Além da Morte
2 Capitulo 2
Notas iniciais
POV Bella.
Com Alice ao meu lado eu me sentia completamente diferente. Com seu cheiro eu me sentia calma e com seu toque me sentia nas nuvens. Meu médico, o tio Caio, disse que meus exames estavam dando uma melhora significativa, que isso era raro, já que eu havia abandonado completamente o tratamento.
– Amor? – Sorri de olhos fechados ao sentir Alice rodear minha cintura com seus braços finos, mas fortes, gélidos, mas macios. Estávamos no intervalo e perto da arvore que demos nosso primeiro beijo. Era sempre aqui que ficávamos. Era um tempo para nós.
– Hum... – Ela beijou meu pescoço e acabei me arrepiando por completo. Alice era pouco coisa mais baixa que eu, 5 centímetros. Mas era perfeito como sua cabeça se encaixava na curva do meu pescoço.
Eu e Alice estávamos juntas há dois meses, mas nada oficial. Eu realmente não queria isso, mas não mando em meu coração... Ele a escolheu assim como ela me escolheu.
– No que tanto pensa? – Perguntou apreensiva e preocupada. Virei-me e a abracei com cuidado, beijei sua testa e respirei fundo inspirando todo seu aroma floral.
– Em como você me mudou. – Ela riu levemente e nos separou.
– Mas falta uma coisa para te mudar completamente... – Seu sorriso malicioso me deu um arrepio nunca sentido. A ansiedade bateu em mim.
– Do que está falando? – Perguntei com receio da resposta.
– Você nem conversa com meus irmãos, Bella! – Suspirei. Quanto menos se aproximarem e se apegarem a mim, melhor. Não quero ser motivo de tristeza de mais ninguém. – E eu quero que conheça minha mãe! – Me arrepiei e arregalei os olhos. Alice riu levemente e me envolveu novamente com seus braços, me puxou e me deu um leve selinho me tirando do transe.
– Alice, me desculpa, mas eu sempre te disse que eu não era a pessoa certa para você e... – me calou com um beijo.
– E eu sempre disse que você nem ninguém sabe o que é o melhor para mim, somente eu. – Riu e me puxou em direção à mesa dos seus irmãos. Senti-me completamente travada, meu coração começou a acelerar e logo Alice parou. – O que aconteceu? Nervosa? – A olhei sem entender. Ela me abraçou e colocou sua cabeça do lado do meu coração. – Está tão acelerado. – Sorriu.
– Você está me levando para cova dos leões. – sussurrei e riu um pouco alto, chamando a atenção de muitos. – Alice, que tal outro... – Me calei ao ver que ela voltou a me puxar e paramos somente em frente aos seus irmãos. Detalhe pequeno: Todos me encaravam.
– Sejam simpáticos, vocês prometeram! – Ela fez bico e o grandão acabou sorrindo. Aos poucos fui sentindo meu corpo relaxando e meu coração voltando a bater normalmente. – Amor? – Me olhou com carinho e apertou minha mão de uma forma que acabei sorrindo. – Gente, essa é Isabella Swan, a minha Bells. – Sorri com esse lado possessivo dela. – Bells, esses são meus irmãos. – Apontou para cada um à medida que ia falando os nomes. O ursão de 1.90, segundo Jessica, era o Emmett. O “Bonitão” era o Edward e o cabelo de miojo é o Jasper. E a única mulher se chamava Rosalie.
– Um prazer em conhecê-los. – Falei um pouco tensa. Emmett soltou uma risada e o olhei sem entender.
– Sério que é isso que quer Alice? Uma menina sem graça e travada? Não vai dar certo, você merece coisa melhor. — Me senti inteiramente ofendida, mas nada podia dizer, eu concordava com ele.
– Emmett! – Foi repreendido pela namorada. – Olá, não ligue para o meu namorado. – assenti. – Seja muito bem vida a família. – Fechei os olhos com força. Bem vinda à família?
– Prazer Isabella. – Edward e Jasper falaram educadamente.
– Bella, por favor. – Pedi. Assentiram e voltaram suas atenções para outras coisas.
– Eles são antissociais mesmo, não ligue. – Alice falou rindo levemente. Assenti sorrindo, mas logo perdi o sorriso. – E não dê ouvidos ao que Emm disse, ele é um idiota. – Respirei fundo e fiquei calada. – E você vai almoçar lá em casa hoje, depois da escola. Ok amor?
– Eu? Sua casa? – ouvi uma gargalhada e logo percebi ser a do ursão.
– Sim, vou te apresentar aos meus pais, quer dizer, a minha mãe. Carlisle está no hospital. – Abaixei a cabeça e me soltei da minha Alice. Eu estava agindo errado, ela estava me querendo na sua vida e eu não tenho mais isso, quer dizer, tenho pouco. – Amor, o que foi? – Ergueu minha cabeça e olhou em meus olhos.
– Você não vai me querer na sua vida. Vai se decepcionar. – Entrelaçou nossos dedos e suspirou.
– Quero você pelo resto da minha vida. Eu te amo, Bella, eu te amo. – Não resisti e a puxei para um beijo, essa era a primeira vez que me dizia tais palavras. Um beijo que eu gostaria muito de me aprofundar, mas ela logo nos separou e me abraçou fortemente. – E para de dizer isso, até parece que vou te perder! – Me arrepiei e retribui o aperto.
– Eu sempre serei sua, não importa se viva ou morta, sempre terá meu coração. – Me apertou mais ainda. – Eu... Eu te amo. – Acabei confessando.
[...]
Ok, eu não sabia se corria ou se encarava isso de frente, mas era difícil fazer uma escolha com a mulher que você mais ama te segurando firmemente ao seu lado.
– Não precisa ficar tensa, ela vai gostar de você. – Sorriu lindamente, mas dessa vez não fiquei menos tensa.
– Alice, não temos nada certo, por que quer me apresentar aos seus pais? – Perguntei com receio.
– Como eu já disse, você é a mulher da minha vida, dois meses foram mais que suficientes para afirmar isso. – Me prensou contra seu carro e beijou meu pescoço. Apertei sua cintura fortemente e gemi baixinho. Vi que se arrepiou.
– Você me provoca tanto... – Passei minha mão pelo seu corpo e parei em sua bunda.
– E você me deixa muito... – Se calou. Sorri de lado. O meu lado pervo estava completamente ativado.
– Te deixo como, Alice? – Perguntei apertando sua bunda e dessa vez eu que tive o prazer de ouvi-la gemer.
– Você sabe. Você... Bells... É melhor parar. – Sua voz estava rouca e eu completamente excitada.
“Isabella, ou pare com esse hobby ou morrerá enquanto estiver tendo um orgasmo”.
Aquela frase veio como um flash e logo me separei de Alice. Eu nunca me importei com minha vida, principalmente depois da doença, mas com Alice é diferente, eu tenho vontade de voltar a me tratar, tenho vontade de viver.
– Me desculpa. – Pedi beijando sua testa e respirando fundo para me autocontrolar.
– Tudo bem, tudo bem... – Ela também respirou fundo e se virou. Mas não resisti e a abracei por trás, e novamente ela gemeu. – Bells... – Ficou mole em meus braços.
– Eu queria muito... Mas eu mudei, eu mudei por você, Alice. – Beijei seu pescoço. A virei para mim e olhei em seus olhos. – Você me fez ter vontade de viver, sabia? – Ela sorriu levemente e seus olhos estavam brilhando.
– Eu te amo, meu amor. – Acariciei seu rosto e sorri com sua declaração.
– Eu nunca fui romântica, muito pelo contrario, mas... – Me calei, não sabia como fazer aquilo.
– Mas...? – Insistiu com os olhos brilhando.
– Você quer namorar comigo? Ser oficialmente minha? – Ela me abraçou com tanta força e carinho que segurei minhas lágrimas quando ouvi sua resposta.
– Sim, sim, sim, SIM! – Me puxou para um beijo um pouco mais ousado. Eu nunca consegui entender o porquê dos beijos rápidos, mas nunca questionei isso a ela. Só com um selinho ela me deixava louca.
Logo enfiou sua língua em minha boca e me surpreendi com sua iniciativa. Sorri contra seus lábios e intensifiquei o beijo. Minha mão enlaçou ainda mais sua cintura e ela fez o mesmo em minha nuca. Minha língua logo se entrelaçou a dela e ambas gememos levemente. Mas tudo que é bom sempre acaba, minha respiração estava ficando ofegante, eu sentia que algo estava ficando errado. Separei-me de Alice e coloquei a mão em meu nariz.
– Merda. – Falei baixinho ao ver o pouco sangue que escorreu.
– Bella... – Me olhou preocupada, mas reparei que seus olhos ficarem escuros, negros na verdade. – Você está bem? – Ela os fechou fortemente e parou de respirar.
– Estou, não foi nada demais. – Limpei minha mão rapidamente. – Her... Desculpa-me. – Pedi.
– Venha, vou te levar para o banheiro. – Me puxou e logo entramos na casa. Não cumprimentei ninguém, sentia que começava a escorrer mais sangue. Tranquei-me no banheiro e joguei uma agua no rosto, me limpando por completo.
Eu sou uma idiota, uma idiota! – Uma tontura me atingiu e logo tive que me apoiar na pia com força. – Você deveria dizer a ela, não pode esconder isso! – Suspirei e senti meu peito arder. – Eu estou piorando... Piorando muito... – Acabei chorando. – MERDA! Por que isso tinha que acontecer comigo? Por quê? – Me olhei no espelho e vi que estava mais pálida que o normal. Mas também vi uma adolescente com medo, temendo a reação da pessoa que ela mais amava.
– Amor? – Ouvi minha namorada... Namora? Uau. Sorri boba.
– Sim? – Falei rouca, devido ao choro.
– Você está me preocupando, saia do banheiro, deixa eu te ajudar. Quer que eu ligue para o meu pai? – fiquei tensa.
– Não, não precisa. – Falei rapidamente. Joguei mais uma agua em meu rosto e sai do banheiro. – Me desculpa, é só um problema... Nada demais. – Sorri amarelo, mas sua olhada intensa me fez ficar com mais remorso ainda.
– Está mentindo... – Suspirei. – Mas não vou te forçar a me contar nada, sabe que pode confiar em mim.
– Não é por que não confio, sabe que tem meu coração, Alice, minha confiança é inteiramente sua. – Suspirei. – Apenas... Apenas não sei como te dizer isso. – Lamentei.
– Não vou te forçar, meu amor. – Apertou minha mão com carinho e a culpa veio ainda mais forte. – Venha, minha família inteira ficou preocupada com você. – Assenti ficando corada. A família inteira vai ficar me encarando como se eu fosse uma E.T. FATO.
– Ok...
Andamos até a sala e me surpreendi ao ver 6 pessoas ali, o pai de Alice havia chegado...
– Pai? Não sabia que havia chegado. – Alice sorriu e logo apertei sua mão mais forte. E o medo da rejeição do meu sogro veio agora. Quem diria que eu teria medo de enfrentar alguém? – Pai, mãe, gostaria de apresentar uma pessoa muito importante. – Seu sorriso era tão lindo, mas não me fez relaxar nada. – Essa é Isabella Swan, minha Namorada. – Me abraçou de lado e encarei os dois um pouco apreensiva. – Bells, meu amor, esses são Esme e Carlisle. – Assenti.
– Olá, muito prazer Dr. E Sra. Cullen. – Falei formalmente e Emmett logo soltou uma gargalhada.
– Na boa, essa garota é uma comédia. – Uma onda de tranquilidade começou a me atingir, mas eu não conseguia desviar meus olhos do pai da minha namorada.
– Prazer em lhe conhecer, Isabella. – A mãe dela, muito linda por sinal, andou delicadamente em minha direção e logo me puxou para um abraço. Fiquei meio sem jeito, mas tentei ao máximo retribuir. – Você está bem? Está pálida e gelada. – Me olhou preocupada.
– Apenas uma... Uma recaída. Minha pressão abaixou um pouco. – Não era e toda mentira, não é? – Obrigada e desculpe pela preocupação. – Beijou minha testa e senti minhas bochechas corarem.
– Minha filha te ama, você já é da família, uma filha para mim. – Respirei fundo. – O que foi? – Questionou.
– Mãe... Está ai uma coisa que não sei o que é ter. – Sorri irônica, mas logo suspirei. – Alice foi um pouco equivocada ao me chamar um tanto que de ultima hora para almoçar aqui, não quero ser um incomodo. – Falei educadamente.
– Pois terá uma agora. – sorriu e me abraçou novamente. – O almoço já está pronto, mas perdão, os meninos chegaram mais cedo e já comeram.
– Tudo bem, eu que sou a intrusa. – Ela sorriu e logo pediu licença e foi preparar a mesa.
– Isabella, seja bem vinda. – O pai de Alice logo me cumprimentou com um aperto de mão. Olhar em seus olhos me fez ter uma sensação de segurança, carinho e compaixão. Ele me olhava com tanta intensidade que me arrepiei. – Espero que cuide da minha filha. – Seu tom de voz era severo, mas ele tinha um brilho de felicidade nos olhos.
– Até depois que meu coração parar de bater. – Falei firme e ele sorriu. Alice ficou rígida ao meu lado e logo a puxei comigo quando sua mãe nos chamou.
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