Além da Morte
16 O inicio do Fim.
Notas iniciais
POV. Alice.
Ter Bella comigo novamente era uma coisa incrível, uma experiência fantástica e uma sensação maravilhosa. Ela era prestativa, carinhosa e perfeita em tudo. Suas declarações de amor eram em atitudes, suas palavras as mais belas e seus gestos... Tem como me apaixonar ainda mais por ela?
Isabella era a mulher que todo homem sonharia em ter em casa, é a melhor amiga que alguém imploraria para ter. É a irmã que te protege e te cuida. É aquela que tem ciúmes, mas nega até o fim. Minha Bella é assim, tão perfeita com cada um de minha e sua família que parecia irreal!
– Oi? – Bella passou a mão em minha frente e acabei rindo da sua tentativa de chamar atenção. – O que você tem? – Perguntou preocupada. Bella estava deitada na nossa cama, completamente nua e com a cara de sono.
– Eu tenho a esposa mais perfeita de todas. – Subi em seu colo e recebi o mais belo sorriso da minha vida.
– Eu que digo isso. – Apertou minha coxa com força e acabei rosnando. – Você fica perfeita assim, sabia? – Arqueei minha sobrancelha e logo sorriu maliciosa. – Nua. – Revirei os olhos, mas acabei gemendo quando apertou mais próximo a minha intimidade.
Eu e Bella, depois do reencontro, decidimos então matarmos a saudade de todas as formas possíveis. O casamento foi o primeiro passo. Confesso que foi o dia mais emocionante da minha vida! Vê-la com aquele terninho branco com preto me fez arfar. Meu pai me levava até ela muito devagar, eu ansiava para tê-la com meu sobrenome, mas ela parecia tão tranquila aquele dia, era como se tudo estivesse normal. E de fato era, tudo estava sendo como deveria ter sido há 50 anos.
Morar sozinha era um sonho que durou apenas cinco anos pós-casamento, a família reunida era algo que eu e Bella prezávamos. Mas havia algo MUITO ruim em de se morar em família...
– Será que vocês podem sair um pouco desse quarto? – Emm bateu na porta e Bella riu.
– Só depois de fazer sua irmã... – A calei com um beijo antes que dissesse o que eu provavelmente faria se ficasse mais um segundo ali.
– Temos um recado importante, reunião de família. – A família de Bella com certeza deveria de estar ali. Somos uma só família agora. Salvatore e Cullen se uniram. Uma grande bagunça também!
Bella bufou e acabei rindo. Sai de seu colo e logo coloquei uma roupa qualquer, não queria perder muito tempo ali, se ficasse mais de um minuto vendo minha mulher nua eu voltaria a ficar sem aqueles pedaços de pano que me cobriam.
– Vamos? – Indaguei quando terminou de colocar sua blusa.
– Posso ao menos escovar os dentes? – Ri e assenti.
Descemos as escadas de mãos dadas e encontramos a família inteiramente reunida. Minhas sogras e minha mãe me encaravam seriamente enquanto Bella ficava tensa.
– O que foi? – Fiquei sem entender nada.
– Filha... – Esme se aproximou e estava sem brilho nos olhos. – Você... Você não conseguiu ver?
– Ver o que? – Bella sentou-se no degrau da escada e fitou a mãe biológica, Elena, com medo e receio. Ela se aproximou e logo a puxou para seu peito. – O que está acontecendo? – Perguntei preocupada.
– O futuro... – Fiquei tensa. – Ele não lhe diz algo? – Fiquei confusa.
– Eu... — Me concentrei o máximo que pude e não consegui ver absolutamente nada. – Não consigo ver nada... A não ser... – Gelei ao ver um bebê, de colo, recém-nascido. – Como... – Bella levantou-se e andou até a janela da sala. Seu rosto estava sem expressão, estava, mas logo ganhou um pequeno e lindo sorriso ao ver Rosalie entrar em seu campo de visão com uma linda e perfeita menininha em seus braços. Nossa Nessie...
Nessie surgiu em nossas vidas logo quando voltamos a morar com a família. Ela era apenas um bebe, mas um bebe que se apegou rapidamente a minha Bella e criou um carinho enorme por mim. Não houve duvidas de que era ela a peça que faltava para o nosso quebra-cabeça. Nessie era a nossa filha, a que nos completava, a alegria da casa e mascote do Emm.
Ela apareceu enquanto caçávamos no meio da floresta, ela era apenas um recém nascido que chorava alto, muito alto. Bella logo correu e chegou a tempo de evitar uma tragédia, havia um leão da montanha pronto para matá-la. Uma nova chance para nossa pequena e um belo almoço para Edward.
Jacob não estava conosco naquele dia, ficou alguns meses fora, mas quando retornou e viu a nossa menina... Foi uma coisa estranha de se ver, mas algo mágico e respeitador. Um imprinting. Bella ficou um pouco abalada com aquilo, ficou com medo de perder seu amigo e nossa... Nossa filha de uma só vez. Mas com o passar do tempo vimos que o amor que ele tinha por ela era fraternal, ele fazia tudo para sua felicidade e proteção. Creio que essa magia dos lobos veio em boa hora.
– Mamãe! – Nessie gritou pela Bella assim que a viu. Correu e pulou em seu colo a apertando muito.
– Minha princesa. Como foi o passeio com a tia Rose? – Perguntou beijando todo o seu rostinho.
– Para mamãe! – Ri e me aproximei. – Foi muito bom! – Estava radiante. — Mamãe Alice! – Sorriu largamente para mim. Retribui seu sorriso e beijei sua testa. – O que foi? – Questionou ao sentir a mãe tensa.
– Nada amor... – nossa menina tinha 7 anos de idade, era bem inteligente para apenas uma humana.
– Sou humana, mas não burra! – Bella riu e a apertou forte.
– Filha, nem eu consigo entender isso direito. Creio que sua mãe sabe mais do futuro do que eu! – Indaguei e Bella me olhou como se pedisse desculpas.
– Eu... – Colocou Nessie no chão e foi até a sala, sentou-se no sofá e todos a seguiram. – Há alguns anos, antes mesmo deu me casar com Alice, Bonnie apareceu com uma proposta maluca. Disse que seria possível termos um filho biológico. – Arregalei os olhos sem acreditar.
– Como assim? – Rose questionou.
– Ela é uma bruxa e todos sabem.- Assenti. – Disse que havia encontrado um encanto que poderia fazer isso, mas no caso seria você, Alice. – Suspirei. – Mas... Mas neguei, seria perigoso demais para você, colocar sua vida em risco eu nunca colocaria. É uma decisão que queria tomar com você. Mas sabia da sua escolha, sabia que escolheria ter um filho. Mas graças a Deus Nessie surgiu em nossas vidas e pude deixar essa ideia maluca de lado. – A olhei atentamente.
– Mas por que vejo uma criança recém-nascida? – indaguei.
– Bonnie e eu discutimos há um ano, todos sabem. – Eu sabia que ela sentia falta da madrinha. – No meio da discussão dissemos coisas que não deveríamos, magoamos uma a outra e nisso... – Suspirou bem fundo. – Eu sem querer consegui com que o feitiço daquela fertilização fosse parar em mim. – arregalei os olhos.
– Você... Você está grávida? – negou. – Então... – Fiquei sem entender.
– Eu só descobri isso após dois meses... Alice. – olhou em meus olhos. – Você está grávida, a criança que você vê é o que está em seu ventre! – Prendi a respiração. Senti minhas forças irem embora e, pela primeira vez em séculos, a escuridão me tomou.
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