Amálgama
110 110
Scorpius não conversou com ninguém no quarto. Apenas atirou-se na cama, desejando desaparecer.
Ao dormir, sonhou com ela.
Com aqueles olhos azuis refletindo o brilho das estrelas.
Olhos que eram seu abrigo, seu porto seguro.
Quando acordou, havia um vazio no peito. O céu ainda escuro revelava tons alaranjados, anunciando o fim da madrugada.
Mesmo assim desceu até o Salão Principal, totalmente vazio.
Ou quase.
Rose estava lá, com o rosto amassado e olheiras.
Fitaram-se longamente, sem saberem o que dizer, muito menos como agir. Ela estava rodeada por livros e ele pensava.
Pensava que amar, de fato, é uma merda.
Notas finais
E aí? O que estão achando?
Fale com o autor