Além do amor
9 Fim do pesadelo
Notas iniciais
Depois do pesadelo Clara resolveu tomar alguma atitude para mudar aquela situação que estava vivendo e destruindo a sua vida. A morena não aguentava mais viver com aquela angústia e medo dentro de si, então resolveu acordar antes de todos e seguir para o Leblon atrás de sua irmã. Clara chegou as 7:00 da manhã na casa de sua irmã.
A campanhia tocou. Helena estava tomando café com Virgílio e logo levantou para atender a porta.
– Nossa, será que a Lu veio tomar café com a gente? — perguntou Helena se encaminhando para atender a porta
– Irmã! — esclamou espantada assim que deu de cara com Clara tão cedo em seu apartamento. — Aconteceu alguma coisa? — questionou Helena mostrando sua preocupação.
– Ai irmã, preciso conversar com alguém, caso contrário vou enlouquecer ou cometer alguma loucura. — disse a morena já entrando no apartamento.
Helena levou Clara para o quarto e perguntou tudo que estava acontecendo. A morena explicou toda a história e muitas vezes demonstrava seu desespero e aflição com tudo que estava acontecendo.
– O que eu faço, Helena? O que eu faço? — questionou Clara deixando escorrer uma lágrima em seu rosto. Helena levantou da cama e abraçou forte sua irmã num ato de proteção e aconchego.
– Irmã, você precisa procurar a polícia e colocar esse homem atrás das grades. — disse Helena
– Como? Como vou provar que esse homem vem me ameaçando e querendo acabar com a Marina desse jeito?
– Clara, para e pensa! Temos uma amiga delegada na família e você sabe o quanto a Helô é competente. Tenho certeza que ela rapidinho vai montar um esquema para pegar esse homem.
– Mas eu não encontro a Helô tem muito tempo e sem contar que eu não sei se ela ainda está na delegacia que sempre esteve. Será que ela vai querer ajudar? — disse Clara um pouco confusa
– Ta doida, Clara? A Helô é super profissional e competente. Vou ligar pra ela e pedir que vá ao nosso encontro o mais rápido possível. — disse Helena passando confiança a sua irmã.
Clara resolveu ir para casa antes que Marina acordasse e desse falta de sua presença e assim começasse um enorme questionário.
Helena então ligou para o celular de Helô.
– Olá, Helô? — disse Helena assim que ouviu a respiração de alguém do outro lado da linha.
– Sim, é a Heloísa! Quem fala? — questinou a delegada
– Oi Helô, é a Helena Fernandes, tudo bem?
– Ah Helena, tudo ótimo e com você?
– Também, querida!
– Aconteceu alguma coisa, Helena?
– Olha, na verdade aconteceu sim. A Clara está precisando urgentemente da sua ajuda.
– A Clarinha? Nossa quanto tempo não vejo essa mulher. Ela deveria aparecer mais lá em casa. Mas calma aí, o que esta acontecendo? — questionou a delegada muito enteressada em ajudar
Helena contou toda a história para a delegada que ficou extremamente nervosa e com muita vontade de solucionar o caso.
– Helena, faz o seguinte: me passa o número da Clara e assim que eu monstra um esquema com toda a minha equipe ligo pra ela e informo tudo que ela precisa fazer.
– Nossa Helô, não sei nem como te agradecer por isso... Vou ligar pra Clara correndo. A minha irmã está desesperada.
– Fique tranquila, vou reunir a minha equipe agora.
Helena se despediu da delegada e logo discou o número de Clara em sua celular para contar tudo que Heloísa tinha lhe dito. Clara sentiu um alívio enorme, na verdade não sabia direito dizer o que estava sentindo pois pela primeira vez via que aquela situação tinha sim um solução e uma solução segura sem precisar abrir mão de Marina para salvar a vida de sua amada. Clara resolveu desligar o celular assim que ouviu Marina chegando no quarto.
– Amor? Cadê você? — perguntou Marina chegando no quarto
– Oi amor. Estou aqui meu bem — respondeu Clara saindo do banheiro rápidamente.
– Estava falando com alguém? — perguntou a fotógrafa chegando perto de sua esposa
– Era a Helena, estava combinando com ela alguns detalhes do jantar de aniversário do Virgílio amanhã. — respondeu Clara tentando não demonstrar nenhuma incerteza em sua voz
Marina deu um selinho em Clara assim que ela acabou de falar. — Caramba, tinha até esquecido do jantarzinho do Virgílio. — A fotógrafa não largava Clara por nada, depositava vários beijos em sua boça, alguns demorados e alguns selinhos. Clara retribui a todos e fazia carinhos em seu rosto, demonstrando todo carinho e cuidado que tinha com a sua mulher.
– As vezes eu fico perguntando como que demorei tanto para te conhecer... — disse Clara no intervalo de vários beijos que estava recebendo de sua esposa.
– As coisas acontecem no momento certo, meu amor. Veja só, eu precisei te conhecer para descobrir o que é o amor — Agora era a fotógrafa que acariciava o rosto de Clara. — Eu conheci muita gente nessa vida, mas só você me fez olhar a vida com tanto sentido e vontade de viver — concluiu Marina seguindo com a sua boca ao encontro da boca de Clara para selarem um beijo calmo e apaixonado.
Depois de alguns minutos o celular de Marina toca e ela vê no visor que é a Vanessa.
A fotógrafa atendeu rapidamente pois sabia que tinha um ensaio marcado para aquela hora.
– Amor, preciso descer, as modelos já fecharam... Você vem? — perguntou a fotógrafa
– Amor, vou ficar aqui no quarto um pouco. Estou cheia de dor de cabeça, assim que melhorar eu desço, ta? — respondeu Clara querendo ficar no quarto, pois estava esperando anciosamente a ligação da delegada.
– Ah tá bom, amor. Já vou ficar com saudade. — respondeu Marina dando um selinho na esposa antes de sair do quarto.
– Bobona — disse Clara devolvendo o selinho com um beijo mais demorado na esposa.
Marina foi tirar as fotos das modelos ao mesmo tempo que Clara não parava em pé de tanto nervoso esperando pela ligação da Delegada Helô.
Demorou uns 20 minutos e o celular de Clara tocou, mas a ligação era via FaceTime, mostrando o rosto amostra e deixando a conversa no viva voz.
– Oi Clara! Quanto tempo que não te vejo, mulher. — comprimentou a Delegada mostrando toda sua educação.
– Oi Helô. É verdade, bota tempo nisso aí, você já está até na Polícia Federal e retomou o seu casamento com o Stenio... Nossa fiquei muito feliz quando soube.
– Menina, é verdade. Depois de muitas brigas, voltamos. — Helô dizia isso achando um pouco de graça. — Mas não pense que as briguinhas acabaram.
Soube que alguém se casou mais um vez e está muito apaixonada — Helô brincava e causava um sorriso no rosto de Clara.
– É a Marina. Você precisar conhecê-la. Ela é uma pessoa maravilhosa — respondeu Clara toda derretida
– Quero conhecê-la! Mas Clarinha, precisamos conversar sobre o caso com o Enfermeiro Miguel. Conversei com a sua irmã pela manhã e ela me explicou tudo, então pelas Minhas contas amanhã é o último dia para você tomar uma decisão. Conversei com toda a minha equipe e resolvemos agir amanhã. — Clara ouvia todas as palavras da Delegada com muita atenção.
– só preciso que você registre a queixa aqui na Delegacia antes da nossa ação.
O plano é o seguinte: Você vai ligar pro Miguel hoje e vai dizer que tomou a sua decisão pensando no bem da sua esposa e por isso vai fugir com ele, mas você vai querer ir para outro país pois não suportaria viver no mesmo país da Marina. Você vai atrair o rapaz para o aeroporto e colocaremos uma escuta em você que fará de tudo para esse homem admitir a sua chantagem e assim prenderemos ele no flagra. Entendeu? — perguntou a Delegada assim que terminou de explicar todo seu plano.
– Entendi! Mas tenho medo... — Clara foi logo interrompida por Heloisa.
– Clara, deixa tudo comigo. Resolveremos o caso! — respondeu passando toda a firmeza e confiança.
Clara desligou a ligação e não tinha notado que a empregada Jessica estava escutando todo o plano. Jéssica morria de desejo por Marina, mas ela sabia que Marina só tinha olhos para a sua esposa. A empregada então via na sua frente uma grande chance para ter ao menos uma única vez aquela fotógrafa em sua cama. Jessica então resolveu contar tudo que Clara estava planejando fazer, porém com algumas partes distorcidas.
A empregada disse a fotógrafa que a sua esposa estava planejando lhe abandonar fugindo do país para viver com o Enfermeiro Miguel. Marina no primeiro momento não acreditou nas palavras da menina, embora via que a garota contava tudo com muita certeza fazendo com que a fotógrafa ficasse estremamente acabada e decepcionada com a atitude que sua esposa estava prestar a tomar. "Ela nunca me amou? E a nossa família? E os nossos planos? E tudo que vivemos ate agora?" Essas eram perguntas que estavam martelando na cabeça de Marina naquele momento de extrema confusão.
Como uma boa desgrada, Jéssica aconselhou Marina a não agir de imediato e sim ir ao encontro de sua esposa e pegá-la no flagra no dia seguinte.
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Clara já tinha entrado em contato com o Enfermeiro e combinado tudo com ele e assim passou todas as informações para a Delegada. Tinha combinado chegar no Aeroporto as 10 horas da manhã, pois não queria que nada afetasse o jantar que tinha mais parte para comemorar o aniversário de Virgílio.
A morena acordou o olhou que já eram 8 horas da manhã e deveria voar para o Aeroporto. Trocou de roupa rapidamente e assim que pegou sua bolsa ouviu Marina lhe chamar.
– Vai aonde, amor? — questinou Marina
– Vou na Helena, amor. Ajudar no preparativo para o jantar. — respondeu Clara toda se tremendo, tentando ao mesmo tempo demonstrar segurando e certeza no tom de sua voz embora estivesse completamente coberta de medo e incerteza se o pesadelo que estava vivendo acabaria naquela manhã.
– ta bom! Você vem almoçar? — respondeu Marina sem ao menos levantar da cama e encarar sua esposa
– Talvez! — respondeu Clara querendo que aquele diálogo acabasse o mais rápido possível.
– Ok. — finalizou Marina movendo seu corpo para o lado fingindo que retonaria ao seu sono.
Clara pegou sua bolsa e saiu do quarto enviando uma mensagem:
"Saindo de casa" para Miguel e Helô ao mesmo tempo.
Marina procurava entender o motivo que levava Clara tomar essa atitude. Tudo aquilo não faria sentido e iria contra tudo que achava que Clara era quanto pessoa. Naquele momento para Marina a sua esposa era um mostro.
A fotógrafa rapidamente se vestiu e seguiu em direção ao Aeroporto afim de pegar Clara no flagra.
Clara assim que chegou no Aeroporto foi ao encontro da Delegada que estava numa sala que para quem estava dentro era possível ver tudo que se passava no Aeroporto. A morena logo quando entrou recebeu todas as instruções que precisava seguir para que a ação fossem concluída sem a intervenção de Helô e sua equipe. Um dos policias instalou uma escuta extremamente pequena na blusa de Clara para que Helô estivesse o controle completo da situação.
Clara foi se sentar numa das cadeiras de espero do Aeroporto com uma mala que a Delegada havia providenciado para a ação. Clara mexia em seu celular quando derrepente uma pessoa parar na sua frente exalando um cheia que jamais poderia confundir em sua vida. A irmã de Helana foi olhando devagar para cima até deixar o rosto de Marina visível aos seu olhos.
– Então é aqui a casa da Helena? — questionou Marina extremamente irritada
– O que você está fazendo aqui? — Clara respondeu com outra pergunta
– Não me faça de idiota, Clara. Eu já sei de tudo... Você vem planejando essa fuga a quanto tempo? Quanto tempo você já vem mandando esse caso? Que tipo de ser humano é você? Só pode ser um mostro. — indagou Marina deixando que lágrimas escorressem pelo seu rosto deixando que sua fisionomia expressasse toda a raiva que estava sentindo.
– Você está pensando isso de mim? — questinou Clara não respondendo nenhuma das perguntas que sua esposa havia lhe feito.
– Você quer que eu pense o que? Estou vendo com os meus próprios olhos o monstro que você é... Como eu pude te amar assim um dia?
– Um dia? Então... — Clara foi interrompida
– Cala a boca! Você não tem direito nenhum de falar alguma coisa aqui — mandou Marina assim que notou as palavras que estavam prontas de serem pronunciadas pela esposa.
Clara olhava em direção a sala que Helô e toda sua equipe se encontrava buscando alguma solução para aquilo que estava acontecendo. Então resolveu agir da forma que fizesse Marina sair daquele lugar antes que tudo desse errado.
– Já que você não acredita em mim e muito menos no amor que sempre jurei a você... Prefiro que vá embora... — disse Clara
– Eu achei que você realmente fosse diferente, Clara. Você jogou tudo pro alto tão fácil... Adeus — finalizou Marina com lágrimas nos olhos seguindo andando sem rumo pelo Aeroporto.
Clara precurava manter a calma e o controle da situação, deixava suas lágrimas escaparem, repetia muitas vezes para si mesma inúmeras vezes: "É por você, Marina" .
Marina enquanto andava sem rumo sentiu alguém lhe puxar com muita força quando olhou era um policial que pedia para que ela o acompanhasse. Ao entrar na sala encontrou uma mulher com um distintivo e uma pose que chamava muita atenção. Helô se apresentou como Delegada e disse que toda a explicação que precisava ouvir estaria naquela sala. A fotógrafa resolveu ficar e saber o que aquilo tudo significaria.
Marina, Heloísa e toda sua equipe observavam quando Miguel se aproximou de Clara e assim passaram a ouvir toda a conversa até a hora certa de intervir para prender o rapaz.
– Está atrasado! — disse Clara assim que viu o rapaz
– Calma, amor. Teremos todo o tempo do mundo daqui pra frente. — respondeu Miguel indo dá um selinho na morena que desviou puxando um outro assunto.
– Estou tão feliz. Tão feliz de ter te encontrado na minha vida. — disse Clara fingindo felicidade.
Marina seguia sem acreditar naquele diálogo. Não conseguia acreditar naquilo tudo que estava ouvindo e todo o seu rosto ficava fechado de lágrimas.
– Meu amor, naquele restaurante eu já sabia que você seria minha — completou o rapaz
– E a Marina? Por que queria matá-la? — questionou Clara
Marina enxugou uma lágrima e fez uma expressão de espanto ao ouvir o quetinomento da esposa para o rapaz. Ficando ainda mais confusa ao ver a Delegada retirando da sua cintura um revolve e toda sua equipe ficando pronta para sair daquela sala.
– No meu sinal todos saem comigo, entenderam? — disse a delegada.
– Não suporto perder, Clara! Ainda mais para uma mulher. Nunca perdi e não seria dessa vez que isso ia acontecer. — respondeu Miguel deixando exposto toda a doença e obsessão que tinha dentro de si.
– E se fosse preciso você mataria mesmo a Marina? Então as ameaças eram todas bem verdadeiras, Miguel? — questionou Clara tentando deixar tudo bem explícito para a Delegada e toda sua equipe intervir.
– Mataria! Eu precisei te ameaçar, Clara! Precisava te dá esses dias e se esse fosse o preço para te ter eu mataria sem dúvidas alguma. — confessou o rapaz.
– Agora! Vamos! — disse a Delegada abrindo a porta e indo com toda sua equipe em direção a Clara e Miguel... Marina seguio o grupo.
– O que é isso? — questionou Miguel sem saber o que estava acontecendo.
– Delegada Federal! Mão na cabeça agora! — ordenou Helô com a arma apontada para o rapaz — Você está sendo preso em flagrante, rapaz. Vai pra cadeira — disse a Delegada já algemando o Enfermeiro.
– Como você fez isso comigo, Clara? Pensei que você realmente me amasse... — disse o Enfermeiro olhando para a morena.
– Babaca. Acha mesmo que eu seria capaz de amar um louco como você? A pessoa que eu amo se chama Marina, ta escutando? — Clara empurrava e socava Miguel num ato de violência fazendo com que a Delegada a segurasse.
Helô mandou seus comandados levarem o Enfermeiro para a Delegacia e que seguiria para o lugar assim que deixasse Clara em casa. Ao mesmo tempo que a Delegada se afastou, Marina se aproximou de Clara que se encontrava sentada com as mãos na cabeça.
– Podemos conversar? — perguntou Marina com medo da reação de Clara.
– Depois... — respondeu a morena
– Clara, me perdoa, eu jamais poderia imaginar que esse homem estava te chantageand... — antes mesmo de concluir sua frase foi interrompida pela esposa.
– Já disse depois... — respondeu Clara saindo andando em direção a Delgada deixando Marina sozinha com toda a sua culpa e peso de ter culpado e condenado Clara.
A Delegada deixou Clara em casa que subiu rapidamente para o quarto e fez todas as suas orações para agradecer que tinha conseguido acabar com aquele pesadelo, embora estivesse extremamente decepcionada com a atitude da sua esposa. Aquelas acusações fizeram Clara ficar arrasada. Tomou seu banho e resolveu deitar para esfriar sua cabeça e assim tomar a atitude certa em relação ao seu relacionamento com Marina.
Marina chegou em casa e quando entrou no quarto viu que Clara estava dormindo, então resolveu não interromper seu sono pois sabia que ela precisava descansar e colocar todos os seu pensamentos em ordem. A fotógrafa não conseguia ficar parada pela casa, ficava de um lado para o outro, olhando o relógio mil vezes até que escutou um barulho vindo do seu quarto e resolveu subir.
Clara estava ecordada respondendo alguns emails pendentes. A filha de Ricardo chegou devagar no quarto e ficou observando sua amada sem que ela notasse a sua presença. Depois de alguns minutos de observação a fotógrafa resolveu se manifestar.
– Oi — disse com medo.
– Oi — respondeu Clara sem parar o que estava fazendo
– Podemos conversar?
– Aham. — respondeu a morena ainda sem muita importância
– Queria te pedir desculpas por hoje, sei que errei, mas você precisa entender que eu não fazia ideia do que estava acontecendo... Você não me contou nada, Clara. — a fotógrafa tentou se explicar.
– Te explicar, Marina? Eu estava tentando te proteger esse tempo todo. — disse Clara se levantando da cadeira ficando frente a frente com a esposa.
– EU NÃO SABIA, CLARA!
– ENTÃO RESOLVEU ACREDITAR NA JÉSSICA, AQUELA QUE SEMPRE DEU EM CIMA DE VOCÊ E ASSIM COLOCOU TODO MEU AMOR POR VOCÊ A PROVA. ME COLOCOU COMO UM MOSTRO, UMA VAGABUNDA QUE SERIA CAPAZ DE TE DEIXAR DORMINDO NA NOSSA CAMA PARA FUGIR DO PAÍS COM UM HOMEM. QUEM VOCÊ PENSA QUE EU SOU, MARINA? — gritava Clara mostrando toda a sua raiva e decepção.
– ME PERDOA, CLARA! EU SEI QUE EU ERREI EM ACREDITAR NA JÉSSICA, ASSUMO O MEU ERRO. EU FIQUEI CEGA SÓ DE PENSAR QUE EU TE PERDERIA E QUE VOCÊ PODERIA ESTAR FUGINDO COM AQUELE HOMEM. EU TE AMO MUITO, CLARA! NÃO SUPORTARIA TE PERDER... — suplicava Marina por um perdão de sua esposa. A fotógrafa tentou se aproximar e beijar Clara que desviou o seu rosto dando alguns passos para trás.
– Confiança é essencial num relacionamento, Marina! Sem isso não tem sentido... — dizia a morena sendo interrompida
– Você está terminando comigo? É isso que vc está querendo dizer? — questinou a fotógrafa
– NÃO ESTOU QUERENDO DIZER NADA. NADA!
O silêncio reinou no ambiente. Nenhuma das duas sabiam direito o que dizer naquele momento e mais uma vez Marina arriscou uma tentativa de diálogo.
– Você vai no jantar do Virgílio? — arriscou Marina — Eu vou com você? — Marina corrigiu rapidamente.
– Já estou atrasada — respondeu Clara indo em direção ao banheiro para tomar seu banho.
Marina então teve aquilo como uma responta que Clara não queria a sua presença e companhia naquele jantar. Preferiu respeitar e não questinar sua atitude naquele momento. A fotógrafa foi para o andar de baixo de sua casa, ficou por lá durante uns 40 minutos tentando adivinhar o que estava se passando pela cabeça de Clara e qual atitude ela tomaria em relação ao seu casamento.
A filha de Diogo resolveu subir e tentar resolver logo toda aquela situação. Marina ao entrar no quarta depositou e apoiou seu corpo na porta de entrada do quarto observando o quanto Clara com aquele vestido azul tiffany que a deixava divinamente ainda mais linda. Marina só não contava que Clara estivesse lhe vendo pelo reflexo do espelho que estava se maquiando até que a voz de Clara ecoou no quarto.
– Se você não se vestir logo chegaremos tarde demais... — disse Clara de forma bem natural continuando a se maquiar.
Marina ao ouvir a frase que mais soou como um convite abaixou sua cabeça e um sorriso tomou conta de seu rosto.
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