Além da Eternidade - 1° temporada

22 Ponto final ou vírgula? - parte 1


Notas iniciais
Gente, desculpem pela falta de post, mas o tempo aqui no RS não está ajudando :c

Thayane: Quer mais vinho? – Se sentou sobre a cama.

Roberta: Quero, por favor. – Ela me serviu. – Obrigada.

Sem muita demora ela voltou a se deitar ao meu lado e logo deitou em meu peito. Levei uma mão até seus cabelos e os acariciei, percebi que nesse instante ela havia fechado os olhos, sorri involuntariamente ao ver aquela cena, o vinho que eu ia bebendo aos poucos me dava coragem, aquela coragem que eu precisava pra perguntar como as coisas seriam depois de amanhã. Fiquei em silêncio mais alguns minutos e desisti de perguntar, sei lá, não queria correr o risco de estragar o clima e assim pegamos no sono.

Final da narração de Roberta

Enquanto isso na boate.

Christian: Cara, eu nem sei o quanto já bebi hoje.

Angel: Hoje você começou cedo mesmo.

Christian: Ae, aquela que vem vindo...- Apontou — ...não é a sócia do noivo da Thay? – Angel olhou.

Angel: É sim, se comporta, por favor.

Juliana: Oi, eu lembro de vocês, são amigos da Thay, não é?

Christian: Somos sim.

Angel: Oi. – Sorriu.

Juliana: E a Thay, está com vocês?

Christian: Não, ela ficou dormindo. É uma moça muito comportada.

Angel: Cala a boca. – Sussurrou.

Juliana: E vocês dois, são amigos apenas?

Angel: Somos, grandes amigos.

Christian: Por que a pergunta?

Juliana: Eu tenho uma pessoa pra te apresentar, posso?

Christian: Opa, claro que pode. – Sorriu malicioso.

Juliana: Ok, já volto, só um minuto. – Juliana saiu.

Angel: Como assim pode?

Christian: Quem veio com papo de amigos foi você.

Angel: Olha aqui Christian...

Christian: Ae, ela ta voltando.

Juliana: Ele já vem.

Christian: Ele?

Juliana: É, é um amigo meu, ele também é gay, te viu dançando e se interessou. – Angel segurava pra não rir.

Christian: Ah. – Ele coçou a cabeça – Sabe o que é? Eu preciso ir já, meu bofe ta me esperando no hotel e eu já to atrasado, mas valeu, fala pro teu amigo que fica pra próxima, valeu? – Chris segurou a mão de Angel e saiu puxando-a – Tchau Juliana.

Angel: O que foi garanhão? – Gargalhou.

Christian: No hotel a gente conversa.

Narrando novamente como Roberta

Era quase meio dia quando eu acordei, olhei pro lado e vi Thay dormindo, fiquei babando nela por alguns minutos até que resolvi pedir algo pro nosso almoço. Levantei, tomei um banho, coloquei uma saia e uma blusa e liguei pro restaurante, não demorou muito e a comida chegou, arrumei a mesa e fui chamar Thay pra almoçar. Me aproximei da cama, deitei ao seu lado e mais uma vez fiquei olhando ela dormir. Levei uma mão até seu rosto e o acariciei.

Roberta: Ei, acorda preguicinha. – Sussurrei próximo a sua bochecha. Thay se espreguiçou e sorriu.

Thayane: Já ta na hora de acordar?

Roberta: Já passou da hora faz horas. – Ela sorriu novamente e abriu os olhos.

Thayane: Bom dia. – Tocou minha bochecha com uma mão.

Roberta: Bom dia. – Virei meu rosto e beijei a palma da sua mão. – Já pedi o almoço e a mesa já esta pronta a sua espera.

Thayane: Nossa, que eficaz. – Sorri.

Roberta: Vamos aproveitar que ta quente?

Thayane: Vamos, só vou tomar um banho rapidinho, ok?

Roberta: Claro. – Dei um selinho demorado nela. – Vou servindo a gente enquanto isso.

Enquanto ela tomava seu banho, eu ia nos servindo, não demorou muito e saiu ela, toda linda como sempre e se sentou junto de mim na mesa.

Thayane: Você sabe cozinhar?

Roberta: Sei, não é como um chefe profissional, mas de fome não morro. – Sorrimos.

Thayane: Qualquer dia desses você poderia fazer algo e me chamar pra jantar, né?

Roberta: Nossa, bem direta, nem se convida.

Thayane: Se eu não me convidar, você não me convida mesmo.

Roberta: Ah não é assim não, te convido pra jantar na minha casa então, vou preparar minha especialidade.

Thayane: Hum, e o que é?

Roberta: Não vou falar porque você pode não aparecer. – Ela sorriu.

Thayane: Ok, está combinado então.

Roberta: Falando nisso, o que vamos fazer hoje?

Thayane: Boa pergunta, tem alguma ideia?

Roberta: Não, a gente podia dar uma caminhada no mato. – Fiz cara de safada pra zoar com ela.

Thayane: Lá vem você com essa carinha, boa coisa não vem.

Roberta: É muito bom o que vem sim. – Sorri maliciosa.

Thayane: Você é uma safada!

Roberta: E você não gosta né? Prefere que eu seja toda quietinha.

Thayane: Também não é pra tanto.

Roberta: Se não fosse eu, até hoje você estaria me dando fora, pagando de hétero. – Ela abriu a boca.

Thayane: O que? Eu era hétero até você aparecer ok?

Roberta: Depois da vontade que você me demonstrou ter, eu não acredito, não!

Thayane: Deixa de ser besta guria. – Jogou um guardanapo em mim – Você que me contagiou com a sua safadeza, ok? – Gargalhei.

Roberta: Ta bom, a culpa é minha. E termina de comer logo pra gente sair.

Thayane: Olha o jeito que você fala comigo hein. – Permaneci rindo.

Terminamos de almoçar, nos arrumamos e resolvemos dar uma saída, andar um pouco pelo campo. Não demorou muito e o cansaço nos fez parar.

Thayane: Cansei.

Roberta: Já?

Thayane: Ah eu não to acostumada a andar muito pelo mato. não.

Roberta: Ah não seja fresca. Vamos. – A puxei pela mão.

Thayane: Sério Beta, to cansada. – Avistei uma árvore com uma bela sombra próxima a um lago.

Roberta: Vamos sentar ali então. – Andamos até a árvore, sentei na grama e escorei minhas costas no tronco dela.

Thayane: Abre as pernas. – Não entendi o que ela falou, mas assim fiz, logo Thay se sentou entre minhas pernas e se encostou em mim.

Roberta: Ta bem acomodada?

Thayane: To. – Envolvi meus braços em volta do corpo dela e entrelacei nossos dedos.

Roberta: Paisagem bonita.

Thayane: Muito cut. – Eu sorri.

Roberta: Acho lindo quando você fala ‘cut’. – Ela sorriu.

Thayane: Vamos tirar uma foto?

Roberta: Não trouxe câmera.

Thayane: Nem eu, mas eu trouxe o meu celular, vem.

Roberta: Opa. — Ela encostou sua bochecha na minha, abriu aquele meu sorriso favorito e eu sorri com ela até ela bater a foto.

Thayane: Aeeee, deixa eu ver como ficou. – Ela abriu a foto – Oun ficou cut.

Roberta: Ficou linda mesmo, tirando minha cara de dãã.

Thayane: Ah boba, você ficou linda. – Ela virou o rosto pra mim e eu dei um selinho longo nela, aos poucos ela foi entreabrindo sua boca e eu iniciei um beijo lento.

Levei uma mão até seu rosto e o acariciei, senti a mão de Thay sobre a minha, acariciando-me. Aos poucos fomos finalizando o beijo e logo que o beijo acabou a abracei forte como se fosse o último abraço.