O primeiro amor a gente nunca esquece.

O primeiro fora também não.

A reação dela foi rir – não uma risada qualquer, mas uma gargalhada verdadeiramente alta, como se acabasse de escutar a piada do ano. Depois, vendo que ele permanecia sisudo e razoavelmente carrancudo, a realidade veio como um balde de água fria.

Estava mesmo falando sério.

— Ficou maluco? É óbvio que não aceito.

— Mas você me bei-

Ela foi rápida. Tapou a boca dele com as mãos.

— Shiiii! Eu disse para esquecer isso! — advertiu, raivosa.

— Não vou esquecer. — afastou-a delicadamente.

— Por que não?

— Porque eu gosto de você.