Amante Celestial
18 Tensão com um toque de romance
Notas iniciais
Bem minhas queridas eu não vou me demorar em palavras desnecessárias, só queria dizer que sinto muito pela demora, mas as coisas não estavam muito fáceis para mim. Então espero que aproveitem este capítulo e me digam o que acharam.
Beijos!
Leila e Gabriel permaneceram abraçados após o beijo, os ferimentos de Gabriel não lhe provocavam dor maior do que afastar-se dela agora. Os beijos e carícias ardentes faziam o Arcanjo querer extremamente trancá-los naquele quarto eternamente apenas para ter a certeza de que teria Leila em seus braços.
- Você precisa descansar ou não vai se recuperar. _ ela interrompeu o beijo, por mais que quisesse continuá-lo era a condição de Gabriel que lhe importava.
- Não. Eu preciso de você. _ ele sussurrou com a voz rouca pelo desejo, buscando novamente os lábios ardentes de Leila.
- Precisa do sol. _ as palavras soaram mais rudes que o desejado.
Gabriel afastou-se dela e foi sentar-se na cama contrariado.
- Se não queria que a beijasse. Por que não disse nada?
- Porque eu queria, mas sua cura é mais importante que te fazer perceber... _ ela calou-se antes de complicar-se ainda mais.
- Perceber o que? _ Leila aproximou-se dele e sentando-se ao seu lado, o abraçou.
- Não é nada. Descanse.
Gabriel roçou seus lábios no dela e pediu suavemente.
- Fica comigo.
- Sempre.
- VISHOUS! _ Manuel quase pôs a porta do Pit no chão ao passar.
- O que aconteceu?! Onde é o fogo? _ V estava diante de seus brinquedos e permaneceu impassível mesmo com o grito do cunhado.
- Onde está a sua irmã?! Cheguei do hospital agora e não a encontrei em lugar nenhum! _ o nervosismo de Manuel era um incomodo para Vishous.
- Ela é sua mulher. _ Manuel avançou contra o vampiro, mas foi detido pela chegada de Marissa.
- Eu vi a Glória no jardim, provavelmente Payne esteja lá também.
O humano saiu correndo como um raio deixando Vishous ser fuzilado pelos olhos de Marissa.
- O que você quer?
- Por que foi tão frio? Ele só está preocupado com sua irmã!
- Eu sei, mas ela sabe se cuidar! _ ele deu-lhe as costas.
V e Marissa nunca se deram muito bem, mas não brigavam, muito mais por respeito à Butch e Jane, que por respeito entre os dois.
Vishous olhava as câmeras que monitoravam o exterior da mansão sentindo o olhar colérico de Marissa às suas costas. De repente o corpo do macho foi tomado por um frenesi desesperado.
- Você está bem Vishous? _ Marissa aproximou-se dele.
- Ela… não está em lugar nenhum! Dentro da mansão ou fora dela! _ a expressão no rosto dele era de pura preocupação.
- Vocês se alimentam um ao outro. Procure-a pelo vínculo de sangue! _ após alguns segundos de concentração dele, o pânico tomou conta do macho de uma vez.
- Não consigo. E como se ela tivesse desaparecido.
Em menos de dois minutos toda a mansão estava em alerta e à procura de Payne. Manuel que era o mais nervoso foi obrigado por John e Quinn a ficar no Pit tentando contatar a desaparecida por telefone. Vishous começou a reproduzir nos computadores as imagens gravadas pelas câmeras de segurança do exterior da mansa, mas foi chamado por Thor para vasculhar o terreno em volta do complexo.
As fêmeas que foram para o Pit após revirar a mansão, encontraram Karen consolando Manuel.
- Ela deve estar bem. Fique tranqüilo Manuel, vai vê-la chegando assustada com o estardalhaço que vocês fizeram. _ a cena chocou as fêmeas, Manuel sentado no sofá, abraçado por Karen que lhe falava docemente enquanto acariciava-lhe os cabelos.
…
Taylor acordou-se, abriu os olhos preguiçosamente. Permaneceu parada lembrando da noite anterior e da necessidade que um mostrou ter do outro.
As lembranças do que eles fizeram eram quentes, vívidas e lhe davam vontade de repetir tudo várias e várias vezes.
Virando-se para o lado oposto da cama, Taylor ficou a admirar o homem, ou melhor, anjo. Vê-lo dormir tão tranquilamente derrubava as barreiras que Taylor criara em torno de si.
Devagar para não perturbar o sono de Lassiter, Taylor saiu da cama, vestiu uma camisola e seguiu para a cozinha, sua intenção era preparar um belo café da manhã para os dois.
Estava quase terminando de por a mesa quando ouviu:
- Eu posso me acostumar tudo isso. _ Lassiter exibiu um enorme sorriso e tentou beijá-la, mas ela desviou. – Qual o problema?
- Me fez perder a ora Don Juan. _ o sorriso no rosto dela era genuíno e isso o fez rir.
- Vai-me dizer que foi ruim? _ agora sim ele conseguiu abraçá-la e roubar-lhe um beijo.
- De forma alguma. Foi ótimo. Agora se sente eu tenho que fazer uma… droga!
- O que houve Taylor? _ a expressão dela era de pura frustração.
- Eu precisava fazer uma ligação, mas o número estava na agenda do meu celular! Que droga!
- Que numero? Do que precisa?
- Eu tenho que conseguir um psicólogo, psiquiatra, terapeuta, não sei. Para traçar o perfil psicológico do assassino. _ Taylor andava de um lado para o outro, indignada por ter, de certa forma, ter perdido o número do qual tanto precisava.
- Eu conheço uma terapeuta, mas infelizmente ela não pode ajudar.
- Por quê?
- Digamos que ela prefere o anonimato. Mas talvez conheça quem pode te ajudar. Quer que eu fale com ela? _ ele aproximou-se dela e abraçou-a lhe dando um beijo nos cabelos.
- Eu agradeceria muito.
- Tudo bem. Coma e eu ligo para ela. _ dizendo isso Lassiter saiu da cozinha e Taylor sentou-se para comer, mais tranqüila.
Em cerca de dois minutos Lassiter voltou falando com a terapeuta no celular.
- Então Mary, pode conseguir alguém? É urgente! _ ele ouviu a resposta e parou por um momento para falar com Taylor. – Querida, ela disse que não pode e infelizmente a algum tempo perdeu contato com quem poderia te ajudar.
A expressão de fracasso na face de Taylor deu a Lassiter mais determinação para conseguir alguém para ajuda-la.
- Mary, tem certeza d que você não pode fazer nada? Não lembra de ninguém mesmo? Só um nome. _ Lassiter fez um sinal chamando Taylor e a abraçou tentando passar para ela a sensação de que ele conseguiria ajuda-la.
- Lassiter, tudo bem se ela não conseguir eu encontro outra pessoa. _ ele a olhou, mas precisou responder a Mary.
- Sim, sim. Um minuto. Taylor, quem precisaria saber o nome do psicólogo?
- Bom, se a questão é sigilo poderia ser apenas eu e meu supervisor, desculpe, mas não posso manter esse segredo dele.
- Tudo bem. _ após passar a informação para Mary, o anjo suspirou aliviado e sorriu para Taylor. – Ela disse que se ficar apenas entre você e seu supervisor, ela pode ajudar, ou tentar ajudar.
- Ótimo! _ ela envolveu o pescoço dele com os braços e o beijou.
A reação dela foi a melhor gratificação que ele poderia receber, mas o lado provocador do anjo não pode ficar escondido.
- Mereço um prêmio por uma ação tão boa. _ ela o olhou sugestivamente enquanto ele aproximava seu rosto do dela.
- Que prêmio você queria?
- O dia todo com você na cama, seria perfeito.
- Adoraria te dar tal prêmio, mas infelizmente eu preciso ir trabalhar ou vou me atrasar e isso seria motivo para escândalos dentro do laboratório por conta da ligação de ontem e do recado que ele me deixou. Portanto, atraso está fora de questão. _ Taylor soltou-se dele e foi para o quarto vestir-se, porém consciente da presença do anjo a seguindo.
- Recado? Você não me falou de recado nenhum! _ essa aparente perseguição do assassino a Taylor.
- Ele ligou para a polícia e deixou um recado para mim e Robert, meu supervisor. Mas está tudo bem. Não precisa se preocupar.
- Engano seu! Preocupo-me e muito! Não te quero correndo riscos desnecessários! _ ele enlaçou a cintura de Taylor que já havia tirado a camisola e segurou seu rosto de forma que ela não teria outra opção além de olhá-lo nos olhos.
Aquela posição, o agarre forte, tudo a fazia se lembrar do que acontecera antes, toda a sensação de estar à mercê dele. De repente o pânico a tomou mais uma vez, como na manhã passada e seu estomago embrulhou, a ânsia a tomou fortemente. Em segundos Taylor se debatia desesperada nos braços de Lassiter sem que ele soubesse o motivo, mas a preocupação pelo estado dela, pelo que se passava em sua mente.
- Taylor, você está bem? _ Lassiter a segurava pelos ombros e a balançou levemente para chamar sua atenção. – Taylor? O que houve?
- Eu… Desculpe, não sei o que aconteceu comigo. _ Taylor estava crente de que o correto seria ela não falar nada sobre o que sentira e muito menos pelos motivos que causaram o súbito pânico.
Seria realmente o certo?
Lassiter entenderia o passado dela? Ou julgaria o que houve como sendo uma ação dramática?
Para essas perguntas Taylor não teria respostas, pois não contaria nada a Lassiter, nunca. Seu passado não iria interferir no que quer que fosse que eles dois tivessem. Aproveitaria o máximo que pudesse junto a Lassiter, porque a história entre eles era impossível.
- Isso é frequente? Você teve uma reação parecida ontem. _ a preocupação dele com ela era evidente.
- Acho que nós dois iremos concordar se eu disser que ontem eu tive razões, você me deu razões. _ ela se soltou dele e foi se vestir, Lassiter tentava raciocinar e mais uma vez se desculpar pelo ocorrido da manhã anterior, mas ver Taylor nua bem a sua frente tornava a concentração muito difícil.
- Eu… sinto muito. Não… deveria ter feito aquilo. Deixei-me guiar pela raiva. _ Taylor abotoava a blusa quando se virou e olhou para o anjo extremamente sexy a sua frente, cabelos bagunçados, apenas vestido com uma box preta.
- Esqueçamos o que houve ontem. Não tem mais importância e não muda nada. _ ela aproximou-se dele, prendendo os cabelos em um rabo de cavalo. – Você fica. Tome seu café e fique a vontade.
- Vou te buscara para almoçarmos. Está bem?
- Sim. Perfeito. Agora tenho que ir. Lassiter e Taylor foram para a porta e se despediram lá com um forte abraço e um beijo apaixonado.
- Tome cuidado. _ ele disse quando ela foi para o elevador.
- Pode deixar. Até mais tarde.
Ela entrou no elevador e ele fechou a porta. Ficou parado olhando todo o apartamento e só então percebeu a decoração do lugar, ele apostava quanto quisessem que Taylor havia mobiliado tudo sozinha. O apartamento era moderno, bem organizado e decorado com o necessário, só. Nem sequer uma planta se via naquele lugar, mas uma coisinha lhe chamou a atenção. Um vulto negro na varanda. O que seria? Lassiter seguiu para lá sem se importar com a falta de roupas decentes.
…
Althea e Melyane conversavam tranquilamente e o assunto era óbvio: Leila e Gabriel. Melyane contava a Althea como Leila havia ignorado Miguel e surpreendido a todos os Arcanjos quando jogou-se nos braços de Gabriel e a reação de Gabriel, que fora a surpresa maior de tudo, a forma como ele a abraçou e tentou tranquiliza-la quebrou para todos os Arcanjos a imagem de que o castigado era duro e apenas seguia ordens executando-as com máxima precisão.
- Melyane, o que acha de manter Leila conosco? _ propôs Althea pensativa.
- Mantê-la aqui? Minha irmã sabe que Leila jamais veio a Terra e aprendeu a manter sua forma física agora a pouco. Que utilidade ela teria para nós?
- Ela é forte, decidida, honesta, pensa rápido e sabe tomar boas decisões. Isso pode nos ser útil! Podemos ao menos conversar com ela.
- Sim, concordo. _ neste mesmo momento Gabriel e Leila aparecem no corredor, Gabriel ainda apresentava as marcas de seu castigo, mas um passeio ao sol o faria bem, Leila se irradiava uma felicidade plena, contagiante.
- Aonde vão? _ Althea perguntou sorrindo alegre por vê-los juntos.
- Vamos dar um passeio, quero conhecer a cidade, se não se importam. _ Leila sempre foi muito bem tratada pelos dois anjos a sua frente e as admirava imensamente, principalmente Althea, a força que ela demonstrava era incrível.
- Bom passeio. _ quem respondeu foi Melyane.
O casal não perdeu tempo e saiu para conhecer tudo o que fosse possível daquela cidade, Leila extasiada a cada passo puxava Gabriel pelo braço. Já ele sorria ao ver cada sorriso de admiração, olhar de surpresa e cada expressão de Leila. Ela comentava com ele sobre cada coisa que via e fazia tudo ter uma aparência nova e mágica aos olhos do Arcanjo que logo deixou de lado seu retraimento e passou a mostrar-lhe o que lhe parecia mais interessante.
…
Lassiter já havia ligado para Taylor e a esperava sair do prédio, enquanto isso ficou pensando no quanto aquela mulher estava mudando sua forma de pensar e até de agir. Se Taylor não lhe fizesse tão bem ele tinha a certeza de que já teria mandado Karen para o inferno, talvez até literalmente.
- Lassiter? Olá, tem alguém em casa?
A voz de Taylor tirou o anjo de seus pensamentos. Quando focou sua visão nela viu-a rindo de algo e ficou curioso.
- Está rindo de que?
- De você. _ a gargalhada dela era tão contagiante que Lassiter começou a rir sem ter ideia do motivo.
- O que eu fiz?!
- Parecia estar dormindo em pé. E sonhando algo bom. _ ele acariciou o rosto dela e respondeu com um sorriso lindo. Não estava sonhando, mas estava pensando em você. Isso vale mais que um sonho.
- Lindas palavras. _ Lassiter puxou Taylor para um beijo enquanto James e Robert os olhavam, Robert surpreso, James com ódio.
- Vamos?
- Sim. _ abraçados, os dois saíram andando tranquilamente.
Algumas ruas depois Lassiter e Taylor se assustaram com a voz surpresa de uma jovem moça.
- Lassiter! _ quando o anjo voltou-se para a direção da voz e um sorriso brilhante instantaneamente se formou em seu rosto.
- Leila! _ o abraço foi tão apertado que mostrava para quem olhasse que a saudade entre os dois era grande.
- Senti tanto a sua falta meu irmão! _ sussurrou Leila aconchegada no peito de Lassiter.
- E eu de você pequena. Muitas saudades. _ ele beijou o os cabelos dela e a apertou contra si mais uma vez antes de soltá-la. – Leila, esta é Taylor. Taylor, esta é Leila, minha irmã mais nova. Minha pequena. _ as duas mulheres se cumprimentaram gentilmente e logo os olhos de Taylor e Lassiter se voltaram para Gabriel.
- Como vai Gabriel? _ Lassiter estava sério e parecia que não se entendia muito com o outro anjo.
- Muito bem. _ Gabriel não se deu ao trabalho de rebater a perguntou simplesmente porque não lhe interessava como Lassiter se encontrava.
- Vejo que o “senhor perfeição” levou uma surra dos Arcanjos, não? O que fez Gabriel, você foi mal educado com Miguel ou Melyane? _ o riso que seguiu a pergunta foi de puro deboche e a expressão de Gabriel demonstrava um ódio quase palpável.
- Recebi uma visita de Karen e defendi Leila. Deveria vigiar Karen melhor Lassiter, ela ainda vai fazer bagunça. _ agora o riso debochado foi de Gabriel e a fúria emanava de Lassiter, Leila e Taylor estavam assistindo a tudo como uma plateia temerosa e ao mesmo tempo curiosa.
Lassiter se aproximou o Arcanjo de forma ameaçadora e pôde ver Taylor e Leila se prepararem para tentar deter qualquer investida violenta por parte de um dos dois. Mas Lassiter não pretendia bater em Gabriel, queria lhe dizer apenas uma coisa.
- Acho bom mesmo você ter defendido a minha irmã e cuide bem dela, seu posto de Arcanjo não vai te livrar de mim. _ os dois anjos se encaravam de uma forma tão raivosa que as duas mulheres não ousavam interferir.
- Não se preocupe, vou cuidar dela. _ Gabriel afastou-se de Lassiter, pegou a mão de Leila e os dois saíram andando deixando para trás um Lassiter raivoso e uma Taylor confusa com o que havia acontecido.
O anjo respirou fundo várias vezes para se acalmar e só então voltou-se para Taylor que o olhava intrigada com a sequencia de fatos que presenciara.
- Ele é quem eu penso que é? _ Taylor apontou na direção que Leila e Gabriel se foram.
- Se está pensando que foi ele quem anunciou à Maria que ela teria um filho, sim, é ele. _ Lassiter a abraçou e os dois voltaram a andar.
- Ela também é um anjo, não é?
- Leila? Sim, mas é mais nova que muitos de nós.
- Entendo, as Lassiter… quem é Karen? _ Lassiter gelou ante a pergunta, não esperava que Karen se tornasse assunto tão cedo, mas ele não queria estragar o progresso que conseguira fazer com Taylor dizendo a ela que Karen era sua mulher, ainda não.
- Ninguém importante. Em outra ocasião eu lhe falo sobre ela. Está bem? _ a esperança de que ela aceitasse esquecer Karen fazia o anjo suar.
- Tudo bem. Estamos longe? Trabalhei muito e estou com fome. _ o sorriso singelo com o qual Taylor presenteou o anjo fez com que ele se encantasse ainda mais por ela.
- Não, já vamos chegar.
Notas finais
Mana, como eu disse antes, esse capítulo eu escrevi pensando principalmente na sua opinião, então seja boazinha e me deixe um generoso comentário.
Beijos!
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