Além do Tempo

6 Bem-Vindo Pequeno Hyoga - Capítulo 6


Notas iniciais
Olá pessoal! Aqui vamos nós para mais uma sandices minha, então acho que deve esclarecer algumas coisas... Como eu já falei já li a respeito de que um elfo macho poder gerar um filho, MAS eu nunca li nada de como são os nascimentos desses filhos, então tudo que está neste capítulo saiu da minha cabeça, de como eu imagino que as coisas podem ter acontecido. Espero de coração que gostem! Agradeço a Vivi a ClotsQueen que é uma excelente amiga e betas as minhas fics CdZ sem ao menos curti o amine. Agradecimento especial para a Amelinda Aura que fez esse delicia de Hyoguinha pra mim, Amiga obrigaduuuuuu Aff chega de papo! Boa leitura!

Além do Tempo — Capítulo 6 — Bem-Vindo Pequeno Hyoga.

— Camus espera um filho! Shaka, precisarmos avisar Degel, e o Rei Crystal, nosso tio deve saber disso, não podemos deixar o Camus aí! — Começou Mu nervoso e agitado, mas o elfo parou quando percebeu que Shaka estava em silêncio. — Shaka?

— Eles sabem, Mu. — Shaka respondeu em tom baixo e pensativo.

— O quê? Como assim? Não entendo, Shaka, acha que eles sabem da criança? — Tornou Mu.

— Degel não castigou Camus, como estávamos pensando, ele salvou seu filho. — Respondeu Shaka analisando a situação.

Mu o olhou confuso, e Shaka prosseguiu. — Mu se Surtr ou Hilda descobrirem que Camus traz uma vida no ventre, eles matarão a criança, alegando que estão cumprindo nossas leis.

— Mas eles mataram os guardiões, isso não basta? — Perguntou o elfo mais novo.

— A vida de um mortal nada significa pra eles, por isso Degel me disse "os mantenham vivos", ele sabe, Mu, e nós temos que os manter vivos e em segredo, lembre-se, Degel pediu que não falássemos com ninguém somente Isaak virá nos trazer alimentos, mas não acho prudente falar com ele também, ninguém deve saber.

— Mas, Shaka eles estão congelados, como sobreviverão? — Perguntou Mu preocupado.

— Camus é um elfo das Águas e do Gelo, vai sobreviver, e a gestação ficará adormecida enquanto ele está congelado, mas quando a criança achar que deve vir ao mundo ela virá e é por isso que devemos abastecer o Camus com nossa energia, ele vai precisar muito para o nascimento. — Shaka explicou sério.

Mu tinha os olhos cheios de lágrimas, — Pobre Camus, o que será dele e de seu filho?

— Estaremos aqui por eles e pra eles. Mu... ao menos eu estarei, é o que me resta. — Respondeu Shaka triste.

— Eu também estarei aqui, Shaka, ficarei com vocês. — Respondeu Mu.

Dizendo isso os elfos estenderam as mãos, das palmas delas saíram luzes brancas e amarelas e essa energia foi enviada a Camus.

...

Alguns meses haviam se passado desde que tudo aconteceu, uma tenda foi montada próxima ao local onde Camus estava congelado, em frente ao lago, que passou a ser conhecido como O Lago Congelado pelos poucos mortais que ali passavam, nenhum humano era capaz ver Camus através do esquife de gelo, eles apenas enxergavam uma grande pedra de gelo.

Isaak levava alimentos, livros, pergaminhos e outras coisas que Mu e Shaka por ventura precisassem para se distraírem.

Shaka era um grande estudioso, passava os dias lendo e estudando as grandes escrituras élficas, a história de seu povo, na realidade o elfo loiro gostaria de saber se existira em alguma época, elfos que se apaixonaram por mortais, se em alguma época outro elfo vivenciou o sofrimento que vivia agora.

Certa noite estavam sentados aproveitando o calor de uma fogueira que fizeram para iluminar o local, apesar de frio e do lago congelado, o lugar não estava coberto de gelo como se poderia imaginar.

— Não entendo, Shaka, Camus espera um filho, mas na natureza vemos somente filhos sendo gerados por fêmeas, como é possível? — Mu questionou algo que estava há tempos em seus pensamentos.

— Mu sabe que em nossa espécie não precisamos da união macho e fêmea para procriar, não sabe? — Começou Shaka didático.

Mu confirmou com a cabeça. — Mas, por quê? Me explique a diferença. — Pediu o mais novo que ainda não tinha conhecimento sobre certas coisas da vida.

— Hum, os mortais, tanto os homens quanto os animais, são feitos de um material diferente do nosso, eles são mais rústicos e pesados. Para um humano, ou um animal, procriar é necessário que o macho coloque a semente na fêmea, e dessa semente é que os filhos são gerados, o processo de nascimento dos humanos é similar ao dos animais, envolve entranhas e sangue. — Shaka explicou fazendo careta e uma cara de nojo.

Mu sorriu vendo o primo fazer caras e bocas durante a explicação.

— Quando um humano morre, assim como os animais seu corpo se deteriora, apodrece até que restem apenas ossos, ou são cremados como os... — A voz de Shaka ficou trêmula.

Mu o olhou com ternura, mas Shaka respirou fundo voltando a falar. — Nós elfos somos feitos de energia, um material diferente dos mortais. Sabe que quando um elfo "morre" nosso corpo volta a virar energia e se junta a fluidos vitais da natureza e nós voltamos à vida com o um novo corpo, mas com a mesma aparência e lembranças de antes, ou quando o elfo decidi não mais voltar a viver, o corpo quando vira energia entra em comunhão com o cosmo e nos viramos estrelas.

— Sim, sim sei disso. — Respondeu Mu.

— Pois bem, sabe que a textura de nosso corpo é diferente, temos a leveza que nos permite andar sobre as águas, sobre as neves sem afundarmos? — Continuou Shaka.

— Sim, sim sei de tudo isso, mas como o Camus um elfo e o guardião um mortal conseguiram...— Mu cortou o primo querendo logo a resposta para sua pergunta.

Shaka o olhou sério e voltou a falar, — Troca de energia, muito provavelmente a criança foi concebida na noite do solstício, a energia emanada naquela noite foi muito grande e eu liberei muita energia de fertilidade, o corpo de Camus conseguiu canalizar a energia do guardião com a dele ... — Sabe que os solstícios são importantes para nós por este motivo, em geral recebemos a bênção do Divino com uma nova vida élficas, sabe como são raros os nascimentos élficos.

— Sim, sim eu sei, mas Shaka somente nos solstícios um elfo macho pode gerar um filho de um mortal? — Mu questionou.

Shaka pensou um pouco antes de responder, — Não creio, sabe que um elfo pode gerar uma criança apenas com a energia da natureza, foi o caso de minha mãe, ela entrou em contato com a natureza conseguindo retirar de lá a energia suficiente para me gerar, ela não teve contato com nenhum macho, nem elfo, nem mortal. Então sim, acho que é possível gerar um filho só com a energia sem a influência do Divino.

Mu nada mais perguntou, foi ver Camus e passar um pouco de sua energia vital para o primo.

...

Aquele era a rotina dos dois elfos exilados de Delmare, todos os dias pela manhã e ao entardecer Shaka ou Mu iam até o esquife de Camus ali erguiam as mãos transferindo energia vital para Camus e para seu filho.

Shaka estava lendo seus pergaminhos quando Mu chegou com algumas flores nas mãos, — Shaka veja deixaram flores no esquife de Camus, quem será que fez isso?

Shaka respondeu sem tirar os olhos dos pergaminhos que lia, — Os humanos com certeza, devem achar que o esquife onde se encontra Camus é na realidade uma pedra mística, ainda mais que vêem dois elfos "rezar" por ela.

— Não rezamos para o Camus. — Mu questionou.

— Não Mu, mas os olhos mortais não conseguem ver nossa energia sendo passada para o Camus, então eles deduzem que estamos orando. — Continuou Shaka paciente sem tirar os olhos do pergaminho.

— Hum, entendo... Mas o que tanto você lê? — Quis saber o elfo mais novo.

— Mu veja isso o medalhão Eilift lif ou o medalhão da vida eterna, há dois mil anos os elfos forjaram um material similar a prata com energia vital élfica, e um medalhão capaz de dar ao mortal que o usar a vida eterna! — Shaka contou totalmente eufórico. — Mu é isso, um medalhão capaz de dar a vida Eterna, sabe o que isso significa?

Mu apenas sorria, estava feliz de ver o primo eufórico após tantos anos. — Onde está esse medalhão?

Shaka ficou sério antes de responder, — Não sei. — Mas abriu um sorriso antes de continuar, — Não sei ainda, mas vou descobrir!

...

Todas as vezes que Mu ia até Camus via as flores aos pés do esquife, muitas vezes o elfo mais novo chegou pensar que as flores eram pra ele e no para o primo congelado, não importava se chovia ou fazia sol, as flores sempre estavam lá e foi assim por mais de quarenta anos.

Os anos foram passando... passado...

Mu acordou de madrugada e viu que Shaka não estava na tenda, estranhando aquele fato levantou-se e foi a sua procura, encontrou o primo parado olhando para o horizonte com lágrimas nos olhos. — Shaka o que houve?

— Ele voltou Mu, meu amor voltou. — Revelou Shaka emocionado.

Mu encarou as estrelas, o céu estava límpido, mas havia um tom diferente no contorno das estrelas, Mu não sabia ler as estrelas como seu primo Shaka, voltou a olhar o primo que tinha o semblante emocionado, chorava e ria ao mesmo tempo. — Isso é ótimo Shaka, onde? — Quis saber Mu.

— Ao sul, é tudo que sei. — Shaka respondeu ainda com a voz embargada.

— E o guardião de Camus? — Perguntou Mu.

— Está voltando também, eu sinto. — Respondeu Shaka ainda olhando para as estrelas.

Mu sorrindo correu até onde Camus estava e falou, — Primo seu guardião está voltando! Já se passaram cento e trinta anos, logo você vai sair daí, eu sei disso.

Mu conversava todos os dias com o primo confinado o jovem elfo não saberia dizer se o primo o escutava, mas isso fazia bem pra si.

Não mais eram deixadas flores aos pés do esquife, no primeiro dia que Mu deu por falta delas seu coração apertou e uma tristeza o invadiu.

Mu sentia falta das flores, o lago ficou congelado desde que Camus foi confinado no esquife de gelo, Mu olhou em volta nada mais havia ali que lembrasse o que foi aquele local de outrora, as árvores não tinham mais folhagens.

— Sinto sua falta meu primo, meu amigo. — Mu disse a Camus e por fim voltou pra junto de Shaka.

ooOoo

Estava Mu fornecendo energia vital a Camus quando sentiu algo diferente então correu para chamar o primo, — Shaka! Shaka!

— O que foi Mu? O que viu para te agitar tanto assim? — Shaka perguntou saindo da tenda.

— A criança Shaka eu a senti, ela acordou logo ela nascerá, como faremos? — Quis saber o menor.

Shaka foi até o Esquife de Camus estendendo as mãos sentiu a energia cósmica da criança. — Essa criança será descendente dos elfos do gelo. Creio que Degel pensou nisso, Camus vai conseguir gerar o filho mesmo estando confinado aí dentro, mas enviarei uma mensagem a Degel a gestão de fato está começando agora e em alguns meses a criança nascerá.

Uma mariposa voava próximo ao elfo, Shaka a recolheu com a mão e disse, — Leve uma mensagem para Degel o príncipe elfo, diga-lhe que a criança despertou.

A mariposa voou rumo a Delmare.

ooOoo

Ante a novidade de que o filho de Camus despertara Mu estava sempre eufórico e animado, afinal foram quase cento e cinqüenta anos ali, sem novidades somente esperando o tempo passar e cedendo sua energia ao primo para mantê-los vivos, mas agora havia a criança que sempre se comunicava com Mu.

Não que a criança falasse algo, mas Mu podia sentir a energia boa e querida que vinha dela.

Cada dia era feliz com algo novo acontecendo com o passar dos meses, o inverno intenso estava cessando, o lago estava descongelando, a vida estava voltando para aquele lado da floresta.

Shaka olhava as estrelas com o ceio franzido algo o encabulava, Mu percebendo a inquietação do primo perguntou, — O que há Shaka?

— Vejo que dois elfos nasceram por estes dias, sei que a chegada do filho do Camus se aproxima, mas e a outra criança?

Mu não soube responder apenas se deixou contemplar o céu junto a Shaka.

...

Shaka estava atento a Camus, os dias foram passando e passando o loiro sentia que a hora de Camus se aproximava as estrelas o alertaram.

A noite caia quando Mu chamou a atenção de Shaka, — Veja Shaka o gelo tá derretendo.

Ouviram som de um cavalo se aproximando, Shaka sacou a espada, aprenderá com seu guardião e treinou com Mu durante os anos de exílio.

— Degel! — Falou Shaka vendo que era o príncipe Degel de Delmare quem se aproximava sozinho.

Degel parou com seu cavalo próximo aos primos com o olhar firme. — Shaka as estrelas dizem que será essa noite, não é?

Shaka confirmou com a cabeça antes de falar, — O gelo começou a derreter, Camus estará fraco, não sei se ele consegue.

— Ele vai conseguir Shaka, vamos ajudá-lo. Mu sei dos seus poderes de defesa, peço que lance um encantamento para nos proteger de possíveis olhares indesejados. — Pediu o príncipe.

O elfo mais novo então foi atender as ordens do seu primo, o príncipe Degel.

— Degel, como faremos? Nós nunca fizemos isso? — Shaka questionou preocupado.

Degel tentou passar uma tranquilidade que não sentia, — você leu sobre isso, não leu? Para o bem do Camus e de seu filho espero que consigamos.

Os três olharam com apreensão quando uma forte luz começou a brilhar derretendo o gelo.

— Não é justo que Camus um príncipe elfo tenha seu filho assim, escondido na floresta, ele merece todas as honras. — Shaka falou sério.

— Pensamos num bem maior Shaka, estamos tentando evitar uma guerra, evitar mortes desnecessárias. — Respondeu Degel parando a discussão quando olhou para o irmão.

Uma forte energia cobriu o corpo de Camus fazendo com que ele levitasse, suas roupas foram consumidas pela energia o deixando nu, a luz era tão intensa que se algum mortal por ventura ousasse a olhar naquela direção ficaria cego na mesma hora.

— Começou, a criança a de vir ao mundo hoje. — Informou Degel levantando as mãos para doar energia a Camus, gesto que foi acompanhando por seus primos.

— Degel, vi que mais de uma criança élfica virá ao mundo, como explica isso? — Perguntou Shaka com as mãos elevadas.

— Esmeralda, nossa querida Esmeralda deu a luz a alguns dias, o Divino abençoou ela teve um filho da Fênix, graças a este nascimento o filho de Camus pode vir ao mundo sem levantar suspeitas. — Respondeu o irmão de Camus.

— Veja Mu como é lindo e divino um nascimento elfo. — Shaka falou ao primo que olhava tudo com seus grandes olhos verdes.

Camus envolvido pela energia completamente nu levitava a alguns centímetros do chão quando um fio de luz começou a sair de seu umbigo.

Essa luz aos poucos foi criando forma, um fenômeno belíssimo e raro, o nascimento de um elfo trazia grande desgaste ao seu progenitor, pois a quantidade de energia envolvida no ato era intensa.

— Veja o bebê está se formando, — Apontou Mu com os olhos cheios de lágrimas.

Os outros dois sorriram.

Não havia sangue ou entranhas apenas fluídos energéticos que saiam do umbigo de Camus e ligado ao umbigo da criança nutria seu corpo lhe dando forma.

Todo processo que um bebê mortal leva nove meses para concluir até nascimento com os bebés elfos é feito em segundos, na gestão élfica somente a energia e a alma da criança se condiciona no ventre.

— Degel! — Shaka gritou ao ver que Camus estava enfraquecido e o processo ainda não havia sido concluído.

— Não! Camus aguente, falta pouco meu irmão aguente. — Degel falou aumentando a carga de energia fornecida.

Tensos Mu e Shaka fizeram o mesmo que Degel.

— Não desista Camus, por seu filho não desista! — Disse Mu.

— Vamos Camus sei que consegue! — Disse Shaka.

Quando o último fio de energia saiu Camus abriu os braços e acolheu o filho, Degel e seus primos foram ágeis ao segurar o ruivo que imediatamente perdeu os sentidos.

Mu pegou a criança e Degel pegou o irmão nos braços os levando para dentro da tenda, o elfo mais novo vestiu o pequeno que olhava o mundo com seus olhinhos curiosos.

Shaka trouxe uma túnica para Camus e Degel o ajudou a se vestir, vendo que Camus estava fraco e sua energia vital estava oscilando Degel pediu. — Camus, meu irmão não desista da vida, você tem um filho agora e ele precisa de você, não desista. — Degel falava abraçado ao irmão que jazia em seus braços exausto.

Lágrimas rolavam dos olhos de Degel, — Meu irmão viva, por favor! Viva. Seu guardião está de volta, eu o congelei tempo suficiente para que ele voltasse e você não precisasse sofre sua perda, eu só quis salvar sua vida e de seu filho, irmão não desista.— Degel aquecia o irmão com sua energia.

Mesmo exausto Shaka segurou as mãos de Camus ajudando Degel a aquecer o primo.

Estava quase amanhecendo quando Camus abriu os olhos.

— Camus! — Todos disseram ao mesmo tempo.

O ruivo fraco olhou em volta, para aquele lugar desconhecido olhou para Shaka e para Degel e nada falou, seus olhos encontraram Mu que estava com seu filho nos braços.

— É seu o filho Camus, — Mu falou entregando a criança ao primo.

Degel ajudou o irmão a sentar, — Meu filho, — Olhando atentamente para criança e confuso falou, — Meu filho? Sim, eu me lembro senti sua energia, senti sua presença desde o solstício, meu filho e do meu amor. — Camus sorriu emocionado, — Ele é lindo!

— Ele parece com seu guardião. — Comentou Degel.

Camus olhou para o filho emocionado, de fato o menino lembrava muito seu amado.

— Como vai chamá-lo Camus? — Perguntou Mu se aproximando e olhando para o bebê que bocejava e se espreguiçava levantando os bracinhos olhando para Camus como que reconhecendo o pai, se um bebê mortal é bonito um bebê elfo é visto como a definição de perfeição, tamanha era sua beleza.

— Hyoga, esse será o seu nome. — Camus falou encantado com o filho, um amor puro, lindo e incondicional o invadia a alma. — Vou te amar e te proteger pra sempre meu filho.

— Alimente-se bem Camus, para poder alimentar seu filho. — Orientou Degel virando-se para Shaka, — Precisam de algo? Vou enviar mais alimentos, Camus precisa se alimentar bem.

— Como ele vai alimentar o filho? — Quis saber Mu.

— Com energia Mu, até o primeiro ano de vida um bebê elfo só se alimenta de energia. — Shaka respondeu, — Estamos bem Degel, não precisamos de nada.

Não demorou Camus adormeceu com Hyoga em seus braços, Mu acomodou a criança numa caminha ao lado do pai e ficou olhando a criança que também dormia encantado.

Degel saiu da tenda com Shaka ao seu lado.

— E agora Degel? A criança veio ao mundo e Camus está livre, o que será deles? — Shaka perguntou fitando o primo.

— Shaka é perigoso, assim que Camus tiver condições ele deve deixar essas terras com a criança, talvez pedir abrigo em Vila Rosalie, o Senhor Albafica está ciente da situação, mas aqui é perigoso.

Degel olhou em volta e baixou a voz antes de continuar, — Estamos tentando evitar uma guerra, mas ela me parece eminente, eu temo por Camus e por seu filho, meu sobrinho.

Shaka encarou o primo, — O Rei sabe? O rei Crystal sabe do nascimento do neto?

Degel montou em seu cavalo e virou para Shaka, — Nada acontece em Delmare e em seus arredores que o Rei não saíba.

Antes de sair Degel falou mais uma vez, — Shaka, cuide de meu irmão e de meu sobrinho, por favor.

Shaka confirmou com a cabeça antes de voltar para junto de Camus e Mu, e agora da criança, o pequeno Hyoga. — Seja bem vindo Hyoga.

O bebê apenas dormia como seu pai.

ooOoo

Crystal estava sentado em seu trono, seu olhar era triste e melancólico aprumou-se quando viu Degel se aproximando. — Como está seu irmão? E o meu neto?

— Conseguimos pai, Camus conseguiu seu neto é lindo. — Informou o filho fazendo uma grande reverência.

Crystal sorriu emocionado, — Meu neto nascendo como um qualquer.

Sage que estava na sala falou firme, — Para se evitar uma guerra é necessário. Se souberem de seu neto vão querer matá-lo.

— EU JAMAIS PERMITIRIA ISSO! — Bradou Crystal.

— Sei disso e por este motivo que Camus deve se esconder com o filho, em uma guerra muitos morreriam, muitas vidas se perderiam para que a do seu neto fosse salva. — Continuou Sage , — Seu neto só deve ser revelado quando já tiver idade e sabedoria para voltar.

Crystal concordou.

ooOoo

— ... E foi isso, ficamos aqui cuidando de você enquanto estava preso no esquife. — Shaka terminava de contar a Camus tudo que se passou na sua ausência, o elfo dos cabelos vermelhos ouvia tudo consternado, em seu peito a dor da perda era muito grande, como se fosse tudo muito recente.

— Me perdoem eu nunca quis que vocês passassem por isso, eu...eu... — Falava Camus emocionado enquanto Hyoga dormia numa caminha ao seu lado.

— Você não tem culpa Camus, é apenas uma vítima do ódio, acho que a maior delas. — Shaka respondeu.

— Camus não fique triste, você não pode, Hyoga precisa de você. — Mu falou alertando o primo para os pensamentos negativos.

Camus olhou para o filho que dormia tranquilamente, os cabelos loiros como os de Milo, um ser inocente que precisava de dele para tudo, tinha que ser forte pelo filho.

— Você sabia que estava esperando... Você sabia que trazia uma criança no ventre? — Perguntou Mu curioso.

Camus pensou um pouco antes de responder, — Não sei, eu sentia algo diferente, mas não sabia o que era de fato, eu me sentia ligado a Milo de um jeito que não sei explicar e ainda sinto. — Respondeu com a voz embargada.

— Não fique triste Camus o guardião voltou, ele está vivo em uma nova vida, deve estar com vinte poucos anos mortais. — Mu informou.

Uma luz brilhou nos olhos de Camus. — Ir até ele é só trazer o sofrimento de volta, ele perdeu a vida por minha culpa, não quero vê-lo morrer novamente.

— Camus ele é um mortal, você irá presenciar ele perder a vida muitas vezes. — Shaka sentenciou morbidamente.

— A menos que encontremos o medalhão, daí eles poderão viver. — Disse Mu empolgado.

— Que medalhão? — Perguntou Camus confuso.

Os primos explicaram a Camus a existência do medalhão e o que ele era capaz de fazer.

— Não sei o que o medalhão causou na antiguidade para ter sido escondido dos elfos, nem sei o por quê dele estar desaparecido, temos que ter cuidado. — Alertou Shaka, mas que no fundo também queria muito encontrar o tal medalhão.

— Onde está esse medalhão Shaka,— Perguntou Camus.

— Pelos meus cálculos ao sul no Egito. — Shaka revelou.

Os olhos do ruivo brilharam.

— Camus há algo mais urgente que temos que resolver. — Começou Shaka sério, — Temos que ir embora, Degel me alertou que você e seu filho correm riscos aqui, se Surtr descobrir sobre a existência de Hyoga... — Shaka foi cortado por Camus.

— Eu o mato se ele tentar chegar perto do meu filho. — O ruivo falou entre dentes.

— Eu sei, isso seria o início de uma guerra que há anos o rei tenta evitar. — Mu foi quem esclareceu.

— Temos que sair daqui, ou vamos para Vila Rosalie ou... Para o Egito? — Shaka expôs as opções deixando a cargo de Camus escolher o destino.

ooOoo

... Tempos atuais....

Camus deixou uma lágrima escapar se tivesse escolhido Vila Rosalie seu filho estaria em segurança agora.

Um barulho na porta o sobressaltou, logo Shaka entrou no recinto.

— Shaka, e então falou com Mu? — Camus perguntou querendo em seu íntimo saber de Milo.

— Estive com Mu Camus, e estive com o seu guardião. — Respondeu Shaka olhando o primo nos olhos

Notas finais
E foi isso que aconteceu com o Camus, tadinho! "Camus do Bairro" e logo logo saberemos como o Rada pegou o Hyoga. Se eu não tivesse outras ideias para essa fic, eu com certeza escreveria a versão elfica de "Três Solteirões de um Bebê", já pensou estes três cuidado do Hyoguinha? kkkkkkk (Quem sabe mais pra frente num capitulo extra). Eu realmente gostaria de saber o que achou desse capítulo, por favor! Me diga! Fantasminhas vocês também se manifestes e psicografem um review sobre as suas impressões sobre o capítulo. Beijo e até o próximo!!