Amélia e o fim do mundo
6 Os mundos que nos habitam
O mundo nos obriga a buscar todo tipo de escape para sobreviver. Cada um com seu cada qual. O meu? A ficção. Qualquer mínimo deleite que ajude a preencher o vazio existencial. Na verdade, a ideia do tal vazio, que, uma vez concebida, não costuma nos abandonar. Infiltra-se ao longo do caminho, como a famigerada pedra. Cerca o mundo feito marroquim cobrindo objetos. Complicações, conflitos, divertidamentes em surto, reações químicas numa montanha russa. Parte da gente está conectada com o mundo. Outra parte precisa fugir dele. Frequentemente as partes entram em colapso. Assim os reflexos habitam em nós, como vários mundos.
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