Notas iniciais
Nossa gente, fiquei realmente feliz em saber que o primeiro capitulo agradou tanto a voces. Bom, a medida que eu vou escrevendo eu vou postando aqui, ok? O final voces já sabem, ou grande maioria, então não tem segredo, só quero colocar os detalhes que achei que faltaram na One... Enfim, não será um FIC ENORME, isso eu tenho noção. Mas no máximo que der para prolongar eu vou, ok? Sei que voces gostam ;) FELIZ ANO NOVO PARA VOCES, SUAS LINDAS - E LINDÃO. Um ótimo 2014, que seja melhor que 2013 ;)

POV Bella.

Com Alice ao meu lado eu me sentia completamente diferente. Com seu cheiro eu me sentia calma e com seu toque me sentia nas nuvens. Meu médico, o tio Caio, disse que meus exames estavam dando uma melhora significativa, que isso era raro, já que eu havia abandonado completamente o tratamento.

– Amor? – Sorri de olhos fechados ao sentir Alice rodear minha cintura com seus braços finos, mas fortes, gélidos, mas macios. Estávamos no intervalo e perto da arvore que demos nosso primeiro beijo. Era sempre aqui que ficávamos. Era um tempo para nós.

– Hum... – Ela beijou meu pescoço e acabei me arrepiando por completo. Alice era pouco coisa mais baixa que eu, 5 centímetros. Mas era perfeito como sua cabeça se encaixava na curva do meu pescoço.

Eu e Alice estávamos juntas há dois meses, mas nada oficial. Eu realmente não queria isso, mas não mando em meu coração... Ele a escolheu assim como ela me escolheu.

– No que tanto pensa? – Perguntou apreensiva e preocupada. Virei-me e a abracei com cuidado, beijei sua testa e respirei fundo inspirando todo seu aroma floral.

– Em como você me mudou. – Ela riu levemente e nos separou.

– Mas falta uma coisa para te mudar completamente... – Seu sorriso malicioso me deu um arrepio nunca sentido. A ansiedade bateu em mim.

– Do que está falando? – Perguntei com receio da resposta.

– Você nem conversa com meus irmãos, Bella! – Suspirei. Quanto menos se aproximarem e se apegarem a mim, melhor. Não quero ser motivo de tristeza de mais ninguém. – E eu quero que conheça minha mãe! – Me arrepiei e arregalei os olhos. Alice riu levemente e me envolveu novamente com seus braços, me puxou e me deu um leve selinho me tirando do transe.

– Alice, me desculpa, mas eu sempre te disse que eu não era a pessoa certa para você e... – me calou com um beijo.

– E eu sempre disse que você nem ninguém sabe o que é o melhor para mim, somente eu. – Riu e me puxou em direção à mesa dos seus irmãos. Senti-me completamente travada, meu coração começou a acelerar e logo Alice parou. – O que aconteceu? Nervosa? – A olhei sem entender. Ela me abraçou e colocou sua cabeça do lado do meu coração. – Está tão acelerado. – Sorriu.

– Você está me levando para cova dos leões. – sussurrei e riu um pouco alto, chamando a atenção de muitos. – Alice, que tal outro... – Me calei ao ver que ela voltou a me puxar e paramos somente em frente aos seus irmãos. Detalhe pequeno: Todos me encaravam.

– Sejam simpáticos, vocês prometeram! – Ela fez bico e o grandão acabou sorrindo. Aos poucos fui sentindo meu corpo relaxando e meu coração voltando a bater normalmente. – Amor? – Me olhou com carinho e apertou minha mão de uma forma que acabei sorrindo. – Gente, essa é Isabella Swan, a minha Bells. – Sorri com esse lado possessivo dela. – Bells, esses são meus irmãos. – Apontou para cada um à medida que ia falando os nomes. O ursão de 1.90, segundo Jessica, era o Emmett. O “Bonitão” era o Edward e o cabelo de miojo é o Jasper. E a única mulher se chamava Rosalie.

– Um prazer em conhecê-los. – Falei um pouco tensa. Emmett soltou uma risada e o olhei sem entender.

– Sério que é isso que quer Alice? Uma menina sem graça e travada? Não vai dar certo, você merece coisa melhor. — Me senti inteiramente ofendida, mas nada podia dizer, eu concordava com ele.

– Emmett! – Foi repreendido pela namorada. – Olá, não ligue para o meu namorado. – assenti. – Seja muito bem vida a família. – Fechei os olhos com força. Bem vinda à família?

– Prazer Isabella. – Edward e Jasper falaram educadamente.

– Bella, por favor. – Pedi. Assentiram e voltaram suas atenções para outras coisas.

– Eles são antissociais mesmo, não ligue. – Alice falou rindo levemente. Assenti sorrindo, mas logo perdi o sorriso. – E não dê ouvidos ao que Emm disse, ele é um idiota. – Respirei fundo e fiquei calada. – E você vai almoçar lá em casa hoje, depois da escola. Ok amor?

– Eu? Sua casa? – ouvi uma gargalhada e logo percebi ser a do ursão.

– Sim, vou te apresentar aos meus pais, quer dizer, a minha mãe. Carlisle está no hospital. – Abaixei a cabeça e me soltei da minha Alice. Eu estava agindo errado, ela estava me querendo na sua vida e eu não tenho mais isso, quer dizer, tenho pouco. – Amor, o que foi? – Ergueu minha cabeça e olhou em meus olhos.

– Você não vai me querer na sua vida. Vai se decepcionar. – Entrelaçou nossos dedos e suspirou.

– Quero você pelo resto da minha vida. Eu te amo, Bella, eu te amo. – Não resisti e a puxei para um beijo, essa era a primeira vez que me dizia tais palavras. Um beijo que eu gostaria muito de me aprofundar, mas ela logo nos separou e me abraçou fortemente. – E para de dizer isso, até parece que vou te perder! – Me arrepiei e retribui o aperto.

– Eu sempre serei sua, não importa se viva ou morta, sempre terá meu coração. – Me apertou mais ainda. – Eu... Eu te amo. – Acabei confessando.

[...]

Ok, eu não sabia se corria ou se encarava isso de frente, mas era difícil fazer uma escolha com a mulher que você mais ama te segurando firmemente ao seu lado.

– Não precisa ficar tensa, ela vai gostar de você. – Sorriu lindamente, mas dessa vez não fiquei menos tensa.

– Alice, não temos nada certo, por que quer me apresentar aos seus pais? – Perguntei com receio.

– Como eu já disse, você é a mulher da minha vida, dois meses foram mais que suficientes para afirmar isso. – Me prensou contra seu carro e beijou meu pescoço. Apertei sua cintura fortemente e gemi baixinho. Vi que se arrepiou.

– Você me provoca tanto... – Passei minha mão pelo seu corpo e parei em sua bunda.

– E você me deixa muito... – Se calou. Sorri de lado. O meu lado pervo estava completamente ativado.

– Te deixo como, Alice? – Perguntei apertando sua bunda e dessa vez eu que tive o prazer de ouvi-la gemer.

– Você sabe. Você... Bells... É melhor parar. – Sua voz estava rouca e eu completamente excitada.

Isabella, ou pare com esse hobby ou morrerá enquanto estiver tendo um orgasmo”.

Aquela frase veio como um flash e logo me separei de Alice. Eu nunca me importei com minha vida, principalmente depois da doença, mas com Alice é diferente, eu tenho vontade de voltar a me tratar, tenho vontade de viver.

– Me desculpa. – Pedi beijando sua testa e respirando fundo para me autocontrolar.

– Tudo bem, tudo bem... – Ela também respirou fundo e se virou. Mas não resisti e a abracei por trás, e novamente ela gemeu. – Bells... – Ficou mole em meus braços.

– Eu queria muito... Mas eu mudei, eu mudei por você, Alice. – Beijei seu pescoço. A virei para mim e olhei em seus olhos. – Você me fez ter vontade de viver, sabia? – Ela sorriu levemente e seus olhos estavam brilhando.

– Eu te amo, meu amor. – Acariciei seu rosto e sorri com sua declaração.

– Eu nunca fui romântica, muito pelo contrario, mas... – Me calei, não sabia como fazer aquilo.

– Mas...? – Insistiu com os olhos brilhando.

– Você quer namorar comigo? Ser oficialmente minha? – Ela me abraçou com tanta força e carinho que segurei minhas lágrimas quando ouvi sua resposta.

– Sim, sim, sim, SIM! – Me puxou para um beijo um pouco mais ousado. Eu nunca consegui entender o porquê dos beijos rápidos, mas nunca questionei isso a ela. Só com um selinho ela me deixava louca.

Logo enfiou sua língua em minha boca e me surpreendi com sua iniciativa. Sorri contra seus lábios e intensifiquei o beijo. Minha mão enlaçou ainda mais sua cintura e ela fez o mesmo em minha nuca. Minha língua logo se entrelaçou a dela e ambas gememos levemente. Mas tudo que é bom sempre acaba, minha respiração estava ficando ofegante, eu sentia que algo estava ficando errado. Separei-me de Alice e coloquei a mão em meu nariz.

– Merda. – Falei baixinho ao ver o pouco sangue que escorreu.

– Bella... – Me olhou preocupada, mas reparei que seus olhos ficarem escuros, negros na verdade. – Você está bem? – Ela os fechou fortemente e parou de respirar.

– Estou, não foi nada demais. – Limpei minha mão rapidamente. – Her... Desculpa-me. – Pedi.

– Venha, vou te levar para o banheiro. – Me puxou e logo entramos na casa. Não cumprimentei ninguém, sentia que começava a escorrer mais sangue. Tranquei-me no banheiro e joguei uma agua no rosto, me limpando por completo.

Eu sou uma idiota, uma idiota! – Uma tontura me atingiu e logo tive que me apoiar na pia com força. – Você deveria dizer a ela, não pode esconder isso! – Suspirei e senti meu peito arder. – Eu estou piorando... Piorando muito... – Acabei chorando. – MERDA! Por que isso tinha que acontecer comigo? Por quê? – Me olhei no espelho e vi que estava mais pálida que o normal. Mas também vi uma adolescente com medo, temendo a reação da pessoa que ela mais amava.

– Amor? – Ouvi minha namorada... Namora? Uau. Sorri boba.

– Sim? – Falei rouca, devido ao choro.

– Você está me preocupando, saia do banheiro, deixa eu te ajudar. Quer que eu ligue para o meu pai? – fiquei tensa.

– Não, não precisa. – Falei rapidamente. Joguei mais uma agua em meu rosto e sai do banheiro. – Me desculpa, é só um problema... Nada demais. – Sorri amarelo, mas sua olhada intensa me fez ficar com mais remorso ainda.

– Está mentindo... – Suspirei. – Mas não vou te forçar a me contar nada, sabe que pode confiar em mim.

– Não é por que não confio, sabe que tem meu coração, Alice, minha confiança é inteiramente sua. – Suspirei. – Apenas... Apenas não sei como te dizer isso. – Lamentei.

– Não vou te forçar, meu amor. – Apertou minha mão com carinho e a culpa veio ainda mais forte. – Venha, minha família inteira ficou preocupada com você. – Assenti ficando corada. A família inteira vai ficar me encarando como se eu fosse uma E.T. FATO.

– Ok...

Andamos até a sala e me surpreendi ao ver 6 pessoas ali, o pai de Alice havia chegado...

– Pai? Não sabia que havia chegado. – Alice sorriu e logo apertei sua mão mais forte. E o medo da rejeição do meu sogro veio agora. Quem diria que eu teria medo de enfrentar alguém? – Pai, mãe, gostaria de apresentar uma pessoa muito importante. – Seu sorriso era tão lindo, mas não me fez relaxar nada. – Essa é Isabella Swan, minha Namorada. – Me abraçou de lado e encarei os dois um pouco apreensiva. – Bells, meu amor, esses são Esme e Carlisle. – Assenti.

– Olá, muito prazer Dr. E Sra. Cullen. – Falei formalmente e Emmett logo soltou uma gargalhada.

– Na boa, essa garota é uma comédia. – Uma onda de tranquilidade começou a me atingir, mas eu não conseguia desviar meus olhos do pai da minha namorada.

– Prazer em lhe conhecer, Isabella. – A mãe dela, muito linda por sinal, andou delicadamente em minha direção e logo me puxou para um abraço. Fiquei meio sem jeito, mas tentei ao máximo retribuir. – Você está bem? Está pálida e gelada. – Me olhou preocupada.

– Apenas uma... Uma recaída. Minha pressão abaixou um pouco. – Não era e toda mentira, não é? – Obrigada e desculpe pela preocupação. – Beijou minha testa e senti minhas bochechas corarem.

– Minha filha te ama, você já é da família, uma filha para mim. – Respirei fundo. – O que foi? – Questionou.

– Mãe... Está ai uma coisa que não sei o que é ter. – Sorri irônica, mas logo suspirei. – Alice foi um pouco equivocada ao me chamar um tanto que de ultima hora para almoçar aqui, não quero ser um incomodo. – Falei educadamente.

– Pois terá uma agora. – sorriu e me abraçou novamente. – O almoço já está pronto, mas perdão, os meninos chegaram mais cedo e já comeram.

– Tudo bem, eu que sou a intrusa. – Ela sorriu e logo pediu licença e foi preparar a mesa.

– Isabella, seja bem vinda. – O pai de Alice logo me cumprimentou com um aperto de mão. Olhar em seus olhos me fez ter uma sensação de segurança, carinho e compaixão. Ele me olhava com tanta intensidade que me arrepiei. – Espero que cuide da minha filha. – Seu tom de voz era severo, mas ele tinha um brilho de felicidade nos olhos.

– Até depois que meu coração parar de bater. – Falei firme e ele sorriu. Alice ficou rígida ao meu lado e logo a puxei comigo quando sua mãe nos chamou.

Notas finais
Eai gente linda, comentários? ;)