Amélia e o fim do mundo
29 Minha maior inimiga sou eu
O fim finalmente começando. Eu, perdida em mim. Cada palavra é um grito de socorro que ninguém vai ouvir. Cada pensamento uma vontade que nunca vou realizar. No meu bolso habita um universo, tomado pelas renúncias que vieram das escolhas falhas. Os segredos perduram, sendo a única companhia. Coberta por uma armadura de traumas, batalho contra os últimos demônios, existo pelos segundos restantes.
Como uma estrela, distante, com luz própria, porém morta, presa na história não vivida. Um livro que só eu releio, permanecendo na estante. Sou minha maior inimiga. Uma sobranceria que tenta preencher o mundo com seus pensamentos.
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