Não passaram muito tempo sem conversar já que foram escalados para a ronda noturna, no dia seguinte. Ela o encontrou nas masmorras, às nove horas, sentado no chão com um livro no colo, o rosto muito sério.

Sem saber o que fazer, sentou-se ao lado.

— Oi. — sussurrou.

— Oi.

Houve um longo silêncio.

— Está chateado comigo.

Não foi uma pergunta.

— Estou.

— Imaginei. Fui uma idiota com você, não é?

— Estamos juntos há cinco anos. Já estou acostumado com suas idiotices.

Ela sorriu com o comentário ácido – um sorriso que morreu à medida que pensava nos recentes acontecimentos.

— Me perdoa.