Am I a Nerd?
31 Capítulo 31 - I Will Stay, Ok!?
Notas iniciais
PDV — Freddie
Estávamos voltando para o hotel luxuoso de Londres. O caminho inteiro de volta, vim pensado nas palavras ditas pela Sam e pensando também no que dizer ou fazer quando reencontrar a minha mãe, enquanto apreciava a paisagem.
Num determinado momento, o nosso táxi parou e eu fingi que não havia notado.
— Vamos, Freddie! — Ela pegou em meu ombro, antes de sair do táxi.
Suspirei fundo, entreguei uma pequena quantidade de dinheiro ao taxista e saí do veículo.
A loira correu para a entrada do hotel, possivelmente espantada com o frio que estava fazendo.
(***)
Sam e eu nos direcionamos até o restaurante e percebemos que todos continuavam lá na mesma mesa.
A minha mãe estava jogada na cadeira, como se estivesse perto de desmaiar ou algo do tipo.
— Eles voltaram! — avisou Gibby, que estava abanando-a.
Ao ouvir estas palavras, ela deu um longo pulo da cadeira e veio ao meu encontro.
— Freddie! — gritou ela.
— Oi — falei, sem jeito, enquanto ela me abraçava. — Desculpa... Eu não devia ter saído daquela forma.
Depois do abraço, ela segurou o meu braço.
— Vem, vamos para casa, Freddie! — pediu ela, ainda segurando o meu braço. — Vamos... Ainda dá tempo para pegarmos o vôo das seis e meia e...
— Não, mãe... — Fiz uma interrupção. — Eu vou ficar mais um tempo.
Todos os meus amigos e a Sam olhavam de mim para ela, preocupados. A minha mãe poderia desmaiar a qualquer momento ou ter um ataque.
— Como assim!? — perguntou ela, indiferente. — Freddie, não se esqueça da escola! Você vai perder todo o semestre por conta dessa viagem estúpida?
Balancei a cabeça negativamente.
— Não exatamente... — murmurei. — A senhora está cansada de saber que eu estudo nas horas vagas e que já adiantei todos os meus assuntos nas férias passadas — Ela ficou de boca aberta. — Até onde o Spencer me contou, não iremos demorar muito nessa nossa viagem...
— Mas, Freddie...
— Lamento ter fugido de casa e ter roubado o seu cartão de crédito platinum — continuei. — Na verdade, a Sam não teve nada a ver com isso e mesmo se tivesse, eu não iria contar, pois eu me preocupo bastante com a minha loira raivosa. — Olhei vagamente para a Sam, que estava comendo algo da nossa mesa.
— Sra. Benson! — disse Spencer, atrapalhando a nossa conversa particular. — Não se preocupe com o Freddie. Eu irei cuidar bem do seu filho enquanto estivermos viajando.
Mas a minha mãe não estava nada satisfeita com as palavras do Spencer. Ela sabia que ele não era tão responsável com a irmã mais nova e, com aquela aparência que ele tinha não iria convencer a minha mãe nem tão cedo.
— Eu vou me cuidar! — prometi, sério. — A senhora pode voltar para Seattle, despreocupada.
Ela bufou e pegando a bolsa no chão.
— Eu irei para Seattle, sim! — Ela disse em voz alta. — Mas... Com uma condição: Vocês — Ela apontou para mim e para o Spencer — teram que me mandar notícias a cada dois minutos ou terei que voltar aqui e buscar o Freddie a qualquer custo!
Carly, Gibby e Sam pareciam comemorar, em silêncio, exceto o Spencer, que parecia estar aborrecido com a decisão dela.
— Bom, se eu me apressar... — disse ela, me dando mais um abraço apertado. — Ainda poderia pegar o vôo das seis e meia.
Ela estava quase indo embora.
— Espera, mãe! — fiz ela parar. — A senhora poderia tirar a queixa sobre a Sam? Ela não me sequestrou...
Ela suspirou enquanto desviava o olhar para a Puckett.
— Está bem, eu retiro a queixa — murmurou ela. — Mas se algo der errado, eu volto num pulo!
(***)
Depois que a minha mãe foi embora, Sam, Carly e Gibby me chamaram para dar uma volta no bairro. O Spencer não quis vir, pois estava preocupado demais com o hotel.
— Até que enfim podemos aproveitar Londres em paz! — disse Carly, animada.
— Pena que está frio demais! — reclamou Sam.
Estávamos indo para a Roda Gigante quando ouço o meu Pear Phone tocar.
— Quem era? — perguntou Gibby, depois que eu atendi o telefone e falei algumas coisas.
Revirei os olhos.
— Quem poderia ser? — indaguei.
— A Sra. Benson é uma chata mesmo! — reclamou Carly.
Ela ligou mais uma vez quando entramos na Roda Gigante e pensei seriamente em não atender, pois estava prestes a beijar a Sam.
— Atende... — Ordenou Sam, entediada.
Falei mais alguns minutos no telefone com a minha mãe e desliguei.
Depois da Roda Gigante, fomos fazer um passeio de barco. Carly ficou no mesmo barco que o Gibby, enquanto Sam e eu nos beijávamos num outro barco.
Mais uma vez o meu aparelho celular tocou e justo no momento em que eu fui retirar o aparelho do bolso, acabei escorregando um pouco e o Pear Phone foi jogado para o alto.
— Você está bem!? — Sam me puxou.
Olhei ao redor tentado achar o Pear Phone, que parou de tocar.
— Viu onde caiu? — perguntei, preocupado.
Sam mordeu os lábios e apontou para a água.
Fale com o autor