Amélia e o fim do mundo
26 O que sobra é cicatriz
O mundo é mesmo esse grande palco, com atores confusos, sem diretores, roteiros duvidosos e espectadores sádicos. Toleima acreditar em propósitos, fazer planos, achar que controlamos.
Eternos exploradores, porém ocupados vivendo no automático. Por mais que nos conectemos uns com os outros, com o que podemos, ainda permanecemos presos na insondável casa das memórias, dentro de nós. Frustrados e desesperados, sobrevivendo aos colapsos, almejando viver. O mundo das ideias a nos guiar, pois o real que se acredita existir nunca é suficiente.
E o que mais pesa no país das curiosidades é querer saber o que há além das cicatrizes.
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