o dever? – Disse sentando na cama.

- Tentando... – Sorri me lembrando de uma certa garota azul...

- Tentando? Porque... Ta achando difícil? – Ma perguntou assustada. Sempre fomos muito estudiosas e achar algum dever de casa difícil era quase impossível para nós.

- Não, não... Esquece... – Sorri. – Mas então, ao que devo a honra de sua visita?

- Há há boba... Vim ver se você estava melhor...

- Melhor? – A olhei confusa.

- É... – Quando viu que eu não estava entendendo continuou meio confusa. – Amélia... Você estava passando mal hoje de manha... Lembra?!

Nossa é mesmo! Esqueci da mentira. Essa foi por pouco.

- Ah sim sim. Já tomei um remédio e estou melhor.

- Hum... Que bom.

Ouvimos batidas na porta.

- Meninas... O pastor ligou falando que vocês devem ir para a igreja. O coral vai ensaiar...

- Mas mãe, estou fazendo dever de casa...

- Amélia! – Me repreendeu. – Deus sempre vem em primeiro lugar! Vá a igreja depois você faz o dever!

Suspirei.

- Sim mamãe...

Ela saiu dizendo para não demorarmos.

- Só vou trocar de roupa e já vamos tudo bem... – Disse para Ma que acenou com a cabeça.

Fui até o armário escolhendo alguma roupa, quando ouvi Ma falando alto:

- Amélia! Desde quando você fala com a novata esquisita?!?!

Virei assustada a olhando. Ela estava sentada na cama com meu celular na mão.

Ai meu Deus, me ajude pai!


Notas finais
pois é... fudeu = )
se gostaram deixem algum comentario... Onegai ^^
kisu kisu