Amante Profissional
6 Capitulo 6 - Aproximação
Notas iniciais
Capítulo 6 — Aproximação
Ino acordou sendo confortavelmente abraçada pelas costas e sentindo seu corpo aquecer por meio de algo. Instintivamente a loira se remexeu na cama, seu corpo buscando cada vez mais aquela fonte de calor confortável, até que sentiu algo lhe cutucar nas nádegas e algo roçar pelos seus seios, fazendo com que ela despertasse instantaneamente e abrisse os olhos, que haviam permanecido fechados até então.
Viu os braços fortes de Gaara lhe abraçando pela cintura e a palma da mão dele tocar seu seio por sobre a camisola de seda. Suas pernas — devidamente expostas pelo fato de sua camisola ter levantado — estavam enroscadas nas dele e, ao tentar se mover para se livrar do abraço de urso do ruivo, o ouviu gemer e algo lhe cutucar novamente.
Rapidamente a loira deu um pulo da cama, conseguindo se desfazer do abraço e, com o movimento brusco, acordar o ruivo que acabou por cair no chão, em alerta, mas só conseguiu ver as costas da loira que passara apressada para o banheiro, batendo a porta.
Gaara foi desperto dos pensamentos confusos que estava tendo pelo vibrar constante do seu aparelho celular que havia sido posto na mesa de cabeceira na noite anterior.
— E aí, putão. Como foi a noite com a vovozinha? — perguntou Kankuro, irritando o irmão.
— Vai se ferrar, seu bosta. — reclamou o ruivo.
— hm, mau humor matinal. Ou a coisa foi boa demais e eu acabei incomodando o princeso ou foi uma merda e eu estou te irritando. Das duas uma: cumpri minha tarefa diária de te perturbar. Agora me conta, como foi?
— Como foi o que, idiota? — Gaara até poderia ver o irmão revirando os olhos para sua fala. — Ino não é uma "vovozinha", você sabe muito bem. E até agora está tudo bem.
— Mas e aí? Comeu?
— São sete da manhã. Da para você ser escroto somente depois do meio dia?
— Nah, você já me respondeu. Imagino que deve estar de bolas roxas já.
— Kankuro, eu passei 24h com ela. Não sou igual a você, seu tarado.
Óbvio que o ruivo não iria contar o que estava acontecendo debaixo de sua samba canção escolhida para dormir.
Uma gargalhada intensa saiu do telefone, proveniente do moreno.
— Gaara, você reclama de mim mas você é igualzinho. Com esse seu charme de ruivo e médico das forças armadas você já traçou meio mundo.
— Vá à merda.
— Também te amo, irmaozinho. — disse Kankuro, terminando a ligação.
Nisso, Ino saiu do banheiro, depois de ter acalmado sua respiração.
— Bom dia. — disse ele, ainda deitado na cama. Ino não conseguiu controlar e acabou corando violentamente com os pensamentos nada puros sobre o belo tronco desnudo do ruivo. Ele havia se coberto da cintura para baixo, mas ainda era possível ver uma certa protuberância.
Gaara era muito bom em ler as pessoas e por isso sabia o que ela estava pensando. Mas, conforme haviam acordado quando assinaram o contrato, sexo não estava incluso no pacote. Por isso, riu do semblante constrangido da loira e arqueou uma sobrancelha. Não estava em lugar algum escrito que ele não poderia provoca-la, fora que era delicioso vê-la tão corada.
Ino acordou do transe com alguém batendo na porta, balançando levemente a cabeça como se aquilo fizesse com que os pensamentos que ela vinha tendo desaparecessem.
Gaara levantou da cama e estalou o ombro ainda machucado, soltando um muxoxo que poderia ser interpretado de outra maneira pela pessoa do outro lado da porta.
— Já vai! — gritou Ino, pensando o mesmo e correndo para a porta. — Bom dia! — exclamou ela, vendo Sakura.
— Sem tempo para sexo pela manhã, porca. — exclamou ela, assim que a loira abriu a porta. — temos muito o que fazer e eu ainda tenho que dar plantão hoje à tarde.
— Pensei que estivesse de licença.
— Eu também. — ela disse. — vamos, troque de roupa rapidinho, temos que ir na loja para finalizar seu vestido e você conhecerá minha outra madrinha. Te espero na cozinha. — disse, saindo do quarto.
Com Gaara no banho, Ino decidiu por se trocar no quarto mesmo e se distraiu tentando fechar o zíper do vestido nas costas que nem reparou que o ruivo já havia saído do banho e estava atrás de si, usando apenas uma toalha que ameaçava cair de seus quadris.
Deu um pulo quando sentiu os dedos frios dele tocarem suas costas e fechando o zíper.
— Por mais que estivesse engraçado te ver contorcionando para fechar o vestido, fiquei com medo de Sakura aparecer na porta e ameaçar parte da minha anatomia por causa do seu atraso. — disse ele, perto da nuca dela, vendo os pequenos pelos loiros eriçarem com a proximidade. Ino se sentia atraída por ele e ele sabia disso.
— O-obrigada. — murmurou ela, abaixando para pegar sua bolsa, fazendo com isso, que sua bunda fosse marcada pelo tecido do vestido. Gaara levou a mao na toalha, segurando-a. — Sakura avisou que Sasuke passará aqui para te buscar mais tarde — disse ela, chegando seu celular.
— Certo...
— Então... Até mais tarde. — disse ela, ainda olhando para o celular.
— Vão passar o dia fora e não vão dar nem um beijinho de despedida? — disse Harumi, da porta.
— Mãe?! Deu pra ficar espiando as pessoas agora?
— Oras, princesa... Sua mãe tem razão. — disse Gaara, puxando Ino pela mão e passando um braço por sua cintura. — que mal faria um beijinho?
— Gaara... — disse Ino, avermelhando-se ainda mais, fazendo com que o ruivo sorrisse. Para acabar com a situação constrangedora, a loira tocou os lábios dela nos dele, num selinho.
— Oras, mas que beijo mais mixuruco! — reclamou Harumi. — Será que é porque estou aqui? Oras, crianças... Eu sei como são essas coisas. Podem dar um beijo normal mesmo!
E Gaara, rindo, aproximou ainda mais da loira, avançando um beijo que começou atrapalhado, mas deu lugar a um entrosamento ótimo, fazendo com que a loira esquecesse o que estava acontecendo momentaneamente, deixando a bolsa que segurava cair no chão e levar uma das maos ao cabelo do ruivo.
— Cahãn — ouviram um limpar de garganta na porta e ambos tiveram consciência do que estava acontecendo naquele momento. — acho que isso não são horas para essa pouca vergonha no corredor — brincou Inochi, abraçado à esposa. — E Sakura está impaciente lá embaixo.
Ino e Gaara se afastaram rapidamente e tomaram seus rumos, ambos corados, deixando para trás o casal mais velho rindo.
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