Abro os olhos e me deparo com o lindo rosto do meu marido. Ele esta com uma de suas pernas enroscada a minha e sua mão descansa na lateral da minha barriga. Fico observandoo.

Ah meu cinqüenta tons! o que eu vou fazer como você? Será que você ainda não entendeu que eu sou sua? Não existe mais ninguém para mim além de você Christian.

Christian suspira, mexe-se na cama e abre os olhos devagar.

–Oi – diz ele com olhos sonolentos e voz rouca

–Oi – abro um sorriso tímido para ele

–Não tem maneira mais agradável do que acordar ao seu lado Srª Grey – diz ele passando a mão nos meus cabelos e colocando um mecha atrás da minha orelha

–Me perdoa Ana. Eu não deveria ter agido com você daquele jeito. Não sei o que me deu- diz ele – e eu sorrio

–Tem certeza que não sabe? – pergunto e ele também sorri

–Eu fiquei louco quando descobri que aquele era o tal do Bradley, o cara que teve você antes de mim – diz ele com olhos tristes

–Ele nunca me teve Christian, você é o único homem que me teve completamente, que me tem, para sempre – digo acariciando o seu rosto, ele fecha os olhos e desfruta do meu toque.

–Você me disse que não sabia onde ele estava – ele abre os olhos e me encara seriamente

–E eu não sabia, eu fiquei tão surpresa quanto você, eu não fazia idéia que ele era parente do Stanley, ele nunca me falou de sua família.

–Você o amou? – pergunta ele com voz baixa.( Amar o Bradley, eu?)

–Christian nós éramos adolescentes, ele era um cara legal, nós nos dávamos bem, mais eu nunca diria que eu o amei – Christian continua a me encarar com uma certa dúvida no olhar

–Quanto tempo vocês namoraram?

–Nós não chegamos a namorar, ele queria mais eu nunca quis, como eu já disse eu não era apaixonada por ele – olho para Christian tentando decifrar sua expressão

–E quanto aos amássos? – pergunta ele – Caramba Christian, você também não alivia hein!

–Você quer realmente saber sobre isso? – pergunto nervosa

–Sim, diga, quantas vezes foram? – ele pergunta, ai eu não acredito que ele esta me fazendo essa pergunta.Ah Sr Grey só você mesmo.

–E então – incentiva ele, eu reviro os olhos

–Apenas uma – digo envergonhada

–E como foi, você gostou? – Ah não Grey ai já é demais

–CHRISTIAN – o repreendo

–Diga Ana, eu sou seu marido eu quero saber – eu bufo

–Eu não sei Christian, eu era muito inexperiente, não sabia nada sobre sexo e essas coisas, na verdade eu senti medo – digo e sinto meu rosto esquentar, é muito constrangedor conversar sobre esse assunto com ele.

–Medo? Porque, ele foi rude com você – vejo que seus olhos ficam frios

–Não, era só que eu nunca tinha feito nada como aquilo antes, e ele vivia rodeado de garotas. Nós nem chegamos a transar, ele queria, mas eu não eu sempre quis que a minha primeira vez fosse com o homem por quem eu me apaixonasse, como foi com você. Olho bem dentro de seus olhos.

–Sabe Christian, quando você me levou ao escala naquela noite, e me contou o seu segredo... mesmo depois de ter visto o seu quarto de jogos, todas aquelas correntes,varas, chicotes e açoites, mesmo depois de descobrir do que você gostava, eu não senti medo, pelo contrário eu sabia que eu podia confiar em você, eu sabia que você nunca me machucaria, nem me obrigaria a fazer nada que eu não quisesse. Naquela noite depois de descobrir tudo aquilo, eu me senti ainda mais atraída por você, eu senti que era você o homem certo. E sabe, naquela noite, tudo que eu queria era me entregar para você, eu queria ser sua, queria fazer amor com você, queria as suas mãos, sua boca, seu corpo em mim. Eu queria ser completamente sua Christian, queria saber como era o sexo, saber se era tão bom quanto as pessoas dizem. E foi incrível, foi ainda melhor do que eu imaginei, e sabe porque ?

–Porque foi com você Christian, o único homem porque eu realmente me senti atraída, o homem por quem eu me apaixonei – Christian me encara atentamente, seus olhos estão brilhantes, ele não diz nada apenas me beija rola para cima de mim

–Eu te amo Ana, eu não quero te perder nunca – ele diz com voz apaixonada

–E você não vai, nós nos pertencemos, para o resto da vida – digo e ele cobre meus lábios com os seus.