Amar Não É Pecado
3 Capítulo 2 – A festa de aniversário
Notas iniciais
Dito isto,
Boa leitura!
You gave me a reason for my being
And I love what I'm feeling
You gave me a meaning to my life
Yes, I've gone beyond existing
And it all began, when I met you
(Sarah Geronimo – When I Met You)
5 anos antes…
PDV Bella
Lembro como se tivesse sido hoje, o dia em que nos conhecemos. Eu tinha 15 anos e não era uma pessoa muito fácil de se conviver. Não é que eu fosse má, arrogante ou algo do genero, eu só não era daquelas meninas que adoram ser sociáveis. Acredito que ele me mudou um pouco, porque depois que comecei a ser sua amiga, a minha vida mudou mais do que alguém esperava.
Eu estava em casa ouvindo as mil e uma ideias que a minha tia, Ângela, havia tido para o dia do meu aniversário de 15 anos. Logicamente eu não estava nem um pouco interessada em escutar os planos para uma festa gigantesca, quando na verdade eu nem tinha assim tantos amigos para convidar. Apesar disso, eu deixava a minha tia sonhar, pois sabia o quanto ela estava gostando daquela conversa que, na verdade, mais parecia um monólogo feito por si mesma. Quase suspirei de alívio quando o meu pai, Charlie, entrou em casa e desviou a atenção para ele.
Flashback On
– Amo chegar a casa e ver as mulheres da minha vida juntas – declarou feliz mas reticente com o comentário.
– Oh querido, ainda bem que você já está aqui – disse a minha tia se aproximando do meu pai e depositando um ligeiro beijo na sua bochecha – Estávamos conversando sobre o aniversário da nossa menina. Está quase uma mocinha Charlie – sorria me encarando.
– A nossa Bella está virando mulher mais rápido do que eu queria – resmungou um pouco – Agora serão 15, daqui a pouco 18 e logo depois 21. Preciso colocar um travão no tempo para não perder a minha única filha – desabafou tristonho.
– Não diz isso pai – me aproximei dando-lhe um pequeno abraço – Como o senhor sempre diz, eu serei sempre a sua garotinha – brinquei.
– Será mesmo – disse orgulhoso – Agora vamos sentar que eu tenho algo para contar para vocês – guiou-nos até ao sofá.
– Algum problema? – a minha tia perguntou preocupada.
– Problema? Não Ângela, muito pelo contrário – se compôs no lugar – Você lembra de Carlisle?
– Cullen? – respondeu rápido e continuou depois que o meu pai assentiu – Claro que sim – fiz uma cara de quem não estava compreendendo nada – Bella, o seu pai tinha um melhor amigo durante os tempos de faculdade e infelizmente as circunstâncias da vida os fizeram se separar e perder um pouco o contato.
– Entendi – murmurei atenta ao resto da história.
– Como a sua tia disse, Carlisle e eu éramos muito amigos, praticamente inseparáveis. Depois que terminamos a faculdade ele recebeu uma proposta para estagiar num hospital bem prestigiado, mas que ficava em outro país. Era uma oferta irrecusável e ele aceitou assim que a fizeram. Durante esses anos tentamos manter o contato, mas os nossos ritmos de vida não permitiram que fosse algo tão frequente quanto gostaríamos. O que eu sei é que ele casou, teve dois filhos, um menino e uma menina, e agora está regressando a casa – concluiu satisfeito.
– Regressando a casa? Você quer dizer aqui, a Nova Iorque? – questionei em seguida.
– Isso mesmo. Recebi a sua chamada alguns minutos atrás e descobri que ele vai trabalhar no mesmo hospital que eu – o brilho no seu olhar denunciava a sua animação – Já está tudo acertado, os Cullen chegarão em uma semana e eu já os convidei para a sua festa de aniversário – deu um sorriso amarelo – Não há problema, não é filhinha?
– Você faz o convite e só depois é que pergunta se há problema? – falei irônica – Tudo bem pai, é seu amigo, não custa nada recebe-los – pelo menos era o que eu esperava.
– Perfeito – a tia Ângela se manifestou – Agora sim temos que dar uma festa deslumbrante! Temos muito que fazer Bellinha. Escolher o tema mais adequado, fazer a lista dos convidados, comprar o seu vestido… — e lá voltamos nós à tortura.
Flashback Off
Bom, depois desse dia os preparativos para a minha festa começaram. Felizmente, e com a ajuda do meu pai, consegui com que a minha tia refreasse os seus desejos mais extravagantes e combinamos em fazer algo mais pequeno, mais parecido comigo. Claro que ainda assim era algo bonito, mas ao menos eu sabia que poderia respirar entre os convidados que circulariam em minha casa. Isso porque mais de metade da lista das pessoas a convidar foi excluída, após alguma persuasão da minha parte, pois dei argumentos válidos para que a minha tia entendesse que gostaria de algo mais íntimo.
Dia 13 de Setembro chegou e com ele vieram os parabéns para mim. Nunca pensei que fazer 15 anos fosse mais importante para os outros do que para eu própria, mas confesso que achei alguma graça ao ver a empolgação da minha tia e também do meu pai. Os dois me acordaram pela manhã, com um pequeno café da manhã delicioso e um presente comprado por ambos. Tratava-se de um conjunto de jóias, brincos-pulseira-colar-anel, e algo me dizia que não havia sido nada econômico. Eu não ligava se recebia presentes caros ou não, mas eu sabia que eles ficavam felizes em me oferecer algo bom, então eu não tinha motivo para implicar.
A noite chegou num piscar de olhos e quando me olhei no espelho estava realmente bonita. Usava um vestido azul escuro que me chegava um pouco acima dos joelhos. Mesmo tendo insistido com a minha tia para usar sapatilhas eu não consegui vence-la e acabei por calçar umas sandálias pretas de salto alto. Devo admitir que por mais incômodo que aquilo fosse, eu estava incrível, parecia mais adulta, mais mulher. As jóias que havia recebido combinavam com a roupa, provavelmente tinha sido sugestão da minha tia. Deixei que me maquiassem mas com a promessa de não colocarem nada pesado na minha cara. No final, quando me avaliei, não pude negar que o look tinha ficado perfeito!
O barulho no andar inferior já se ouvia, alguns dos convidados já deveriam ter chegado. A minha casa era bem grande, apesar de não saber porque é que precisávamos de tanto espaço sendo que só éramos três pessoas. A minha tia Ângela era irmã da minha mãe e depois da sua morte acabou se mudando para cá, pois o meu pai não sabia como cuidar de mim. Sempre digo que se não fosse pela minha tia, provavelmente teria sido complicado para o Charlie aguentar. A minha mãe morreu no parto e Charlie sofreu muito com isso. Num momento ele tinha a vida que tanto que gostava e no seguinte tudo desmoronou. Perdeu a mulher que tanto amava e se viu indefeso perante uma bebê que tinha acabado de nascer. Felizmente tudo se resolveu aos poucos e tanto eu como Charlie devemos muito à tia Ângela. Ela dedicou a sua vida a nós os dois e quase me atrevo a dizer que acabou se esquecendo dela. Mal me lembro de vê-la com algum namorado e com o passar do tempo os seus planos para casar e ter filhos sumiram. No fundo eu sempre soube a dor que ela sentia, apesar dela não falar disso comigo, eu sei que ela se pune por sentir o que sente. Gostaria que fosse diferente e que ela soubesse que ninguém a poderia julgar.
Quando o meu pai bateu na porta do meu quarto eu deixei os pensamentos de lado e sorri na sua direção. Antes de descermos ele disse algumas palavras que me deixaram emocionada. Sempre fomos muito unidos e saber que ele estava orgulhoso de mim e que me achava a menina mais linda do mundo era o máximo que eu poderia querer. Tudo bem que pai é pai, ele sempre vai dizer o melhor de você, mas eu conseguia ver nos olhos de Charlie a veracidade das suas palavras.
Assim que os meus pés pisaram na sala, os olhares recaíram sobre mim. Eu conhecia a maioria das pessoas embora não pudesse dizer que sentia proximidade com todas, muito pelo contrário. Esbocei um sorriso envergonhado, odiava ser o centro das atenções, e comecei andando entre a multidão. Recebia parabéns de todo o lado e observei a acumulação de presentes, que aumentava consideravelmente, em cima da mesa que ocupava o canto.
Demorei alguns minutos junto dos meus colegas de escola. Eu gostava de alguns e simpatizava com outros. Não tinha uma grande ligação com nenhum, mas eu podia considerar um ou outro meu amigo. Eu era muito desconfiada e isso não abonava a favor de uma possível aproximação. Talvez ainda não estivesse na hora de eu fazer amigos realmente verdadeiros, eu saberia quando fosse o momento. Notei o meu pai chegar junto a mim e me guiar para perto do piano. Visualizei rapidamente os rostos de dois adultos, um homem e uma mulher. Eles eram lindíssimos, quase tive vontade de me esconder.
– Filha esses são Carlisle e Esme Cullen – o meu pai apresentou – Essa é a minha Bella – apontou para mim enquanto segurava a minha mão.
– Muito prazer em conhece-los – disse timidamente.
– Estávamos impacientes para ver você Bella – Esme se aproximou e me deu um abraço – O seu pai vive dizendo a Carlisle o quanto você é única – sorriu e eu senti o meu rosto esquentar – Agora percebo que ele tinha razão – voltou para o lado do marido.
– Obrigada – respondi baixinho sem saber o que mais dizer.
– O prazer é realmente nosso Bella – Carlisle falou pela primeira vez – Já agora, parabéns – felicitou.
– Bella, a filha de Carlisle e de Esme tem a sua idade. Estudará no seu colégio, de certo poderão ser boas amigas – explicou sucintamente.
– Oi Bella, sou a Alice – ouvi de repente e senti um beijo estalado na minha bochecha, seguido de um abraço ainda mais forte do que o de Esme.
A garota à minha frente parecia ter surgido do nada e sorria para mim. Percebi que se tratava da filha dos Cullen e lembrei do que o meu pai tinha dito sobre eles terem dois filhos.
– Er.. – fiquei atrapalhada – Oi! – novas pessoas, muita intimidade, eu não estava habituada a esse tipo de comportamento.
– Acho que só faltou eu me apresentar – uma outra voz surgiu perto de mim – Oi Bella, eu sou Edward Cullen. Parabéns pelos seus 15 anos – estremeci ao escutar o som rouco e perdi a fala ao olhar o garoto que entrou no meu campo de visão.
A sua aparência era no mínimo estonteante. Que idade teria? 17, 18 anos? Eu não conseguia parar as perguntas que me surgiam na cabeça. Eu já tinha visto homens bonitos, mas nunca nenhum tinha me deixado naquele estado. O meu corpo estava mole, a fala estava momentaneamente presa na minha garganta e os meus olhos só enxergavam aquele garoto com cabelo cor de bronze e sorriso contagiante.
Naquele dia eu não sabia que o meu futuro tinha acabado de mudar. Aquelas pessoas seriam fundamentais para os anos que viriam, principalmente ele, Edward. Hoje, com 21 anos, eu tinha consciência de que aquela festa de aniversário tinha sido o melhor presente que eu poderia ter recebido em toda a minha vida.
Quem eu sou? Isabella Marie Swan, filha de Charlie Swan e de Renée Swan. Vivo em Nova Iorque e amo o melhor homem do mundo. Quem é ele? Edward Anthony Cullen.
Link da música do capítulo: http://www.youtube.com/watch?v=6Zxtrhl5WCQ&feature=related
Notas finais
Olá meninaaaas!
Este capítulo de Amar não é pecado é realmente um ponto chave da trama. Aqui podemos ver como Bella conheceu Edward e tudo que ela sentiu nesse encontro. ...Eu já tinha visto homens bonitos, mas nunca nenhum tinha me deixado naquele estado... Aiii tão intenso!!! Estou curiosa para saber como nosso casal preferido irá se aproximar e descobrir que estão apaixonados! *_*
E aí, ANEP ganha recomendações? Vamos lá, a Jess merece!
Até o próximo capítulo!
Bjs
Juh Cantalice
Comentário da autora JessicaC
Boa tarde gente :)
Para quem não percebeu muito bem o tempo em que Bella está, eu vou explicar. Eu voltei 5 anos atrás, ou seja, Bella tem 21 anos aqui e nesse capítulo está a contar como conheceu Edward, no aniversário dos seus 15 anos. Os próximos capítulos serão o desenrolar do que aconteceu entre Bella e Edward para que, dessa forma, vocês consigam começar a perceber o que realmente aconteceu com os dois.
O que acharam desse capítulo? Dúvidas? Opiniões? Quero saber tudo!
Deixem reviews e quem sabe recomendações. Ficarei muito feliz ^^
Aproveito para recomendar aqui a fanfic da minha querida beta, Juh. O nome da fanfic é Just Remember e é uma parceria da Juh com a Mah. É realmente muito boa! Vou deixar aqui o link para vocês. Passem por lá, não se vão arrepender!
https://www.fanfiction.com.br/historia/188050/Just_Remember
Beijos para todos,
JessicaC
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