Amanhecer
1 Amanhecer
Notas iniciais
Amanhecer
O sol nascia, e sua luz preenchia o quarto do primeiro andar de uma pequena casa branca. O vento soprava levemente, mas era forte o suficiente para fazer as cortinas de seda branca adejar.
A janela que ficava na diagonal era preenchida com luz. No centro do quarto ficava a cama de casal. Entre os lençóis bagunçados na cama, uma mulher ainda estava adormecida, repousando sua cabeça sobre o travesseiro de penas, e seu corpo entrelaçado entre alguns lençóis.
O sol ganhava o quarto, e a garota despertava. Abriu os olhos, que mesmo com a visão embaçada conseguiu visualizar uma garrafa de vinho e duas taças sobre a estante ao lado da cama.
Levantou o tronco, desistindo do conforto do travesseiro. Passou os dedos sobre os olhos. Visualizou o quarto que estava bagunçado, na bagunça um ponto que chamou sua atenção foi um sutiã jogado na maçaneta da porta do quarto, também olhou sua sandália jogada no canto junto de salto alto preto.
Acariciou os bagunçados cachos ruivos, ainda estava sonolenta. Olhou mais em volto e fitou uma camisa social branca com listras azuis na ponta da cama, a camisa estava engomada.
Olhou seu próprio corpo e percebeu que estava apenas com a roupa intima, e seus seios albinos estavam nus. Pegou imediatamente a camisa e sentiu um aroma, aproximou à camisa de sua face, a fragrância de limão presente na camisa dominava seu corpo, o perfume era masculino e de muito bom gosto.
Mesmo que a vontade fosse de continuar, sentiu a brisa gélida atravessar seu corpo. Vestiu imediatamente a camisa, a camisa era grande para seu pequeno corpo, mas trazia grande conforto. Escutou o ranger de alguma escada de madeira. A ruiva não tinha noção de onde estava, estava tudo branco para ela, a única certeza que tivera é que teve a melhor noite de sua vida.
O ranger na escada aumentava; alguém estava se aproximando. A ruiva pensou que o dono da camisa estivesse vindo buscar ela. Em segundos o silêncio conquistou o ambiente, mas foi quebrado com o som da porta de madeira que estava sendo aberta.
A ruiva fixou o olhar para a porta e escutou:
– Bom dia.
A frente da porta estava uma mulher de corpo esbelto, com seu longo cabelo loiro, sua franja ajeitada para a direita destacando seus olhos azuis. Estava com os pés descalços, vestindo uma calça social negra e com apenas um sutiã branco segurando os fartos seios, tinha um dragão tatuado em seu braço esquerdo, e estava estampando um sorriso encantador.
– Bom dia. – respondeu à ruiva.
– Obrigado pela noite. – comentou à loira.
A ruiva passou os dedos sobre seu próprio lábio, degustou o sabor do limão. Fitou a loira que ainda permanecia na entrada do quarto e respondeu:
– Eu que agradeço.
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