Além da Eternidade - 1° temporada

69 Quando o silêncio vira resposta - parte 1


Notas iniciais
Gente, esse capítulo é em duas partes, mas hoje postarei só uma.

Mayane: Dieeeeeeeeeeeeeeeeeeeeego!! – Gritou.

Roberta: Estourou meu tímpano!

Mayane: Ele é surdo, só assim me escuta.

Thayane: Isso vai acabar em casamento ainda. – Sussurrou para Beta.

Mayane: O que você disse?

Thayane: Nada.

Mayane: Sei! Onde é que se meteu esse garoto? – Olhou para os lados. – Eu vou ao banheiro, já volto. – Retirou-se.

Assim que May entrou no banheiro, Diego apareceu na sala com um senhor.

Diego: Gente, eu quero apresentar a vocês meu avô, Antônio. – As meninas sorriram e se levantaram. – Vô, essas são a Thayane e a Roberta. – Elas apertaram a mão dele e deram um beijo.

Antônio: Vocês devem ser as namoradas que o Diego me falou. – Elas sorriram.

Thayane: Somos sim.

Antônio: Eu apesar de ser um velho, não tenho nada contra.

Roberta: Que isso, o senhor ta um homem novo.

Antônio: Você acha?

Roberta: Eu acho.

Antônio: Então o Diego vai ter que me levar a uma balada daqui. – Eles riram.

Os quatro se sentaram no sofá e continuaram conversando, logo May chegou na sala e se sentou no braço do sofá, perto das meninas.

Antônio: Você deve ser a May, acertei? – May sorriu.

Mayane: Sim, como o senhor sabe?

Antônio: Diego já me falou muito de você e foi fácil perceber porque quando você entrou na sala, os olhos do meu neto brilharam. – As meninas sorriram baixinho e May ficou toda séria, sem jeito.

Mayane: Ah, o senhor é avô do Diego, prazer. – Se levantou e foi até ele dar um abraço e um beijo.

Antônio: O prazer é meu. – Sorriu.

Seu Antônio era um idoso, mas com uma alma jovem. Tinha 70 anos, mas aparência de 60, não tinha muitos cabelos brancos, um corpo ‘atlético’ de acordo com a sua idade. Brincalhão, de bem com a vida, cheio de piadas..um humor de primeira.

Diego: O vô veio passar uns dias aqui comigo, então aproveitei pra ele conhecer vocês.

Thayane: Veio passear um pouco?

Diego: Veio resolver uns negócios, na verdade. Cara, ele fez uma baderna com o Christian e a Angel.

Roberta: Só imagino.

As meninas ficaram conversando durante um bom tempo com Diego e seu Antônio, até que ficou tarde e elas resolveram ir dormir. Despediram-se e foram para o apartamento das meninas.

Mayane: Boa noite meninas, até amanhã.

Thayane: Boa noite prima.

Roberta: Boa noite May. – May retirou-se e as duas ficaram na sala.

Thayane: Vamos para o quarto?

Roberta: Vamos. Vai indo que eu vou beber um copo de água.

Thayane: Comprei Pepsi pra você se quiser ta na geladeira. – Beta sorriu.

Roberta: Obrigada.

Enquanto Thay foi para o quarto, Beta foi até a cozinha, pegou um copo de Pepsi e foi para o quarto também.

Thayane: Eu sabia que você não iria resistir. – Elas sorriram.

Roberta: É, o vicio sempre fala mais alto. – Ela deitou ao lado de Thay na cama.

Assim que Beta deitou, Thay a envolveu em seus braços e a apertou. O silêncio tomou conta daquele quarto, elas tinham tantas coisas para conversarem, mas as palavras ficaram entaladas em suas gargantas. Roberta deitou sua cabeça no peito de Thay e fechou os olhos. Havia uma angústia dentro dela, não pela situação, era uma angústia diferente, um aperto no peito daqueles que pressentem alguma coisa.

O clima estava ‘bom’, pela primeira vez desde que Vitor chego, elas estavam juntas e sem brigar, mas havia uma pergunta que Beta queria fazer, mas não fazia por medo da resposta e da porcentagem – que não era pequena – de uma briga acontecer. Um suspirou solto, um segundo de coragem e ela perguntou.

Roberta: Quando o Vitor vai voltar?

Thayane: Acredito que no final dessa semana ainda, porque é nosso aniversário de namoro. – Beta engoliu seco aquelas palavras.

Roberta: Vão comemorar?

Thayane: Acho melhor não falarmos sobre isso.

Roberta: Vão comemorar? – Insistiu.

Thayane: Ele não gosta de deixar passar em branco, por mim eu não fazia nada, afinal, é só uma data.

Roberta: Só uma data? É isso que o aniversário de mais um mês com alguém especial significa pra ela?

Roberta não acreditou que Thay podia ser tão insensível assim. Por um momento ela achou que o problema era ela mesmo, por dar importância à coisas, talvez, sem tanta importância assim, mas logo viu que realmente era esse o jeito de Thay. Beta só não sabia que Thay falou aquilo por se tratar de Vitor. As coisas com ele já não eram as mesmas coisas, e não havia tanta graça como antigamente. Na verdade, nunca teve tanta emoção, mas depois que Beta apareceu em sua vida, o pouco que Thay sentia por ele virou mínimo.

Roberta: O aniversário de namoro é só uma data como qualquer outra pra você?

Thayane: É! As coisas com Vitor já não são tão importantes assim. Se antes eu nem fazia questão de comemorar, agora nem se fala.

Roberta: Como você consegue ser assim? – Ela sentou-se na cama.

Thayane: Assim como?

Roberta: Fria desse jeito.

Thayane: Eu não sou fria! – Entenda que eu não sei amar.– Só não vejo graça, não com ele.

Roberta: Afinal, você vê ‘graça’ em que?

Thayane: Em você!

Roberta: Eu, ao contrário do Vitor, sou importante pra você?

Thayane: Você sabe que sim.

Roberta: Então por que do aniversário de vocês você lembra e do nosso você esqueceu?

Imediatamente Thay lembrou que o aniversário delas foi sábado. Ela não conseguia acreditar que conseguiu esquecer, sabendo o quão aquilo era importante para Beta. A correria do trabalho e a chegada inesperada de Vitor tiveram porcentagem nesse esquecimento.

Thayane: Me perdoa, eu não sei como fui esquecer disso. – Beta ficou olhando dentro dos olhos de Thay por um bom momento. Ela não falava nada, pois sabia que se falasse qualquer coisa, as lágrimas iriam rolar por seu rosto. Cada vez mais ela sentia que não era tão importante na vida de Thay.

Roberta: Você tem razão, acho melhor não falarmos sobre isso agora. – Ela deu um selinho rápido nos lábios de Thay e deitou-se de costas para ela, cobrindo-se em seguida. – Boa noite.

Thayane: Por favor amor, me perdoe.

Roberta: Tudo bem, não esquenta com isso. Boa noite. – Thay sabia que Beta não queria conversar.

Thayane: Boa noite. – Ela abraçou Beta de conchinha e cobriu-se também.

A noite foi longa para as duas. Quanto mais Beta tentava não pensar em tudo que estava acontecendo, mas ela pensava. Algumas lágrimas rolaram por seu rosto e ela chorou baixinho. Thay acabou pensando em tudo o que estava acontecendo e em como era errado o jeito que ela agia com Beta. Por vezes ela tentou ser uma pessoa melhor, mas acabava agindo sempre do mesmo jeito. Foi pensando nessas coisas que as duas acabaram pegando no sono.

Na manhã seguinte Thay acordou um pouco atrasada, tomou seu banho, seu café, se arrumou, deu um beijo em Beta — como sempre fazia — e foi para o trabalho. Beta acordou lá pelas dez e meia, arrumou o quarto, tomou seu café e foi baixar algumas músicas. Enquanto almoçava seu celular tocou, era o pessoal da boate pedindo que ela tocasse essa noite, pois a DJ que tocaria não iria poder se apresentar. Apesar de não estar muito no clima para festas, ela topou.

Ao anoitecer, May chegou em casa e viu Beta arrumando seus equipamentos.

Mayane: Vai tocar hoje?

Roberta: Vou. Não é meu dia, mas pediram pra mim substituir uma DJ.

Mayane: Ta tudo bem com você? – May notava Beta um pouco desanimada.

Roberta: Mais ou menos. Ontem a noite Thay e eu discutimos.

Mayane: Por que? – Jogou suas coisas no sofá.

Roberta: Pelo fato dela não lembrar nossa data de aniversário e lembrar da data dela e do Vitor.

Mayane: E aí?

Roberta: Encerramos a conversa sem finalizá-la. O clima ta chato, ta estranho. Sei lá.

Mayane: Se o namoro de vocês fosse ‘normal’ eu poderia dizer que tudo que vocês precisam é de um tempo longe uma da outra.

Roberta: Enquanto esse relacionamento for um triangulo amoroso, o normal não irá existir.

Mayane: Nota-se o quanto você já esta desgastada dessa situação. – Thay chegou e elas encerraram o assunto.

Thayane: Boa noite. – Fechou a porta.

Roberta: Boa noite. – Fechou sua maleta com o equipamento.

Mayane: E ai prima. – Thay foi até Beta e deu um selinho.

Thayane: Como você está? – Beta a olhou.

Roberta: Bem e você?

Thayane: Chateada pelo último acontecimento.

Roberta: E o serviço?

Thayane: Cansativo e cheio de problemas. Dá vontade de largar tudo, às vezes.

Roberta: Calma, você é uma excelente profissional, vai conseguir resolver tudo.

Thayane: Assim espero. – Sentou-se no braço do sofá. – Vão sair?

Mayane: Não. Eu acabei de chegar e por falar nisso, vou tomar meu banho. Bom trabalho Beta. – Retirou-se.

Roberta: Eu vou tocar. Quer ir comigo?

Thayane: Se importa se hoje eu não for? Tive um dia cansativo demais, minha cabeça ta a mil.

Roberta: Sem problemas.

Thayane: Tem ideia de que horas vai chegar?

Roberta: Não.

Thayane: Tudo bem então.

Ambas odiavam estarem naquele clima, mas o momento não era um dos melhores para sentarem e conversarem.

Roberta: Eu preciso ir.

Thayane: Já jantou?

Roberta: Não. Eu como qualquer coisa na boate.

Thayane: Vê se come mesmo.

Roberta: Pode deixar. – Ela deu um selinho em Thay. – Até amanhã.

Thayane: Até amanhã. – Beta pegou suas coisas e retirou-se.

Após Beta sair, Thay foi para o seu quarto, tirou sua roupa, tomou seu banho e em seguida Vitor ligou. Eles conversaram por alguns minutos e logo desligaram. Lá pelas sete e meia, Thay resolveu comer alguma coisa para ir deitar-se logo.

Thayane: E aí May, ta boa a janta? – Sentou-se próxima ao balcão com May.

Mayane: Não sei se está uma delicia ou se eu estou com muita fome. – Sorriram.

Thayane: Como foi na faculdade? – Começou a se servir.

Mayane: Um porre, ta chata. E o trabalho?

Thayane: Estressante. Um problema atrás do outro e como se não bastasse esses do trabalho, tenho mais em casa.

Mayane: Vocês duas brigaram de novo, né?

Thayane: É a única coisa que temos feito desde que Vitor chegou.

Mayane: Com razão, né?

Thayane: Ainda pra ajudar eu acabei esquecendo que no sábado completamos mais um mês.

Mayane: Eu sei e como sei!

Thayane: Ela te falou algo?

Mayane: Mais do que você pensa.

Thayane: O que ela disse?

Mayane: Eu não sei se devo me meter.

Thayane: Começou, termina May!

Mayane: Bom, uns dias antes de vocês completarem mais um mês, Beta comentou comigo a respeito e disse que queria fazer algo especial. Eu dei algumas ideias e no fim, ela reservou um restaurante de primeira e um motel lindíssimo pra passar a noite com você.

Thayane: Não brinca que ela fez isso e eu esqueci! – Ela colocou sua mão em sua testa, não acreditando. – No fim ela teve que desmarcar tudo, então?

Mayane: Não. Ela tava muito chateada, eu acabei indo com ela.

Thayane: Você foi com ela no restaurante e no motel?

Mayane: Só no restaurante. Nós jantamos, no meio do jantar chegou um buquê de rosas vermelhas lindo, que seria pra você, claro. Ela pegou uma rosa e o resto ia jogar fora, daí eu peguei pra mim pensando que ela poderia voltar atrás mais tarde. Depois do jantar fomos para a praia, onde ela tomou um porre horrível. Acho que era cinco da manhã quando fomos pro apartamento dela.

Thayane: Foram pro apartamento dela? E o que aconteceu lá?

Mayane: Chegamos lá e dormimos. Foi assim o sábado.

Thayane: Como eu pude fazer isso, meu Deus!

Mayane: Posso te falar uma coisa?

Thayane: Já até imagino o que deve ser.

Mayane: Você ta perdendo uma garota de ouro. E tudo pra que? Pra manter um noivado onde nunca teve sentimento e nem nunca terá. Além de ta fazendo a Beta sofrer, claro.

Thayane: Você acha que eu gosto de estar nessa situação? De um lado meus pais contando com esse noivado, do outro um homem que acha que eu o amo pra valer e do outro, alguém inocente que ta sofrendo por causa dos meus erros.

Mayane: Erros? Que erros?

Thayane: A minha vida é um erro, May. Nunca me apaixonei e achei que isso jamais iria acontecer, então resolvi aceitar esse casamento pra aumentar os lucros da família. Todo mundo ta contando comigo e eu me vejo em um beco sem saída. A Beta é uma garota perfeita e não merece estar passando por tudo isso.

Mayane: Ela tem mil motivos pra desistir de você, e se ainda não desistiu, é porque te ama!

Thayane: Eu vi o quanto, sem perceber, fiz a Beta sofrer e isso não pode continuar.

Mayane: O que você pretende fazer?

Thayane: Talvez o melhor agora seja a gente terminar.

Mayane: Você ficou maluca, Thayane? Eu disse que a Roberta te ama e você fala em terminar com a garota?

Thayane: Eu não posso desistir de tudo o que já estava planejado, não agora. Se ela realmente me ama, ela vai me esperar, mas eu não posso fazer ela ficar aguentando essa situação, então o melhor será deixá-la livre. Se for pra gente ficar juntas, passe o tempo que passar, esse sentimento vai resistir, mesmo estando longe uma da outra.

Mayane: E você vai conseguir ficar sem ela?

Thayane: Se isso for o melhor pra ela, sim.

Mayane: Você acha que ela vai ficar bem se a mulher que ela ama terminar com ela?

Thayane: No começo não, mas depois quem sabe. Vai doer em mim também, mas ela não merece isso.

Mayane: Sinceramente? – May levantou-se e pegou seu prato. – Eu me arrependo de ter começado essa conversa. – Retirou-se para a pia da cozinha.

Thay ficou sozinha com seus pensamentos. Enquanto tomava seu suco sem nem ao menos sentir o gosto ou o quanto ele estava gelado, ela ia pensando em tudo que May acabara de lhe contar. Realmente ela tinha vacilado muito com Beta e isso a deixava mal. Talvez terminar tudo não seria uma boa ideia, mas era a única coisa que ela pensava no momento.

Mayane lavava seu prato e achava um absurdo o que ouviu Thay falar, mas depois acabou vendo que, talvez, não seria tão ruim assim, afinal, esse namoro – aliás, triangulo amoroso – já havia machucado demais sua amiga Roberta.

Enquanto isso na boate

Roberta já havia tocado um bocado de músicas, e apesar de não estar em um clima muito agradável para festas, só mantendo sua cabeça ocupada com a música, ela conseguia deixar de pensar em Thay e em seus problemas. O pessoal vinha cumprimentá-la a todo o momento, alguns até conseguiam roubar alguns sorrisos de sua face.

Depois de tocar mais algumas músicas, Beta encerrou seu ‘expediente’ e foi sentar-se em uma mesa pra beber algo. Dava umas três e meia da manhã, era cedo ainda e Beta não estava a fim de ir embora. Sua bebida chegou trazendo Mila, sua amiga DJ.

Mila: sozinha dona Roberta? – Entregou a bebida e sentou-se com ela.

Roberta: Um pouco cansada, só isso. E você, não vai tocar hoje?

Mila: Não, amanhã é meu dia.

Roberta: Só vadiando, então? – Elas sorriram.

Mila: Podemos dizer que sim. E a namorada te deixou vir sozinha?

Roberta: Ela tava muito cansada do trabalho. – Tomou um gole.

Mila: Xii, quando começa com esses cansaços e com as dores de cabeça é porque o negócio ta a perigo, meu amor.

Roberta: O que?

Mila: O relacionamento não anda bem, certo?

Roberta: Por que acha isso?

Mila: Ah meu amor, apesar de ser da noite, eu entendo de relacionamentos também. – Beta gargalhou.

Roberta: Você me dando conselhos? – Continuo rindo.

Mila: O que? Eu estou falando sério! Posso ser uma boa conselheira e pára de rir porra! – Aos poucos Beta foi parando de rir. – E aí, não vai me contar? Apesar da gente já ter dado uns pegas, eu não guardo mágoas, ande.

Roberta: É, o namoro não anda muito legal não.

Mila: É a mesma? A ex hetero? – Beta sorriu.

Roberta: Essa mesmo. Não sei se naquela noite eu cheguei a te falar, mas ela é noiva.

Mila: Como assim você não me conta esse detalhe importantíssimo? – Deu um tapa no braço de Beta.

Roberta: Aí, esses tapas doem! Pois é, ela era e continua sendo noiva de um cara que morava em outra cidade, e agora esse cara ta aqui na cidade e quer morar com ela.

Mila: E ela vai terminar com ele pra ficar com você, certo?

Roberta: Não. – Mila sorriu.

Mila: Então é óbvio que você vai terminar com ela, né?

Roberta: Não sei ainda.

Mila: Acorda Roberta, enquanto você está só com ela, ela esta com você e com o outro. Se quer continuar com ela, então que seja bom para as duas, fique com outra ou outras pessoas também.

Roberta: Eu a amo, Mila. Não é fácil assim.

Mila: Desculpa te falar do jeito mais natural possível, mas é meu jeito, você sabe. Se essa garota sentisse o mesmo por você, ela já teria largado esse cara quando te conheceu.

Roberta: Tem uma série de coisas por trás de tudo. Os pais dela arrumaram esse noivado desde os quinze anos dela.

Mila: Ah não Beta, me perdoe, mas eu continuo pensando do mesmo jeito e acho que você não quer ver a verdade. E com certeza esse noivo dela deve ser rico. – Beta ficou em silêncio nesse instante e tomou mais um gole de sua bebida. Mila viu que acabou sendo um pouco direta demais e resolveu ajeitar. – Deixa de ser boba, Beta! – Ela pegou na mão de Beta. – Vai se divertir também. Você é linda, sempre teve todas as garotas aos seus pés. Se uma não te quer, existe dez que te querem e que vão saber te dar valor. Eu não gosto de ver você assim.

Roberta: Tudo bem, é passageiro isso. – Forçou um sorriso dando mais um gole.

Mila: Quando você era pegadora e não prestava nada, pelo menos você estava sempre com um sorriso no rosto, safado, mas era um sorriso lindo. – Elas sorriram. — E agora resolveu se apaixonar e lascou tudo, ta aí toda triste.

Roberta: Eu vou melhorar.

Mila: Quer companhia essa noite?

Roberta: Não, não.

Mila: Ok, pode não ser eu, mas te apresento uma amiga que não vai te deixar dormir essa noite. – Sorriu safada.

Roberta: Não se trata de ser ou não você Mila, só acho que não é um bom momento, afinal, eu ainda to namorando.

Mila: Poxa Beta, tem uma loirinha sentada logo atrás de você que não tira os olhos daqui, dá uma olhada. – Beta disfarçadamente olhou para trás e a viu, realmente era uma loira muito linda.

Roberta: Vai lá, quero ver você chegar nela.

Mila: Ta me desafiando como nos velhos tempos? – Beta sorriu.

Roberta: Estou. – Mila se levantou.

Mila: Olhe e aprenda. – Foi em direção a loira.

Roberta ficou observando enquanto acabava com sua bebida. Meia hora de conversa e Beta viu a amiga com um sorriso malicioso saindo da boate acompanhada pela loira.

Roberta: Continua a mesma safada de sempre, cara! – Sorriu.

Mais algumas doses de bebida e Beta decidiu r embora, ela se levantava quando alguém chegou nela.

xXx: Você está mesmo aqui ou é uma visão, Roberta? – Ela virou-se para trás.

Roberta: Fernanda? Quanto tempo. – Sorriu e a deu um beijo.