Além da Eternidade - 1° temporada
101 Que esse amor dure além da eternidade - parte 1
Notas iniciais
Enquanto isso na boate de Roberta
Roberta havia tocado algumas músicas, logo ficou andando pela boate, fiscalizando tudo o que acontecia. Muito de seus fãs conversaram com ela e demonstraram o quanto estavam felizes por ela ter se recuperado bem. Como de costume, muitas meninas já haviam olhado para ela com intenção, Beta respondeu há alguns olhares, mas não passou disso. Lá pelas duas e vinte da manhã e alguém chegou nela.
Fernanda: Disputada como sempre! — Beta a olhou e sorriu.
Roberta: Como você está?
Fernanda: Melhor agora. E você?
Roberta: Bem. Aceita uma bebida?
Fernanda: Claro.
Elas pegaram duas bebidas e sentaram-se em uma mesa.
Roberta: E a namorada?
Fernanda: Na casa dos pais dela.
Roberta: Não te levou junto?
Fernanda: Dessa vez consegui escapar. — Elas sorriam. — E você, sozinha?
Roberta: Sim.
Fernanda: E esses olhinhos tristes? — Acariciou o rosto de Roberta.
Roberta falou o que havia acontecido e quando se deram conta a boate já estava praticamente vazia. Elas combinaram um jantar e cada uma foi para sua casa.
Roberta chegou em seu apartamento, tomou um banho, comeu algo e deitou-se. Ela não conseguia parar de pensar em Thay um minuto se quer e a cada vez que ela pensava, sentia a raiva aumentar. Não demorou muito e ela pegou no sono.
Lá pelas dez e meia da manhã Beta acordou, tomou um banho e foi para a boate resolver algumas coisas. DJ e ela teriam um almoço com alguns empresários que queriam a boate deles em um evento de sua empresa. Antes de saírem para o almoço, os dois mostraram cada parte de boate e logo foram para o restaurante. Lá os empresários apresentaram o evento que seria e por fim, fecharam negócio. Seria um evento daqui uns dias antes da virada do ano, com a imprensa presente.
Assim que o almoço acabou, os dois voltaram a boate onde deram a noticia para seus funcionários que vibraram muito. Logo eles começaram a desde já cuidarem de cada detalhe da tal festa. Nada poderia dar errado!
A tarde passou se arrastando até que, finalmente, a noite chegou. Depois de muito trabalho, Roberta foi para seu apartamento onde tomou um banho e logo foi brincar com Tchesco um pouco.
Roberta: Ei garotão! — O acariciou enquanto ele pulava nela. — Ultimamente eu não tenho tido muito tempo pra você, né? Desculpa, mas a coisa ta corrida na boate. Prometo que assim que der te levo pra passear por bastante tempo, ok? — Ele latiu e ela sorriu. — Sabia que sinto sua falta? — Foi só falar em 'sentir falta' e ela lembrou de Thay. Por um impulso Beta pegou seu celular, mas não havia nenhuma chamada de Thay.
Roberta brincou mais um pouco com Tchesco e logo se arrumou indo ao restaurante marcado com Fernanda.
Roberta: Me atrasei? — Fernanda se levantou dando um beijo em seu rosto em seguida.
Fernanda: Não. Eu que cheguei cedo demais. Você está linda! — Sentaram-se.
Roberta: Você também.
Após fazerem seus pedidos elas conversaram. Na verdade aquele jantar não era nada demais, apenas queriam conversar, contar as novidades com mais calma e quem sabe falar do futuro.
Enquanto isso no apartamento de Mayane
Diego e May estavam no maior love na sala.
Diego: Eu te amo muito, sabia?
Mayane: Eu te amo mais! Muito mais.
May selou seus lábios nos de Diego e eles iniciaram um beijo calmo e intenso. Antes que esse beijo pudesse virar em algo, Thay invadiu o apartamento fazendo eles se separarem rápido.
Mayane: Que isso? — Se assustou.
Thayane: Desculpa gente, mas eu preciso saber da Roberta.
Diego: Ela não está aqui.
Mayane: Se ela não estiver no apartamento, está na boate.
Thayane: Já fui nos dois lugares e ela não está lá.
Diego: Liga pro DJ, ele deve saber dela.
Thayane: Claro!
Thay pegou seu celular e ligou para o DJ, mas ele não atendeu. Ela então ligou para boate e lá uma de suas funcionárias lhe informou que Beta estava jantando em um restaurante próximo a boate, era o único por ali. Thay agradeceu e desligou.
Thayane: To saindo gente, desculpa atrapalhar vocês.
Mayane: Aonde você vai?
Thayane: Beta está em um restaurante perto da boate, ela precisa me ouvir.
Diego: Calma Thay, espera a chuva acalmar!
Thayane: Não posso perder mais um minuto. — Saiu fechando a porta.
Mayane: CALMA THAY! — Gritou, mas em vão.
Diego: Não quero nem ver se a Beta estiver acompanhada.
Thayane saiu cantando pneus e em questão de poucos minutos estava parada no estacionamento do tal restaurante. Ela desceu do carro e procurou o carro de Roberta, encontrando segundos depois. Foram segundos, mas esses segundos deixaram Thay completamente ensopada. A chuva caia forte e ela não havia lembrado do guarda-chuva. Imediatamente Thay invadiu o restaurante indo direto na mesa de Roberta que ria animadamente com sua convidada.
Thayane: Roberta! — Fernanda ficou séria ao vê-la ali. Beta a olhou rapidamente.
Roberta: O que você está fazendo aqui? — A olhou dos pés a cabeça notando sua roupa totalmente encharcada e como ela molhava o chão.
Thayane: Você precisa ouvir o que eu tenho pra dizer!
Roberta: Eu não falo com desconhecidos. — O restaurante todo estava olhando elas.
Garçom: Senhorita, me perdoe, mas está molhando o chão. — Thay o olhou.
Thayane: Só um minuto, eu já vou sair. — Ela olhou Beta novamente. — Só um minuto, Beta!
Roberta: Eu não conheço você!
Garçom: Senhorita...- Thay o interrompeu.
Thayane: Por Deus Roberta, eu já sei que você recuperou sua memória.
Roberta: Por isso mesmo. A Thay que eu conhecia não mentiria pra mim como você fez, ainda mais no momento em que eu mais precisei dela!
Garçom: Senhorita...- Thay o olhou.
Thayane: Só um momento, caramba! — Thay olhou Roberta. — Você precisa entender meus motivos!
Roberta: Chega Thay! Chega! Eu não tenho e nem quero ouvir nada!
Até o momento Thay não tinha reparado que a menina que acompanhava sua pequena era nada mais, nada menos que sua ex, Fernanda. Ao vê-la, Thay pensou ter entendido muita coisa.
Thayane: Acho que você já fez sua escolha, né? — Thay olhou o garçom e antes dele falar de novo, ela saiu na frente. — Me perdoe! — Retirou-se em seguida.
O silêncio predominou a mesa em que Beta e Nanda estava. Roberta segurava com força um guardanapo em sua mão e mantinha seus olhos fixos em um copo como se esperasse que ele se partisse ao meio só por olhá-lo.
Fernanda: O que está esperando para ir atrás dela? — Beta a olhou. — É o seu amor que está saindo por aquela porta. Tem certeza que vai deixá-la ir?
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