Amar Não É Pecado.

5 Mudando de opinião.


Notas iniciais
Hiiiiiiiiiiii minna!
Tenho que pedir perdão por ter demorado tanto a postar. Pensei seriamente em desistir da fic, não estava conseguindo escrever... Pois, eu escrevia pensando em uma pessoa... Só que não deu certo e eu não conseguia mais escrever. Porém, isso passou e estou escrevendo de novo!
Então gomen gomen!!! Mas ja voltei então não me matem, onegai!!!
kisu kisu
♥

Pois bem, Nana era gay.

E eu estava contente em conseguir ao menos pensar nisso com tranquilidade. Eu fui tão infantil, fugindo dela como se ela pudesse me machucar. Isso foi realmente ridículo.

Mas tudo bem, agora estávamos bem. Ainda não falávamos no assunto. Mas eu não me sentia mal, nem pensava que ela ia para o inferno.

Ri, prendendo o cabelo com uma fita e descendo as escadas.

– Bom dia, mãe.

– Bom dia filha. Sente e tome seu café.

– Sim.

Nos sentamos e enquanto eu tomava café minha mãe falava de como a televisão estava com uma programação péssima e que atacavam a nossa religião. Eu apenas acenava com a cabeça... Não conseguia me concentrar nela, estava longe. E ainda nesse estado viajante, lhe dei tchau, pedi benção e fui para a escola.

Estava um dia ótimo. Sabe? Aqueles dias onde tudo parece dar certo.

Sorri. Mesmo sem saber o porque. Mas sorri.

Olhei para o portão da escola e Nana estava lá. Já ia acenar para ela quando lembrei que ninguém podia saber que éramos amigas. Suspirei. Aquilo já estava me incomodando.

Ia passar reto por ela como fazemos quando estamos em publico quando a escuto me chamar de CRENTE.

A olhei descrente. Mas seu sorriso sapeca me informou uma brincadeira.

– O que está olhando aberração?!

Seus olhos faiscaram para mim. Sorri virando e seguindo meu caminho.

Encontrei Ma no caminho da sala e fomos juntas ate a mesma.

– Não te contei ne. Vou me mudar.

– Ah é? Mas por quê? Seu pai já não saiu de casa?

– Simmm!! Só que vamos morar em um apartamento, pois é mais barato e mais seguro. Além do que... Lembra os meus vizinhos que acabaram de ganhar nenê?

Acenei com a cabeça e ela continuou.

– Então eles se mudaram. – Parou virando de frente para mim, me segurando pelos ombros. – Um casal de S. se mudou para a casa ao lado!!!

Virei a cabeça confusa.

– Um casal de que?

– SSS!

Quando viu que eu não estava entendendo mesmo, suspirou e se aproximou sussurrando no meu ouvido:

– Sapatões!

Se afastou ainda acenando a cabeça como se estivesse inconformada. Mas eu apenas continuei parada.

– E?

– Ah, como assim?

– E o que tem elas?

– Como assim o que tem elas? Amélia! Imagina só, agora sem o papai, a mamãe vai ter que trabalhar. Vou ficar sozinha o dia inteiro!! Imagina se elas batem lá em casa?! Eu não vou saber o que fazer! E se elas tentam me levar para o caminho do D. ?? Ein. Eu não. Deus, que me perdoe. Mas, não consigo ficar perto delas.

Parei entrando na sala e vendo aquele cabelo azul ao fundo. Como ela chegou tão rápido aqui? Passou por nós? Nem a vi...

Acho que ela percebeu que eu a olhava pois me olhou e sorriu. Fiquei com vontade de sorrir de volta.

– Amélia! Amélia!

– Fala Ma.

Disse sem lhe dar atenção.

– Você moraria ali? Ein, moraria ali, sabendo que tinha um casal de S. morando do seu lado? Podendo tocar a campainha a qualquer instante?

Suspirei olhando o sorriso de Nana.

– Acho que não me importaria...

Maria abriu a boca me olhando incrédula.

– Você esta muito estranha hoje.

Disse se sentando.

Suspirei novamente e me sentei ao seu lado.

O professor chegou e a aula passou rápido. Não consegui prestar atenção novamente.

Ma estava certa. Provavelmente se eu me olhasse agora me acharia estranha também. Acontece que Nana tinha mudado minha visão sobre alguns assuntos. Por exemplo, já não conseguia pensar em pessoas gays como pessoas más que vão para o inferno. Ainda não tinha me acostumado muito com isso... Mas já achava que eram apenas pessoas com gostos diferentes do meu. E desde que respeitassem a mim, estava tudo bem.

O sinal bateu e eu logo inventei uma desculpa esfarrapada para ir para o terceiro andar.

Corri o mais rápido que pude, e de saia não é nada fácil, abri a porta do banheiro e Nana ainda não estava lá.

Suspirei indo ate a parede. Me sentei encostada nessa e abri minha mochila pegando meu sanduiche.

Pouco tempo depois a porta se abre e Nana aparece com aquele seu estilo revoltado, meio rasgado, toda de preto e vermelho, com fones e segurando um tipo de livro.

– Oi.

Eu disse fazendo a olhar para mim.

– Hey.

Sorriu se aproximando.

– Tudo bem?

– Sim, e com você?

– Tudo.

Sentou do meu lado me abraçando de leve.

Conversamos um pouco, contei para ela das vizinhas de Ma e ela pareceu bem feliz de eu não me importar com o fato de elas serem gays.

Depois ficamos comendo em silencio e reparei em algo.

– Hum, Nana, que tipo de livro é esse?

– Livro?

Apontei para o que estava ao seu lado.

– Ah, sim. É um mangá. – Sorriu de lado. – Um tipo de historia em quadrinhos, japonesa.

– Hum, posso ver?

– Pode.

Me entregou o tal de mangá. Na capa estava escrito “Naruto” o abri e vi que não tinha cores.

– Não é colorido...

– Não. – Sorriu. – Mas nem precisa ser. É tão emocionante que ninguém liga para a falta de cores. Mas, pera’ Amy. Não é assim que lê.

Se aproximou mais e pegou o mangá de mim.

– Assim ó. – Virou ele ao contrario e abriu. – Lê daqui para aqui.

– Mas tá errado Nana... Tá ao contrario.

– Não Amy. – Riu de novo. – É assim que se lê no Japão.

– Aff... Que complicado. – Fiz bico.

– Owt! Kawaii!! – Apertou minhas bochechas. Me fazendo corar.

– Nana!

Rimos um pouco.

Nossa de repente ficou friozinho aqui dentro. Estremeci.

– Quer meu casaco?

– Hum?

– Você tá com frio... Quer meu casaco?

Arregalei os olhos.

– Você vai me dar seu casaco porque eu tô com frio?

– Óbvio. Se não você vai continuar com frio...

Caramba... Nana era mais cavalheira que muito homem que eu conhecia.

– Mas Nana! Não precisa...Se não você fica com frio.

– Tudo bem. Não me importo se você ficar quentinha.

Sorriu. E pela primeira vez percebi que ao sorrir seus olhos se fechavam e ela ficava muito... fofa!

– Não. Eu não quero que você fique com frio.

Ela suspirou e parou de tirar o casaco.

Nana era cavalheira e fofa. Mais duas coisas que percebo dela... Fofa... Nossa, nunca pensei que fosse achar ela fofa. E...

Meus pensamentos foram cortados por um abraço apertado.

– Nana?!

– Já que você não quer meu casaco vou te abraçar para você não ficar com frio.

Eu sorri. Mas mesmo assim fiquei tensa... Não estava acostumada a ser abraçada por tanto tempo. E ela percebeu isso.

– Desculpa.

Falou me soltando e se afastando. Ela estava triste.

– Não. Tá tudo bem. Eu... Gosto do seu abraço.

Nana levantou o rosto surpresa.

– Mesmo?

Eu ri indo até ela a abraçando.

– Mesmo.

Ela sorriu e me abraçou de volta. Ficamos assim por um tempo. E quer saber? O abraço dela é bom mesmo.

Notas finais
Entãoooo... O que acharam?
Ainda to pegando o ritmo de escrever de novo.
Então, não esqueçam que gosto de criticas. ^^
Mas amo elogios too ^^ kk
Ah é, minna, vocês imaginam a Nana como? Pois quero mudar a capa da fic e não acho alguem parecido com a Nana... Ja achei alguem para ser a Amy... Então quem poder me ajudar... ^^
okay okay
kisu kisu
♥
{Loveya}
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.