Notas iniciais
Muito bem... AGora ficou td mundo feliz pq tá td mundo vivo!!! Bom... Mas a história naum acaba por aki, e ainda temos q chegar ao fim dessa fase! Vamos lá, último capítulo da fase inferno!!!

Faça-se a luz; a hora do Adeus:


Santuário, o sol já começa a ser encoberto pelo eclipse. Parecia algo normal, não fosse pelo fato de tal fenômeno não ter sido previsto por ninguém que trabalhasse na área da astronomia. Ali no Santuário, porém, todos sabiam o por que de tal acontecimento, e esperavam, cheios de preocupação, pela volta dos Cavaleiros que desceram ao Submundo.

Das casas do zodíaco, protegidas pelos Cavaleiros que já haviam morrido saem os brilhos dourados de suas armaduras, rumo à direção para onde foram os defensores de Atena. As almas dos Cavaleiros mortos guiavam suas vestimentas para o Mundo dos Mortos.

No Muro das Lamentações os Cavaleiros de ouro sobreviventes jaziam caídos. As armas voltaram contra eles, e suas energias estavam no fim. O muro não tinha um arranhão ainda. Parecia que tudo estava perdido. Seiya corre até o Mestre Ancião, pedindo que o deixe tentar, mas, para Dohko, era impossível.

- Milo... – segurava preocupada seu pulso – Você está bem?

- Nala... Tudo bem...

- O que faremos agora?

- Eu não sei.

Seiya toma a espada de libra, com grande teimosia, e avança contra o pilar. Dohko grita tentando fazê-lo parar, mas o menino é impetuoso, e se lança contra o muro. O resultado é o mesmo, ele é atirado longe, de cara contra o chão. Limpando o sangue de seu rosto, Dohko pensa na única possibilidade que poderia tornar possível a destruição da construção.

- Se, pelo menos, tivéssemos todos os Cavaleiros de ouro reunidos...

Um novo clarão ilumina o Submundo, ofuscando nossas vistas numa luz dourada de poder descomunal, um poder que já conhecíamos. Sobre nossas cabeças e à frente do indestrutível muro, pairam as seis armaduras douradas dos cavaleiros já mortos. Com a de Kanon, estavam agora as doze armaduras de ouro ali, no Mundo dos Mortos, e em completa ressonância vibravam juntamente, num tilintar como o de sinos anunciando a chegada da salvação.

---ooo---

Kanon sente a vibração de sua armadura, a ressonância das outras onze, que só reagem dessa forma quando estão todas reunidas, nos casos de maior urgência. As outras vestimentas chamavam pela de Gêmeos, e o Cavaleiro não se nega a tal chamado, retira a armadura, e a deixa seguir para o seu destino. Olhando para o brilho dourado que viaja em direção à Giudecca, ele se despede.

- Adeus, conto com você, Saga.

Radamanthys o olha com desprezo, certo de que sua vitória será ainda mais fácil agora.

- Idiota, o que pretende tirando a armadura.

- Minha missão já foi cumprida, ela deve ir até meu irmão agora, e eu posso enfrentá-lo da maneira que bem entender.

- Imbecil, agora você pode é morrer... \"MÁXIMA PRECAUÇÃO!\"

O golpe o atinge em cheio, e o Cavaleiro sangra violentamente. Como poderia vencer o mais poderoso dos 108 espectros de Hades sem sua armadura? Para Radamanthys, isso era simplesmente impossível. Erguendo seu rosto das pedras do chão, Kanon apenas contradiz as palavras do juiz.

- Você acha mesmo que poderá me vencer sem seu traje?

- E quem falou em vencer? Você será meu companheiro de viagem.

- O que?

Ele se ergue, e rapidamente se põe atrás do adversário, segurando-o pelas costas com toda a força que consegue. Seu cosmo se eleva absurdamente.

- Sim, Radamanthys, uma viagem rumo à morte!

Eleva-se aos céus do Submundo, com seu cosmo apenas aumentando mais e mais, enquanto Radamanthys entra em desespero.

- O que está fazendo, você é suicida?

- Já disse que minha missão foi cumprida. Os doze Cavaleiros mais poderosos estão reunidos em Giudecca, portanto a vitória é certa. Eu já me redimi de meus pecados, não tenho nada a temer.

- Você é louco!

- Isso mesmo... \"EXPLOSÃO GALÁCTICA!\"

O feixe brilhante e assustadoramente poderoso de Kanon explode com a técnica mais aterradora já conhecida pelos Cavaleiros, seus corpos queimam e se desintegram no ar com o poder de toda uma galáxia em explosão. A luta está acabada.

---ooo---

A explosão pode ser vista de Giudecca, seu cosmo é inconfundível.

- Aquele é... – balbucia Shiryu.

- Kanon... – conclui Hyoga.

- Kanon – suspiro, antes de baixar a cabeça – Era pra você vencê-lo, não pra morrer com ele...

Milo pousa a mão sobre meu ombro, com os olhos marejados.

- É... As pessoas podem mudar, e recomeçar. Kanon se tornou um verdadeiro Cavaleiro de Atena.

A armadura aparece sobre nossas cabeças, agora estavam as doze em Giudecca. O brilho aumenta ainda mais, e elas se fragmentam, prontas para serem usadas. As atenções se voltam para elas, e a expectativa crescia cada vez mais. O que estaria acontecendo? Estava tudo mais confuso e impossível a cada momento.

O brilho diminui, podemos ver novamente as armaduras, estavam vestidas, eram ninguém menos que os próprios Cavaleiros de ouro, com seus cosmos cheios de poder e determinação. Entre eles, pela primeira vez, víamos aquele que se tornara a maior lenda de todos os tempos no Santuário, vestindo imponentemente a armadura dourada de Sagitário, até mesmo Aiolos voltara da morte para por abaixo nosso maior obstáculo no momento.

Mesmo depois de mortos, mesmo que seus corpos tivessem se desintegrado por completo, seus espíritos retornavam às suas armaduras para, mais uma vez, lutarem por Atena, para abrirem o caminho até o Elíseos, para abrirem o caminho para o futuro da humanidade. Era para isso que os Cavaleiros de ouro existiam nesta época, era por isso que eles viviam...

Reunidos agora, após tantos anos, não havia mais diferenças ou dúvidas. Aiolia pôde, mais uma vez, apertar a mão de seu irmão, com os olhos cheios d\'água, e Aiolos orgulhosamente reconhece a lealdade e honra do rapaz. As mãos de Aldebaran, amigavelmente sobre os ombros de Seiya, lhe dão forças. Máscara da Morte e Afrodite podiam fazer as pazes com Mu pela batalha sem sentido na casa de Áries, Saga não precisava mais ter remorsos, e agora levava o espírito de Kanon, seu irmão, consigo.

Em torno de nosso mestre, Hyoga e eu tínhamos os olhos marejados, cheios de felicidade. Camus sorria, normalmente ele era sério, por isso eu me sentia ainda melhor quando o via sorrir. O abracei mais uma vez, como poucas vezes pude ou tive coragem de fazer.

Aiolos retira o arco e a flecha, armando-os e elevando seu cosmo. Aiolia torna para os amigos que estavam ao seu lado.

- Mu, Milo, Shaka...

- Sim, nós entendemos. – respondem prontamente.

Milo se volta novamente para mim, pousando a mão sobre meu rosto, sorri, e me abraça com força. \"Adeus, irmãzinha...\". Meu coração gela, prendo seus cabelos entre meus dedos, com as lágrimas já a escorrer pelo meu rosto.

- Não, Milo... O que está falando?

Dohko não olha para trás, apenas nos manda embora.

-Vocês cinco, saiam deste lugar...

- Do que está falando, mestre? – indaga Shiryu.

- Agora que os doze Cavaleiros de ouro estão juntos, colocaremos todos os nossos cosmos na flecha que será disparada por Aiolos. Nos tornaremos um só, em nosso último desejo, criaremos a luz do sol a partir da flecha disparada, e finalmente destruiremos o Muro das Lamentações.

- Mas... – resmungo – Ultimo desejo...?

- Sim... Depois disso, uma destruição de magnitude inimaginável acontecerá, e nós não estaremos mais aqui.

- Não... Isso não...

- Não se esqueçam que vocês também têm uma missão. Têm que entregar a armadura de Atena. O Muro das Lamentações leva ao Elíseos por meio de um espaço interdimensional que os humanos jamais poderiam transpor, sendo sugados para outra dimensão, só os Deuses podem fazê-lo. Mas suas armaduras foram banhadas pelo sangue de Atena, e vocês poderão atravessar.

- O sangue de Atena... Em nossas armaduras? – gagueja Shun.

- Escutem... Se vocês chegarem ao Elíseos, Atena poderá vencer Hades, e a guerra que se estende desde a antiguidade se findará.

- Do que está falando? – pergunta Shiryu, confuso.

- Estou falando que é lá que descasa o verdadeiro corpo de Hades, desde a era mitológica. Ele ama seu corpo, por isso só despertará nele quando a Terra estiver sob seu controle. É por isso que ele escolhe um corpo humano para encarnar, para que governe com o seu sobre a Terra, sem nenhum arranhão.

- Quer dizer que... – diz Shun pensativo.

- Foi por isso que ele escolheu o seu corpo. Agora, vocês devem ir até o Elíseos, encontrar o verdadeiro corpo de Hades e dar fim a ele. Assim, ele deve cessar em tentar conquistar a Terra para si.

Havíamos entendido, os Cavaleiros de ouro eram os únicos que poderiam destruir o Muro das Lamentações, e nós, os únicos que poderíamos chegar ao Elíseos e destruir o verdadeiro corpo de Hades. Mais uma vez o mestre nos manda sair dali e procurarmos abrigo. Os cosmos dos Cavaleiros aumentavam mais e mais, e a corda do arco se torna ainda mais tensa. Ouvimos, com os corações apertados, as últimas palavras dos guerreiros dourados.

- Deixo o resto com você, Seiya. – diz Aiolia confiante.

- Para o Elíseos, Nala, Hyoga.

- Milo... – chamo pela última vez, com a voz rouca e o rosto molhado.

- Salvem Atena... E a Terra. – completam Shaka e Mu.

Todos sorriam para nós, sem medo ou dúvidas, cheios de confiança. Aiolos eleva ainda mais o seu cosmo, sua aura brilha poderosamente, mas sem nenhuma agressividade, e ele nos dá também o seu adeus.

- Então vamos, Cavaleiros da esperança! Confiamos Atena a vocês.

Corremos na direção oposta, rumo ao salão de Giudecca. As lágrimas saltavam de nossos olhos, e respingavam no chão, mas os cosmos dos Cavaleiros dourados não tinham tristeza, em suas últimas palavras, eles sorriram, em seus últimos minutos, eles nos deram adeus com felicidade, com orgulho de suas decisões, com confiança em seus sucessores. Enquanto chorávamos, eles nos confortavam com seus cosmos cheios de alegria, dizendo-nos, em nossos corações, que éramos todos irmãos, que lutáramos juntos desde a era mitológica. E agora chegara a hora de dizermos adeus a estes irmãos.

Fechamos a porta do salão às nossas costas, ofegantes, talvez mais por nossos corações que tanto pesavam. No coração de Shiryu a voz de seu mestre lhe fala, apoiando-o como sempre:

\"Shiryu... Uma dura batalha o aguarda a partir de agora. Mas você não deve morrer, há alguém que espera por sua volta. Viva, por Shunrey.\"

\"Devo agradecê-lo, Shiryu...\" – era a voz de Shura desta vez – \"Você derrubou meu orgulho, mostrando meu erro... Esse orgulho que feriste, transforme em cosmo e queime!\"

Ele não escondia as lágrimas, que fluíam abundantes por suas faces. Também ouvimos em nossos cosmos, as vozes que nos encorajavam.

-Mestre Camus... – chama Hyoga.

\"Hyoga, Nala, não olhem para trás. Como quando nos enfrentaram nas doze casas, quando se toma uma decisão, têm que levá-la até o fim. Permaneçam-se frios nestas situações.\"

Meu punho se fechou fortemente, apoiado ao chão. Hyoga tocou meu ombro, e eu o abracei com todas as forças, escondendo as lágrimas em seu peito, enquanto ele também chorava, envolvendo-me em seus braços. Ambos precisávamos desse apoio.

\"Ei, vocês dois... Parem com isso. Minha irmãzinha foi tão forte em me vencer, e agora parece tão frágil...? Adeus não precisa ser para sempre, é como um \'Doc Vidanja\', né, Hyoga? Estarei sempre com você, Nala. E vê se cuida bem dela, Cisne, ou eu volto pra te transformar em queijo suíço!\"

Um leve sorriso conformado brotou em meus lábios, ainda afogados por lágrimas, e me seguro com ainda mais força a Hyoga.

Uma voz suave fala ainda na mente de Shun, fazendo-o lembrar-se de sua batalha na 12ª casa, há anos atrás.

\"Como daquela vez, Andrômeda, faça um milagre.\"

Todos juntos, confiando a nós o fim da batalha, elevando seus cosmo a um nível inimaginável, transformando todas as suas energias em uma única, os Cavaleiros de ouro explodem seus cosmos e suas vidas, trazendo luz a um mundo de escuridão, e o brilho toma conta de todo o local.

A flecha é liberada, envolta na mais pura energia concentrada, atingindo o centro do Muro das Lamentações. O brilho se expande para todos os lados, consome tudo à sua volta, os Cavaleiros desaparecem, os raios rasgam o chão e toda Giudecca se preenche de luz, que adentra o salão com uma força incrível. Tudo começa a vir abaixo, o teto, os pilares, as escadas se rompem.

- Nala! – exclama Hyoga, debruçando sobre mim para me proteger dos blocos de pedra que caíam.

Todo o palácio de Giudecca estava destruído, tínhamos que afastar os restos de construção que estavam sobre nós. Hyoga me ajuda a sair.

- Hyoga... Você está bem?

- Estou. E você?

- Claro, você se machucou no meu lugar... – respondi preocupada.

Seguimos de volta para o Muro das Lamentações, preparados para a destruição que encontraríamos. Um enorme buraco se abrira na construção, onde nem mesmo todo o poder de Shaka conseguira fazer um arranhão. Baixei os olhos, novamente tomada de tristeza.

- Então... Os Cavaleiros de ouro... Milo... Mestre Camus...

- Todos eles... – diz Shun – Todos confiaram a Terra a nós.

- E foram fieis aos ideais de Atena mesmo após a morte, lutando com honra até o fim, sem duvidar ou temer as conseqüências.

- Nós não deixaremos que sejam esquecidos – promete Hyoga – não os guerreiros mais valentes e poderosos do Santuário.

- Seus cosmos nos guiarão para sempre. – completo.

As lágrimas ainda não haviam secado, mas ainda assim, Seiya tenta dar ânimo a todos.

- Não é hora de chorar. Os Cavaleiros de ouro deram suas vidas para abrir esse rombo no Muro das Lamentações, então sigamos em frente!

Seca as lágrimas mais teimosas de seus olhos, e corre para dentro do buraco aberto, nós o seguimos.

Notas finais
Isso... Num tá acontecendo... Ç.Ç

Hyoga: Ç.Ç

Todos: T.T

Shiryu: Mestre Ancião... T.T

Hyoga: Mestre Camus... T.T

Nala: Mestre Camus... Milo... Buááááááá T.T

Hyoga e Nala (se abraçam, chorando)

Shun: Ah... Isso num acaba nunca? T.T

Seiya: Vambora, gente... Num aguento mais esse inferno.

Shiryu: Agora concordo c/ vc.

Hyoga: Plenamente... T.T

Shuif... Assim eu vou secar por dentro... Shuif... Até o próximo post, gente... C/ a fase elíseos! Ç.Ç