Além da psicologia

9 Eu tenho um amigo


Notas iniciais
Acho que eu passei uns dois dias sem postar... E eu acho que devo dar um aviso: eu não sou fã de Harry Potter; eu não sou Hater também. Eu vou começar a ler a saga depois que terminar Heróis do olimpo. Eu pensei em colocar a saga percy Jackson, mas arrisquei Harry Potter e espero tornar-me fã quando começar a ler.

– Não foi em uma semana, mas teve só três dias a mais — disse ao Filipe na semana seguinte. Ele estava um pouco diferente, estava sem os óculos que penduravam em sua camisa.

– Nossa, eu terminei de ler todos em duas semanas, e achei que tinha sido rápido! — ele respondeu animado e pegando os livros de volta.

– Mas e aí? Você tem outros pra me emprestar?

– Você já leu Percy Jackson?

– Hm... Não, leio poucas sagas, leio mais livros soltos.

– Mas leia essa, você vai se apaixonar.

– Se você diz...

Depois ficamos em certo silêncio constrangedor na praça de alimentação. Debrucei-me sobre a mesa e respirei devagar. Amo efeito que a respiração faz em mim...

– Você está animada para as férias? — ele perguntou quebrando o silêncio.

– Hã? É apenas daqui há um mês.

– Mas o baile de fim de semestre é daqui a duas semanas.

Endireitei-me na cadeira.

– Você vem? — questionei.

– Sim.

– Com quem?

– Só. Sempre fui aos bailes da escola sozinho.

– Por quê? — perguntei sorrindo.

– Não preciso de outras pessoas para me divertir.

– Oh...

Fiquei constrangida, não sei por quê. Pareceu uma indireta pra mim. Talvez ele não gostasse de ser meu amigo e só conversasse comigo por pena.

– Você vem?

– Pro baile? Não, não sou como você.

– Você precisa dos outros para se divertir?

– O problema não é esse. É que eu já não sou a favorita da turma, e ir pro baile sozinha vai ser só mais um motivo pra me chamarem de louca.

– Então eu sou louco?

– Não, Filipe. É que eu já tenho a fama.

– E você acha que eu também não sou alvo das críticas?

Lhe lancei um olhar de interrogação. Ele sorriu e me puxou para mais perto e me olha nos olhos.

– Eu sou o nerd quieto que anda com a garota problemática. Acho que isso é motivo suficiente.

De repente senti vontade de chorar. Não sei por quê, mas senti. E eu chorei.

– Ei, por que está chorando? — Filipe perguntou me puxando para um abraço.

– Nem eu sei. — E de repente começo a rir.

– Já deveria estar acostumado com isso.

Nós dois rimos.

– Tudo bem, mas se eu estiver estragando sua reputação, você pode deixar de falar comigo.

– Por quê? Eu gosto de ser comentado.

– Ah, então você anda comigo pra ganhar fama?

– É, e isso é uma fama cruel.

Afastei-me de seu abraço.

– Você deve ser então muito corajoso por ser meu amigo.

– E mais corajoso serei por te acompanhar no baile. Se você quiser ir, é claro.

Prendi a respiração mordi o lábio inferior.

Ele me chamou para ir ao baile.

Notas finais
Desculpem o capítulo curto, mas eu gosto de separar as emoções.