Notas iniciais
Novas revelações estão por vir... E são sobre aquela história da irmã de Seiya, q vem desde o início da série. Será mesmo Marin??? Mas se ñ for, quem mais seria? O.õ

A irmã de Pégaso:


Do Santuário os Cavaleiros que ainda ficaram por lá podiam ver o Eclipse, que já quase se completava. Todos começavam a ficar nervosos, enquanto Shina tenta manter a calma dos rapazes. Marin estivera sumida por dias, e só agora aparecia no grupo.

- Marin, onde você se meteu? O Seiya te procurou por toda parte.

- Shina, você sabe que não era exatamente por mim que ele procurava. – e virando-se para o local por onde entrara – Kiki...

- Deixa comigo!

Saltou para trás e, pelas mãos, guiou uma estranha jovem que ambos trouxeram até ali. Seu vestido era simples, pouco abaixo dos joelhos, como se usava na vila vizinha ao Santuário, Rodório. Lá as coisas pareciam ter parado na Grécia antiga. Cobria a cabeça com um capuz, e a delicada sapatilha se trançava até a metade de sua panturrilha. Shina parece se exaltar um pouco ao ver o rosto da menina, tão parecido com o de alguém que conhecia.

- Marin... Essa menina é...

- A pessoa que Seiya anda procurando por todos esses anos.

- Hã? Mas então...

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Nos Campos Elíseos, Thanatos se prepara para desferir o golpe de misericórdia, acreditando que o Cavaleiro nem mesmo consiga mover-se de onde está. Entre os gemidos de dor, ouve a afirmação daquele menino tão ferido de que não poderia morrer ainda. Diante do Deus da morte ele tenta se levantar. O cosmo do inimigo se concentra poderosamente, indo em direção a Seiya, mas ao mesmo tempo ele se ergue rapidamente, explodindo também o seu cosmo.

- Ainda tenho muita coisa pra fazer... E pessoas pra encontrar!

As flores se despedaçam no rastro do \"Cometa de Pégaso\", brilhando intensamente e com todo o seu poder na direção de Thanatos.

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Santuário, Shina ainda não se refez da surpresa ante aquele novo rosto.

- É Seika! Seiya e essa menina são...

- Sim... – responde Marin – Esta é Seika, a irmã mais velha de Seiya.

Os Cavaleiros de bronze ainda estão abobalhados com a novidade, mas Shina se exalta ainda mais, correndo de encontro com a garota, dizendo o quanto Seiya a procurara durante todos aqueles anos, o quanto ele ficaria feliz quando soubesse. Mas a jovem não expressa reação nenhuma, como se tudo aquilo não tivesse a menor importância. Marin logo interfere.
- Não adianta falar do Seiya... Ela desconhece a própria identidade.

- O que?

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O resto do suntuoso manto que cobria a armadura de Thanatos se desfaz, mas o Deus apenas sorri calmamente. Todo o poder do Cavaleiro era nada para ele e o que lhe sobrara de energia se esvaia mais e mais. Ele cai de joelhos, sem forças para manter o próprio corpo, enquanto o inimigo o censura por pensar que seus golpes sequer arranhariam um Deus. Mais uma vez ele avança contra o rapaz, pronto para por fim à sua vida.

Ele para repentinamente e fita com surpresa os dedos, onde havia sangue seu. Seiya o tinha ferido, mesmo que fosse só um arranhão, e isso foi suficiente para deixá-lo furioso. Afinal, tocar um Deus era algo imperdoável. Pisa com força no Cavaleiro, almejando pulverizar seu corpo e providenciar que sua alma sofresse eternamente após a morte pelo ato inadmissível de sujar seu corpo.

Mas mesmo isso lhe parecia insuficiente para quem cometera tal afronta. Aquele garoto deveria sofrer tanto, que até mesmo sua alma se partiria.

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Seika não se lembrava de nada, ela tinha amnésia, sequer sabia o por que de ter ido para a Grécia. Quando Seiya foi levado para o Santuário, a menina o seguiu até os arredores do lugar, mas como ali é inacessível para os humanos normais, ela não conseguiu prosseguir, e desmaiou. Foi um velho de Rodório quem a encontrou e cuidou dela por todos aqueles anos, deixando-a viver com ele e ajudar em sua loja. Com o choque, a garota perdeu a memória, e nas coisas que trouxera havia a única pista de sua identidade: seu nome, Seika.

- Mas Marin, então como conseguiu encontrá-la? Nem mesmo todos os esforços da fundação Graad foram suficientes para achá-la no Japão.

- Eu soube que, no dia em que Seiya partiu, Seika desapareceu. Ela não estava no Japão, por isso pensei que ela teria vindo para cá. Um é a única família do outro, a irmã de Seiya não podia ficar de braços cruzados.

Nesse momento a face da amazona se dirige ao céu. Sob a máscara, seu olhar se perde no horizonte, como numa lembrança, num sentimento profundo.

- Marin... Ouvi dizer que você também veio para a Grécia procurando seu irmão, de quem te separaram na infância, e você também é oriental... Faz tempo que Seiya acredita que você possa ser a irmã dele...

Mas a jovem guerreira continua de costas, fitando o eclipse já quase completo, uma lágrima escorre escondida pela máscara, pingando de seu queixo, mas sem deixar que ninguém perceba. Seu coração se aperta, como poucas vezes desde muito tempo. Ela aprendera a controlar a angústia, ou assim pensava. Sempre séria e exigente, jamais demonstrara felicidade real em suas atitudes.

Seika cai de joelhos, repentinamente se contorcendo, sentindo como se algo a rasgasse por dentro. Sem que pudessem entender o que estava acontecendo com a menina, Kiki e as amazonas a rodeiam, tentando ajudá-la.

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Seiya está caído, o sangue cobre as flores do Elíseos. Calmamente, Thanatos sentencia o destino de alguém de grande importância para o rapaz.

- Vou matar sua irmã, Pégaso.

- O... O que?

- Você mal me ouve nesse estado... Eu disse que matarei sua irmã, que agora está no Santuário. Antes de matá-lo, veja a Terra mais uma vez.

Ele ergue as mãos. Uma grande esfera de luz se forma atrás de si e mostra a imagem do Santuário de Atena. Pode ver a garota de joelhos, sofrendo com o poder do inimigo, rodeada por seus amigos, que tentam ajudá-la.

O sangue escorre de sua testa e ele mal pode abrir os olhos, mas jamais deixaria de reconhecer o rosto daquela menina. Suas faces se banham com as lágrimas, misturadas ao sangue e ao suor, e seu coração se enche de medo pelo que o Deus possa lhe fazer.

- Essa... É mesmo... Minha irmã... Seika... SEIKA!

A menina cospe sangue, o Deus da morte a tortura com sua energia, e com um sorriso de satisfação, obrigando o Cavaleiro a assistir o sofrimento e a morte daquela que tanto desejara rever. Desesperadamente ele reúne suas forças e salta na direção do inimigo, mas é envolto numa esfera de energia que destrói ainda mais sua armadura e o lança novamente ao chão.

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Seika ainda sofre no Santuário. Num impulso Kiki se atira ao nada, sendo atingido e ferido por algo invisível.

- Uma bola de energia ia atingir a Seika... – afirma, sentindo um poder descomunal que preenche tudo com uma assustadora energia de morte.

- Eu não vi nada. – estranha Shina.

- Você deve ver por causa de seus poderes de psicocinésia...

Mais uma esfera de energia se aproxima, o menino está muito ferido, e consegue apenas gritar o lugar de onde ela vem. É Marin quem se atira, ferindo-se também. Sua armadura está trincada, e ela mal consegue se por de joelhos, mas não permitiria que Seika morresse sem conhecer Seiya. Uma forte e assustadora voz fala de forma superior, vinda do céu.

- É inútil que a protejam, vermes... Não podem impedir que eu a mate.

- Quem é você? – desafia Shina.

- Sou Thanatos, Deus da morte. Eu matarei Pégaso, meu prisioneiro nos Campos Elíseos. Mas só isso é pouco para quem ousou desafiar um Deus, por isso matarei sua irmã diante de seus olhos. Saiam da frente, vermes!

Kiki novamente grita de onde vem o próximo ataque. A máscara de Shina voa, despedaçada como sua armadura, e ela cai com o sangue escorrendo de sua testa. Ergue-se com o rosto descoberto, afirmando veementemente que ninguém permitiria ao Deus tirar a vida da menina. Os outros Cavaleiros prontamente rodeiam a jovem por todos os lados, criando uma barreira.
Mas o Deus pouco se importa com isso, mandando novamente sua energia para o lugar. Com seus cosmos, todos criam uma esfera de energia que protege Seika, surpreendendo o inimigo por alguns segundos. Ele logo intensifica seu cosmo, derrubando a todos, deixando-os sem mais energia para continuar em seu caminho.

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Mais uma vez Pégaso reúne forças, voa para trás de Thanatos e se lança aos ares, segurando-o fortemente. Mas nem mesmo o \"Turbilhão de Pégaso\" pôde surpreender o adversário, que simplesmente desaparece, voltando ao chão e deixando o garoto ser atingido em cheio pela própria técnica. Seiya não tem mais condições de lutar, e seus amigos estão impossibilitados de se levantar. A vitória era certa, Thanatos eliminaria o Cavaleiro e sua irmã juntos.

Um tilintar metálico cruza o ar, prendendo-se em seus punhos. As correntes brilhavam, seguras pelas mãos de Andrômeda, que acabara de encontrar seu amigo.

Notas finais
Isso mesmo... A irmã de Seiya acaba de ser encontrada e já está sendo torturada. A coitada nem sabe pq a levaram praquele lugar estranho cheio de maluco de armadura e ainda tá sendo morta aos poucos sem nem saber por que ou por quem. Pq raios essa menina nunca fala nada???? >_<
Mas... Vamos ao próximo capítulo, pq agora nós começamos a nos reunir e a batalha vai ficar interessante de vez