Notas iniciais
Boa noite, gente! Fortes as emoções do capítulo anterior, né? kk Quero agradecer aos comentários e as visualizações aqui e aos recadinhos fora daqui. Tô in love até com as broncas kk E ah! Estamos pertinho do final da fic :( Maas, vamos aos capítulos de hoje!

Mayane: O que a sogra falou?

Christian: Ela sabe de vocês?

Thayane: Não sei, ela perguntou se eu gostava da Beta e logo disse que nossa pequena iria melhorar.

Mayane: Será que a Beta contou?

Christian: Acho que não, mas vocês sabem como são as mães, sentem tudo.

Mayane: Pelo menos a sogra você já ganhou. — Eles sorriram.

Sorrisos, eram raros os momentos de sorrisos que haviam ali ultimamente.

A semana se passou assim, sem nenhuma novidade, até que na sexta-feira, o médico deu-lhes uma noticia boa.

Médico: A paciente Roberta já respira sem ajuda dos aparelhos. Graças a Deus ela não precisa mais dos aparelhos para sobreviver. – Todos sorriram.

Thayane: E ela já acordou?

Médico: Ainda não.

Christian: Tem uma previsão?

Médico: Não. Mas vamos continuar fazendo exames e contatando médicos de todos os lugares do mundo para ver casos assim e os procedimentos a serem feitos.

Roberta ainda não tinha acordado, mas pelo menos já estava fora de perigo. Vez em outra e Thay conseguia dar uma escapada para vê-la.

Thayane: Oi minha princesa. — Falava baixinho e próximo ao ouvido de Beta. — Você está tão linda hoje. Ta mais coradinha, mais quentinha. — Ela acariciava a testa de Beta enquanto segurava uma mão sua. — Preciso tanto ver esses olhinhos seus, neném. Você não imagina a falta que me faz. Tenho tanta coisa pra te contar. — Sorriu e ouviu um barulho. — Preciso ir minha pequena, se alguém me pegar aqui, lascou tudo. — Sorriu de novo e deu um beijo nos lábios de Beta rapidamente. — Eu te amo muito. Pra sempre e mais um dia. — Deu mais um beijo m sua testa e saiu da sala.

Thay voltou para junto do pessoal, mas Chris não estava lá e nem o pai de Roberta. Ela conversou com o pessoal e logo os dois chegaram.

Ricardo: Eu e Christian fomos falar com o médico sobre a possibilidade de transferir a Beta daqui para o Brasil.

Luiza: E o que ele disse?

Christian: Bom, agora que a Beta já não está nos aparelhos, tem como fazer. É um processo extenso, mas da pra fazer.

Mayane: Bom, então não há nada para se pensar, não é?

Christian: Na verdade há sim. Temos que ver em qual hospital ela ficará: se é em São Paulo ou em Porto Alegre.

Thayane: Não acredito nisso! — Sussurrou colocando sua mão no ombro de May.

Ricardo: Na verdade precisamos ver onde será melhor pra ela.

Luiza: O que vocês acham?

Christian: Em Porto Alegre há excelentes hospitais, mas acho que nesse caso, São Paulo será melhor.

Luiza: Mas como vamos fazer?

Thayane: Bom, vocês podem ficar comigo no apartamento da Beta. — Todos a olharam. — É...eu terminei meu noivado há poucos dias e estava no apartamento dela.

Ricardo: Ficaremos poucos dias, até acharmos um apartamento pra nós.

Luiza: Obrigada.

Ricardo e Christian foram dar início no processo de transferência. Depois de algumas horas, várias ligações, vários papéis assinados e eles finalmente conseguiram. No dia seguinte eles viajariam cedo para o Brasil.

Durante a viagem de volta, Beta foi separada deles com uma equipe médica, enquanto o pessoal foi em um avião normal.

Enquanto isso no Brasil

Durante a semana Vitor tentou ligar para Thay, mas seu celular só dava desligado. Preocupado ele entrou em contato com os pais dela e contou-lhes tudo o que havia acontecido. Assim que souberam, os pais dela e Vitor se juntaram e começaram a procurar Thay feito loucos.

Angel: Vitor? Que surpresa você aqui. — Os pais de Thay surgiram. — Aliás, vocês aqui!

Vitor: Angel, você sabe onde a Thay está?

Blanca: Por favor Angel, nos diga onde ela está!

Angel: Calma gente, a Thay está bem. Uma amiga nossa se acidentou fora do País e ela junto com a May e o Christian foram pra lá.

Vitor: Pra onde?

Angel: Foi pro Canadá, aonde exatamente eu não sei. Mas eles estão bem, Christian me liga todas as noites.

Henrique: Eu não acredito que ela fez o que fez e viajou para o Canadá!

Blanca: Você sabe quando ela volta?

Angel: Será por essa semana.

Henrique: Assim que ela chegar, nos avise por favor.

Angel: Sim senhor.

Vitor: Obrigado Angel. — Eles retiraram-se.

Imediatamente Angel correu para o telefone para avisar Chris, como eles estavam no avião, o celular deu desligado então ela mandou uma mensagem. Horas depois e eles chegaram no Brasil e foram direto para o hospital. Marcos, o novo doutor de Roberta veio falar com eles.

Marcos: Boa noite, me chamo Marcos e serei o novo médico da paciente Roberta. — O pessoal o cumprimentou. — Preciso que alguém venha comigo para assinar uns papéis e me contar tudo o que aconteceu.

Ricardo: Eu sou o pai da Roberta, eu vou com o senhor. Christian, poderia vir comigo? Não sei tudo o que aconteceu no acidente.

Christian: Claro, vou sim. — Eles retiraram-se.

Logo veio uma enfermeira falar com as meninas, ela contou que Roberta já estava no quarto e estava bem, também as aconselhou a irem embora, pois hoje seria impossível ver Roberta, já que eles fariam exames a noite toda.

Thayane não quis ir, disse que ficaria a noite e no dia seguinte quando alguém chegasse ela iria para casa tomar um banho e para a empresa rapidinho. O pessoal questionou, mas acabaram aceitando.

Christian levou os pais de Roberta até o apartamento dela e logo seguiu para seu apartamento. Lá ele contou tudo para Angel e Diego.

Durante a noite não teve nenhuma novidade, Beta não acordava, não se mexia, não reagia. Lá pelas seis horas da manhã, uma enfermeira autorizou Thay a vê-la.

Thay rapidamente entrou no quarto e a viu lá, deitada, quieta, sem reação alguma. Ela aproximou-se e segurou sua mão. Antes de voltarem ao Brasil, o médico do Canadá deu a Thay uma sacola, com alguns pertences de Beta. Dentro da sacola, entre as coisas, havia o anel que Thay tinha dado a ela.

Thayane: Oi minha princesa! — Beijou a testa de Beta.

Thay não conseguiu falar mais nada, apenas ficou a olhando enquanto algumas lágrimas caíam por seu rosto. O estado de Beta a matava por dentro cada dia um pouco mais, mas ela sabia que precisava ser forte, ser muito forte, por ela e por Roberta. Thay pegou o anel e colocou em seu dedo.

Logo ela puxou uma cadeira e sentou-se ao seu lado. Thay permaneceu em silêncio, olhando para Roberta enquanto pensava em tudo o que havia acontecido entre elas desde que se conheceram.

Sem perceber ela ficou assim durante uma hora e meia e só foi acordada de seus pensamentos quando os pais de Roberta chegaram.

Luiza: Thay? — Thay a olhou.

Thayane: Oi senhora Luiza. Bom dia. — Levantou-se e secou suas lágrimas.

Luiza: Como ela passou a noite?

Thayane: Bem, ainda que sem novidade.

Luiza: Vai pra casa, você precisa descansar.

Thayane: Eu vou. Preciso tomar um banho.

Luiza: Eu fiz um café antes de sair de casa, tome-o.

Thayane: Obrigada. Por favor, qualquer coisa me ligue.

Luiza: Ligo sim.

Elas trocaram telefone e antes de Thay sair, ela olhou mais uma vez para Beta e saiu. Angel, Diego, May e Chris foram até o hospital para visitar Roberta. Em seguida May foi para o seu trabalho e Angel para o apartamento de Roberta, visitar sua amiga.

No quarto de Roberta

Diego: É difícil ver ela assim.

Christian: É duro, cara.

Eles não trocaram mais nenhuma palavra. Uma lágrima rolou no rosto de cada um e o silêncio os confortou.

No apartamento de Roberta

Assim que chegou em casa, Thay tomou um banho e ao terminar seu banho a campainha tocou, era Angel.

Thayane: Ai amiga, que bom que você veio! — Elas se abraçaram e Angel entrou.

Angel: Como você está?

Thayane: Péssima! — Elas sentaram-se no sofá.

Angel: Nota-se! Você está branca e com olheiras. Tem se alimentado?

Thayane: Não tenho fome, não tenho vontade de nada, na verdade!

Angel: Ai amiga, você precisa comer, precisa estar forte.

Thayane:Você já viu ela?

Angel: Sim, vim de lá agora. — Thay começou a chorar.

Thayane: Eu não aguento ver ela daquele jeito. — Angel a abraçou.

Angel: Eu imagino como deve ser difícil.

Thayane: Tenho medo Angel, tenho muito medo dela não acordar mais.

Angel: Isso não vai acontecer!

Thayane: Preciso da minha Beta! Preciso ver aqueles olhos de novo, preciso sentir o toque dela, necessito do abraço dela, Angel! — Uma lágrima caiu pelo rosto de Angel que a abraçou ainda mais.

Angel: A Beta vai acordar, acredite.

Elas ficaram abraçadas em silêncio alguns longos minutos.

Thayane: Se eu soubesse que aquela seria nossa última noite, eu teria feito tudo diferente! Teria a abraçado mais, a beijado mais, dito mais vezes que eu a amava. Isso me corrói por dentro! — Voltou a chorar.

Angel: Vou pegar um copo com água pra você, só um segundo. — Retirou-se da sala, voltando minutos depois. — Beba e tome esse remédio, é um calmante.

Thayane: Não quero remédios.

Angel: Você precisa, Thay. Pela Beta, por favor.

Thayane: Não! Eu quero ir ao hospital de novo.

Angel: Descanse um pouco, nem que seja uma hora apenas, qualquer coisa, qualquer coisa mesmo eu te acordo. Vou ficar com você aqui.

Thayane: Tá bom. — Thay pegou a água e o comprimido e o tomou.

Logo em seguida, Thay deitou em sua cama e Angel foi junto, assim que ela deitou, Angel deitou junto e a abraçou. Thay adormeceu com o carinho da amiga.

Angel: Oh minha amiga, força! Você precisa ser muito forte agora. — Beijou sua cabeça. — Não quero nem pensar se o pior acontecer.

Lá pela uma da tarde Thay acordou e foi até a sala.

Thayane: Eu dormi demais.

Angel: Você estava precisando. Fiz o almoço, vou esquentar pra você.

Thayane: Não, eu vou para o hospital.

Angel: Acabei de ligar pra mãe da Beta e por lá esta tudo ok. Agora trate de comer.

Angel esquentou o almoço e com muito esforço conseguiu fazer Thay comer um pouco. Após isso ela lavou a louça.

Angel: Quando você vai à empresa?

Thayane: Tava pensando em ir hoje, mas não to com muita vontade.

Angel: Thay, eu não quero te dar mais problemas, mas preciso te contar que teus pais já sabem que você acabou o noivado.

Thayane: Como eles souberam? Nossa, havia até esquecido disso!

Angel: Eu não sei. O Vitor apareceu lá em casa com eles querendo saber de você. Eu disse que você tinha viajado para fora do País por causa de uma amiga nossa que sofreu um acidente. Seu pai está muito bravo. Pediu pra avisá-lo assim que você voltasse.

Thayane: Mais essa agora. — Respirou fundo.

Angel: Você sabe que cedo ou tarde vai ter que encará-los.

Thayane: Sei, mas agora não to com cabeça pra isso.

Angel resolveu deixar esse assunto de lado.

Angel: Bem, e agora tarde, o que pretende fazer?

Thayane: Vou a empresa e de lá para o hospital.

Angel levou Thay em sua empresa e de lá foi para seu trabalho. Thay viu algumas coisas pendentes e pediu para sua funcionária de confiança tomar conta de tudo. Lá pelas cinco e meia da tarde, Thay foi para o hospital.

Thayane: Como ela está? — Entrou no quarto de Beta e foi até ela.

Ricardo: Sem nenhuma novidade.

Thayane: Se vocês quiserem podem ir, eu fico com ela agora.

Luiza: Nós vamos, qualquer coisa nos ligue, por favor.

Thayane: Podem deixar. Boa noite. — Eles a desejaram boa noite também e retiraram-se.

Nisso, Thay deu um beijo na testa de Roberta e sentou-se ao seu lado.

Thayane: Trouxe uma coisa pra você, neném. — Pegou uma rosa de uma de suas bolsas. — É uma rosa, vou deixar aqui nesse vaso. — Levantou-se, colocou água no vaso e a deixou do lado da cama.

Após isso, Thay sentou-se novamente e ficou olhando fixo para o rosto de Beta, como se esperasse algum movimento de sua face, mas foi em vão. Nisso chegou Christian.

Christian: E ai Thay, como está? — Deu um beijo em sua cabeça.

Thayane: Sobrevivendo.

Christian: E a Beta? Sem novidades?

Thayane: Nada.

Christian: Eu fico com ela hoje, vai pra casa.

Thayane: Não, não quero Chris. Quero ficar com ela.

Chris insistiu bastante, mas não conseguiu convencer Thay. Então os dois acabaram passando a noite lá. Na manhã seguinte, Thay foi para sua casa e dormiu um pouco com ajuda de calmantes. Chris, por sua vez foi para sua casa, tomou um banho e foi para o seu emprego. Durante o dia foram visitar Beta, Diego, May e Angel.

Três semanas se passaram


Três semanas se passaram. A vida de Thay se resumia da casa para o hospital e do hospital para casa. Ela não fazia nada além disso. Beta não havia tido nenhuma melhora, mas também nenhuma piora. Em uma tarde qualquer, Chris e May foram visitar Thay.

Mayane: Como está prima?

Thayane: Indo.

Eles conversaram por algumas poucas horas.

Christian: Thay, você precisa continuar sua vida.

Thayane: Como com a Beta naquele estado?

Mayane: O Chris tem razão, prima. Amanhã ou depois a Beta acorda e aí? Ela vai precisar de você. Você precisa ter uma renda estável.

Christian: Sem contar com o que pode acontecer se o seu pai descobrir sobre vocês.

Thayane: É difícil gente.

Christian: Você precisa ser forte por você e pela Beta. É difícil, mas a Beta vai precisar muito de você quando acordar.

Aquelas palavras mexeram com Thay. Ela resolveu fazer como seus amigos a aconselharam. Para começar com a mudança, Thay resolveu encarar seus pais de uma vez por todas.

Mais uma semana havia se passado, Beta ainda não tinha nenhuma melhora. Depois de muitas ligações não atendidas, Thay resolveu ir a casa de seus pais.

Angel: Tem certeza que você está pronta?

Thayane: Preciso fazer isso logo.

Angel: Quer que eu vá junto?

Thayane: Não. Obrigada amiga.

Thay retirou-se e foi até a casa de seus pais. O nervosismo tomava conta dela a cada passo dado. Finalmente ela estava lá dentro.

Blanca: Minha filha! — Correu até ela e a abraçou.

Thayane: Oi mamãe.

Blanca: Como você está meu amor? Por que sumiu assim? O que está acontecendo com você? — Antes que Thay pudesse responder, seu pai entrou na conversa.

Henrique: Oras, até que enfim resolveu dar um sinal de vida.

Thayane: Oi papai.

Henrique: Acho que você nos deve uma explicação, Thayane.

Thay respirou fundo, era agora.

Thayane: Sim e foi pra isso que eu vim até aqui.

Henrique: O que te deu na cabeça para acabar seu noivado?

Thayane: Eu cansei papai. Cansei de viver uma vida que eu nao sonhei pra mim.

Henrique: Por favor Thayane, vamos viver a realidade e não a fantasia. Oras! Você está jogando no lixo um futuro brilhante que eu e sua mãe planejamos pra você! — Falou em tom alto.

Thayane: É isso que eu não quero! Eu quero viver a minha vida, com as minhas escolhas e não as suas!

Henrique: Ninguém melhor que eu e sua mãe para sabermos o que é melhor pra você ou não!

Thayane: Você está enganado, papai!

Henrique: É assim que você nos agradece?

Thayane: Papai, eu só quero seguir a minha vida do meu modo.

Henrique: Que modo melhor que esse Thayane? O Vitor é de uma família de sobrenome, é um excelente profissional. Ele e só ele te dará um futuro brilhante.

Thayane: Eu vou te provar que não é só ele e que eu posso andar com meus próprios pés!

Henrique: Tudo o que você tem hoje é graças a mim!

Thayane: Até hoje eu fiz tudo como o senhor quis. Me formei, abri uma empresa e graças a Deus ela está indo cada vez melhor. Agora é hora de tomar minhas próprias decisões!

Henrique: 70% daquela empresa cresceu graças a mim!

Thayane: Chega papai! Eu já me decidi e não vou voltar atrás. Não vou me casar com Vitor.

Henrique: Pelo menos esse outro tem sobrenome?

Thayane: Que outro?

Henrique: Como que outro? Você só pode ter deixado o Vitor por causa de outro.

Thay pensou em falar tudo de uma vez e contar sobre Roberta, mas ela sabia o quão influenciador era seu pai e ela temia que ele fizesse algo contra Roberta.

Thayane: Não me interessa o dinheiro.

Henrique: Pelo amor de Deus Thayane, perderemos nossa sociedade com a família de Vitor.

Thayane: Eu já falei que não me interessa essa droga de dinheiro! — Falou em tom alto.

Blanca: Por favor, parem!

Henrique: É graças a essa droga que você tem tudo o que tem hoje!

Thayane: Você sempre se preocupou com dinheiro e só com o dinheiro, não é?

Henrique: Sempre pensei no seu futuro.

Thayane: Me diz uma vez, uma única vez que você parou e me perguntou se eu estava feliz, papai! — O silêncio tomou conta daquela sala. — Não sabe, né? Claro, você sempre esteve ocupado procurando um melhor comprador pra sua filha!

Henrique: Agora chega Thayane! — Gritou.

Thayane: Chega mesmo papai! — Falou no mesmo tom que ele. — Minha decisão está tomada e não voltarei atrás. Vou te provar que posso chegar aonde você está, com meus próprios pés!

Henrique: Tudo bem. — Thay estranhou. — Mas não conte comigo daqui pra frente. Pode se retirar.