Amar Não É Pecado
5 Capítulo 4 – Eu sou sua… Eu sou seu
Notas iniciais
Boa leitura!
So I won't hesitate no more, no more
It cannot wait I'm sure
There's no need to complicate, our time is short
This is our fate, I'm yours
(Jason Mraz – I’m Yours)
5 anos antes…
PDV Bella
– Filha? – escutei Charlie chamar, assim que entrei em casa.
– Oi pai – me aproximei para depositar um beijo na sua face – Tudo bem? – sorri animada.
– Comigo sim, mas com você parece que está tudo ainda melhor – falou enquanto estudava a minha postura – Ah lembrei! – bateu com a mão na testa e soltou uma risada – Edward volta hoje – disse com uma voz engraçada.
– Charlie! – rolei os olhos e cruzei os braços.
– Bella! – imitou – Estava só brincando com essa ansiedade que dura há dias – explicou – Já parei – levantou as mãos em sinal de paz.
– Bem, sendo assim eu vou subir. Tenho que procurar algo para vestir – andei até às escadas, mas parei assim que coloquei o pé no primeiro degrau – Pai? – ele virou na minha direção – Desculpa o meu mau humor durante esses últimos 15 dias, ok? Não foi propositau mas eu não consigo lidar bem com a falta que Edward me faz – encolhi os ombros sem nada mais a acrescentar.
– Não precisa se desculpar Bells – suspirou fundo antes de continuar – Essa saudade é a prova do quanto você ama aquele garoto. Todos compreendemos esse seu jeito meio dependente um do outro e ficamos felizes por saber que estão tão apaixonados – completou – Agora vá se arrumar antes que coloque a culpa em mim por estar ficando atrasada – piscou e seguiu até o escritório.
Por algum motivo, fiquei no mesmo lugar por alguns segundos. O meu pai tinha razão, a minha maneira de agir só mostrava o quanto eu era dependente de Edward e, nesse caso, isso não era preocupante. A minha dependência era fruto do amor que eu sentia por Edward e era isso que me deixava louca de saudades. Saber que hoje estaria com ele só me deixava mais agitada e, ao mesmo tempo, bem mais tranquila por saber que terminaria o dia ao lado do homem que amava.
Deixei os pensamentos de lado e corri para o meu quarto. Estava na hora de me preparar para a longa noite que teria pela frente.
xxx
Não consegui decorar o apartamento do jeito que tinha pensado, mas isso não era o mais importante. Olhei para a mesa de jantar e não faltava nada, a comida também já estava quase pronta. Vi as horas, novamente, e constatei que Edward estava atrasado.
– Malditos aviões! – resmunguei.
Sentei no sofá e liguei o rádio. Deixei-me levar pelo som da música que tocava e relaxei. Mais uma vez, as minhas memórias se prepararam para atacar. Lembrei de uma ocasião muito especial para mim e recuei no tempo, para ser precisa, há dois anos atrás.
Flashback On
– Acorda dorminhoca – senti beijos serem distribuídos por todo o meu rosto e pescoço – Vamos lá Bells, tenho uma surpresa para você – abri instantaneamente os olhos – Muito espertinha, só desperta quando lhe interessa – abanava a cabeça, sempre com o seu lindo sorriso na cara.
– Ed não está cedo demais não? – disse com preguiça – Deita aqui comigo, vem – tentei puxá-lo para o meu lado mas ele não deixou.
– Nada disso Senhorita Swan. Já é bem tarde, quase meio dia, e você aqui enfiada na cama – os seus braços rodearam a minha cintura e percebi que os lençóis já não me cobriam – Quer que eu te coloque no chuveiro também? – perguntou depois que me sentou – Acho que seria engraçado, principalmente se o Charlie nos encontrasse por lá – brincou e atraiu de vez a minha atenção.
– Ok, já entendi – respondi depressa – Vou tomar uma boa ducha e volto para você – abracei-o e dei um pequeno selinho, afinal ainda não havia feito a minha higiene e, apesar de Edward não ligar, eu preferia estar em perfeitas condições antes de o beijar para valer.
30 minutos depois…
– Que tal? – desfilei até Edward, de maneira a que ele pudesse opinar sobre a minha roupa.
– Linda, como sempre – elogiou e levantou da cadeira onde estava sentado – Humm, cheirosa – falou ao fungar a minha pele e o meu cabelo – Delícia – apertou o meu corpo contra ao dele e me beijou de verdade.
– Agora sim, bom dia amor – disse assim que nos separámos – Onde está?
– O quê? – é, tinha que ser mais explicita.
– A minha surpresa Edward! – relembrei o que ele havia dito e escutei a sua risada – O que foi? Não tem surpresa nenhuma? – supus.
– Claro que tem, só não esperava que a sua pressa fosse tão imediata – mexeu nos seus cabelos revoltos – O que acha de irmos almoçar primeiro e depois eu te mostrar a tal surpresa? – sugeriu.
– Não pode ser agora? – eu era sempre ansiosa quando se tratava de algo relacionado com Edward.
– É que a surpresa não está aqui comigo Bells – justificou – Será que você consegue controlar essa sua curiosidade? Só por mais uma horinha. – pediu se divertindo com a situação.
– Eu não sou nenhuma criança Edward – reclamei – Sei perfeitamente esperar – falei, antes de morder a língua e sair do quarto, deixando o meu namorado sozinho e rindo da minha figura.
xxx
Passei o almoço inteiro fingindo que não estava interessada na tal surpresa. Tanto a minha tia, como o meu pai, sabiam do que se tratava, mas nenhum me tentou contar. Eu estava me controlando para não perguntar, porém, não queria dar a Edward o gostinho de me ver curiosa. Percebi as risadas que todos lançavam ao me encarar e mantive a minha postura firme e determinada… Ou pelo menos tentei.
– Você já terminou? – Edward perguntou, já se levantando do lugar.
– Não sei, ainda não me decidi – respondi, não numa de provocar, mas porque não sabia se caberia mais um pouco de sobremesa dentro do meu estômago.
– Talvez eu possa te ajudar a decidir – arqueei a sobrancelha, esperando pela fala seguinte – Você pode ficar aí, se entupindo de bolo de chocolate, ou então… — fez suspense só para me irritar – Pode vir comigo e ter acesso à sua surpresa. – ele sabia como me dar a volta.
Eu tentei, juro que tentei me manter sossegada na cadeira, mas a tentação era maior. Não demorei para me colocar em pé, acenar um xauzinho para a minha família e puxar Edward até o carro.
– Preparada? – inseriu a chave na ignição.
– Sempre. – assenti, mesmo não sabendo o que sairia dali.
O rugido do automóvel surgiu e em poucos segundos estávamos em movimento. Edward guiava por ruas que eu não conhecia e a minha admiração aumentou quando ele estacionou em frente a um prédio que possuía uma fachada bastante elegante.
– Edward? – espreitei pelo canto do olho e só o vi de raspão, já estava saindo do carro – Edward? – voltei a pronunciar o seu nome quando o mesmo abriu a porta do passageiro.
– Apenas venha. – entrelaçou as nossas mãos e nos direcionou até ao prédio.
Eu observava tudo com atenção, não compreendia o que estávamos fazendo ali. Escutei Edward cumprimentando o porteiro e acabei questionando-o novamente.
– Como é que você conhece o porteiro? Quem é que vive aqui? – talvez fosse um amigo seu, algum que eu não conhecia.
Edward continuava sorrindo e balançava a cabeça sem dizer nada. Entramos no elevador e vi quando ele apertou o botão do último andar. Era óbvio o meu estado de confusão, mas já tinha percebido que Edward não iria esclarecer as minhas dúvidas naquele momento. O silêncio dentro daquele compartimento não estava sendo agradável, pelo menos não para mim. Queria perguntar, saber mais, obter respostas com mais de duas palavras.
Finalmente o movimento do elevador parou. As portas abriram e Edward andou alguns passos, sempre comigo ao seu encalço. Estávamos num corredor espaçoso, decorado com alguns quadros e luzes que deixavam o ambiente bem iluminado. Também havia uma janela com vista para a rua, ficava ao lado das escadas que davam acesso aos vários andares. Observei tudo o que me rodeava, tinha a intenção de descobrir o porque de estarmos ali. A última coisa que eu vi foi uma única porta de apartamento, presente naquele local. No mesmo instante em que o meu olhar se prendeu nela, Edward caminhou até lá e, me deixando mais confusa, tirou do bolso uma chave que encaixou na fechadura e destrancou a porta.
– Já não quer ver a sua surpresa? – Edward resolveu falar.
– Edward, será que você pode me explicar o que estamos fazendo aqui? – apontei para o chão.
– Poder eu posso mas queria que você percebesse sozinha. Vem, vamos entrar – me guiou para dentro do apartamento e fechou a porta atrás de nós.
Fiquei espantada assim que entrei. Havia um hall, com um aquário enorme cheio de pedras das mais variadas cores e feitios. Senti Edward me empurrando e andei mais alguns passos até chegar ao que me pareceu ser a sala. Digo pareceu porque a mesma estava vazia, com exceção de um magnífico piano colocado num dos seus cantos. De repente, me apercebi da vista, isso sim acabou com a minha sanidade. As gigantes janelas que se situavam numa das paredes da divisão, mostravam uma paisagem incrível de Nova Iorque. Acho que até os meus olhos brilharam com o que estava vendo à minha frente.
– Gostou? – escutei a voz de Edward bem perto do meu ouvido.
– Sim mas ainda não tenho a certeza do que isso significa…
– Porque razão eu teria a chave de um apartamento? – questionou para me ajudar, eu acho.
– Os seus pais compraram um apartamento? – disse a primeira coisa que pensei.
– Não. Outra teoria?
– Você comprou um apartamento? – ponderei e logo desfiz o que falei anteriormente – Não, isso era impossível. Mesmo que você quisesse, não teria dinheiro para um desses… A menos que os seus pais realmente o tivessem comprado – virei para Edward e percebi a sua cara de satisfação.
– Verdade, não teria dinheiro para isso. E já disse que os meus pais não compraram o apartamento por isso… — passou a sua mão pelo meu rosto, estava me instigando a continuar.
– Então se o apartamento não é seu e não é dos seus pais… Eu não sei o que pensar.
– Dos meus pais não é. Já meu... Não disse nada que provasse o contrário, ainda que meu não seja a palavra mais apropriada.
– Como assim? Então é seu? – os meus olhos certamente se arregalaram.
– Não Bells, eu prefiro dizer as coisas corretamente.
– E como seria esse corretamente? Diz logo vai, eu admito que estou muito curiosa. – mordi o lábio esperando pela resposta.
– Adoro esse seu jeitinho de me convencer sabia? – estava se referindo ao meu velho amigo tique – Tudo bem eu conto. Queria ver se você chegava lá, mas já entendi que isso nem passou pela sua cabeça então… Esse apartamento não é meu… – fez uma pequena pausa, o tempo necessário para me abraçar e colar as nossas testas – É nosso – concluiu me deixando surpresa.
Nas horas seguintes fiquei sabendo de todos os detalhes e de como é que o apartamento tinha vindo parar às nossas mãos. Os avós paternos de Edward eram pessoas muito amigáveis e, durante os seus últimos anos de vida, foram como uns avós também para mim. Morreram num triste acidente de carro, não conseguiriam fugir de um condutor embriagado que vinha em contra mão. Lembro que a morte dos dois foi recebida com muita dor, todos os amavam e sentimos muito a sua falta. Na altura, cerca de um ano atrás, Edward me explicou que o testamento dos dois não foi lido. Não entendia nada de burocracias mas percebi que houve algum problema em relação às suas vontades. O importante, no meio de tudo isso, é que esse apartamento tinha sido deixado em meu nome e de Edward. Fiquei realmente emocionada por saber que me incluíram na herança da sua família, apesar de ser bastante ligada aos Cullen, nunca imaginei que algo assim fosse acontecer.
Eu e Edward decidimos que não estávamos prontos para viver juntos. Precisávamos de ter uma base sólida, para começar uma vida a dois e para isso tínhamos que terminar os estudos e encontrar um emprego que nos permitisse assumir um compromisso mais sério. A gente se amava e tinha noção disso, porém, ainda não estava na hora de dar um salto tão grande. Concordámos em utilizar o apartamento para ficarmos sozinhos, sempre que quiséssemos. Aos poucos iríamos mobilha-lo e colocá-lo do nosso próprio jeito. Aquele seria, romanticamente dito, o nosso primeiro ninho de amor.
Flashback Off
Não sei bem quando adormeci, mas a verdade é que em algum momento deixei a inconsciência tomar posse de mim. Ainda andava perdida em passagens da minha, não tão longa, existência. Senti quando o meu corpo retesou ao sentir pequenos beijos serem distribuídos pela minha pele. Bastou apenas um segundo para que eu reconhecesse o cheiro que estava tão perto e acabei aproveitando ao máximo aquela sensação.
– Que saudades meu amor… – falei ainda de olhos fechados mas já bem acordada.
– Te fiz esperar tanto que acabou adormecendo à minha espera. Desculpa Bells – pediu já sentando do meu lado e me puxando até ao seu colo.
Lentamente abri os olhos e me deparei com a intensidade daqueles olhos tão magnéticos. Olhar para Edward era o mesmo que prender a minha visão na dele, o tempo parecia não passar, éramos só os dois, conetados a 100% e longe de tudo o que ousasse tentar nos separar. Sorri, o mais que pude. O meu amor estava de volta.
– Eu te amo – busquei cada pedacinho do seu rosto e acarinhei com as minhas mãos e a minha boca – Não consigo viver longe de você, fico insuportável! – reforcei.
– Que ótimo, porque eu também me sinto assim – confessou – Te amo tanto que nem todas as palavras do mundo conseguiriam demonstrar o tamanho desse amor.
– Eu sou sua. – beijei a sua boca procurando mostrar o quanto aquilo era real.
– Eu sou seu. – parou o beijo mas procurou os meus lábios logo em seguida, aprofundando-o ainda mais.
Nunca um beijo teve o poder de matar tanta saudade. Eu sentia que estava em casa, estar ali com o Edward nunca me pareceu tão certo. O meu maior desejo era passar o resto da minha vida ao seu lado, porque era assim que eu me sentia bem.
– Não que eu queira me afastar de você mas o jantar está pronto, você deve estar faminto – falei quando parámos para respirar.
– Oh, se estou – me encarou com malícia e percebi o contexto da sua frase – Muito mesmo – reforçou antes de voltar a baixar a minha defesa e me fazer esquecer do jantar ou de qualquer outra coisa que não fossemos nós os dois.
Como já se podia adivinhar… A minha noite estava apenas começando.
Link da música do capítulo:
http://www.youtube.com/watch?v=EkHTsc9PU2A&ob=av3e
Notas finais
Olá meninaaaas!
Primeiro eu gostaria de dizer que é muuuito bom estar de volta ao mundo virtual (haha) e continuar a betar ANEP! Agradeço a Jess de coração, por ter esperado eu resolver o problema do meu pc. =D
O capítulo 4 de ANEP está bem romântico...quem discorda?! Eu particularmente achei linda a forma como Edward fez a surpresa para Bella... tão carinhoso e cheio de amor. É otimo ter um lugar para os dois esquecerem o mundo lá fora, se entregar a paixão e apenas ser um do outro, como peças de um jogo que se encaixam perfeitamente! Também achei interessante os avós de Edward deixarem o apartamento para os DOIS e não apenas para Edward, isso mostra o quanto Bella era amada pelos Cullens. Agora...e esse final hein?! Estou sentindo que vem uma noite bem...interessante por aí!!
Até o próximo capítulo!!
Beijos
Juh Cantalice
Comentário da autora:
Boa tarde pessoas lindas =D
Para quem segue o meu blog, a minha demora já foi explicada por lá. Resumindo, o meu pc não estava muito bom e a internet pior ainda. Felizmente, acho que agora tudo ficou resolvido.
Quero agradecer os últimos reviews mas gostaria de vos dizer que não gosto de leitores fantasmas! É para TODOS deixarem um comentário bem lindinho ok? Não me queiram ver chateada ahah
Esclarecendo só mais uma coisinha. Não foi por não terem recomendado a fic (como eu pedi no capítulo anterior)que eu não postei esse capítulo antes. Apesar de eu gostar, mesmo muito, que o tivessem feito!
O que acharam do capítulo de hoje? Até que ficou romântico rs Já agora... Alguma ideia do que acontecerá no próximo? *segredooo*
Deixem reviews e, caso estejam bem mais animados do que nos últimos dias, recomendem a fanfic.
Beijos para todos,
JessicaC
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